sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Deus não quer seu ministério


Deus não quer os quarenta cinco minutos do seu estudo bíblico na igreja, nem tampouco as infinitas horas que você passou estudando o texto no original e os tantos comentários para prepará-lo. 
Deus não quer as ovelhinhas que você montou para ensinar as crianças sobre o Bom Pastor, nem tampouco as madrugadas em que você se sacrificou para fazê-las, estudando o texto e descobrindo uma forma que fizesse os pequeninos compreenderem a essência do que você falou. 
Deus não quer o suor das tardes em que você renunciou seu sono para visitar aquele rebelde irmão, nem tampouco a dor de cabeça que você sabe que virá por ter saído de casa. 
Deus não quer os calos que se formaram em suas mãos por limpar a igreja, nem tampouco por voltar para casa em meio ao cansaço e às feridas que as sandálias fizeram nos seus pés e ainda evangelizar os perdidos de porta em porta. 
Deus não quer a renúncia do seu conforto e de sua família para abrigar os mendigos que você ajudou na esquina de casa, nem tampouco a fome que você se submete para dividir com eles aquilo que nem você mesmo tem. 
Deus não quer o seu autosacrifício em um país perseguido no Oriente Médio, nem tampouco a santa revolta no seu coração de ver a igreja odiando os muçulmanos ao invés de amá-los. 
Deus não quer seu ministério. 

Ele quer seu coração. 
Ele não quer nenhum destes atos, se eles permitirem que você e seu ministério tomem o lugar e a glória que pertencem somente a Ele. Ele não quer que a legitimidade de cada ato descrito acima lhe cegue da possibilidade real de você fazê-los com um coração distante Dele, mas próximo de uma idolatria de si mesmo. 
Existe uma linha muito tênue entre atos de amor genuíno e atos de amor próprio, e apenas nossas intenções a revelarão. Não haverá diferença nenhuma entre nós e aqueles a quem dizemos quererem salvar-se por obras, se queremos justificar a nós mesmos diante de Deus com nossos atos de renúncia. Deus não quer atos provenientes de uma renúncia que não denuncia o próprio orgulho.  
Deus não quer o seu ministério em detrimento do seu coração, pois Ele não se apraz com sacrifícios humanos, mas com corações quebrantados (Sl 51.17), e por isso não existe nenhum sofrimento que nos sirva de vanglória e nenhum ministério que nos enalteça! Não tente ofuscar o sofrimento de Cristo com a sua autocomiseração, nem busque superioridade na sua pequenez! Nossa única glória está em conhecê-lO (Jr 9.24)! 
Deus não quer que o seu ministério seja um fruto de plástico criado por uma bondade e misericórdia própria que encobrem um coração orgulhoso e autosuficiente, mas um ministério frutificado por um coração enraizado no conhecimento vivo e íntimo da pessoa de Deus, e na certeza de que sem Ele nada podemos fazer (Jo 15.5), já que por nós mesmos não somos capazes nem de pensar alguma coisa (II Co 3.5), nem teremos nada se do céu não recebermos (Jo 3.27). 
A única coisa requerida por Deus de seus despenseiros é que cada um seja encontrado fiel (I Co 4.2), e no capítulo 3 de I Coríntios, Paulo nos alerta à verdade de que nossas obras serão manifestadas, provadas e reveladas pelo fogo divino no Dia final, e a fidelidade requerida por Deus não será testada em nossas ações, mas nas intenções que as promoveram. Deus não quer um ministério bem sucedido, Ele quer um coração fiel! 
Não caminhe para a eternidade carregando pesos para serem queimados, glória em ministérios que podem ser mudados ou encerrados pela vontade de Deus, ou suficiência em corpos que podem se degenerar, caminhe para a eternidade com um coração que pela comunhão com Deus, tem sobre si o peso do temor que faz frutificar glória para o único merecedor de todo louvor. 
O mesmo Deus que usou Jonathan Edwards (Caridade e seus frutos, 2015, p. 80) para nos relembrar sobre como devemos oferecer dádivas a Deus: 

 “A dádiva é uma oferenda àquele a quem o coração do doador se devota e a quem ele designa. É o alvo do coração que faz a realidade da dádiva; e se o alvo sincero do coração não for Deus, então na realidade nada lhe é dado, não importa o que é realizado ou sofrido. De modo que seria um grande absurdo presumir que algo que pode ser oferecido ou dado a Deus pode compensar-lhe a ausência de amor no coração, pois sem isto nada é realmente dado, e a dádiva aparente não passa de zombaria contra o Altíssimo. 
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sábado, 14 de outubro de 2017

John Wycliff, A Estrela da Manhã (Filme)

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sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Dias difíceis


VIVEMOS NUMA ÉPOCA em que querem que os padres se casem e que os casados se divorciem.
Querem que os héteros tenham relacionamentos líquidos sem compromisso, mas que os gays se casem na Igreja.
Que as mulheres tenham corpos masculinizados, vistam-se como homens e assumam papéis masculinos; querem que os homens se tornem “frágeis” e delicados (com trejeitos afetados, melhor ainda) como se fossem mulheres.
Uma criança de apenas cinco ou seis anos de vida já tem o direito de decidir se será homem ou mulher pelo resto da vida, mas um menor de dezoito anos, não pode responder pelos seus crimes.
Não há vagas para os doentes nos hospitais, mas há o incentivo e o patrocínio do SUS para quem quiser fazer "mudança de sexo" ou (ainda que não assumidamente) um aborto.
Há acompanhamento psicológico gratuito para quem deseja deixar a heterossexualidade e viver a homossexualidade, mas não existe nenhum apoio deste mesmo SUS para quem deseja sair da homossexualidade e viver a sua heterossexualidade. Aliás, se algum doutor o tentar fazer, é crime.
Ser à favor da família e da religião é "ditadura", mas urinar em cima de crucifixos é "liberdade de expressão".
Se isso não for o fim dos tempos, deve ser o ensaio.
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• O texto acima circula nas redes sociais, ora com autoria atribuída ao Teólogo e Psicanalista Almir Favarin, ora ao padre Gabriel Vila Verde. Por fim, importam mais que a autoria, em muitos sentidos, as verdades que o texto contém.
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quinta-feira, 12 de outubro de 2017

"Protestantes, voltem para casa"

Diante da campanha católica, "Protestantes, voltem para casa", deixarei aqui alguns pontos (frisando: alguns), do porquê não sermos católicos, e porque "voltar para casa" é ignorar eventos históricos sobre a Igreja de Cristo, reinventando (uma insistência antiga) o conceito do que é uma igreja cristã, baseado em tradições e não no sólido fundamento das Sagradas Escrituras. 
Nossa intenção é dar uma resposta ao pedido católico, o que não é ofensivo, mas justo, já que o convite foi feito. Transcrevo abaixo alguns motivos citados por um cristão...
"Porque deixei de ser católico romano: 
1-Porque Jesus disse "Examinai as Escrituras porque cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de Mim testificam” (João 5:39). Se é pelo intermédio das Escrituras e mediante os ensinos de Jesus que “uma vez aceitando-O alcançamos a salvação” exclui-se, portanto que seja pela igreja católica. 
2-Porque sendo a religião cristã fundada por Cristo, foi durante 200 anos divulgada sem modificações nem acréscimos, mas dali pra cá surgiram novas doutrinas, falsificações, e toda a sorte de cerimônias estranhas ao Novo Testamento, que foram discutidas em concílios e aprovadas por homens, daí nascendo a Igreja Católica Romana. “Mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviam mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente” (Romanos 1:25). 
3-Porque atendendo ao pedido de Jesus no que Ele diz examinai as Escrituras, isso tenho feito e nunca encontrei nos livros sagrados do Novo Testamento o “Ofício da Missa”. A razão porque não encontrei, é que foi composto pelo Papa Gregório I uns 600 anos depois de Cristo. 
4-Porque não encontrei uma passagem no Novo Testamento que mostre algum dos apóstolos diante do altar incensando imagens. A razão porque não encontrei, é que o culto das imagens foi decretado pelo 2º Concilio de Niceia 787 depois de Cristo. 
5-Porque não encontrei no Novo Testamento, um só trecho, que fale de ter havido na Igreja primitiva alguma procissão eucarística. A razão porque não encontrei, é que começou em 1360 anos depois de Cristo. 
6-Porque não encontrei um versículo qualquer na Bíblia que recomende o uso do rosário. A razão porque não encontrei, é que apareceu com o Pedro Eremita em 1090 depois de Cristo. 
7-Porque não encontrei na Bíblia Sagrada um só mandamento que proíba o casamento dos ministros da religião. A razão porque não encontrei, é que foi proibido pelo Papa Gregório VII em 1074 depois de Cristo. 
8-Porque não encontrei nas Escrituras Sagradas a palavra “Purgatório”. A razão porque não encontrei, é que não existe e só foi promulgado pelo concílio de Trento, em 1563 depois de Cristo. Antes desta data "não havia nenhuma alma no purgatório", pois não havia sido criado pelo Papa. 
9-Porque não encontrei uma só passagem no Novo Testamento que mostre algum ministro de Deus aspergindo água benta no caixão de um morto e fazendo-lhe recomendação. A razão porque não encontrei, é que foi criado pela Igreja Católica; a fabricação da água benta apareceu 1000 anos depois de Cristo. 
10-Porque não encontrei na Palavra de Deus que se deve orar e render culto aos Santos e aos Anjos. A razão porque não encontrei, é que foi criado pela Igreja no ano 788 depois de Cristo. E o culto das imagens foi decretado pelo 2º Concilio de Niceia em 787 depois de Cristo. 
11-Porque não encontrei nas Escrituras Sagradas que entre Deus e os homens há outro mediador e intercessor fora de Jesus Cristo (I Tim 2:5). 
12-Porque não encontrei na Bíblia Sagrada a ”confissão auricular”. A razão porque não encontrei, é que foi estabelecida como doutrina pelo 4º Concílio de Latrão/Roma, em 1215 depois de Cristo. 
13-Não sou Católico Romano porque não encontrei na Escrituras Sagradas a “Transubstanciação”, doutrina da hóstia transformada no corpo de Cristo (osso, carne, nervos, unhas, cabelos, sangue, espírito e divindade). A razão porque não encontrei, é que esta inovação foi criada no Concílio de Latrão em 1215 depois de Cristo."
A grande questão da necessidade humana, amados católicos, não é voltar para a Igreja de Roma, mas para a base e fundamento da Fé Cristã: as ESCRITURAS SAGRADAS.
Como diz as ESCRITURAS:
Depois perguntaram-lhe os fariseus e os escribas: Por que não andam os teus discípulos conforme a tradição dos antigos, mas comem o pão com as mãos por lavar? E ele, respondendo, disse-lhes: Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios, Mas o seu coração está longe de mim; Em vão, porém, me honram, Ensinando doutrinas que são mandamentos de homens. Porque, deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição dos homens; como o lavar dos jarros e dos copos; e fazeis muitas outras coisas semelhantes a estas. E dizia-lhes: Bem invalidais o mandamento de Deus para guardardes a vossa tradição. Marcos 7:5-9
Assim, católicos, protestantes, evangélicos, cristãos quais forem... homens e mulheres que não confessaram a CRISTO JESUS, como único e suficiente Salvador, voltem-se para as Escrituras, e assim, para CRISTO, porque "A VIDA ETERNA É ESTA: QUE TE CONHEÇAM A TI SÓ, POR ÚNICO DEUS VERDADEIRO, E A JESUS CRISTO, A QUEM ENVIASTE." (João 17:3)
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Peregrino Cristão - Revista Monergista
Texto adaptado, completo em: http://solascriptura-tt.org
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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Viver aquilo que se conhece

Nos dias de hoje, especialmente dentro do campo reformado, existem pessoas que estão preocupadas em obter o maior número de conhecimento possível. Para essas pessoas o que vale é ter conhecimento cognitivo. Entender pontos difíceis como escatologia, teologia pactual, calvinismo é mais importante do que viver aquilo que as Escrituras dizem em relação ao viver para glória de Deus. Esses tomam para si o título de conhecedores do evangelho ou até mesmo defensores dele, mas não vivem metade daquilo que professam, pois, o saber é mais importante do que o viver segundo eles.

Alguns desses vivem vidas mascaradas. São crentes nos debates intensos, mas vivem longe da santidade, piedade e amor por Deus e pelo próximo. Parece que a teologia que tanto estudam não mudam nenhum pouco a maneira em que andam neste mundo. Não oram, não leem a Bíblia e muito menos procuram ser aquilo que em Cristo o próprio Deus os capacita a ser.

Confesso que em muitas coisas ainda tenho que ser moldado por Deus. Em muitos casos não consigo amar o próximo como deveria, mas creio que Deus está trabalhando em mim para que isso seja possível. Essa é sua vontade revelada em sua Palavra. O meu desejo é satisfazer aquele que me arregimentou ( 2 Tm 2.4). Luto contra os meus impulsos carnais, pois, creio que Deus assim deseja (Cl 3.5-10; 1 Cor 9.27). Sim, teremos falhas, mas elas devem ser confessadas e no poder de Deus, que é o Evangelho, abandonadas para que vivamos para sua glória (1 Co 10.31). Meu exemplo é uma amostra de que as Escrituras revelam quem sou, e ao mesmo tempo me convocam a viver para agradar a Deus.

O que mais deve importar para mim e para você não é ter um grande conhecimento, isso é muito válido, mas sim viver “ de modo digno da vocação a que fostes chamados” Ef 4.1. Para isso o conhecimento das Escrituras é necessário, mas não podemos estacionar só na assimilação do conhecimento. Devemos nos esforçar, crentes de que é Deus que efetua em nós a capacitação e a eficácia de viver em santidade e para louvor da sua glória (Fp 2.12-13).


Antes de terminar quero chamar você a um autoexame pessoal. Questione a si mesmo. Veja se aquilo que você está estudando serve para vencer debates, ou viver para glória de Deus. Pense em qual é a razão de você estudar teologia. Está desejando conhecer para ser conhecido, ou desejoso de conhecer para adorar a Deus da maneira que ele lhe instrui em sua Santa Palavra. Assim, ore e peça auxílio a Deus. Eu e você podemos estar estudando e deixando Deus, e sua vontade fora de nossos esforços cognitivos. Viver para Deus é essencial. Para isso o que o apóstolo nos ensina é de extrema importância “ Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” 2 Tm 2.15. 

Autor: Wellington Leite (Toddy)

Soli Deo Gloria
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