terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

A Subordinação de Cristo


Jo 4.34; Jo 5.30; Fp 2.5-8; Hb 5.8-10; Hb 10.5-10

O que é um subordinado? Em nosso idioma, é claro que ser subordinado  a alguém é estar "debaixo" de sua autoridade. Um subordinado não está no mesmo escalão; não está no mesmo nível de autoridade que seu superior. O prefixo sub significa "sob", e super significa "sobre" ou "acima".

Quando falamos da subordinação de Cristo, temos de fazê-lo com grande cuidado. Nossa cultura relaciona subordinação com interiorização. Na Trindade, porém, todos os membros são iguais em natureza, em honra e em glória. Todos os três membros são eternos e auto-existentes; todos compartilham todos os aspectos e atributos da deidade.

No plano redentivo de Deus, entretanto, o Filho voluntariamente assume um papel de subordinação ao Pai. È o Pai quem envia o Filho ao mundo. O Filho obedientemente vem à terra para fazer a vontade do Pai. Temos de ter cuidado, porém, para perceber que não há nenhum senso de obediência relutante. Assim como são o mesmo em glória, o Pai e o Filho também são um na vontade. O Pai deseja a redenção tanto quanto o Filho. O Filho almeja realizar a obre de salvação, assim como o Pai almeja que o faça. Jesus declarou que era consumido de zelo pela casa de sua Pai (Jo 2.17) e que sua comida e bebida era fazer a vontade do Pai (Jo 4.34).

Finalmente, devemos observar que a subordinação e a obediência de Cristo não foram demonstradas apenas em meio ao sofrimento. O plano incluía todos os aspectos da obre de Cristo por nós em sua glorificação final. A confissão de Westiminster explica a inter-relação do propósito do Pai e a obra de Cristo:

Aprouve a Deus, em seu eterno propósito, escolher e ordenar o Senhor Jesus, seu Filho Unigênito, para ser o Mediador entre Deus e o homem, o Profeta, Sacerdote e Rei, o Cabeça e Salvador de sua Igreja, o Herdeiro de todas as coisas e o Juiz do mundo; e deu-lhe, desde toda a eternidade, um povo para ser sua semente, e para, no tempo devido, ser por ele remido, chamado, justificado, santificado e glorificado.

Ao submeter-se à perfeita vontade do Pai, Jesus fez por nós aquilo que não estávamos dispostos a fazer e éramos incapazes de fazer por nós mesmos: obedeceu perfeitamente à Lei de Deus. Em seu batismo, Jesus disse a João Batista: "Assim nos convém cumprir toda a justiça" (Mt 3.15). Toda a vida e  o ministério de Jesus demonstraram sua perfeita obediência.

Ao obedecer perfeitamente à Lei, Jesus cumpriu duas coisas vitais e importantíssimas. Por um lado, qualificou-se  para ser nosso Redentor, o Cordeiro sem mácula. Se tivesse pecado, ele não poderia fazer expiação pelo seu próprio pecado, muito menos pelos nossos. Segundo, por meio de sua obediência perfeita, ele mereceu as recompensas que Deus prometera a todo aquele que guardasse sia aliança. Jesus mereceu as recompensas celestiais, as quais concedeu a nós. Como o subordinado, Jesus salvou um povo que tinha sido insubordinado.

PAI=FILHO
Iguais no ser e nos atributos eternos

Sumário

1. Embora Cristo seja igual ao Pai em termos de natureza divina, é subordinando ao Pai em seu papel na redenção.
2. Subordinação não significa "inferioridade".
3. A subordinação de Cristo é voluntária.
4. A obediência perfeita de Cristo o qualificou para carregar os pecados do seu povo e para merecer as recompensas celestiais prometidas aos remidos.

PAI
o Filho se subordina na obra da Redenção
FILHO

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Autor: R.C. Sproul
Fonte: Verdades Essências da fé Crista, ed. Cultura Cristã, caderno 1, pg. 71.

Via: Teologia Calvinista
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