quarta-feira, 2 de abril de 2014

Esposas cristãs

1 Pedro 3:1-6

Vamos concentrar-nos no chamado cristão para as esposas. Em 1 Pedro 3:1-6, temos o pano de fundo para o que vamos dizer.

“1 Semelhantemente vós, mulheres, sede submissas a vossos maridos; para que também, se alguns deles não obedecem ã palavra, sejam ganhos sem palavra, pelo procedimento de suas mulheres, 2 considerando a vossa vida casta, em temor. 3 O vosso adorno não seja o enfeite exterior, como as tranças dos cabelos, o uso de jóias de ouro, ou o luxo dos vestidos, 4 mas seja o do íntimo do coração, no incorruptível traje de um espírito manso e tranqüilo, que és, para que permaneçam as coisas 5 Porque assim se adornavam antigamente também as santas mulheres que esperavam em Deus, e estavam submissas a seus maridos; 6 como Sara obedecia a Abraão, chamando-lhe senhor; da qual vós sois filhas, se fazeis o bem e não temeis nenhum espanto”.

Efésios 5.15-24

”15 Portanto, vede diligentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, 16 usando bem cada oportunidade, porquanto os dias são maus. 17 Por isso, não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor. 18 E não vos embriagueis com vinho, no qual há devassidão, mas enchei-vos do Espírito,19 falando entre vós em salmos, hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração, 20 sempre dando graças por tudo a Deus, o Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo,21 sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo. 22 Vós, mulheres, submetei-vos a vossos maridos, como ao Senhor; 23 porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o Salvador do corpo. 24 Mas, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres o sejam em tudo a seus maridos”.

O que nós temos aqui é a aplicação do princípio externado no versículo 21: “sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo”. Isso nos ensina algo importante acerca do estilo da instrução de Paulo. A Bíblia sempre apresenta razões, argumentações, do porquê nós deveríamos fazer o que fazemos. Deus apela ao nosso raciocínio à nossa compreensão. Mas há um outro elemento no texto. A palavra de Deus nos apresenta as coisas mais práticas enquanto também nos apresenta as doutrinas mais gloriosas. Nada poderia ser mais prático do que aprender como o marido e a mulher devem se relacionar. Da mesma forma nada é mais glorioso que compreender como Cristo se relaciona com a igreja. É o que temos no texto diante de nós.

Poderíamos abordar este texto de três formas. No versículo 22 nós temos o Preceito Regulador; no versículo 23 nós temos o Princípio que estabelece o solo em que vamos pisar. No versículo 24 nós temos o Padrão Governador para o princípio de submissão. Então nós temos o preceito, o princípio e o padrão.

1) Preceito

Existe um poema em que o autor usa a figura de um arco de lançar flechas. Ele compara o arco com sendo o marido e o fio do arco como sendo a esposa. O autor diz o seguinte: “Assim como o arco é para o fio, assim o homem é para a mulher”. Embora ela o curve, ela o obedece; um é inútil sem o outro. Será que entendemos? Embora ela o curve, ela o obedece. As mulheres sejam submissas a seus próprios maridos. O cerne disso é: Esposas, sede submissas.

O texto acima nos diz que vivemos num ambiente de autoridade nos relacionamentos humanos. O apóstolo Paulo fala aqui do relacionamento entre marido e mulher, patrões e empregados, pais e filhos. São áreas pertencentes ao ambiente familiar, mas o que significa estar “sujeito a”, “ser submisso a”? É simplesmente o seguinte: A esposa jamais deve se encontrar numa posição de culpada ao agir independente do marido. Ela nunca deve fazer algo que esteja “fora do âmbito de”, ou independente do seu marido. Esse tipo de submissão não é igual à passividade, esse tipo de submissão não implica em que a mulher não possa dar a sua opinião, não significa que ela nunca possa abrir a boca, que nunca possa tomar nenhuma decisão. Significa que todo o seu agir, revela que ela depende do marido.

Para uma outra parcela dessa instrução temos de ver Colossenses 3.18: “Vós, mulheres, sede submissas a vossos maridos, como convém no Senhor”. Quando ele usa a expressão: “como convém no Senhor”, está querendo afirmar para nós que é algo que “se encaixa” no projeto de Deus. Isso foi como Deus bolou as coisas. Isso é natural. O que não é natural é a esposa agir independente do marido.

Antes de nós voltarmos para Efésios 5, vamos dar uma olhada em Tito 2.3-5 e ver várias características que ele nos mostra: ”3as mulheres idosas, semelhantemente, que sejam reverentes no seu viver, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras do bem, 4para que ensinem as mulheres novas a amarem aos seus maridos e filhos, 5a serem moderadas, castas, operosas donas de casa, bondosas, submissas a seus maridos, para que a palavra de Deus não seja blasfemada”.

Repare que na igreja de Jesus Cristo as mulheres idosas casadas ou não, têm um chamado específico de Deus. Esse chamado é para ensinar. Aprendemos da Escritura que Deus não deu autoridade à mulher para ensinar ao homem na igreja. Mas aqui nós vemos que as mulheres têm um chamado para ensinar às outras mulheres. O que é que as mulheres idosas devem ensinar às mais jovens? O versículo 4 nos diz que elas devem ensinar as jovens recém-casadas a amarem seus maridos e seus filhos. Amar ao marido não é algo que vem naturalmente, é algo que precisa ser ensinado e assimilado. Muitos de nós tivemos o benefício de termos sidos criados num lar temente ao Senhor. Muitos de nós tivemos o privilégio de ver o evangelho ser “encarnado”, ser vivenciado pela atitude de nossos pais, mas nem todos de nós que tivemos essa benção. Para alguns, o aceitar a Cristo, o crer em Cristo, significou dizer “até logo” para suas famílias e não apreciaram a fé sendo vivenciada. Nesse contexto a igreja desempenha um papel fundamental. Se não crescemos dentro de um lar cristão que foi espelho para nós, precisamos aprender como nos comportar como mulheres cristãs, como homens cristãos.

Mulheres, quero desafiá-las a assumir essa tarefa de ensinar às mulheres mais jovens da igreja. Estejam preparadas para partilhar com as mais jovens como o evangelho trabalha com o caráter da pessoa, como ele mexe com o comportamento da pessoa. Mas há outros componentes na questão que vocês devem a passar para as mais jovens. No versículo 5 lemos que a mulher mais experiente deve ensinar às mais jovens a serem sensatas, honestas, boas donas de casa, bondosas e sujeitas aos maridos. Se você é casada “no Senhor”, sua primeira lealdade é para com seu marido, amando-o e servindo-o. Você o “serve” sendo boa dona de casa, cuidando da organização do lar. No Brasil e nos Estados Unidos também, as mulheres cristãs enfrentam uma grande pressão, uma tentação de trabalharem fora, em muitas áreas. Entretanto isso se torna uma tragédia, especialmente quando há filhos pequenos. Eles têm de ser enviados para creches ou babás são admitidas para cuidar deles. Dessa forma os pais passam a responsabilidade de instruir e de criar os filhos a pessoas que muitas vezes nem crentes são. O trágico nisso tudo é que tantas mulheres cristãs têm a convicção de que irão encontrar sua verdadeira identidade fora do lar e não servindo dentro do lar. A Bíblia corrige isso nos lembrando que no casamento cristão a identidade da esposa é encontrada no serviço prestado ao seu marido (Pv 31:10-12 – “Mulher virtuosa, quem a pode achar? Pois o seu valor muito excede ao de jóias preciosas. O coração do seu marido confia nela, e não lhe haverá falta de lucro. Ela lhe faz bem, e não mal, todos os dias da sua vida”).

Mas há um outro ponto importante encontrado na última parte do versículo 5: “para que a palavra de Deus não seja blasfemada”. Muitas pessoas me perguntam qual a melhor forma da igreja evangelizar? Sabemos que no evangelicalismo moderno há muitos que adotam um programa específico de evangelização ou que preferem chamar um evangelista famoso para fazer concentrações evangelísticas, mas eu quero exortá-los no sentido de que a verdadeira forma de se evangelizar é o vivenciar o evangelho dentro da família. O mundo está de olho no comportamento da mulher, no seu relacionamento com seu marido. A vizinha ao lado pode lhe perguntar: “Por que você faz assim, por que você não dessa forma?”. Esta é uma oportunidade você dar uma resposta de acordo com a esperança que habita dentro de você. A essa altura você tem a oportunidade de apresentar o evangelho a sua vizinha de forma pessoal, prática e poderosa. Se sua vida revela o evangelho, você não precisa apresentar “quatro leis espirituais” para elas. Dê sua vida para essas pessoas, apresente-lhes sua vida porque ela provocará perguntas acerca do evangelho. É necessário gravar no coração o fato de que a forma como conduzimos nossas vidas, tem implicações fortemente evangelísticas.

Esse modo do viver cristão é importante para o mundo que não conhece a Deus. Vejamos algumas afirmações do contexto de Efésios 5 que têm a ver com um marido cristão e uma mulher cristã. Efésios 5.1-2; “Sede, pois imitadores de Deus, como filhos amados; e andai em amor, como Cristo também vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave”; Efésios 5.8: “... pois outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor; andai como filhos da luz”; Efésios 5.15: “Portanto, vede diligentemente como andais, não como néscios, mas como sábios“. Efésios 5.18: “E não vos embriagueis com vinho, no qual há devassidão, mas enchei-vos do Espírito”.

Sabe qual a aparência de uma pessoa quando ela está cheia do Espírito? Não tem nada a ver com a dança litúrgica, com o espalhafato de expulsar demônios ou falar em línguas. Ser uma verdadeira esposa cristã pentecostal, ser uma esposa cristã realmente cheia do Espírito Santo e ter aparência de Efésios 5.22: “As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor”.

2) Princípio

Qual o princípio onde isso se alicerça? Vejamos o versículo 23: Também o marido é o cabeça da mulher como também Cristo é o cabeça da igreja, como sendo este mesmo o salvador do corpo. O marido é o cabeça da mulher. Por isso devemos falar aqui aos homens; as mulheres, se quiserem, podem ou não, ouvir. O recado é o seguinte: Ao homem jamais é informado que ele é o cabeça da mulher, ao homem nunca é ordenado ser o cabeça da mulher. A Bíblia nunca disse ao marido: “Seja o cabeça da sua esposa!”. Sabe por quê? Porque o homem não precisa ouvir isso. Mas a esposa precisa, sim! A esposa precisa ouvir esta ordem de Deus na criação. Ao marido é dito outras coisas.

Então por que Deus diz a mulher, “seu marido é o seu cabeça”? Dissemos anteriormente algo referente a relação que existe entre a criação e redenção. A graça e a salvação restauram a criação. Tudo isso nos ensina que Deus quer que nós reflitamos a Sua imagem. O homem foi criado primeiro e seu chamado é para liderar. A mulher foi criada em segundo lugar e o seu chamado é para segui-lo, auxiliá-lo (Gn 2:18).

Mas é importante esclarecer algumas coisas com relação a isto. O relacionamento entre o que lidera e o que o segue não é que um está mais alto e o outro mais baixo. Não é um relacionamento de um superior a um inferior, não é um relacionamento de um empregador e um empregado, não é um relacionamento entre um pai ou mãe e um filho ou filha.

Já fiz bastante aconselhamentos conjugais. Quando um casal está diante de mim e estou tentando diagnosticar o problema que eles têm, e quando o marido expressa que o problema básico entre eles é que sua mulher não o reconhece como sua cabeça, fico preocupado. Então pergunto para o homem: “O que você quer dizer por “cabeça?”. Freqüentemente eu obtenho a seguinte resposta: “Ser o cabeça da casa significa que quem usa as calças lá sou eu, ou seja, eu tomo as decisões”. Mas não é isso que significa ser o cabeça. Ser cabeça significa aprender como morrer (Ef 5:25). Mas é claro que nossas esposas precisam aprender também como morrer. Elas precisam morrer para aquele impulso natural de uma asseveração pessoal do que são.

Conheci um casal em que a esposa tinha um PhD e o marido era um frentista em um posto de gasolina. Era um casal cristão e a esposa sempre demonstrou sua lealdade em “servir” a seu marido, e é isso que Deus ordena. Muitas esposas são mais inteligentes que seus maridos. Muitas têm mais capacidade de se expressar verbalmente que o marido; muitas são mais fortes que seus maridos, mas isso não importa. A esposa é chamada a seguir a liderança do marido e permanecer dependente dele.

Aqui é necessária uma palavra para as jovens que não são casadas: Você não deve casar-se com um homem a quem você não esteja disposta a seguir. Nós estamos tratando aqui de motivações para o casamento, e toda essa questão de namorar ou de cortejar é algo muito espiritual, e você precisa se lembrar que a iniciativa no o casamento pertence ao esposo. Será que o homem com o qual tenciona se casar é capaz de prover a liderança espiritual que você está disposta a seguir? Você tem que lembrar que o casamento jamais é ambiente para evangelismo. Ninguém deve casar com um descrente com o propósito de evangelizar. Casar “no Senhor” implica que seu cônjuge já é crente e que está pronto para ser o cabeça do lar. Lembre-se, no entanto, que a cabeça não faz tudo; a cabeça governa, dirige, mas as mãos fazem alguma coisa; o corpo faz o seu trabalho debaixo da liderança da cabeça, mas ainda assim existe cooperação no corpo como um todo. Então o marido e a mulher têm que conversar sobre assuntos relevantes como: como gastar o dinheiro, como criar filhos, etc. Juntos vão estipular prioridades para o lar, mas a esposa deve sempre ser respeitosa para como seu marido e para com a responsabilidade que ele tem diante de Deus.

Jesus está por voltar, e quando Ele voltar nós todos estaremos diante dEle. Quando Jesus partiu deixou-nos todo tipo de dons e talentos para nos utilizarmos deles. Um desses dons é o casamento. Ele nos deu uma esposa e lhes deu um marido e quando voltar Ele vai nos pedir contas de tudo isso. Ele vai dizer para você: “Eu lhe dei um marido; o que você cultivou, o que fez crescer e quais os juros em cima disso?”. As esposas cristãs precisam se lembrar que um dia darão contas a Deus. Deus vai perguntar a seu marido como é que ele funcionou como cabeça; ele vai ter que prestar contas a Deus diante disso. O marido é chamado para guardar a esposa, para protegê-la e provê-la. Mas a pergunta para as esposas é: “Você está ajudando seu marido a fazer essas coisas?”. Ou você é daquele tipo de mulher que não quer ser guardada, protegida, direcionada? O marido deve nutrir a esposa, alimentá-la. Mas tristemente existem esposas que não querem ser nutridas, não querem ser alimentadas pelo marido. Muitas vezes os maridos não podem cumprir o seu chamamento porque a esposa simplesmente não permite. A Palavra de Deus precisa ter livre curso de ação em nossas vidas porque é o único caminho para felicidade conjugal, é o único caminho para a realização e a alegria no casamento.

3) Padrão

“Mas, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres o sejam em tudo a seus maridos” (v. 24).

Mais uma vez temos o privilégio de ver a conexão entre o casamento cristão e a igreja cristã. Como é que a igreja depende de Cristo? A igreja depende da Palavra de Deus e responde em oração. O âmago do ministério da igreja no mundo hoje, não é ser amigável, não é entreter as pessoas. A igreja é a única instituição na sociedade humana que é chamada e aparelhada para ministrar a graça Divina, e ela ministra essa graça através do que chamamos meios da graça. Os meios de graça são a pregação e os sacramentos. Se a igreja não fizesse outra coisa qualquer, se a igreja não tivesse outros programas, nenhuma outra atividade, exceto ministrar os meios de graça, ela já estaria cumprindo seu chamamento. Onde conseguimos encontrar a graça além da igreja, além do local onde o embaixador de Cristo se encontra? Tendo autoridade de Cristo e agindo em nome de Cristo ele declara para que seus pecados estão perdoados. Essa declaração não pode ser feita por qualquer um. Essa declaração deve ser feita por alguém que é autorizado para fazê-lo e é o ministro da palavra de Deus que abre a Palavra de Deus, que descortina a Palavra de Deus através da pregação, que demonstra a Palavra de Deus nos sacramentos do Batismo e da Ceia do Senhor. Mas o conteúdo da Palavra de Deus é o mesmo e está muito clara na pregação e nos sacramentos. É o seguinte: Em nome do Senhor Jesus, a todos que se arrependem dos seus pecados e em nome de Jesus, seus pecados estão perdoados. O corpo dEle foi partido e seu sangue foi derramado para completa remissão de pecados.

Esse é o ministério da Igreja, é o ministério da comunicação e nós temos nisso uma descrição do casamento. O coração que bate no casamento é a comunicação. Os problemas que enfrentamos como marido e mulher precisam ser conversados; mas fazer isso leva tempo. O relacionamento mais importante no mundo, nesse contexto, não é entre pais e filhos, mas sim entre marido e mulher. Antes de sermos casados nós costumávamos saber disso; na época que estávamos namorando, noivando ou nos cortejando, a única pessoa que estava em nossa mente era a nossa futura esposa ou futuro marido. Então nos casamos e Deus nos abençoou com filhos. E o que aconteceu? Paramos de namorar, paramos de sair como marido e mulher, paramos de conversar um com o outro porque achamos que existem muitas coisas a serem feitas e as crianças têm tantas necessidades. No entanto precisamos reservar tempo a sós para suprirmos as necessidades um do outro.

Aqui está o evangelho para as esposas. Sua alegria, sua realização, sua salvação como esposa cristã, não vem de olhar para si mesma, não vem da visão do padrão dos outros, mas vem do contemplar o relacionamento do Senhor Jesus e a Sua igreja. Quanto mais estudamos este relacionamento, quanto mais examinamos a dinâmica desse relacionamento, mais estaremos em posição de cumprir nosso chamado. Assim esposas e maridos serão abençoados para a glória de Deus, para a evangelização do próximo e para a vinda do Reino de Cristo.


Amém.
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Palestra proferida por Dr. Nelson Kloosterman no XIII Simpósio Os Puritanos/2004
Por Nelson Kloosterman
Fonte: 
 Projeto Os Puritanos
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