domingo, 29 de dezembro de 2013

Calvinistas não são evangelistas?


“As antigas verdades que Calvino, Agostinho e o apóstolo Paulo pregaram é a verdade que eu também devo pregar hoje; do contrário deixaria de ser fiel é minha consciência e ao meu Deus. Não posso remodelar a verdade; desconheço tal coisa como lapidar uma doutrina bíblica. O evangelho de John Knox é o meu evangelho. Aquilo que trovejou por toda a Escócia precisa trovejar novamente por toda a Inglaterra”.

Calvinismo promove o fatalismo! Calvinismo joga fora o livre-arbítrio! Calvinistas não são evangelistas! Estas são algumas acusações lançadas pela oposição ao Calvinismo. Eu sou da opinião de que a maioria destes oponentes não conseguem explicar suas próprias crenças soteriológicas e muito menos uní-las num argumento coerente contra o Calvinismo. Eu já ouvi muitos deles dizerem: “Eu não sou nem Calvinista nem Arminiano. Eu sou alguma coisa no meio”. Eu proponho que a turma “no meio” não tenha idéia do que eles estão dizendo… historicamente falando. Mas isto é outro assunto.

Os Calvinistas não são evangelistas? Eu tenho visto esta acusação lançada por aí como uma boa de “spirobol” como a razão por que alguém deveria ser contra o Calvinismo. “Qualquer sistema que não promova o evangelismo é anti-biblico”. Bem, eu não acredito que este seja um resumo justo do Calvinismo ou calvinistas através da história ou na blogosfera. O Arminianismo pode promover evangelismo, mas eu acredito que faz isso por motivos antropocêntricos, não teocêntricos.

B.B. Warfied disse: “O calvinista, em uma palavra, é o homem que vê Deus. Ele tem vislumbrado a inefável Visão, e ele não deixará ela desvanescer de seus olhos por um momento – Deus na natureza, Deus na história, Deus na graça. Em todo lugar ele vê Deus em Seu poderoso caminhar, em todo lugar, ele sente o trabalho de Sua poderosa mão, a pulsação de Seu poderoso coração… Calvinismo é apenas Cristianismo. O sobrenaturalismo em que o Calvinismo permanece é a própria respiração nos pulmões do Cristianismo, sem isto o Cristianismo não pode existir… o Calvinismo, portanto, levanta-se aos nossos olhos como nada mais ou nada menos que a esperança do mundo”.

John Knox foi ordenado como sacerdote católico entre 1530 e 1540. Ele foi convertido a Cristo depois que encontrou dois cristãos crentes na Bíblia, Wishart e Beacon. Ele foi à Inglaterra e pregou a Bíblia até a região de Maria Sanguinária, durante o tempo em que viveu em Frankfort, Alemanha. Lá ele esteve sob a influência de Calvino. Ele retornou à Escócia depois de muitos anos em Genebra, e começou a pregar contrar a Igreja Papista. Ele pregou condenação e inferno para a Rainha Maria, da Escócia, e também à Maria Sanguinária, rainha da Inglaterra. Dele é dito: “aqui está alguém que nunca temeu a face do homem”. Em sua época, John Knox escreveu uma das maiores obras sobre a doutrina da predestinação que temos impressas hoje.

George Whitefield, o evangelista europeu, começou a pregar em encontros ao ar livre com uma quantidade tremenda de convertidos. Alguns estimam que George Whitefield pregou para seis milhões de pessoas durante sua vida, quando não havia televisão ou rádio. Quaisquer que sejam os méritos destas estimativas, está claro que Whitefield era um pregador efetivo e uma figura significante em espalhar o Evangelho de Jesus Cristo.

Jonathan Edwards, o grande pregador puritano e, em minha opinião, o maior teólogo desde o fechamento do cânon, foi frequentemente acusado de ser muito duro em sua pregação evangelística para crianças sobre pecado e inferno. Em 1741, Edwards pregou “Pecadores nas mãos de um Deus irado”, que iniciou “O Grande Avivamento na América do Norte”.

William Carey, conhecido como o pai das missões modernas, envolveu-se com uma associação local de Batistas Particulares, que tinha sido formada recentemente, e onde ele aproximou-se de homens como John Ruland, John Sutcliff e Andrew Fuller, que se tornariam seus amigos íntimos nos anos seguintes. William Carey foi batizado por Ryland e comprometeu-se com a denomincação batista. Mais tarde, ele foi à Índia como uma missionário, após ler o livro de Edwards sobre a vida de David Brainerd. Carey fundou a Sociedade Batista Particular para Propagação do Evangelho entre os Gentios (agora, Sociedade Batista Missionária) em outubro de 1791, incluindo Carey, Fuller, Ryland e Sutcliff como membros fundadores. Uma das missões Carey iniciou na Índia, imprimindo e distribuindo a Bíblia inteira ou em parte para 44 línguas e dialetos.

Charles Spurgeon, o Príncipe dos Pregadores, pregou para audiências maiores que 10.000 na idade de 22 anos. Ele pregou o que mais tarde seria uma das maiores séries sobre Ganhar Almas já produzidas. “As antigas verdades que Calvino, Agostinho e o apóstolo Paulo pregaram é a verdade que eu também devo pregar hoje; do contrário deixaria de ser fiel è minha consciência e ao meu Deus. Não posso remodelar a verdade; desconheço tal coisa como lapidar uma doutrina bíblica. O evangelho de John Knox é o meu evangelho. Aquilo que trovejou por toda a Escócia precisa trovejar novamente por toda a Inglaterra”.

Todos estes homens viraram o mundo de cabeça para baixo por Cristo. Todos eles eram calvinistas de 5 pontos. Eu conheço muitos calvinistas. Eu não imaginar que o objetivo primário de qualquer um deles é algo diferente de pregar o Evangelho e discipular os convertidos (Mateus 28:18-20). Eles todos apoiam missões locais e globais, incluindo a IMB. Eu estou certo que em algum lugar em algum lugar neste vasto mundo em que vivemos existe um pequeno gueto de “calvinistas” fatalistas (eu uso o termo “calvinista” de forma despreocupada aqui) com a atitude de “Deus os salvará se Ele quiser salvá-los”, mas isto não é o verdadeiro Calvinismo. Então, tenho uma proposta. Alguém, a partir de agora, que pretende fazer a acusação de que Calvinismo/calvinistas não é evangelístico precisa provar isto, porque pelo que posso ver, eles estão redondamente enganados. Assim, deixe-me terminar com algumas palavras de alerta tiradas deste artigo do Founder.org. Preste muita atenção no número 5.

Palavras de advertência

1. Não é sábio fazer comentários negativos sobre o que está na Bíblia, quer você entenda ou não.
2. Não é sábio rejeitar o que a Bíblia ensina sobre qualquer assunto, especialmente se você não estudou o que a Bíblia tem a dizer sobre isto.
3. Não é sábio fazer comentários de uma doutrina um hobby. Sendo esta doutrina de vital importância, ela não deve ser separada de toda a verdade cristã.
4. Não é sábio rejeitar qualquer doutrina porque ela foi abusada, mal-usada ou confundida. Todas as doutrinas-chave foram pervertidas ou abusadas.
5. Não é sábio tentar entender o que o Calvinismo é daqueles que não são calvinistas.”
_____________
Por Scott Hill
Fonte: Monergismo
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...