quinta-feira, 13 de março de 2014

Separação [02/03]


II. Deixe-me tentar mostrar o que não é separação do mundo.

Esse ponto é um daqueles que necessitam de esclarecimento. Há muitos equívocos que são cometidos a respeito. Você verá algumas vezes cristãos sinceros e bem intencionados fazendo coisas que Deus nunca teve em mente que eles fizessem na questão da separação do mundo, e honestamente acreditam que estão no caminho devido. Seus equívocos frequentemente causam um grande mal. Eles dão espaço para os ímpios ridicularizarem a fé e fornecem a eles um desculpa para não tê-la. Eles fazem com que o caminho da verdade seja zombado, e acrescentam a ofensa da cruz. Eu vejo nisso um pleno dever de fazer alguns esclarecimentos sobre o assunto. Nós nunca podemos nos esquecer que é possível ser sincero, e pensar que nós estamos “fazendo a obra de Deus”, quando na realidade nós estamos cometendo um grande erro. Pode existir “zelo sem conhecimento”. Há algumas coisas sobre as quais é tão importante orar para um discernimento correto e para um senso cristão comum, como sobre a separação do mundo.

(a) Quando Paulo diz, “Saiam e se apartem”, ele não quis dizer que cristãos devem desistir de todas as suas vocações, comércios, e negócios seculares. Ele não proibiu os homens de serem soldados, marinheiros, advogados, médicos, comerciantes, bancários, lojistas, vendedores de porta em porta. Não há um palavra no Novo Testamento para justificar uma conduta como esta. Cornélio o centurião, Lucas o médico, Zenas o advogado, são exemplos do contrário. Ociosidade em si é um pecado. Uma ocupação legal é um remédio contra a tentação. “Se alguém não quer trabalhar, também não coma” (2Ts 3:10). Desistir de qualquer atividade da vida que não seja algo necessariamente pecaminoso, para os ímpios ou do diabo, ou pelo medo que algum mal venha dele, é uma conduta preguiçosa e covarde. O plano correto é carregar nossa fé para dentro das nossas atividades, e não desistir delas sobre um pretexto infundado de que isso interfere em nossa fé.

(b) Quando Paulo disse “Saiam e se apartem”, ele não quis dizer que os cristãos deveriam parar de se relacionar com as pessoas não convertidas, e se recusar a participar de sua sociedade. Não há uma autorização para esta conduta no Novo Testamento. Nosso Senhor e seus discípulos não se recusaram ir a uma festa de casamento, ou a se sentar à mesa de um fariseu. Paulo não diz “Se alguém dos que não creem convidar você para uma festa”, você não deve ir, mas apenas nos fala como nos comportar se formos (1Co 10.27). Aliás, é algo perigoso começar a julgar as pessoas tão rigorosamente, determinar quem é convertido e quem não é, qual comunidade é santa e qual é ímpia. Nós com certeza nos enganaremos. Acima de tudo, tal modo de vida nos tiraria muitas oportunidades de fazer o bem. E se carregarmos nosso Mestre para onde quer que formos, quem sabe nós poderemos salvar alguns, sem sofrermos dano?

(c) Quando Paulo diz “Saiam e sejam separados” ele não quer dizer que os cristãos não devem ter interesse em qualquer outra coisa na terra que não seja a religião. Ignorar a ciência, arte, literatura, e política – não ler nada que não seja diretamente espiritual – não saber nada do que está acontecendo na humanidade, e nunca ver o jornal – não se importar com o governo do seu país, e ser totalmente indiferente as pessoas que definem suas direções e fazem suas lei – tudo isto parece muito certo apropriado aos olhos de alguns. Mas eu penso que isto é uma negligência preguiçosa e egoísta do dever. Paulo sabia o valor de um bom governo, como um dos principais auxílios “para que tenhamos uma vida tranquila e sossegada, em toda a piedade e honestidade” (1Tm 2:2). Paulo não tinha vergonha de ler escritores pagãos, e citar suas palavras em seus discursos e escritos. Paulo não pensava que era algo abaixo dele mostrar uma familiaridade com as leis, costumes e profissões do mundo nas ilustrações que ele nos deu. Cristãos que se ufanam em sua ignorância das coisas seculares são exatamente os que trazem desonra para a religião. Eu conheço o caso de um ferreiro que não viria para ouvir o pastor pregar o Evangelho, até que ele descobriu que este conhecia as propriedades do ferro. Então ele veio.

(d) Quando Paulo disse “Saiam e se apartem” ele não quis dizer que os cristãos deveriam ser únicos, excêntricos, e peculiares em suas roupas, modos, comportamento ou fala. Qualquer coisa que atraia a atenção para estas questões é na sua maior parte repreensível, e deve ser cuidadosamente evitada. Usar roupas de uma determinada cor, ou feita com um determinado estilo, que quando você está acompanhado cada olho está fixo em você, e você é um objeto de observação geral, é um grande erro. Isso dá margem para os ímpios ridicularizarem a religião, e parece pretensioso e artificial. Não há a menor prova que nosso Senhor e Seus apóstolos, Priscila, Pérside e seus companheiros (Romanos 16:12), não se vestiam e não se comportavam como os outros de sua própria classe. Por outro lado, uma das muitas acusações que nosso Senhor fez contra os Fariseus foi de alargarem seus filactérios e aumentarem as franjas dos seus mantos, para serem “vistos pelos homens” (Mt 23:5). A santidade e a beatice verdadeira são coisas inteiramente diferentes. Aqueles que tentam mostrar sua separação do mundo usando roupas evidentemente feias, ou falando com voz chorosa e fanhosa, ou simulando uma homogeneidade, humildade e seriedade anormais, de maneira a perder a sua identidade por completo, e apenas dar oportunidade para os inimigos do Senhor blasfemarem.

(e) Quando Paulo disse “Saiam e se apartem” ele não quis dizer que cristãos devem se retirar da companhia da humanidade, e se isolar. Este é um dos erros gritantes da Igreja de Roma que supunha que a santidade renomada é para ser alcançada por tais práticas. É a triste ilusão de todo um exército de monges, freiras e eremitas. Uma separação deste tipo não está de acordo com a intenção de Cristo. Ele diz claramente em Sua última oração, “Não rogo que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno” (Jo 17:15). Não há uma palavra em Atos ou nas Epístolas que recomende tal separação. Os verdadeiros cristão são apresentados se misturando com o mundo, cumprindo seus deveres nele, e glorificando a Deus através da paciência, gentileza, pureza, e coragem em suas diversas posições, e não por uma covarde deserção deles. Além disso, é tolice supor que nós podemos manter o mundo e o diabo fora dos nossos corações nos enfiando em buracos e cantos. A verdadeira religião e separação do mundo são melhores vistas não em abandonando timidamente o posto em que Deus nos colocou, mas em defendendo bravamente nosso posto, e mostrando o poder da graça para vencer o mal.

(f) Por último, mas não menos importante, quando Paulo disse, “Saiam e se apartem” ele não quis dizer que os cristãos devem sair de cada igreja em que há membros não convertidos, ou se recusar a adorar em companhia de qualquer um que não seja crente, ou se manter afastado da mesa do Senhor se algum ímpio também for até ela. Este é um erro bastante comum, mas um erro bem grave. Não há um texto no Novo Testamento para justificá-lo, e deve ser condenado como uma pura invenção do homem. Nosso Senhor Jesus Cristo mesmo deliberadamente permitiu Judas Iscariotes ser um apóstolo por três anos, e deu a ele a santa ceia. Ele nos ensinou na parábola do trigo e do joio, que convertidos e não convertidos estarão juntos até a colheita, e não podem ser separados. Nas cartas para as sete igrejas, e em todas as cartas de Paulo, nós frequentemente vemos falhas e corrupções mencionadas e reprovadas, mas nunca somos informados que isso justifica abandonar a comunidade, ou ignorar as ordenanças. Em resumo, nós não devemos procurar uma Igreja perfeita, uma congregação perfeita, e uma perfeita companhia de comungantes até as bodas do Cordeiro. Se os outros são religiosos indignos, ou participantes indignos da santa ceia, o pecado é deles e não nosso: nós não somos seus juízes. Mas nos afastarmos das reuniões da igreja, e nos negar as ordenanças cristãs, por causa daqueles que as fazem indignamente, é tomar um posição tola, irracional e antibíblica. Não é a intenção de Cristo, e certamente não é a ideia de Paulo de separação do mundo.

Eu recomendo que todos aqueles que desejam entender a questão de separação do mundo que ponderem calmamente estes seis pontos. Sobre cada um deles muito mais pode ser dito do que eu tenho espaço neste sermão. Sobre cada um deles eu tenho visto tantos erros cometidos, e tanta angústia e infelicidade causada por estes erros, que eu quero colocar os cristão em guarda. Eu não quero que eles tomem posições apressadamente, no zelo do primeiro amor, que mais tarde eles serão obrigados a deixá-las.

Eu deixo esta parte do assunto com dois pequenos conselhos, que eu ofereço principalmente para os novos convertidos.

Eu os aconselho, por um lado, se vocês realmente desejam sair do mundo, para que lembrem que o caminho mais curto nem sempre é o caminho mais devido. Brigar com todos os nossos parentes não convertidos, cortar as antigas amizades, deixar inteiramente de se misturar com a sociedade, viver uma vida reservada, desistir de cada ato de cortesia e civilidade para o trabalho direto de Cristo – tudo isto pode parecer muito correto, e pode satisfazer nossa consciência e nos poupar de problema. Mas eu arrisco uma dúvida se isso não é um linha de conduta de egoísmo, preguiça e de auto-satisfação, e se a verdadeira cruz e o cumprimento do dever for negar a nós mesmo, e adotar uma postura diferente. Eu os aconselho, por outro lado, se vocês querem sair do mundo, que vigiem contra um comportamento azedo, rabugento, antipático, melancólico, desagradável, grosseiro e nunca esqueçam há algo chamado “ganhar sem palavra” (1Pe 3:1). Que se empenhem em mostrar às pessoas não convertidas que os seus princípios, o que quer que pensem deles, os deixam alegres, amigáveis, bem-humorados, altruístas, atenciosos para com os outros, e prontos para se interessar em tudo que é puro e de boa fama. Em resumo, não deixe haver separação desnecessária entre nós e mundo. Em muitas coisas, como mostrarei em breve, nós devemos ser separados; mas tomemos cuidado com a separação do tipo certo. Se o mundo é ofendido por tal separação nós não podemos ajudá-lo. Não vamos dar oportunidade para o mundo dizer que nossa separação é tola, sem sentido, ridícula, irracional, injusta e antibíblica.

III. Em terceiro lugar eu tentarei mostrar o que a verdadeira separação do mundo realmente é.

Eu entro neste tópico do meu assunto com uma profunda noção de sua dificuldade. Que há um linha de conduta que todos os verdadeiros cristão devem seguir com respeito ao “mundo e as coisas do mundo”, é bem evidente. Os texto já citados deixam isso claro. A chave para a solução desta questão está na palavra “separação”. Mas em que separação consiste não é tão fácil de explicar. Em alguns pontos não é difícil estabelecer certas regras; em outros é impossível fazer mais do que expor alguns princípios em geral, e deixar cada um aplicá-los de acordo com seu momento da vida. Isto é o que me esforçarei para fazer agora.

(a) Primeiramente e antes de mais nada, aquele que deseja “sair do mundo, e ser separado”,deve firme e constantemente se recusar a ser guiado pelo padrão do mundo de certo e errado.

A regra da maioria é ir junto com a correnteza, fazer como os outros, seguir a moda, aceitar a opinião comum, e acertar seu relógio pelo relógio da cidade. O verdadeiro cristão nunca estará feliz com uma regra como esta. Ele simplesmente perguntará, o que diz a escritura? O que está escrito na Palavra de Deus? Ele perseverará firmemente que nada do que Deus diz que é errado pode ser certo, e o que os costumes e a opinião dos vizinhos nunca podem transformar em trivial o que Deus chama de sério, ou em puro o que Deus chama de pecado. Ele nunca pensará levianamente de pecados como beber, praguejar, apostar, mentir, trair, trapacear, ou na violação do sétimo mandamento, porque eles são comuns, e muitos dizem: ‘onde está o mal nisso’? Aquele argumento miserável – “Todo mundo pensa assim, fala assim, faz isso, estará lá”, não vale nada para ele. É condenado ou aprovado pela Bíblia? Esta é sua única pergunta. Se ele ficar sozinho na comunidade, na cidade ou congregação, ele não irá contra a Bíblia. Se ele tiver que sair dentre a multidão, e tomar um posição sozinho, ele não fugirá disso se for para desobedecer a Bíblia. Esta é a separação bíblica.

(b) Aquele que deseja “sair do mundo, e ser separado”, deve ter muito cuidado como ele gasta seu tempo livre.

Não hesito em avisar cada homem que quer viver uma vida cristã para ser muito cuidadoso em como ele gasta suas noites. A noite é o momento quando estamos naturalmente prontos para relaxar depois das obrigações do dia, e de noite é a hora quando o cristão é tentado a colocar sua armadura de lado, e consequentemente colocar sua alma em problemas. “Então vem o diabo”, e com o diabo o mundo. A noite é o momento quando o pobre homem é tentando em ir para um bar, e cair em pecado. A noite é quando o comerciante frequentemente vai para a pousada-salão, e assenta por horas ouvindo e vendo o que não é bom para ele. A noite é hora que as altas classes escolhem para dançar, jogar cartas, e coisas semelhantes; e consequentemente sempre vão para a cama tarde da noite. Se amamos nossas almas, e não nos tornaríamos mundanos, vamos nos importar como passamos nossas noite. Me diga como um homem passa suas noites, e eu posso genericamente lhe dizer qual é o seu caráter.

O verdadeiro cristão fará bem em fazer disso uma regra firme, de nunca desperdiçar suas noites. O que os outros possam fazer, que ele decida sempre dar tempo para o sossego, uma calma meditação; para leitura da Bíblia e oração. Esta regra provará ser difícil de se cumprir. Isso pode trazer sobre ele as acusações de ser antissocial e rigoroso demais. Que ele não se importe com isto. Qualquer coisa deste tipo é melhor que ficar até altas horas em grupo, orações rápidas, leitura desleixada da Bíblia e uma má consicência. Mesmo que ele fique só em sua comunidade ou na sua cidade, que ele não se aparte de sua regra. Ele se encontrará em minoria, e será visto como um homem excêntrico. Mas esta é a genuína separação bíblica.

(c) Aquele que deseja “sair do mundo, e ser separado”, deve firme e constantemente decidir não ser engolido ou absorvido pelos assuntos do mundo.

Um verdadeiro cristão lutará para cumprir o seu dever em qualquer situação ou posição que ele se encontre, e o fará bem. Seja um funcionário público, ou comerciante, ou banqueiro, ou advogado, ou médico, vendedor, ou fazendeiro, ele tentará fazer o seu trabalho de forma que ninguém possa achar falha nele. Mas ele não permitirá que isto fique entre ele e Cristo. Se achar que seu negócio está começando a tirar dele seus domingos, sua leitura da Bíblia, seu momento de oração, e trazer nuvens entre ele e o céu, ele dirá, “Afaste-se! Há um limite. Até aqui você pôde vir, mas não além disso. Eu não posso vender minha alma por um lugar, fama, ou ouro”. Como Daniel, Ele terá tempo para sua comunhão com Deus, qualquer que seja o custo. Como Havelock, ele negará a si mesmo qualquer coisa antes de perder sua leitura bíblica e suas orações. Em tudo isto ele verá que ele se opõe quase sozinho. Muitos rirão dele, e dirão a ele que ele vai se dar bem o suficiente sem ser tão rigoroso e excêntrico. Ele não dará atenção a isto. Ele firmemente manterá distância do mundo, qualquer que seja a perda ou sacrifício que isso possa exigir. Ele preferirá escolher ser menos rico e próspero neste mundo, do que não prosperar com respeito a sua alma. Permanecer sozinho neste caminho, caminhar na contra mão, exige um imensa auto negação. Mas esta é a genuína separação bíblica.

(d) Aquele que deseja “sair do mundo, e ser separado”, deve firmemente se abster de todos os entretenimentos e recreações que estão inseparavelmente conectadas com o pecado.

Este é um assunto difícil de lidar, e é com pesar que eu o abordo. Mas eu não acredito que eu seria fiel a Cristo, e fiel a minha função de ministro, se eu não falasse bem claramente sobre isso, considerando tal assunto como separação do mundo.

Deixe-me, então, dizer honestamente, que eu não posso entender que qualquer um que tenha alguma pretensão de uma religião real e cheia de energia, possa se permitir a corridas e teatros. Consciência, sem dúvida, é uma coisa estranha, e cada homem deve julgar por si mesmo e usar sua liberdade. Um homem não vê mal em coisas que outro homem considera com aversão como mal. Eu posso apenas dar a minha opinião sobre o que é válido, e suplicar aos meus leitores para considerar seriamente o que eu digo.

Que olhar cavalos correndo a toda velocidade é em si perfeitamente inofensivo, nenhum homem sensato vai negar. Que muita peças, tais como de Shakespeare, estão entre as mais finas produções do intelecto humano, é igualmente inegável. Mas tudo isto não é a questão. A questão é se não estão as corridas de cavalo e teatro na Inglaterra inseparavelmente ligadas com coisas absolutamente imorais. Eu afirmo sem hesitação que elas estão ligadas. Eu afirmo que a violação dos mandamentos de Deus invariavelmente acompanha a corrida e a peça, e que você não pode ir ao entretenimento sem evitar pecar.

Eu suplico a todos os que se declaram cristãos que lembrem disto, e prestem atenção no que eles fazem. Eu os aviso claramente que eles não tem direito de fechar seus olhos para fatos que toda pessoa inteligente sabe, pelo simples prazer de ver um corrida de cavalos, ou escutar a bons atores ou atrizes. Eu os aviso que eles não devem falar de separação do mundo, se eles emprestam seus consentimentos para entretenimentos que estão sempre ligados a jogo, aposta, bebedeira, e fornicação. Estas são coisas que Deus julgará. O fim destas coisas é morte.

Palavras duras estas, sem dúvida! Mas elas não verdadeiras? Pode parecer aos seus parentes e amigos muito puritano, rigoroso e restrito, se disser a eles que não pode ir a corridas ou ao teatro com eles. Mas nós devemos voltar aos princípios. O mundo é ou não um perigo para a alma? Nos separamos ou não do mundo? Estas são questões que só podem ser respondida de uma única maneira.

Se nós amamos nossas almas nós não devemos ter nada a ver com entretenimentos que estão ligados ao pecado. Nada a menos do que isto pode ser chamada de genuína separação bíblica do mundo.

(e) Aqueles que desejam “sair do mundo, e ser separados”, devem ser moderados na prática de recreações legais e inocentes.

Nenhum cristão sensato jamais pensará em condenar todas as recreações. Em um mundo de desgaste como o que vivemos, ocasionalmente relaxar e descansar é bom. Para o corpo e para a mente é necessário um tempo de atividades mais suaves, e oportunidades de se regozijar, especialmente quando se é jovem. Exercício em si é uma necessidade positiva para preservação da saúde física e mental. Eu não vejo mal em críquete, remo, corrida, e outras recreações atlética vigorosas. Eu não acho culpa naqueles que jogam xadrez e jogos similares de inteligência. Nós somos todos feitos de forma assombrosa e maravilhosamente. Não me admira o poeta dizer –

“Estranho que uma harpa com mil cordas
Mantêm-se em harmonia por tanto tempo”

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Por J. C. Ryle
Fonte: Projeto Ryle
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