quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Falsificações


Temos vivido dias enganosos. Muitos têm sido enganados por falsificações, por fatos que aparentemente são reais, a tal ponto que, por eles, vão às ultimas conseqüências. Mas não são verdadeiros, são falsos, e esta é uma característica do diabo, de satanás, o pai da mentira, o pai da falsificação. E neste contexto as seitas são exatamente o que aparenta ser verdadeiro e por isso têm enganado a tantos. Como diagnosticar estas seitas?

Primeiro, seria bom dizer que o surgimento de seitas no meio dos evangélicos é demonstração de que a igreja não está bem. Muitos estão com problemas graves e têm procurado a igreja, mas não têm visto solução para si mesmos; creio que aqui deva ser colocado o tradicionalismo evangélico, a ortodoxia (que, diga-se de passagem, é necessária) morta, a superficialidade cristã, a falta de conversão verdadeira, o comodismo, tudo isso tem feito as pessoas buscarem outro aconchego.

No entanto é fato real que a grande maioria das pessoas está em busca de solução para os seus problemas, uma vida melhor, vida de paz, sem problemas, sem doença, mas são avessas às exortações, às recomendações de santificação; estão buscando pão como nos dias de Jesus. "Vós me procurais não porque vistes sinais, mas porque comeste dos pães e vos fartastes" (Jo.6:26). Aqui é que entra a seita, pois ela oferece ao povo exatamente aquilo que ele necessita (quer). E se você repreende alguém, recebe esta advertência: "Veja o bem que estou recebendo! Se me faz bem, deve ser de Deus!" Ou seja, se traz sucesso, solução, fez-me mudar de vida e traz felicidade, deve ser de Deus.

É exatamente aí que satanás arma sua cilada e já tem dominado muitas vidas. Lembrem-se que muitas organizações que ridicularizam o cristianismo podem ajudar as pessoas e fazê-las felizes. Lembro aqui os psiquiatras e psicólogos ateus. Eles podem trazer resultados muito bons, sem nada de orientação cristã. O próprio espiritismo tem trazido solução para muitas vidas; a yoga, o pensamento positivo e outros. Se você acha que tudo o que traz o bem pessoal é de Deus, saiba que já está caído diante do diabo.

Como saber então se é de Deus? Como diagnosticar o problema?

Seria bom inicialmente afirmar que o que importa ao homem não é o que ele sente, mas o seu relacionamento com Deus. Qualquer orientação que me faça ficar satisfeito, quando a minha relação com Deus está ruim, isto é do diabo. Era esta a situação dos fariseus.

Mas há outros testes práticos que gostaria de colocar.

O modo como vem a "bênção". Eles ensinam que se você obedecer a uma fórmula, pré-estabelecida, a bênção virá, a felicidade, a paz, a cura. E sempre é uma fórmula alheia às Santas Escrituras. Geralmente a ideia de uma visão que alguém teve, e daí é elaborado o sistema. Elas podem até citar as Escrituras, mas ao acaso, texto fora do contexto, e isso é transformado em pretexto. Compare isso com as grandes confissões de fé e credos do cristianismo. São todos sinopses da Palavra de Deus. Ali é enfatizada a grandeza e extensão da Bíblia. Como é diferente das seitas que apresentam apenas uma fórmula, uma fórmula mágica. ( Na igreja: ir a igreja, ou ler a Bíblia, ou orar).

Outro aspecto que é característico de uma seita é o testemunho pessoal. O que os sectários destas seitas falam é sobre sua vida, o que era e o que são agora. Que eram assim até entrarem para esta "igreja", o seu problema está resolvido. Não ensinam as doutrinas fundamentais do cristianismo. Enfatizam apenas uma fórmula. Vejam que eles, ao enfatizarem seus testemunhos, começam com eles e terminam com eles, e não com Jesus como Senhor, apesar de citá-lO.

Eles enfatizam apenas o que é prático. Negligenciam a doutrina. Dizem: "Vocês precisam é de algo prático". Na verdade, porém, o que estão querendo dizer é que não é importante a doutrina. Mas não era assim que Paulo fazia na epístola aos Efésios; ele escreve os três primeiros capítulos nos quais a doutrina não é prática, é pura doutrina. E só depois do capítulo quatro ;e que a torna prática. Ou seja, primeiro o fundamento doutrinário, depois a prática. A ordem inversa é de grande perigo. É o que acontece com essas seitas.

Quero aqui realçar o perigo dentro das nossas igrejas. Hoje há uma tendência em se desvalorizar a doutrina. Teologia, doutrina, tudo soa muito intelectual, sofisticado (creio até que em algumas circunstâncias é verdade) e por isso é negligenciado. Há risco de seitas no nosso meio.

Apesar de falar no Espírito Santo, não se acha que Ele é que vai realizar em nós o que Deus quer. Eles sempre afirmam que é você que pode fazer. Esquecem que é Deus que opera em nós tanto o querer como o efetuar. Daí surgir a jactância, o orgulho, a satisfação própria. Há muita arrogância, pois são eles que conseguem realizar. A mudança foi devido a uma atitude tomada, uma conseqüência do seu esforço próprio. "Eu era assim, mas agora consegui isto..." Não estão entregues à vontade de Deus, mas seus interesses é que prevalecem. Este perigo também está em nossas igrejas e os que agem assim estão esquecidos do que disse Paulo: "operai a vossa salvação com temor e tremor"(Fl.2:12) - Mas eles dizem "não há nada o que temer". Deus nos livre deste pecado da arrogância. É Deus que opera em nós a mudança. O mérito é dEle!

Uma outra característica é que "a fórmula é muito simples". Eles chegam a dizer que é um desperdício estudar tanto as epístolas, quando eles têm uma fórmula tão simples. As seitas têm todas as características dos remédios dos charlatães e toda a sua propaganda. "Eis aí o remédio que cura todos os males". O pior é que não afirmam apenas que podem resolver todos os problemas, mas que podem resolver com facilidade. Mas não é isto que ensina o apóstolo Paulo quando diz: "em tudo somos atribulados, mas não angustiados, perplexos, mas não desanimados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos..." Podemos ser vitoriosos, é verdade, mas não é fácil. Por isso ele disse também: "Nossa luta não é contra a carne e o sangue..." Temos de lutar contra poderes terríveis. Essa idéia de "fácil" é falsa à luz do Novo Testamento.

Nesta linha de pensamento, outra característica semelhante das seitas é que elas oferecem a CURA, a BÊNÇÃO, "imediatamente". Já notou isso? É o método do "atalho", e por isso conseguem tantos adeptos. Mas o que nos ensina o Novo Testamento é que estamos num mundo difícil, pecaminoso, dominado pelo diabo e seus anjos. Por isso precisamos de toda a armadura de Deus. Precisamos ser fortalecidos "com poder pelo Seu Espírito no homem interior" (Ef.3:16). O homem moderno afirma: "Eu pensava que o cristianismo resolveria todos os meus problemas e endireitaria tudo imediatamente, mas agora me dizem que devo lutar, vigiar, orar, jejuar, suar... Não quero nada disso! Quero algo que solucione rápido o meu problema". As seitas respondem: "Certo, naturalmente". Observem que as seitas não ensinam crescimento na graça e conhecimento de Cristo; não falam em "operai a vossa salvação com tremor e temor"(2Pe.3:18).

Qualquer coisa que ofereça "atalhos" espirituais não é cristianismo da Bíblia. Mas as seitas perguntam: "O que você está precisando? Qual o seu problema?" E responde: "Venha. Nós podemos ajudá-lo". E oferecem o remédio barato, fácil e rápido. Saúde, cura física, a bênção que soluciona todos os seus problemas.

Mas o método do Evangelho é muito diferente. A primeira coisa do Evangelho é o CONHECIMENTO DE DEUS. Está é a grande mensagem da Bíblia. Por que Cristo veio ao mundo? "Para conduzir-nos a Deus", responde o apóstolo Pedro (1Pe.3:18). O Evangelho não começa com as minhas dores e penas, minhas necessidades de orientação ou minha aflição. Começa por conhecer a Deus. Este é o objetivo do Cristianismo. "A vida eterna é esta" - Qual? Que eu não me aflija mais, ou que fique livre daquilo que me deprime? Não! - "que te conheçam a ti só, por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo a quem enviaste"(Jo.17:3). Se eu estiver correto com este pensamento, as outras coisas estarão resolvidas. O objetivo do Cristianismo é levar-nos ao conhecimento de Deus e do Senhor Jesus Cristo.

As seitas não mencionam isto e também não falam de santidade. Podem até proibir muitas coisas nocivas, e dessa forma fabricar fariseus satisfeitos consigo mesmos. Mas a santidade não é algo negativo, e sim positivo - "Sede santos, pois Eu Sou Santo" diz o Senhor. Não é apenas vitória sobre pecados particulares, mas é de fato ser santo. Eles não enfatizam isso.

Outra coisa que as seitas não falam é sobre a "esperança da glória". O Novo Testamento nos fala da glória vindoura. Mas as seitas se propõem a ajudar as pessoas enquanto elas estiverem neste mundo, sem enfocar o futuro. "VOCÊ", você é que está no centro, eles estão enfatizando a experiência e não falam da glória do céu, nem do "NOVO CÉU E NOVA TERRA, ONDE HABITA A JUSTIÇA" (2Pe.3:13).

Enfim, as seitas ficam apenas num estreito círculo no qual o homem está girando, girando e repetindo constantemente a mesma coisa. A "bênção" oferecida pelas seitas é bem diferente do que o Evangelho oferece.

Abomino as seitas. Elas não passam no teste que é a Pessoa de Cristo. Todo movimento ou ensino que não faça do Senhor Jesus Cristo e Sua morte na cruz e Sua gloriosa ressurreição, uma necessidade absolutamente central, não é cristã e sim manifestação das "astutas ciladas do diabo". Ou seja, qualquer ensino ou movimento que diga que você pode Ter esta ou aquela benção sem primeiro crer no Senhor Jesus Cristo como o Filho de Deus, como Salvador de sua alma e Senhor de sua vida, e que sem Ele você não é nada, é uma negação das Escrituras, do cristianismo. Se o ensino ou movimento inclui maometano, budista, judeu e lhe oferece a bênção sem que eles reconheçam e confessem que Cristo, e somente Cristo, é o Filho de Deus e que Ele, somente Ele, pode salvar o pecador, porque ele morreu pelos nossos pecados, NÃO É CRISTÃO! Essa bênção fora do evangelho é negação do cristianismo e devemos rejeitá-la. Não há acesso a Deus, não há conhecimento de Deus como Salvador e Libertador, exceto por meio de Cristo. As seitas são um insulto a Deus, a Jesus Cristo, não têm direito de existir. Se você acha que Jesus não é suficiente, e que deve ir após as seitas em busca de ajuda e "bênção"(cura, prosperidade...), você O está negando; você O está insultando. São as astutas ciladas do diabo.

A fé que sustentou, fortaleceu e abençoou os santos no transcurso dos séculos, e que tem resistido a todos os testes que se podem conceber, é suficiente. Você não tem necessidade de seguir alguma ideia nova, moderna, que só passou a existir no século passado, ou neste. VOLTE PARA A VELHA HISTÓRIA, sempre nova e verdadeira. Volte para a fonte e origem de todas as bênçãos; volte para o Deus eterno e Seu Filho, nosso glorioso Salvador, o Senhor Jesus Cristo. E o Espírito entrará em seu ser, e todas as suas necessidades serão supridas.

Nota: Extraído do livro "O Combate Cristão - Exposição sobre Efésios 6:10-13" - Editora PES.
Por: David Martyn Lloyd-Jones
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Fonte: Monergismo
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Perguntas aos Testemunhas de Jeová


1. Em Jo 20.28, Tomé se refere a Jesus (em grego) como ho kurios moi kai ho theos moi. Essa tradução é, literalmente, “o Senhor meu e o Deus meu”. Por que Jesus, em Jo 20.29, afirma Tomé ter chegado a essa compreensão (por que me viste, creste?)? Se Jesus, de fato, não fosse o Senhor e Deus de Tomé, porque ele não o corrigiu, por ter feito uma suposição falsa ou uma afirmação blasfema? 

2. Jeová diz, em Is 44.24: “Eu sou o Senhor que faço sozinho todas as coisas, que sozinho estendi os céus e sozinho espraiei a terra.” Como você concilia esse texto com o ensino de que Jeová criou primeiro a Cristo e, depois, Cristo criou todas as demais coisas? 

3. Se, como os Atalaias ensinam, o título do Senhor Jesus como o “primogênito” em Colossenses 1 refere-se ao “primeiro ser criado”, e não a um termo de preeminência, como você explica Jr 31.9, no qual Deus declara que Efraim é seu primogênito? É claro, nas Escrituras, que Manassés, e não Efraim, foi o primogênito no tempo. Não seria Jesus, portanto, como Criador, supremo sobre a criação, e não apenas o primeiro ser criado por Jeová? 

4. Se somente Deus pode salvar e se não há outro Salvador além do Senhor (Is 43.11), não estariam as referências neotestamentárias que falam de Jesus como Salvador apontando sua divindade? Se não, então como você pode conciliar a declaração de Jesus como Salvador com Is 43.11 e Oséias 13.4? 

5. Se Jesus se colocou em igualdade com o Pai como o próprio objeto da fé do homem (como ele fez em Jo 14.1), não teria sido isso uma blasfêmia, a menos que Jesus, de fato, fosse verdadeiramente Deus e Salvador? Similarmente, como pode ser a vontade do Pai “que todos honrem o Filho, como honram o Pai” (Jo 5.23), se Deus afirma em Isaías 48.11 que “Ele não dará sua glória a ninguém”? De igual forma, como você interpreta as palavras de Jesus em Jo 17.5, à luz de tudo o que foi acima considerado? 

6. Como você concilia o discurso de Jeová em Dt 32.39, “e mais nenhum Deus há além de mim” e o discurso em Is 45.5, “Eu sou o Senhor, e não há outro”, com o ensino dos Atalaias de que Jeová é Deus e Jesus é um Deus além dele (veja Jo 1.1 na Bíblia Tradução do Novo Mundo). 

7. Em Lc 20.38 nós lemos que “Deus não é Deus dos mortos e sim de vivos”. A palavra grega theos (Deus) é usada sem o artigo definido ho (o). Já que a divindade de Jeová não é diminuída pela construção grega em Lc 20.38, por que seria diminuída em Jo 1.1, se a mesma construção grega é utilizada? 

8. Se Jesus é apenas “um deus”, como ensina a versão Tradução do Novo Mundo, ele é um Deus bom ou mau?

9. Considerando que todos os “Eu sou” de Jesus no evangelho segundo João (Eu sou o pão da vida, eu sou o bom pastor, etc.) estão claramente relacionados uns com os outros, por que a TNM traduz corretamente ego eimi como “Eu sou” em todo o evangelho segundo João, a não ser na passagem de Jo 8.58, na qual ego eimi é traduzido como “eu tenho sido”? Por que os judeus quiseram apedrejar Jesus em Jo 8, se tudo o que ele disse foi “Antes de Abraão, eu tenho sido”, e não usou o nome divino “Eu Sou”, de Ex 3.14? 

10. Considerando que Jeová é chamado de “Deus Forte” em Is 10.21, assim como Jesus é chamado de “Deus Forte” em Is 9.6, isso não significa que os Atalaias estão errados quando alegam que “Deus forte” é uma referência a uma divindade menor (Jr 32.18)? 

11. Considerando que Jesus é o mesmo ontem, hoje e eternamente (Hb 13.8), como podem os Testemunhas de Jeová afirmar que ele foi um anjo, se tornou um homem, e voltou a ser um anjo novamente? 

12. Considerando que Miguel, o arcanjo, não pôde reprovar Satanás por sua própria autoridade (Jd 9), mas Jesus pôde e fez (Mt 4.10), isso não prova que Jesus e o arcanjo Miguel não podem ser a mesma pessoa? 

13. Jesus disse em Lc 24.39 que ele não era um espírito e provou isso ao mostrar que tinha um corpo de carne e osso. Como isso se relaciona com o ensino dos Atalaias de que Jesus ressuscitou como uma criatura espiritual, sem corpo físico? 

14. Considerando que Jesus disse que reconstruiria o santuário (Jo 2.19) e, por “santuário”, ele se referia ao seu corpo, como Jo 2.21 nos mostra (“Ele, porém, se referia ao santuário do seu corpo”), não estaria Jesus ensinando a ressurreição do seu corpo, nessa passagem? 

15. Como Jeová pode ser o Senhor dos senhores (Sl 136.3, Dt 10.17) e dividir esse título com Jesus em Apocalipse 17.14? 

16. Como Jeová pode ser o primeiro e o último (Is 44.6), se Jesus recebeu esse título em Apocalipse 1.17? 

17. Como Jeová pode ser o único diante de quem todo joelho se dobrará (Is 45.22-23) e Jesus receber a mesma honra (Fl 2.10-11)? 

18. Se em Isaías 40.3 o caminho está sendo preparado para o Senhor, por que Marcos aplica essa passagem a Jesus? João Batista não estava preparando o caminho para Jesus? Como podemos então escapar da tese de que Jesus é o Senhor? 

19. Em Apocalipse 22.12-13, o único que está voltando é Jesus, identificado como o Alfa e o Ômega. Como, então, escapar da conclusão que Apocalipse 1.8 também se refere a Jesus (Alfa e Ômega) e o chama de “Todo-Poderoso”? 

20. Se em 1Co 8.6 existe um só Senhor, chamado Jesus Cristo, isso significa que o Pai não é Senhor? Como, então, os Atalaias podem dizer que o título de Jeová como único Deus exclui a possibilidade da divindade de Cristo? 

21. Se o nome de Jeová é o único nome para a salvação (Is 43.11), por que Atos 4.12 diz sobre Jesus: “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos”? Não é verdade que Jesus é a salvação de Jeová, “Deus conosco” (Mt 1.23) como nosso Salvador? 

22. Na tradução Novo Mundo, a palavra grega proskuneo usada em referência a Deus é sempre traduzida por adoração (Ex: Ap 5.14; 7.11; 11.16; 19.4; Jo 4.20, etc.). Todavia, toda vez que proskuneo é usada em referência a Jesus, é traduzida por obediência (Mt 14.33; 28.9,17; Lc 24.52, Hb 1.6; etc.), mesmo sendo a mesma expressão grega. Qual a razão para essa inconsistência? 

23. Colossenses 1.16, discorrendo sobre Jesus, ensina: “Tudo foi criado por meio dele e para ele”. Os Atalaias sustentam que Jesus foi o arcanjo Miguel, na criação. Pode um anjo criar todas as coisas para si mesmo? Como explicar isso, já que o Deus Todo-Poderoso criou todas as coisas para seu próprio prazer, conforme Apocalipse 4.11? 

24. Se os salvos que já estão mortos não têm consciência, como Apocalipse 14.13 os descreve como “abençoados” e como seres que estão “desfrutando o descanso”? Similarmente, como os ímpios mortos podem “não descansar de dia nem de noite… para sempre”, se eles foram aniquilados e não existem mais? 

25. Se o Espírito Santo é uma força impessoal, como Ananias pode ter mentido para Ele e como Ele pode ter sido chamado de Deus, em At 5.3,4? Como uma força impessoal pode ser blasfemada (Mt 12.31)? Como uma força impessoal pode ser entristecida (Ef 4.30)? Como uma força impessoal pode ter vontade (1Co 12.11)? Como uma força impessoal pode ter “mente”, já que ele sonda (a mesma palavra usada em Jo 5.39) as profundezas de Deus e conhece a mente de Deus? Como uma força impessoal pode ensinar (Jo 14.26), ordenar (At 8.29; 13.2) e orar (Rm 8.26)? 

26. A Bíblia usa coisas impessoais para descrever o Espírito, tais como água e fogo. Os 
Atalaias argumentam, por isso, que Ele não é uma pessoa. Devemos dizer, então, que 
Deus, chamado de “Fogo Consumidor”, é uma força impessoal? 

27. Considerando que Efésios 2.8-9 ensina que a salvação é pela graça, mediante a fé, e que a fé não é fruto de obras, mas é um dom de Deus (Tt 3.5; Rm 3.20; Gl 2.16), porque os Atalaias ensinam salvação pelas obras? 

28. Paulo afirma: “Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo. (Gl 6.14)” Em que você se gloria? Será que você pode verdadeiramente fazer a confissão de Paulo e sustentar a doutrina da salvação das Testemunhas de Jeová? 
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Por Martyn McGeown 
Fonte: http://www.cprf.co.uk/ 

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Por que a pregação expositiva particularmente glorifica a Deus?


Há quatro divisões nesta mensagem. Primeiro, vou refletir sobre o tipo de pregação que anelo ver Deus despertar em nossa época — o tipo que é moldado pela influência da glória de Deus. Segundo, tentarei descrever a glória de Deus, que influencia a pregação dessa forma. Terceiro, vou oferecer minha compreensão bíblica de como as pessoas são despertadas para essa glória e são transformadas por ela. Finalmente, explicarei por que todos esses apelos para um tipo de pregação que chamo exultação expositiva.

Reflexões sobre o tipo de pregação produzida pela influência da glória de Deus

George Whitefield acreditava na pregação e dedicou sua vida a isso. Por meio dessa pregação, Deus realizou uma obra poderosa de salvação em ambos os lados do Atlântico. Seu biógrafo, Arnold Dallimore, narrou o efeito admirável que a pregação de Whitefield teve na Grã-Bretanha e na América, no século 18. O efeito foi como a chuva na terra seca e fez o deserto florescer com as flores da justiça. Dallimore ergueu seus olhos do deserto transformado do tempo de Whitefield e expressou seu anseio que Deus pudesse fazer isso novamente. Ele clama por uma nova geração de pregadores como Whitefield. Suas palavras me ajudam a expressar que anelo pelas gerações de pregadores que virão da América e do mundo. Ele disse:
Sim... veremos o grande Cabeça da Igreja uma vez mais... levantar para si certos jovens a quem ele poderá usar nesse glorioso serviço. E que tipo de homens eles serão? Homens poderosos nas Escrituras, suas vidas dominadas por um senso da grandiosidade, majestade e santidade de Deus e suas mentes e corações abrasados com as grandes verdades das doutrinas da graça. Eles serão homens que sabem o que é morrer para o eu, para as metas humanas e ambições pessoais; homens que estão dispostos a serem “loucos por causa de Cristo”, que suportarão injúria e calúnia, trabalharão e sofrerão e cujo supremo desejo será não receber a aprovação terrena, mas receber a aprovação do Mestre quando eles comparecerem ao julgamento. Eles serão homens que pregarão com coração quebrantado e olhos cheios de lágrimas e, sobre esses ministros, Deus concederá uma extraordinária efusão do Espírito Santo que testemunhará com sinais e maravilhas que se seguirão à transformação de multidões de vidas. 1
Poderosos nas Escrituras, abrasados com as grandes verdades das doutrinas da graça, mortos para o eu, dispostos a trabalhar e a sofrer, indiferentes à aprovação humana, quebrantados pelo pecado, e dominados por um senso da magnificência, majestade e santidade de Deus. Dallimore, como Whitefield, cria que a pregação é a proclamação da palavra de Deus desse tipo de coração. A pregação não é conversação. Pregação não é discussão, não é conversa casual sobre assuntos religiosos, não é simplesmente ensino. A pregação é a proclamação da mensagem permeada pelo senso da magnificência de Deus, sua majestade e santidade. O tópico talvez seja nada debaixo do sol, mas é sempre exposto à luz flamejante da magnificência e majestade de Deus em sua palavra. Essa é a forma como Whitefield pregava.
No penúltimo século, alguém que incorporou perfeitamente bem essa visão foi Martyn Lloyd-Jones, servindo como pastor da capela de Westminster, em Londres, por 30 anos. Quando J. I. Packer era um estudante de 22 anos, ele ouviu Lloyd-Jones pregar todo domingo à noite em Londres durante o ano letivo de 1948 a 1949. Ele disse que “jamais havia ouvido pregação como aquela”.
A razão pela qual muitas pessoas dizem tantas coisas depreciativas e tolas sobre a pregação é porque jamais ouviram verdadeira pregação. Elas não têm base para avaliar a utilidade da pregação. Packer disse que a pregação veio a ele “com a força do choque elétrico”, trazendo “muito do senso da presença de Deus mais que outro homem” que ele havia conhecido. 2 É o que Whitefield quis expressar. Ó, que Deus levante pregadores jovens que deixem seus ouvintes com uma sensação de choque espiritual com o senso da presença de Deus — algum senso do peso infinito da realidade de Deus.
Esse é o meu anelo para nossa época — e para você. Que Deus levante milhares de pregadores quebrantados, saturados da Bíblia e sejam dominados por um senso da magnificência, majestade e santidade de Deus, revelado no evangelho de Cristo crucificado, ressurreto e que reina com absoluta autoridade sobre toda nação e todo exército e toda religião falsa e todo terrorista e todo tsunami e toda célula cancerígena e toda galáxia no universo.
Deus não ordenou a cruz de Cristo ou criou o lago de fogo 3 a fim de transmitir a insignificância do desprezo de sua glória. A morte do Filho de Deus e a danação dos seres humanos impenitentes são os gritos mais altos debaixo do céu demonstrando que Deus é infinitamente santo e o pecado é infinitamente ofensivo e a ira é infinitamente justa e a graça é infinitamente preciosa e nossa vida breve — e a vida de cada pessoa em sua igreja e em sua comunidade — conduzem para a alegria eterna ou o sofrimento eterno. Se nossa pregação não influencia essas coisas em nosso povo, o que influenciará? Histórias de vegetais? Rádio? Televisão? Grupos de discussão? Conversações inesperadas?
Deus planejou que seu Filho fosse crucificado (Apocalipse 13,8; 2 Timóteo 1,9) e que o inferno fosse terrível (Mateus 25,41) para que tivéssemos o mais claro testemunho sobre o que está em risco quando pregamos. O que confere à pregação sua seriedade é o manto do pregador estar molhado com o sangue de Jesus e chamuscado com o fogo do inferno. Esse é o manto que transforma meros tagarelas em pregadores. Contudo, é trágico que algumas das mais proeminentes vozes hoje diminuem o horror da cruz e o horror do inferno — uma é despojada de seu poder para suportar nossa punição e o outro é desmitologizado 4 na desumanização do eu e nas misérias sociais deste mundo. Ó, se as gerações emergentes vissem que o mundo não transborda o senso da seriedade sobre Deus. Não há excesso na igreja do senso da glória de Deus. Não há excesso de seriedade na igreja sobre o céu, o inferno, o pecado e a salvação. E, portanto, a alegria de muitos cristãos é escassa. O povo aos milhões se divertem até a morte com DVDs, televisões de 107 polegadas e jogos em seus telefones celulares e adoração cômica, enquanto os porta-vozes de uma religião secularizada e amorfa escrevem cartas para o Ocidente nas principais publicações dizendo: “O primeiro apelo que fazemos a você é o islamismo... esta é a religião que prescreve o bem e proíbe o mal que se faz com a mão, a língua e o coração. O islamismo é a religião do Jihad da forma como Alá deseja para que a Palavra e a religião de Alá reinem supremas”. 5 E, em seguida, esses porta-vozes abençoam os homens-bombas que explodem crianças em frente a mercearias de comida árabe e chamam isso de o caminho para o paraíso. Esse é o mundo onde pregamos.
E, ainda, incompreensivelmente, nesta era que extermina a alma e menospreza a Cristo, livros, seminários, escolas de teologia e especialistas em crescimento de igreja se empenham a dizer aos pastores jovens para “se alegrarem”, “serem cômicos”. “Façam algo divertido”. Quanto a isso, eu pergunto: onde está o espírito de Jesus? “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me. Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa achá-la-á” (Mateus 16,24-25). “Se o teu olho direito te faz tropeçar; arranca-o e lança-o de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não seja todo o teu corpo lançado no inferno” (Mateus 5,29). “Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo” (Lucas 14,33). “Se alguém vem a mim e não aborrece a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo” (Lucas 14,26). “Segue-me, e deixa aos mortos sepultar os seus próprios mortos (Mateus 8,22). “E quem quiser ser o primeiro entre vós, será servo de todos” (Marcos 10,44). “Temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo (Mateus 10,28). “Matarão alguns dentre vós… Contudo, não se perderá um só fio de cabelo da vossa cabeça. É na vossa perseverança que ganhareis a vossa alma” (Lucas 21,16-19).
A orientação para Jesus sobre o crescimento da igreja seria: “Jesus, alegre-se. Faça algo divertido”. E para o pastor jovem: “Qualquer coisa que você fizer, jovem pastor, não seja semelhante ao Jesus dos evangelhos. Alegre-se”. De minha perspectiva, que sinto ser muito próxima da eternidade esses dias, a mensagem aos pastores soa bastante insana.

Um retrato da glória de Deus

O que você crê sobre a necessidade da pregação e a natureza dela é orientado pelo seu senso da majestade e da glória de Deus e como você crê que as pessoas são despertadas para essa glória e a viver por ela. Desse modo, a próxima seção apresenta um retrato da glória de Deus e a terceira tratará de como as pessoas são despertadas para essa glória e são transformadas por ela.
Do princípio ao fim, nada na Bíblia é mais fundamental na mente e no coração de Deus que a sua glória — a beleza de Deus, a radiância de suas múltiplas perfeições. A cada momento que Deus revela sua ação, seja onde for, ele torna claro o propósito fundamental dessa ação. O propósito é sempre o mesmo: afirmar e manifestar sua glória.
  • Ele nos predestinou para a sua glória (Efésios 1,6).
  • Ele nos criou para a sua glória (Isaías 43,7).
  • Ele elegeu Israel para a sua glória (Jeremias 13,11).
  • Ele salvou seu povo do Egito para sua glória (Salmo 106,8).
  • Ele os libertou do exílio para sua glória (Isaías 49,8-11).
  • Ele enviou Cristo ao mundo para que os gentios louvassem a Deus para a sua glória (Romanos 15,9).
  • Ele ordena a seu povo, se eles comerem ou beberem, a fazer todas as coisas para a sua glória (1 Coríntios 10,31).
  • Ele enviará Jesus uma segunda vez para que todos os redimidos admirem a sua glória (2 Tessalonicenses 1,9-10).
Portanto, a missão da igreja é: “Anunciar entre as nações a sua glória, entre todos os povos, as sua maravilhas” (Salmo 96,3).
Estes e centenas de outros textos nos fazem retroceder a lealdade de Deus. Nada influencia a pregação mais profundamente que ser impressionado quase ao ponto de ficarmos sem fala — quase — pela paixão da glória de Deus. É claro, de toda a extensão da revelação bíblica, que a lealdade fundamental de Deus é ele se conhecer perfeitamente, amar-se infinitamente e compartilhar essa experiência o quanto for possível com seu povo. Em todo o ato de Deus tremula a bandeira: “Por amor de mim, por amor de mim, é que faço isto; por que como seria profanado o meu nome? A minha glória, não a dou a outrem” (Isaías 48.11; confira 42.8).
Por toda eternidade, o Deus que sempre existe, jamais se torna e é sempre perfeito se conhece e ama o que ele conhece. Ele vê eternamente sua beleza e experimenta o que ele vê. A compreensão que tem de sua própria realidade é perfeita e sua exuberância por prescrevê-la é infinita. Deus não tem necessidades, porquanto ele não tem imperfeições. Ele não tem inclinação para o mal porque não tem deficiências que poderiam tentá-lo a fazer o mal. Ele é, portanto, o ser mais santo e mais feliz que existe ou possa ser concebido. Não podemos conceber uma felicidade maior que a felicidade do poder infinito deleitando-se infinitamente na beleza infinita na comunhão pessoal da trindade.
Compartilhar essa experiência — a experiência de conhecer e apreciar sua glória — é a razão pela qual Deus criou o mundo. Ele nos faria conhecê-lo e a apreciá-lo pela forma como se conhece e pelo modo como se aprecia. De fato, seu propósito é o conhecimento essencial que ele tem de si mesmo e a verdadeira alegria que tem em si mesmo serão nosso conhecimento e nossa alegria para que o conheçamos com o seu próprio conhecimento e tenhamos felicidade nele com sua própria alegria. Esse é o sentido fundamental da oração de Jesus em João 17,26 pedindo ao Pai “que o amor como ele foi amado estivesse neles e ele estivesse neles”. O conhecimento do Pai e a alegria no “resplendor de sua glória” — cujo nome é Jesus Cristo (Hebreus 1,3) — estarão em nós porque Jesus está em nós.
E se você pergunta: como o propósito de Deus em compartilhar essa experiência (de se conhecer e deleitar em si mesmo) se relaciona ao amor de Deus? A resposta é: seu propósito de compartilhar essa experiência é o amor de Deus. O amor de Deus é seu compromisso em compartilhar o conhecimento e a alegria de sua glória conosco. Quando João diz que Deus é amor (1 João 4,8-16), ele quer expressar que é da natureza de Deus compartilhar a alegria de sua glória, mesmo se isso custar a vida de seu Filho.
Significa que o propósito de Deus é manifestar sua glória e nossa alegria nessa glória está em perfeita harmonia. Você não honra plenamente o que não se deleita. Deus não é glorificado plenamente por ser meramente conhecido; ele é glorificado por ser conhecido e por nos alegrarmos nele tão profundamente que nossas vidas se tornam uma manifestação de seu valor.
Jesus disse duas coisas para enfatizar sua função em nos conceder o conhecimento e a alegria de Deus. Ele disse: “Ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar” (Mateus 11,27). E ele afirmou: “Tenho-vos dito estas coisas para quemeu gozo esteja em vós, e o vosso gozo seja completo” (João 15,11). Em outras palavras, conhecemos o Pai com o conhecimento do Filho, e nos alegramos no Pai com a alegria do Filho. Jesus nos fez participantes de seu conhecimento de Deus e de sua própria alegria em Deus.
A forma como essa participação se torna visível no mundo não é principalmente por atos de profunda devoção na adoração comunitária no domingo de manhã — o quão preciosos são esses momentos — mas pelas mudanças que eles produzem em nossas vidas. Jesus declarou: “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está no céu” (Mateus 5,16). A luz que brilha através de nossas obras e faz com que as pessoas vejam a Deus, não a nós, é o valor completamente satisfatório de sua glória.
Isso acontece exatamente desta forma: quando a glória de Deus é o tesouro de nossas vidas, não vamos guardar tesouros na terra, mas gastá-los para difundir a sua glória. Não cobiçaremos, mas transbordaremos com liberalidade. Não vamos implorar o louvor dos homens, mas esqueceremos de nós mesmos para louvar a Deus. Não seremos dominados por prazeres pecaminosos e sensuais, mas cortaremos suas raízes pelo poder de uma promessa superior. Não nutriremos um ego ferido ou nutriremos rancor ou um espírito vingativo, mas entregaremos nossa causa a Deus e abençoaremos aqueles que nos odeiam. Todo pecado flui do fracasso em valorizar a glória de Deus acima de tudo. Portanto, uma forma crucial e visível de manifestar a verdade e valor da glória de Deus é por meio de vidas humildes e sacrificiais de serviço que emanam somente da fonte da glória de Deus que satisfaz plenamente.

Como as pessoas se despertam para essa glória e como são transformadas por ela

Voltamos agora para a questão: como as pessoas se despertam para esta glória e como elas são transformadas por ela. Uma parte essencial da resposta é dada pelo apóstolo Paulo em 2 Coríntios 3,18; 4,6. Ele declara: “E todos nós com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito”. Ao contemplarmos a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória. Essa é a forma como Deus transforma as pessoas à imagem de seu Filho para que elas reflitam a glória do Senhor. Ao sermos transformados na forma que glorifica a Deus, fixamos nosso olhar na glória do Senhor. 6
Como isso acontece? E, com esta explicação, movemo-nos muito proximamente para as implicações da pregação. Paulo explica em 2 Coríntios 4,3-4 como contemplamos a glória do Senhor:
Mas, se o nosso evangelho ainda está encoberto, é para os que se perdem que está encoberto, nos quais o Deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça [aqui está o cumprimento de 2 Coríntios 3,18] a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus.
Contemplamos a glória do Senhor mais explicitamente e mais fundamentalmente no evangelho. Tanto assim que Paulo chama de “o evangelho da glória de Cristo”. Significa — e isto tem enormes implicações para a pregação — que, nesta dispensação, não podemos ver a glória do Senhor diretamente como veremos quando ele retornar nas nuvens; veremos isso com mais clareza por meio de sua palavra. O evangelho é amensagem em palavras. Paradoxalmente, palavras são ouvidas e a glória é vista. Por conseguinte, Paulo afirma que vemos a glória de Cristo não fundamentalmente com nossos olhos, mas através de nossos ouvidos. “A fé vem pela pregação, e a pregação pela palavra de Cristo” (Romanos 10,17), porque ver a glória de Cristo vem através de ouvir e ouvir o evangelho de Cristo.
Considere como isso foi expresso na vida do profeta Samuel. Nos dias de Samuel, as visões do Senhor não eram frequentes (1 Samuel 3,1) — exatamente como hoje em que há uma fome de ver e experimentar a glória de Deus. Mas, então, Deus levantou um novo profeta. E como Deus apareceu a ele? Da mesma forma que ele aparecerá para você e seu povo. Primeiro Samuel 3,21: “Continuou o Senhor a aparecer em Siló, enquanto por sua palavra o Senhor se manifestava ali a Samuel”. Ele se revelou pelapalavra. Essa é a forma como o povo contemplará a glória do Senhor e será mudado no tipo de povo que torna sua glória conhecida. E Paulo nos diz agora que a palavra que revela a glória de Deus com mais clareza e centralidade é o Evangelho (2 Coríntios 4,4).

O chamado implícito para a exultação expositiva

Isso me leva, finalmente, ao conceito conclusivo da pregação como exultação expositiva. Se esse é o propósito de Deus para que manifestemos sua glória no mundo e se a manifestarmos porque somos transformados por conhecê-la e nos alegramos nela; e se conhecemos e nos alegramos por contemplar a glória do Senhor e se contemplamos essa glória com mais clareza e centralidade no Evangelho da glória de Cristo, e se o Evangelho é a mensagem entregue em palavras para o mundo, então, o que se segue é que Deus tem a intenção de os pregadores revelarem essas palavras e exultarem por causa delas — fato que chamo de exultação expositiva.
Toda palavra tem relevância. Ela é expositiva porque há muito a respeito do Evangelho que clama para ser exposto, aberto, revelado, elucidado, explicitado, explicado, manifesto. Vemos isso quando focamos nas cinco dimensões essenciais da mensagem do evangelho.
  • O evangelho é uma mensagem sobre os eventos históricos: a vida, morte e ressurreição de Cristo —convocando-nos para revelá-los com exposições completas de textos.
  • O evangelho é uma mensagem sobre o que esses eventos realizaram antes que experimentássemos qualquer coisa, ou antes, mesmo que elas existissem: a consumação da perfeita obediência, o pagamento de nossos pecados, a remoção da ira de Deus, a instalação de Jesus como Messias crucificado e ressuscitado e como rei do universo, o despojamento dos principados e potestades, a destruição da morte — tudo isso nos convoca a revelá-los com exposições completas de textos.
  • O evangelho é a mensagem sobre a aplicação dessas realizações de Cristo para pessoas específicas por meio de nossa união com Cristo pela fé somente aparte das obras — que nos conclama a revelar para as pessoas a natureza e dinâmica da fé pela exposição de muitos textos.
  • O evangelho é a mensagem sobre as boas coisas que agora são verdadeiras a nosso respeito, como a realização da cruz, é aplicada a nós em Cristo: Deus é misericordioso conosco agora em vez de irascível (propiciação); agora somos considerados justos em Cristo (justificação); agora somos libertos da culpa e do poder do pecado (redenção); Deus nos torna santos em termos de posição e pela progressão (santificação) — tudo isso nos convoca a expor tais realidades gloriosas para nosso povo semana após semana com exposições cabais de textos.
  • E, finalmente, o evangelho é a mensagem que se refere ao Deus glorioso em si mesmo como nosso tesouro absoluto, eterno e nos satisfaz totalmente. “Gloriamo-nos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem recebemos, agora, a reconciliação” (Romanos 5,11). O evangelho que pregamos é “o evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus”. Se o nosso evangelho interrompe essa meta — deleitar-se em Deus, não apenas em seus dons de perdão e resgate do inferno e a vida eterna —, então não estamos pregando o “conhecimento da glória de Deus na face de Cristo” (2 Coríntios 4,6). Nosso propósito fundamental é conhecer a Deus e nos deleitarmos nele. Como vimos no princípio deste capítulo, é por essa razão que fomos criados para que Deus pudesse compartilhar conosco o conhecimento e a alegria que ele tem consigo mesmo. É o que representa para ele nos amar. É o que a cruz obteve definitivamente para nós. E isso também, por meio de cada texto da Escritura —, todos eles inspirados por Deus para despertar a esperança em sua glória 7 — que requer a mais rica exposição para que nosso povo seja alimentado com a melhor e a mais fina comida do céu.
A exposição de texto é essencial porque o Evangelho é uma mensagem que vem até nós em palavras e Deus ordena que as pessoas vejam a glória de Cristo — as “insondáveis riquezas de Cristo” (Efésios 3,8) — nessas palavras do Evangelho. Esse é o nosso chamado: revelar as sentenças, palavras e parágrafos da Escritura e manifestar “a glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus”.
O fato que nos leva, finalmente, à segunda palavra da frase exultação expositiva. Ai de nós se fizermos nossa exposição de tal evangelho sem exultação — isto é, sem exultar na verdade revelada. Quando Paulo diz em 2 Coríntios 4,5: “Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor”, a palavra que ele emprega para “pregamos” é kerussomen — nós proclamamos a Cristo como Senhor, nós anunciamos a Cristo como Senhor. O kerux — o proclamador, o “pregador” (1 Timóteo 2,7; 2 Timóteo 1,11) — talvez tenha que explicar o que ele diz se as pessoas não entenderem (assim, a explicação pode envolver ensino). Mas o que distingue o arauto do filósofo, escriba e mestre é que ele é o arauto das novas. E, em nosso caso, boas-novas infinitamente. Infinitamente novas preciosas. As novas mais relevantes em todo o mundo.
O criador do universo — que é o mais glorioso e o mais desejado que qualquer tesouro na terra — revelou-se em Jesus Cristo para que fosse conhecido e apreciado para sempre por qualquer um no mundo que depusesse as armas da rebelião, recebesse sua anistia comprada com sangue e acolhesse seu Filho como Salvador, Senhor e Tesouro de sua vida.
Ó, irmãos, não mintam sobre o valor do evangelho mediante o tédio de sua conduta. A exposição da mais gloriosa realidade é uma gloriosa realidade. Se ela não for exultaçãoexpositiva — autêntica do coração — algo falso é dito sobre o valor do Evangelho. Não diga por meio de sua face, voz ou sua vida que o Evangelho não é o Evangelho da glória de Cristo que satisfaz completamente. Ele é. E que Deus possa levantar dentre vocês uma geração de pregadores cuja exposição é digna da verdade e cuja exultação é digna da glória de Deus.

1 Dallimore, A. George Whitefield. London: Banner of Truth Trust, 1970. v. 1 . p. 16.
2 Catherwood, C. Five Evangelical Leaders. Wheaton: Harold Shaw Publishers, 1985. p. 170.
3 Jesus disse em Lucas 22,22 que a cruz estava “determinada [horismenon] por Deus” e, em Mateus 25,41, que o fogo do inferno foi preparado por Deus. “Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: ‘Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado pra o diabo e seus anjos’”.
4 Do cenário americano, considero este comentário impressionante por Joel Green que insulta que a igreja crê que é central para o evangelho e que é fundamentado claramente nas Escrituras (Isaías 53,4-6, 8-10; Gálatas 3,13; Romanos 8,3): “Seja qual for o sentido que a expiação teve, seria um grave erro imaginar que ela focou no apaziguamento da ira de Deus ou na conquista da atenção misericordiosa de Deus... As Escrituras como um todo não proveem base para uma descrição de um Deus irado precisando ser aplacado em um sacrifício expiatório... Seja o que for dito da compreensão de Paulo sobre a morte de Jesus, sua teologia da cruz carece de qualquer sentido de divina retribuição” (Green, J. Recovering the Scandal of the Cross: atonement in New Testament & Contemporary Context. Downers Grove: InterVarsity Press, 2000. p. 51, 56). Do contexto britânico, Steve Chalke refere-se ao ensino de que Cristo suportou a ira de Deus em nosso lugar de “abuso cósmico de criança“: “O fato é que a cruz não é uma forma de abuso infantil cósmico — um Pai vingativo, punindo seu Filho por uma ofensa que ele não cometeu. Compreensivelmente, ambos os grupos de pessoas dentro e fora da igreja consideram essa versão distorcida dos eventos e moralmente duvidosa como uma barreira enorme à fé. Contudo, mais profundo que isso é que esse tipo de conceito se acha em total contradição com a declaração de que ‘Deus é amor’. Se a cruz é um ato pessoal de violência perpetrado por Deus na humanidade, mas suportado por seu Filho, então ela zomba do próprio ensino de Jesus para amar seus inimigos e recusar pagar o mal com o mal” (The Lost Message of Jesus. Grand Rapids: Zondervan Publishing Company, 2004. p. 182-183). NT. Wright argumenta que “a maioria” (“ele quer dizer todas”?) das referências ao inferno no Novo Testamento não falam sobre um lugar de sofrimento consciente e eterno, mas que precisamos de uma “reconstrução” ou “reformulação” da doutrina do inferno “na época atual” 1) em termos de os seres humanos usarem “o dom da liberdade” que têm para desumanizar a eles mesmos completamente”, e 2) em termos de injustiça social e miséria: “Há uma doutrina bíblica do inferno igualmente adequada e mais necessária em termos de vida social e comunitária nesta terra” (Following Jesus: Biblical Reflections on Discipleship. Grand Rapids: William B. Eerdmans Publishing Company, 1994. p. 95-96).
5 Citado do The Islam/West Debate: documents from a Global Debate on Terrorism, U. S. Policy and the Middle East. Edited by David Blankenhorn in First Things, n. 161, p. 71, March 2006.
6 Tome cuidado por dizer: “Isso não funciona” e, então, voltar-se para outras técnicas e abandonar o método de Deus transformar pessoas. Você pode ser capaz de mudar as pessoas com métodos e meios diferentes desse processo de ver a glória do Senhor na palavra de Deus, mas será uma alteração que enaltecerá a glória de Cristo? Nem toda mudança honra a Cristo. Paulo ressoa essa advertência com as palavras no princípio de 2 Coríntios 4,3: “Mas se o nosso evangelho ainda está encoberto, é para os que se perdem que está encoberto”. Em outras palavras, ele admite que seu Evangelho não mude todos. Os que se “perdem” não veem a glória de Deus no Evangelho. Paulo não muda sua estratégia por isso. Nem tampouco nós deveríamos mudar.
7 2 Timóteo 3,16-17; Romanos 15,4.
By John Piper. ©2013 Desiring God Foundation. Website: desiringGod.org
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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Desculpa, Chico Xavier


Uma grande controvérsia tem movimentado os bastidores do Espiritismo no Brasil: Seria Chico Xavier a reencarnação de Allan Kardec, o ‘grande codificador’ de Lyon? De um lado há o grupo que acredita na tese e, de outro, como em toda controvérsia, aqueles que a negam. Entre os grupos, e mesmo dentre eles, estão os moderados que erguem voz para alertar do perigo de perderem o foco com discussão tão inútil. Virtualmente ignorante à discussão a que nos referimos, a grande massa segue sendo bombardeada com propaganda espírita por todos os lados. A Rede Globo, por exemplo, parece ter escolhido 2010 como o “Ano do Espiritismo” - a começar pela novela ‘Escrito nas Estrelas’, de Elizabeth Jhin, e a estreante mini-série A Cura, de João Emanuel Carneiro, estrelada por Selton Melo. A história, em nove capítulos, com formato de série americana, conta a história de um médico acusado de matar um colega, e que descobre que tem poder de curar as pessoas através de cirurgias espirituais... O autor declarou em entrevista que a história sobre um curandeiro é algo que sempre quis fazer, pois “é uma forma de abordar o sobrenatural de uma forma bem brasileira”.

Nunca a espiritualidade esteve tão em alta, que os cinemas brasileiros não me deixem mentir. O filme “Chico Xavier”, segundo a Folha de S. Paulo, só na semana de estréia, em Abril, arrastou para frente da telona nada menos que 590 mil pessoas. Desde então, mais de 3 milhões de pessoas já assistiram ao filme. Deu um verdadeiro olé em cima do tão aclamado “Lula, filho do Brasil”, que na estréia se contentou com 220 mil espectadores, e ficou muito perto de “Avatar”, superprodução americana, que atingiu perto de 800 mil espectadores na semana de estréia no Brasil.

Seja na tela do cinema, seja na tela da TV, o fato é que o espiritismo anda em alta ultimamente. Sem pesquisar muito, só citando o que podemos lembrar num segundo, ao menos quatro dos mais bem-sucedidos seriados americanos trazem conteúdo espírita: Cold Case; Supernatural, Médium e Ghost Whisperer. A fórmula parece ir tão bem nos índices de audiência que até seriados mais ‘sérios’, como Grey’s Anatomy, andam flertando com o ‘outro mundo’. Na segunda temporada da série, Meredith Grey, personagem principal da história, fica entre a vida e a morte, e numa EQM, experiência de quase morte, encontra-se com inúmeros falecidos, incluindo um grande amor... Seriam as visões de Grey, apenas reações químicas do cérebro inconsciente? Seriam experiências reais com o sobrenatural? Os autores deixam ao telespectador o sabor de julgar.

Ainda que o risco de alguém vir a se tornar espírita por influência de qualquer destas obras seja questionável, é de bom juízo, e do dever cristão, conhecer mais de perto o que a Doutrina Espírita pretende ensinar. Tal conhecimento não apenas nos protege de contaminação, como também nos serve de ferramenta na hora de comunicar o Evangelho da Graça àqueles que estejam seduzidos, em maior ou menor grau, por tal filosofia religiosa – e não são poucos, como podemos supor pelos dados acima.

Indo direto ao ponto, e sem pedir desculpas pelo que será dito, o Espiritismo é uma filosofia absolutamente anticristã. Certamente vão chover protestos contra esta afirmação, até porque, os espíritas definem-se a si mesmos como “cristãos”. Na verdade, vão ainda mais longe, ao afirmarem que sua filosofia seria uma mais elevada revelação da mensagem de Jesus. Todavia, basta um breve olhar para se perceber o quanto a Doutrina Espírita contradiz a Mensagem do Cristo.

Para provar este ponto, destaco a forma antibíblica como eles se valem do termo “expiação” – o que nos levará diretamente a outro dogma espírita, a reencarnação. Todo cristão sabe – ou deveria saber – que o termo “expiação” vem lá do Antigo Testamento, quando o povo hebreu foi ordenado a oferecer sacrifícios por seus pecados. Havendo cometido pecado, o homem ofertava a Deus um animal inocente que, tendo seu sangue derramado, expiava a ofensa do pecador, tornado este novamente aceitável a Deus.
“E quando o pecado que cometeram for conhecido, então a congregação oferecerá um novilho, por expiação do pecado...” – Levítico 4.14.
O sacrifício de uma vitima inocente realizava a expiação pelo pecado do transgressor. Este é o conceito bíblico de expiação; evidentemente, tal conceito de expiação se aplica a Obra Expiatória realizada pelo Cristo, nosso Senhor e Deus. Tal realidade já se prefigurava desde os tempos proféticos, e é belissimamente sumarizada no poema de Isaías:
“Seguramente Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre Si; nós O reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho. Porém o Senhor fez cair sobre Ele a iniquidade de nós todos” – Isaías 53.4-6.
No entanto, nada disso se aplica a teoria espírita sobre a expiação. No espiritismo não existe salvação por Graça, muito pelo contrário, ali a salvação deve ser buscada a duras penas, como recompensa pelas boas ações dos homens. É bem honesta a forma como um dos espíritos guia de Allan Kardec descreve o mundo imaginado pelo Espiritismo: um purgatório! “Quase sempre, na Terra é que fazeis o vosso purgatório e que Deus vos obriga a expiar as vossas faltas” (Livro dos Espíritos, versão digital).

Não existe perdão no Espiritismo, portanto, ali não se fala em Graça Salvadora. O homem, segundo os espíritos guia do kardecismo, não é salvo pela Graça de Cristo, mas por si mesmo. E, neste mundo-purgatório, os homens, através do sofrimento e das boas ações, vão purificando-se, pagando a Deus o que Lhe devem, e alcançando um degrau a mais na evolução espiritual. Mas, como nem sempre dá tempo de pagar todas as dívidas numa única existência, o homem se vê obrigado a reencarnar inúmeras vezes – até que pague o último centavo de sua dívida!
“Um senhor, que tenha sido de grande crueldade para os seus escravos, poderá, por sua vez, tornar-se escravo e sofrer os maus tratos que infligiu a seus semelhantes. Um, que em certa época exerceu o mando, pode, em nova existência, ter que obedecer aos que se curvaram ante a sua vontade. Ser-lhe-á isso uma expiação, que Deus lhe imponha, se ele abusou do seu poder. Também um bom Espírito pode querer encarnar no seio daquelas raças, ocupando posição influente, para fazê-las progredir. Em tal caso, desempenha uma missão” Livro dos Espíritos, versão digital
O Espiritismo não é cristão!

Cristo, a Vítima Inocente, é quem realizou uma perfeita Expiação pelos nossos pecados. Não por menos ser posto como doutrina fundamental da fé cristã uma ‘salvação por graça’, como bem expressa o Santo Apóstolo: “... sendo justificados livremente pela Sua graça, pela redenção que está em Cristo Jesus, ao qual Deus propôs para ser uma propiciação, pela fé no Seu sangue, para demonstração da Sua justiça, pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; para a demonstração da Sua justiça, pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; para a demonstração, digo, da Sua justiça neste tempo presente, para que Ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus” (Romanos 3:24-25).

E se acrescente Efésios 2.4-9: “Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus; para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus. Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie”.

Nossa Redenção encontra-se em Cristo justamente pelo fato de que ele “se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave” (Efésios 5.2). Não reencontramos nosso lugar ao lado de Deus por méritos pessoais, antes, pela Graça de Deus, a qual, por meio de Cristo, nos reconcilia consigo. Este é o ensino de todo o Novo Testamento. “... Cristo morreu por nós. Muito mais então, sendo justificados pelo Seu sangue seremos salvos da ira de Deus por meio dele.” (Romanos 5:8,9). “... nossa páscoa também foi sacrificada, mesmo Cristo.” (1 Coríntios 5:7). “... Cristo morreu por nossos pecados, segundo a Escritura” (I Coríntios 15:3). “Aquele que não conheceu pecado. Fê-lo pecado por nós, para que nEle fossemos feitos justiça de Deus” (2 Coríntios 5:21). “... ofereceu para sempre um sacrifício pelos pecados” (Hebreus 10:12). “Porque Cristo também sofreu pelos pecados uma vez, o justo pelos injustos, para que nos trouxesse a Deus ...” (I Pedro 3:18). “Cristo nos redimiu da maldição da Lei, fazendo-Se maldição por nós” (Gálatas 3:13). “... foste morto e remiste para Deus com o Teu sangue homens de toda a tribo, língua, povo e nação” (Apocalipse. 5:9).

Foi pesquisando o grande sucesso do filme Chico Xavier, e do fenômeno espírita na mídia, que tive a ideia do título deste artigo. Em minhas andanças na Internet, encontrei uma mensagem de um entusiasta que dizia mais ou menos o seguinte: “Obrigado Chico, por tudo o que você nos ensinou, e para o que tem despertado o Brasil, mesmo de onde você está nos vendo!”. Então, pensei com meus botões: “Chico está nos vendo?”. Bem, o caso é que se eu acreditasse nisto, também teria uma mensagem para este ilustre brasileiro: “Me desculpe a franqueza Chico, mas, ainda que sua filosofia tenha lá suas virtudes, ela não é, e jamais foi cristianismo!”
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” – João 3.16 
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Por Marcelo Lemos
Fonte: Genizah
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