terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

A impecabilidade de Jesus


Jesus Cristo era totalmente isento de pecado

"[Cristo] ... não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano." 1 Pe 2.22

O Novo Testamento insiste que Jesus era totalmente isento de pecado ( Jo 8.46; 2 Co 5.21; Hb 4.15; 7.26; 1 Pe 2.22; 1 Jo 3.5). Isto quer dizer que não somente Ele nunca desobedeceu a seu Pai, mas que amava a lei de Deus e sentia sincero prazer em cumpri-la. Nos seres humanos degradados há sempre alguma relutância em obedecer a Deus, e algumas vezes ressentimento que se transforma em ódio diante das alagações que Ele faz sobre nós (Rm 8.7). Mas a natureza moral de Jesus era inocente, com foi a de Adão antes de seu pecado, e em Jesus não havia nenhuma inclinação de afastar-se de Deus que permitisse a Satanás tirar proveito de todo  seu coração, mente, alma e força.

Hebreus 4.15 diz que Jesus foi "tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado". Isto significa que todas as tentações que enfrentamos - para satisfazer erradamente os desejos natura os do corpo e da mete, evitar assuntos morais e espirituais, desviar-se da moral e buscar caminhos fáceis, ser menos do que amável, solidário e bondoso para como os outros, tornar-se auto-protetor e autocomiserativo etc. - vieram sobre Ele, mas Ele não cedeu a nenhuma delas.  A oposição opressora não o subjugou, e diante da agonia do Getsêmani e da cruz lutou contra a tentação e resistiu ao pecado, a ponto de ter seu sangue derramado. Os crentes devem aprender com Ele a proceder da mesma maneira (Hb 12.3-13; Lc 14.25-33).

A impecabilidade de Jesus era necessária para a nossa salvação. Não fosse Ele " um cordeiro sem defeito e sem mácula", seu sangue não teria sido "precioso" (1 Pe 1.19). Ele mesmo teria necessitado de um salvador, e sua morte não nos teria redimido. Sua obediência ativa (perfeita conformidade permanente à lei  de Deus para a raça humana, e à sua vontade revelada para o Messias) qualificou Jesus a tornar-se nosso Salvador ao morrer por nós sobre a cruz. A obediência passiva de Jesus (suportando o castigo da lei violada de Deus como nosso substituto imaculado) coroou sua obediência ativa para assegurar o perdão e aceitação daqueles que colocaram sua fé nele (Rm 5.18,19; 2 Co 5.18-21; Fp 2.8; Hb 10.5-10).
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Autor: J. I. Packer
Fonte: Teologia Concisa, pg. 110, Ed. Cultura Crista.

Via: Teologia Calvinista
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