sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

A Obediência de Cristo


Jesus Cristo cumpriu a vontade redentora de seu Pai.
"Mas Jesus respondeu, e disse-lhes: Na verdade, na verdade vos digo que o Filho por si mesmo não pode fazer coisa alguma, se o não vir fazer o Pai; porque tudo quanto ele faz, o Filho o faz igualmente."Jo 5.19
A humildade na Escrituras não significa fingir não ter valor e recusar posição de responsabilidade, mas conhecer e manter o lugar que Deus designou a cada um. Ser humildade é uma elevada questão de adaptar-se ao plano de Deus, quer seja uma elevada posição de liderança (Moisés era humildade como líder, Nm 12.3) ou a obscuridade da subserviência.

Quando Jesus afirmou que era "humilde de coração" (Mt 11.29). Ele quis dizer que estava conscienciosamente seguindo o plano do Pai para sua vida terrena.

Nisto Ele estava mantendo seu lugar como segunda Pessoa da Divindade. As três Pessoas da Santa Trindade são eternas e auto-existentes, participando igualmente de todos os aspectos e atributos da Divindade, e sempre agindo juntos em cooperação solidária. Mas o modelo cooperativo imutável é que a segunda e a terceira Pessoas se identificam com o propósito da primeira, de sorte que o Filho se torna o executivo do Pai e o Espírito age como agente de ambos. È da natureza e alegria do Filho fazer a vontade do seu Pai (Jo 3.34).

Com respeito à redenção, a vontade do Pai para o Filho é às  vezes chamado pacto de redenção, uma vez que ele tem a forma de um acordo entre duas partes sobre um programa e uma promessa. A Confissão de Westiminster resume o acordo (propósito do Pai aceito pelo Filho), com segue:
Aprouve a Deus, em seu eterno propósito, escolher e ordenar o Senhor Jesus, seu Filho Unigênito, para ser Mediador entre Deus e o homem. o Profeta, Sacerdote e rei, a Cabeça e Salvador de sua igreja, o Herdeiro de todas as coisas e o Juiz do mundo; e deu-lhe desde toda a eternidade uma  povo para ser sua semente e para, no tempo devido, ser  por ele remido, chamado, justificado, santificado e glorificado. (VIII.I)
(Para confirmação das idéias e frascologia desta declaração ver Ef 3.11; 1 Pe 1.20;  1 Tm  2.5; At 3.22; Hb 5.5,6; Lc 1.33; Ef 5.23; Hb 1.2; At 17.31; is 53.10; Jo 17.6;  1 Co 1.30; Rm 8.29,30)

Este propósito do Pai para o Filho tinha dois estágios. O primeiro estágio foi a humilhação. O Filho eterno abriu mão  de sua glória e, mediante a encarnação, tornou-se um pobre homem e um religioso intruso. Finalmente, por meio de um julgamento-exibição e de uma inescrupulosa manipulação da franqueza moral de Pilatos, Ele se tornou um criminoso condenado, sofrendo uma terrível morte como portador do pecado da raça humana (Fp 2.6-8; 2 Co 8.9; Gl 3.13; 4.4,5).

O Segundo estágio foi a exaltação. Cristo ressuscitou, subiu ao céu, e agora, por designação de seu Pai, reina como rei sobre o mundo e a igreja (Fp 2.9-11), enviando o Espírito Santo (Jo 15.26; 16.7; At 2.33) e, por Ele, aplicado a nós a redenção que pela morte conquistou para nós. Atraindo para  si aqueles que lhe foram dado (Jo 12.32), intercedendo por eles (Rm 8.34; Hb 7.25; Jo 17), protegendo, guiando e  cuidando deles como um pastor cuida de sua ovelhas (Jo 10.27-30), Ele está presentemente trazendo muitos filhos à glória (Hb 2.10), de acordo com o plano do Pai, e Ele continuará a fazer isso até que todos os eleitos de Deus cheguem ao arrependimento e à nova vida (2 Pe 3.9).

Em tudo isto o Filho está obedecendo ao Pai com verdadeira humildade, vivendo uma subordinação natural, voluntária e Jubilosa. Enquanto isto, o objetivo do Pai de ter o Filho adorado e glorificado igualmente com Ele próprio está sendo firmemente realizado (Jo 5.19-23).

Autor: J. I. Packer
Fonte: Teologia Sistemática do autor, Ed. Vida Nova (www.vidanova.com.br)
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