sexta-feira, 14 de julho de 2017

O amor não é uma blindagem


Michael Faraday, um físico britânico, fez uma experiência consigo mesmo em 1836. Para provar que as cargas elétricas em um condutor se reorganizam apenas em sua superfície mantendo o campo elétrico nulo em seu interior, ele se colocou dentro de uma gaiola metálica, que mesmo tendo sido eletrizada não lhe causou nenhum mal.
É por isso que ficamos protegidos dentro de um carro ainda que a sua superfície tenha sido atingida por um raio ou por um poste de eletricidade, por exemplo, e este fenômeno se chama blindagem eletrostática.
  Uma forma clássica e fácil de testar isso é envolver um celular em papel alumínio e ligar para ele. As ondas eletromagnéticas não o alcançarão, pois estará blindado eletrostaticamente e a sua ligação cairá na caixa postal.
A questão é que somos tendenciosos a ver o amor como uma gaiola de Faraday que blinda os nossos relacionamentos de qualquer interferência. Muito provavelmente não nestes termos, mas talvez na concepção de que a superioridade do amor anula o poder das influências externas sobre nós.
  Carregamos, frequentemente, a ilusão de que dentro de um relacionamento não seremos atraídos por outras pessoas ou tentados a desistir, de que dentro de nossas famílias não seremos capazes de permitir que a rotina sufoque nossas responsabilidades e de que dentro de nossos ministérios não seremos atingidos pela autossuficiência.
Mas a certeza de que o amor permeia todas estas áreas não deve bitolar nossos olhos de maneira que deixemos de vigiar as arestas de cada uma delas. A certeza de que amamos nossos noivos ou cônjuges, nossos familiares, e cada pessoa envolvida em nossos ministérios não pode nos fazer crer que embrulhamos a eles e a nós em uma blindagem inquebrável.
  Infelizmente temos essa concepção, pois todos fomos, de alguma forma, ensinados a associar o amor a comum e altamente equivocada definição de um mero sentimento, o que gera a sensação de que a perseverança em um relacionamento se dará por conta de como nos sentimos em relação ao outro.
  Todavia, amar não é um sentimento, nem tampouco uma resposta a um sentimento. O amor é uma resposta de obediência a um mandamento que está muito acima do que possamos sentir. Assim, se o amor é para nós uma resposta, a sua origem não está em nós. A sua origem está Naquele que é o próprio Amor e que nos capacitou para amar como Ele.
  Em I Jo 4. 7, lemos que “todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus”, e por isso, a capacidade para amar provém da intimidade com Aquele que é o Amor, e que escolheu se manifestar em atos de sacrifício por pecadores indignos, para que tais pudessem se tornar dignos de viver por meio dele, e de obedecer a Ele amando aos outros como Ele ensinou.
  Dessa forma, permanecermos amando não se trata de uma escolha emocional, mas de um ato incondicional de obediência Àquele a quem chamamos de Senhor, e que decidiu se entregar à vontade de Deus como um sacrifício vivo, ainda que o seu corpo e mente se submetesse aos maiores e inimagináveis conflitos de “tristeza mortal” (Mt 26.38-39).
  Por isso, lembre-se que ainda que o amor não anule as tempestuosas interferências que outros sentimentos podem vir a causar sobre nós, é ele quem garante a perseverança diante delas, pois não partilhamos de um espírito qualquer, mas do Espírito Daquele que nos ensinou com a própria vida o que é o amor, e seremos conhecidos por permanecer Nele com o fato de que Ele nos deu do Seu Espírito (I Jo 4.13), e é por Seu Espírito em nós que podemos perseverar em amor.
  É por Seu Espírito em nós que podemos persistir amando aqueles a quem decidimos nos unir por toda a vida, é por Seu Espírito em nós que podemos renunciar a tentação de nos rendermos a outra pessoa que não a que nos comprometemos em amor, é por Seu Espírito em nós que podemos perdoar com o perdão que recebemos e pedirmos perdão com humildade, é por Seu Espírito em nós que podemos exortar com graça e não por orgulho, é por Seu Espírito em nós que podemos escolher permanecer ainda que tudo coopere para a nossa desistência, é por Seu Espírito em nós que perseveramos pelo que vemos por fé e não por aquilo que nossos olhos enxergam.
  É por Seu Espírito em nós que daremos o último passo para chegar em Casa estando cansados e feridos, mas perseverantes e fiéis, dizendo como o salmista Davi, “Eu cri, ainda que tenha dito: estive sobremodo aflito” (Sl 116.10), pois as aflições não mudam convicções.

Autora: Sabrina Uchôa
Leia Mais ►

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Não se engane, o diabo também diz crer

 
 A carta de Tiago tem um conteúdo de extrema praticidade. O autor convoca aqueles irmãos a viverem de acordo com a verdade do evangelho (2.12). Aquela comunidade de cristãos judeus estava vivendo inúmeras incoerências a respeito da fé evangélica. Havia pessoas que menosprezavam os pobres, patrões que não pagam os salários de seus empregados, julgamentos baseados na classe social e uma grande falta de amor entre eles (2.29; 3.14-26; 4.11; 5.1-6). No decorrer da narrativa, Tiago nos dá o seguinte argumento “Crês, tu, que Deus é um só? Fazes bem. Até os demônios creem e tremem. ”(2.19). De forma clara e direta Tiago está dizendo: A mera profissão de fé, assimilação intelectual de fatos históricos não significa confiar, se submeter em obediência e adorar ao Senhor Jesus.
Nos dias de hoje, infelizmente o mesmo tipo de pessoa vem se adentrando aos recintos em que o corpo de Jesus está presente. Pessoas dizem que creem em Deus, mas  suas vidas não mudaram em nada. Elas são “cristãs”, mas vivem como pessoas que estão imersas no engano de Satanás. Esses não amam o próximo, rejeitam os seus líderes, vivem na prática do pecado, isso sem contar a falta de uma vida de oração e leitura da Palavra. Batem o pé com toda força gritando que são pessoas regeneradas, mas o que mais é possível ver em sua vida é uma conduta contrária aos ensinos sagrados.
   O capítulo dois dessa carta vem como uma marreta que reduz ao pó tal argumento pedregoso. Tiago nos diz que a fé sem obras é morta (2.17, 26). Seu ponto aqui é que os que se dizem crentes no Senhor Jesus devem viver uma vida que é compatível a tal declaração. A fé está intimamente ligada com a prática. Tiago revela que alguém que diz crer, mas não vive é um insensato (2.20). Crer, até os demônios creem, coisa que tais pessoas não fazem, visto que vivem de maneira oposta ao evangelho da graça.
   O ensino de Tiago é que a maneira que eu vivo deve ser um reflexo do que falo. Minha vida deve seguir os ensinamentos de Jesus, se digo que sou cristão. Tiago não está ensinando salvação por obras, mas sim uma conduta que é coerente ao que falamos. Não podemos dizer que acreditamos em Deus, mas vivermos como se ele não existisse. Não estou dizendo que seremos perfeitos, mas que o que Tiago está nos dizendo é que devemos professar e viver a mesma coisa. Pare e pense em sua vida. Será que aquilo que você diz é demonstrando na maneira que você vive? Existe um ditado muito interessante “aquilo que você diz grita tão alto que eu não consigo ouvir o que você fala”, por isso, alguns por suas atitudes têm sido motivo de tropeço para os descrentes.

    Sim, os demônios creem, mas não vivem o evangelho, rejeitam a Deus e sua verdade. Oro para que não venhamos nos parecer com tais seres malignos, mas sim que possamos ser bem-aventurados por que praticamos aquilo que dizemos, ou melhor, aquilo que o Senhor disse (1.25). Nossas palavras e ações devem andar em sintonia, pois o que passar disso é do maligno. 

Autor: Wellington Leite (Toddy)
Leia Mais ►

sexta-feira, 9 de junho de 2017

John Wycliffe nos fala hoje

Um pré-reformador que muitas vezes é deixado de lado na história, mas sem dúvida tem em sua vida inúmeras realizações para nos motivar na caminhada de buscar a Glória de Deus.

Agostinho certa vez disse que “ subimos nos ombros de gigantes para podermos ver mais adiante”. John Wycliffe sem dúvida é um desses pilares da fé que nos motivam e ajudam a caminhar na fé cristã. Sua ousadia contra um sistema que não queria a Bíblia na mão do povo é digna de ser lembrada. Não permitiu que o clero dominasse as Escrituras, antes levou as Sagradas Letras na língua do povo. “O conhecimento da lei de Deus deve ser ensinado na língua mais fácil de entender, porque o que está sendo ensinado é a palavra de Deus” disse Wycliffe. Graças a seu empenho e sofrimento os ingleses tiveram as Escrituras em sua própria língua. Aquele povo pode pela primeira vez ler as Palavras de Vida Eterna em sua língua materna. Sua tradução auxiliou os missionários Lolardos a proclamar as virtudes de Cristo chamando pecadores ao arrependimento, os levando a abraçar com todas as suas forças o Salvador ressuscitado no século 14.

Sua vida retrata aquilo que o Senhor em João 12 disse “o grão de trigo deve morrer para que se tenha vida”. Ele morreu para aquilo que era a falso. Morreu para si mesmo. Sua morte para esse mundo trouxesse vida para muitos. Deus usou de modo gracioso esse pequeno homem. Depois de sua morte nos é dito “Inúmeras cópias da Bíblia de Wycliffe foram feitas. Elas tinham grande circulação e eram passadas para as gerações seguintes”. Deus pegou esse barro e fez dele um vaso belo para colocar em sua galeria da fé. 

Esse gigante morreu, mas outros se levantaram e difundiram seus conceitos acerca da fé cristã. Sua morte foi inesperada, mas com certeza estava determinada por Deus para dar descanso a esse guerreiro da fé bíblica. Foi considerado como herege “"Você diz que é uma heresia falar das Sagradas Escrituras em inglês. Você me chama de herege porque eu traduzo a Bíblia para a língua comum do povo. Você sabe contra quem você está blasfemando? Não foi o Espírito Santo que deu a Palavra de Deus em primeiro lugar na língua materna dos países para o qual ela foi dirigida? " 

Mesmo depois de morto seu corpo foi desenterrado, queimado e suas cinzas jogadas no rio Swift. Aquele que trouxesse luz, mediante a graça de Deus, tornou-se odiado pelos cegos que se declaravam defensores do cristianismo. Seu nome era desprezado, sua história causava náuseas naqueles opositores. Ao contrário dos homens de sua época sua trajetória nos causa animo, e leva-nos a batalhar pela fé evangélica. Hoje o herege é um dos heróis do cristianismo protestante. Seu nome não é mais odiado, pelo contrário, é lembrando como sendo um daqueles que esse mundo não é digno de receber e que amaram a Deus acima de tudo. Hoje existe uma organização que leva seu nome, e que tem o mesmo propósito do pré-reformador, traduzir as Escrituras para os povos que ainda não tem a Palavra de Deus em sua língua. Um dicionário de extrema influencia no mundo teológico também leva seu nome. Ele morreu e foi sepultado, mas a graça de Deus fez desse servo uma grande influência para os dias de hoje. 

Wycliff e nos fala hoje e suas palavras são 2 Corintios 4:

1 Pelo que, tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi feita, não desfalecemos;

2 pelo contrário, rejeitamos as coisas que, por vergonhosas, se ocultam, não andando com astúcia, nem adulterando a palavra de Deus; antes, nos recomendamos à consciência de todo homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade.

3 Mas, se o nosso evangelho ainda está encoberto, é para os que se perdem que está encoberto,

4 nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus.

5 Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor e a nós mesmos como vossos servos, por amor de Jesus.

6 Porque Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, ele mesmo resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo.

7 Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós.

8 Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados;

9 perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos;

10 levando sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo.

11 Porque nós, que vivemos, somos sempre entregues à morte por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal.

12 De modo que, em nós, opera a morte, mas, em vós, a vida.

13 Tendo, porém, o mesmo espírito da fé, como está escrito: Eu cri; por isso, é que falei. Também nós cremos; por isso, também falamos,

14 sabendo que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus também nos ressuscitará com Jesus e nos apresentará convosco.

15 Porque todas as coisas existem por amor de vós, para que a graça, multiplicando-se, torne abundantes as ações de graças por meio de muitos, para glória de Deus.

16 Por isso, não desanimamos; pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo, o nosso homem interior se renova de dia em dia.

17 Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação,

18 não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas

SOLI DEO GLORI
(Fountain, John Wycliffe, pp. 45-47).


Leia Mais ►

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Deus foi o primeiro Blogueiro. As “mídias sociais” de Deus são melhores para nós agora do que o Face a Face.

Eu quero começar dizendo: Todos os cristãos devem amar e se regozijar no dom da comunicação escrita, das mídias sociais e tecnologia.

É necessário ser dito que os cristãos precisam parar de reclamar e resmungar sobre Internet, Facebook, Twitter, redes sociais etc. Isto é o mesmo que cristãos se queixando de livros, jornais, revistas... em outro tempo – Ou seja, as coisas que as pessoas escrevem ou dizem! “Eu não suporto!” “Ler não é bom para mim!” “Estou desistindo dos livros, jornais, revistas...”

Todos os lamentos e queixas, e todas as piedosas tentativas de parecer santo fazendo isso, é realmente simplesmente reclamar sobre as pessoas e tentar parecer santo assim. “Eles não dizem as coisas certas. Eles dizem coisas que não devem. Eles escrevem coisas que não deveriam. Eles gostam de coisas que não deveriam. Eles compartilham coisas que não deveriam. Eles leem coisas que não deveriam.” Eu perdi alguma coisa? Essa não foi sempre a história humana?

Mas Jesus viu as multidões e teve compaixão delas, como ovelhas sem pastor. Eu acho que Jesus teria a mesma reação ao Facebook, Instagram, Twitter, etc. Agora, é claro, Jesus às vezes deixava as multidões para descansar, orar, ensinar Seus discípulos...

Então, claro, meu ponto é não deixar a (internet) multidões invadir e conduzir sua vida inteira. Você tem deveres para com Deus, seu marido, sua esposa, seus filhos, sua igreja, seu chefe, seus professores, seus pais, seus amigos, vizinhos... Você não deve negligenciar esses deveres. Mas às vezes, quando a mãe e os irmãos de Jesus apareciam fora de uma casa lotada onde Jesus estava ensinando a falando com a multidão, Ele não largou tudo e saiu correndo para ver sua família imediatamente. Às vezes, amor cristão e paciência demora um pouco mais nos comentários de um post no Facebook...

Enquanto usamos a palavra virtual para descrever muito do que acontece on-line, simplesmente não é o caso de que as pessoas escrevendo, comentando, gostando e compartilhando sejam falsas ou irreais ( “virtuais” - Ok, alguns são perfis falsos ). Na maioria das vezes, eles são pessoas reais como você e eu, com amores e dores, esperanças e confusões, e pecado e sabedoria, tudo junto em diferentes combinações. Eles são pessoas reais, e, portanto, a internet é uma extensão da comunidade real. Observe que eu disse extensão e não substituição. Você não pode “ir à igreja” na internet, e isso é porque a igreja exige fisicalidade ( a não ser por um impedimento que não pode ser contornado).

Agora é absolutamente verdade que aprender a se comunicar com palavras escritas e imagens... É um pouco diferente do que falar com outra pessoa cara a cara na mesma sala. Mas nós realmente não devemos exagerar esta diferença. Deus inventou a palavra escrita. Foi ideia dele, não nossa. A palavra escrita não é um subproduto infeliz do consumismo humanista. Adão pode ter descoberto palavras escritas pouco depois da criação; Ou talvez no tempo de Noé, o povo de Deus estava escrevendo as histórias da fidelidade da aliança de Deus. Mas certamente no tempo de Moisés, o próprio Deus estabeleceu um precedente de comunicação escrita como bom, santo e suficiente. O próprio dedo de Deus escreveu as primeiras palavras na Bíblia nas tábuas de Pedra. Ele fez isto quando Ele escreveu os Dez Mandamentos em tábuas de pedra com Seu próprio dedo e os enviou para baixo da montanha (duas vezes!).

Em outras palavras, Deus foi o primeiro a enviar um e-mail. Deus foi quem fez a primeira postagem de blog. Deus foi o primeiro a enviar um tweet. Foi idéia dele. Ele disse que era bom. Ele escreveu palavras que poderiam viajar ao redor do mundo, que seriam lidas e ouvidas por pessoas diferentes em momentos diferentes em lugares diferentes. Ele escreveu palavras que Ele intencionalmente determinou que não seriam entregues cara a cara. E Ele insiste que elas são suficientes, boas e santas. De fato, enquanto certamente desejamos ver Jesus face a face, Ele disse que era melhor para nós Ele ir e enviar o Espírito. Neste momento, Deus determinou, é melhor para nós não vermos Jesus face a face, é melhor nós ouvirmos e lermos Suas palavras escritas na Bíblia. Nesse sentido e por enquanto, as mídias sociais de Deus são melhores para nós. De fato, não só isso, mas Deus insistiu que Seu povo o imite nisto. Na lei de Moisés, Deus começou a exigir que todas as coisas mais importantes fossem escritas. Os pontos de referência e os limites devem ser escritos e anotados. Deus exigiu que Moisés expandisse e explicasse as leis de Deus no Livro da Aliança, que incluía ou era combinado com o Pentateuco inteiro. Este padrão continuou com os profetas que foram instruídos a escrever suas profecias, a enviá-las como cartas, a entregá-las aos reis, a serem preservadas e lembradas por gerações. A nação foi obrigada a escrever as palavras de Deus nas portas de sua casa e nas portas de suas cidades. Paulo e os outros apóstolos estabeleceram o mesmo padrão de como levara o evangelho até os confins da terra e continuaram a transmiti-lo a nós hoje por meio de suas palavras escritas. Pastores e professores devem abraçar este chamado para serem homens da Palavra escrita e homens de palavras escritas. Todos os cristãos devem amar e se regozijar no dom da comunicação escrita e das mídias sociais.

A diferença primária e fundamental da mídia social moderna é a velocidade . O negócio real de escrever palavras e as pessoas em outro lugar e em outro momento lê-los não é nada novo. Foi assim que os sermões de Spurgeon, por exemplo, tomaram o mundo. Arqueólogos, historiadores... recorrem a isso o tempo todo. O trabalho da exegese e da interpretação não é nada novo. A diferença é a velocidade, e com a velocidade vem o volume. Podemos escrever e publicar mais palavras por minuto do que nunca e, portanto, temos acesso a muitas mais palavras por minuto do que nunca. E com esta oportunidade (e bênção!) Vem perigos e tentações. Na multidão de palavras, o pecado está sempre presente. Mas observe que o pecado pode estar em qualquer extremidade nesta vida. Podemos pecar em escrita precipitada, mas também podemos pecar em leitura precipitada, interpretação... e conversa cara a cara com alguém.

Uma regra simples é tratar suas interações com as pessoas reais nas mídias sociais como interações humanas reais. Se você não diria isso na cara de alguém, então certamente não deve escrevê-lo também. Se você mudar isso para o telefone, ou tomar um café junto, ainda seria verdade. Mas por outro lado, lembre-se que nosso trabalho não é ficar junto com todos e sermos agradáveis o tempo todo. Nenhuma dessas coisas são em si mesmas o fruto do Espírito. O amor é paciente, mas o amor também confronta. O amor cobre uma multidão de pecados, e o amor diz a verdade. Às vezes, trabalhar a coragem de dizer o que precisa ser dito pode começar com colocar isso por escrito. Escrever ajuda pensar com cuidado suas palavras, dizer o melhor que você pode.

De forma geral, os cristãos estão muito preocupados em não ofender ninguém e não serem mal interpretados do que eles são sobre honrar a Cristo. Os cristãos temem os homens muito mais do que temem a Deus. Então, lembre-se, Jesus está sentado lá com você enquanto você está olhando para o seu telefone, teclando no Facebook, quando se prepara para enviar esse e-mail, ou tweet, essa mensagem privada...

E a coisa a perceber é que muitas vezes Ele enfrentaria muito mais o pecado do que nós temos feito, Ele estaria em muito mais polêmicas na internet do que meu estômago suportaria, Ele teria muitos mais inimigos do que nós... simplesmente porque Ele, que é a Verdade, ama a verdade muito mais do que nós. Falada, escrita... em livros, revistas, Facebook, Twitter, Blogs... precisamos amar a Verdade em todos os lugares... e aproveitar o dom de Deus que nos deu tantas formas poderosas de nos comunicar. As que existem... e vamos ficar atentos, as quer forem criadas por sua Graça.

Autor: Josemar Bessa
Leia Mais ►

terça-feira, 23 de maio de 2017

Pr. Marcos Granconato: João Calvino - História e Pensamento

Leia Mais ►
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...