terça-feira, 8 de abril de 2014

Eu não quero ser um pastor...


Eu não quero ser um pastor que ama mais a si mesmo, suas paixões e sua cobiças do que a Deus. Que não anela de afeições pelo o Deus santíssimo e que não anseia glorifica-Lo, mesmo que isso traga danos a esse corpo e a essa vida.

Eu não quero ser um pastor que pela a graça não luta contra seu pecado com todo ódio a esse terrível mal. Sei que não existe um pastor sem pecado, mas que o SENHOR me livre de ser um pastor que acomoda a iniquidade e nutre ela em sua vida, que não mais luta contra o pecado, mas que o protege e o ama.

Eu não quero ser um pastor que por não lutar contra o pecado, se deixe dominar pelo o orgulho, egoísmo e a soberba, ou que, eu venha amar o louvor humano, a tal ponto que, o desejo de ser lisonjeado domine meu ministério, e assim, eu tome para mim a glória que deve ser dada a Cristo e a ELE somente; ou ainda que eu me encha de inveja e ira quando aparecer alguém que me supere em dons, habilidades e trabalho. Não! Eu não quero ser um pastor assim.

Eu não quero ser um pastor tomado por tal cegueira, ao ponto de, não perceber que minhas maldades já se tornaram notórias aos olhos da igreja e do mundo; e que mesmo assim, eu venha condenar com todo ódio e punir de modo implacável os meus pecados nos outros, contudo, ignorando os meus.

Eu não quero ser um pastor que seja injusto e parcial, isto é, que use dois pesos e duas medidas no meu tratamento com as ovelhas, tendo medo dos poderosos, e sendo comprado por eles, e ao mesmo tempo usando de crueldade contra os humildes e sem influência.

Eu não quero ser um pastor que seja mais amigo dos que trazem benefícios e privilégios terrenos que só seduzem uma alma apegada ao mundo, do que ser amigo daqueles que nada podem me oferecer, exceto o crescimento em devoção e santidade, o que é infinitamente melhor.

Eu não quero ser um pastor que seja covarde e tenha medo de confrontar o pecado, principalmente dos poderosos e influentes, e que não tenha coragem de disciplinar os que precisam ser endireitados, independente da influência ou posse.

Eu não quero ser um pastor que seja covarde e tenha medo de ser odiado por proclamar a verdade e denunciar a mentira, e que por isso aceite o erro por medo de confronta-lo. E que por motivos egoístas, em algum ponto favoreça a injustiça e menospreze a verdade.

Eu não quero ser um pastor que persiga os piedosos e os amantes da verdade quando eles percebem algum pecado e a promoção dele em suas vidas, e que para se verem livre desses piedosos, por serem incômodos ao meu ministério eu venha persegui-los, maltrata-los e os abandonarem, ou ainda jogar a igreja contra eles.

Eu não quero ser um pastor que quando perseguido se encha de amargura e ódio, que não perdoe e sofra o dano, mas que carregue ira e indignação e sinta satisfação com a queda e ruína dos opositores.

Eu não quero ser um pastor apegado ao mundo, nem tampouco avarento, ao ponto de ser servo do dinheiro e das riquezas, e muito menos hedonista buscando o prazer pelo prazer, ou que venha ser dominado pelo entretenimento e por causa dele venha fazer a obra do SENHOR relaxadamente.

Eu não quero ser um pastor que não tenha amor pelos perdidos, e não nutra em seu coração o desejo de que os eleitos encontrem a salvação e que o nome de Cristo seja glorificado por toda terra.

Eu não quero ser um pastor que não ama estudar, ao ponto de, se fadigar ao fazê-lo; e que não zele pela a doutrina, pelo o culto, disciplina, oração e pela a vida da igreja.

Eu não quero ser um pastor que não zele por sua família guiando sua esposa e filhos por meio da Escritura, orando sempre com eles e por eles em uma santa devoção no cuidado de que eles amem ao SENHOR acima de tudo.

Enfim, eu não quero ser um pastor, se tudo que eu for, seja apenas mais um pastor, como a grande maioria é.

Eu quero ser um pastor que deseja glorificar a Deus acima de tudo e de si mesmo, ao ponto de, pela graça se entregar totalmente ao SENHOR, e fazer isso no sagrado ministério e ser consumido pela a obra que me foi, ou será, confiada.

Se não for para ser um pastor assim, eu não quero ser um pastor!
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Por: Paulo Ricardo
Fonte: Protestante Reformado
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