segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

A Perpetuidade do Dia do Senhor


“…A respeito de uma particularidade sobre a qual havia um pouco de cerimonialismo envolvido – em outras palavras, guardar o Sábado – nosso Senhor a ampliou e mostrou que o pensamento judeu não era verdadeiro. Os fariseus proibiam até mesmo as obras de necessidade e misericórdia, como debulhar espigas de milho para matar a fome e curar os enfermos. Nosso Senhor Jesus mostrou que proibir estas atitudes não estava, de modo algum, em conformidade com a mente de Deus. Ao distorcer a Palavra e levar uma observância externa ao extremo, perderam o sentido da Lei Sabática, a qual sugeria obras de misericórdia como verdadeiramente o santificar do dia. Mostrou que o descanso sabático não era mera inatividade: “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também.” Apontou para os sacerdotes que laboravam com esforço oferecendo sacrifícios e deles afirmou: “os sacerdotes no templo violam o Sábado e ficam sem culpa.” Estavam prestando serviço Divino e estavam dentro da Lei.
Ao fazer frente a uma falha comum, tratou de realizar no Sábado alguns de Seus mais notáveis milagres ; e embora este fato tenha instigado enorme ira contra Ele, como se fosse um descumpridor da Lei, todavia Jesus o fez para que pudessem enxergar que o Sábado foi feito para o homem e não o homem para o Sábado; que era um dia dedicado a honrar a Deus e a abençoar os homens! Oh, se estes soubessem como guardar o Sábado espiritual, aliviando todo o trabalho servil e todo o trabalho realizado para si próprio!  O descanso da fé é o verdadeiro Sábado e o serviço de Deus é a mais apropriada santificação do dia. Oh, se este dia fosse totalmente dedicado a servir a Deus e a fazer o bem! A essência do ensino do nosso Senhor era que os trabalhos de necessidade, de misericórdia e de piedade são permitidos no Sábado. Explicou a Lei naquela e em outras circunstâncias, ainda que a explicação não alterou o comando, apenas removeu o ranço da tradição que se formou sobre ela. Deste modo, por explicar a lei, Ele a confirmou! Não tinha a intenção de aboli-la, do contrário não precisaria tê-la esclarecido.”…
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Charles H. Spurgeon - “A Perpetuidade da Lei de Deus” (Sermão pregado no Domingo, 21 de maio de 1882)
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