quinta-feira, 31 de julho de 2014

A História de vida do Dr. Martyn Lloyd Jones

Um mensageiro da graça de Deus.

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Como está sua vida de oração?


“…Qual é o lugar da oração em sua vida? 

Que proeminência tem ela em nossas vidas? É uma pergunta que eu dirijo a todos. É necessário que ela atinja tanto o homem que é bem versado nas Escrituras e que tem um bom conhecimento de doutrina e teologia, quanto a qualquer outro. Que lugar a oração ocupa em nossas vidas e quão essencial ela é para nós? Será que temos percebido que sem ela desfalecemos? [...]

Nossa condição definitiva como cristãos é testada pelo caráter da nossa vida de oração. 

Isso é mais importante que o conhecimento e o entendimento. Não pensem que eu estou diminuindo a importância do conhecimento. Tenho passado a maior parte da minha vida tentando mostrar a importância de se ter um bom conhecimento e entendimento da verdade. Isso é de importância vital. Só há uma coisa que é mais importante: a oração. O teste definitivo da minha compreensão do ensino bíblico é a quantidade de tempo que eu gasto em oração. Como a teologia é, no final das contas, conhecimento de Deus, quanto mais teologia eu conheço, mais ela deveria me guiar na busca desse conhecimento. Não se trata de conhecer sobre Ele, mas de conhecê-lO. O objetivo inteiro da salvação é me trazer a um conhecimento de Deus. Eu posso aqui falar de uma maneira acadêmica sobre regeneração, mas o que é, afinal, a vida eterna? É que eles possam conhecer a Ti, o único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo a quem enviaste. Se todo o meu conhecimento não me conduz à oração, certamente há algo de errado em algum lugar. Espera-se que ele faça exatamente isso. O valor do conhecimento é que ele me dá uma tal compreensão do valor da oração, que eu passo a dedicar tempo a ela e a me deleitar com ela. Se meu conhecimento não produzir esses resultados em minha vida, há algo de errado e espúrio nele, ou então devo estar lidando com este conhecimento de uma maneira completamente equivocada.”…
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Tradução – Centurio
Fonte – Bom Caminho
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12 - Perseverança dos Santos


Por R. C. Sproul. © 2013 Editora Fiel. Website: www.editorafiel.com.br e www.ministeriofiel.com.br. Original: Série Mês da Reforma -- Perseverança dos Santos -- R. C. Sproul (12/12) de R. C. Sproul
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A regra de Martinho Lutero a respeito de como se tornar um teólogo


Oração, meditação e provações — o caminho para o entendimento

Martinho Lutero nasceu em 10 de novembro de 1483, em Eisleben, Alemanha. Morreu em 18 de fevereiro de 1546. Durante esses anos, ele pregou mais de 3.000 sermões e escreveu 50.000 páginas. De seu cargo como Professor de Teologia, na Universidade de Wittenberg, ele desempenhou um papel importante na criação da Reforma.
Ele nos dá conselhos profundos a respeito de obter o máximo de nossa Bíblia. Não seja desestimulado pela palavra “teologia”. O que Lutero tinha em mente era uma leitura e uma meditação firme e consistente a respeito do que Deus diz. Isto é para todos: “Quero que vocês saibam como estudar teologia de maneira correta. Eu mesmo tenho praticado este método... O método do qual estou falando é aquele que o rei Davi nos ensina em Salmos 119... Neste salmo, encontramos três regras, que são: oração, meditação e provação.” As citações que apresentamos em seguida vêm da obra What Luther Says: An Anthology,compilada por Ewald M. Plass (St. Louis: Concordia Publishing House, 1959, v. 3, p. 1359-1960).
1. Oração
“Você deve sentir-se completamente desesperado de seus próprios sentimentos e razão, pois, mediante essas coisas, você não atingirá o objetivo.... Dobre seus joelhos em seu quarto, em particular, e com sincera humildade e zelo ore a Deus por meio de seu amado Filho, para lhe conceder graciosamente o seu Espírito Santo, que o iluminará, guiará e dará entendimento. Conforme podemos ver, Davi orava constantemente neste salmo...”
Salmos 119

Verso 18: “Desvenda os meus olhos, para que eu contemple as maravilhas da tua lei”.

Versos 27, 33: “Faze-me atinar com o caminho dos teus preceitos... Ensina-me, senhor, o caminho dos teus decretos”.
Versos 34-37: “Dá-me entendimento, e guardarei a tua lei... Guiame pela vereda dos teus mandamentos, pois nela me comprazo. Inclina-me o coração aos teus testemunhos e não à cobiça... vivifica-me no teu caminho”.
“Davi usou muitas outras palavras dessa natureza, embora conhecesse bem o texto de Moisés e de outros livros, os lesse e os ouvisse diariamente. Apesar disso, ele desejava ter o verdadeiro Senhor das Escrituras, a fim de, por todos os meios, assegurar-se de que não penetraria nas Escrituras com seu próprio entendimento e se tornaria o senhor delas.”
2. Meditação
“Em segundo lugar, você deve meditar. Isto significa não somente que deve considerar a Palavra em seu coração, mas também que deve usar constantemente meios externos, examinando e comparando, lendo e relendo a Palavra pregada, bem como as palavras gravadas nas Escrituras, observando e meditando, com dedicação, sobre aquilo que o Espírito Santo quer dizer... Observe, então, neste salmo, como Davi sempre diz que fala, pensa, conversa, ouve, lê, dia e noite, constantemente — mas nada menos do que a Palavra e os mandamentos de Deus. Pois Deus quer lhe dar seu Espírito tão-somente por meio da Palavra.”
Salmos 119 Verso 11: “Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti”.
Verso 15: “Meditarei nos teus preceitos e às tuas veredas terei respeito”.
Verso 48: “Para os teus mandamentos, que amo, levantarei as mãos e meditarei nos teus decretos”.
Verso 24: “Com efeito, os teus testemunhos são o meu prazer, são os meus conselheiros”.
Verso 47: “Terei prazer nos teus mandamentos, os quais eu amo”. Verso 93: “Nunca me esquecerei dos teus preceitos”.
Verso 97: “Quanto amo a tua lei! É a minha meditação, todo o dia!”.
3. Provações
“Em terceiro, existem as provações. Isto é a pedra de toque. Elas nos ensinam não somente a conhecer e a entender, mas também a experimentar quão exata, verdadeira, agradável, poderosa, amável e confortadora é a Palavra de Deus; ela é sabedoria suprema. Essa é a razão por que você observa que, no salmo indicado, Davi se referia freqüentemente a todo tipo de inimigo... Pois, logo que a Palavra de Deus se torna conhecida para você, o diabo o afligirá, tornando-o um verdadeiro teólogo”.
Salmos 119 Versos 67-68: “Antes de ser afligido, andava errado, mas agora guardo a tua palavra. Tu és bom e fazes o bem; ensina-me os teus decretos”.
Verso 71: “Foi-me bom ter eu passado pela aflição, para que aprendesse os teus decretos”.
Talvez você diga que não quer ser um teólogo. Não tropece nesta palavra; pois, Lutero queria dizer: alguém que conhece verdadeiramente a Deus. Você quer conhecer a Deus? Quer conhecer os caminhos dEle neste mundo e na sua vida? Quer ser capaz de entender e aplicar a Bíblia à sua situação? Quer ser um bom médico da alma para curar as feridas de outros? Então, este é um excelente conselho. Medite na Palavra de Deus, noite e dia. Derrame sua alma em oração, rogando iluminação e amor. Seja paciente no sofrimento. Não permita que as suas lições se percam, enquanto você resmunga a respeito dos árduos dons de Deus. Confie nEle e aprenda as coisas mais profundas dentre todas.
By John Piper. ©2014 Desiring God Foundation. Website: desiringGod.org
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quarta-feira, 30 de julho de 2014

XXII Simpósio Reformado Os Puritanos 2013

A natureza do Temor de Deus: União com Cristo


Stephen Yuille
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Confissão De Fé Batista De Londres De 1689 - Capítulo 1


CAPÍTULO 1

AS SAGRADAS ESCRITURAS

1. A Sagrada Escritura é a única regra suficiente, certa e infalível de conhecimento para a salvação, de fé e de obediência. 1 A luz da natureza, e as obras da criação e da providência, manifestam a bondade, a sabedoria e o poder de Deus, de tal modo que os homens ficam inescusáveis; contudo não são suficientes para dar conhecimento de Deus e de sua vontade que é necessário para a salvação. 2
Por isso, em diversos tempos e por diferentes modos, o Senhor foi servido revelar-se a si mesmo e declarar sua vontade à sua igreja. 3 E para a melhor preservação e propagação da verdade, e o mais seguro estabelecimento e conforto da Igreja, contra a corrupção da carne e a malícia de Satanás e do mundo, foi igualmente servido fazer escrever por completo todo esse conhecimento de Deus e revelação de sua vontade necessários à salvação; o que torna a Escritura indispensável, tendo cessado aqueles antigos modos em que Deus revelava sua vontade a seu povo. 4
[1]
2 Tm 3.15-17: E que desde a infância sabes as sagradas letras que podem tornar-te sábio para salvação pela fé em Cristo Jesus. Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.
Is.8.20: À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva.
Lc.16.29,31: Respondeu Abraão: Eles têm Moisés e os profetas; ouçam-nos. Abraão, porém, lhe respondeu: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos.
Ef.2.20: ...edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular; ...
[2]
Rm.1.19-21: ...porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder como também a sua própria divindade claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das cousas que foram criadas. Tais homens são por isso indesculpáveis; porquanto tendo conhecimento de Deus não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato.
Rm.2.14,15: ... quando, pois, os gentios que não têm lei, procedem por natureza de conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de lei para si mesmos; estes mostram a norma da lei gravada nos seus corações, testemunhando-lhes também a consciência, e os seus pensamentos mutuamente acusando-se ou defendendo-se;
Sl.19.1-3: Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras das suas mãos. Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite. Não há linguagem, nem há palavras, e deles não se ouve nenhum som;
[3]
Hb.1.1: Havendo Deus, outrora, falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas;
[4]
Pv.22.19-21: Para que a tua confiança esteja no SENHOR, quero dar-te hoje a instrução, a ti mesmo. Porventura não te escrevi excelentes cousas acerca de conselhos e conhecimentos, para mostrar-te a certeza das palavras da verdade, a fim de que possas responder claramente aos que te enviarem?
Rm.15.4: Pois tudo quanto outrora foi escrito, para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência, e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança.
2Pe.1.19,20: Temos, assim, tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vossos corações; sabendo, primeiramente, isto, que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação;

2. Sob o nome de Sagradas Escrituras ou Palavra de Deus escrita, incluem-se agora todos os livros do Velho Testamento e Novo Testamento, que são os seguintes:

O VELHO TESTAMENTO
Gênesis1 ReisEclesiastesObadias
Êxodo2 ReisCantaresJonas
Levítico1 CrônicasIsaíasMiquéias
Números2 CrônicasJeremiasNaum
DeuteronômioEsdrasLamentaçõesHabacuque
JosuéNeemiasEzequielSofonias
JuízesEsterDanielAgeu
RuteOséiasZacarias
1 SamuelSalmosJoelMalaquias
2 SamuelProvérbiosAmós

O NOVO TESTAMENTO
MateusEfésios
MarcosFilipensesTiago
LucasColossenses1 Pedro
João1 Tessalonissenses2 Pedro
Atos2 Tessalonissenses1 João
Romanos1 Timóteo2 João
1 Coríntios2 Timóteo3 João
2 CoríntiosTitoJudas
GálatasFilemomApocalipse
Todos os quais foram dados por inspiração de Deus, para serem a regra de fé e vida prática. 5
[5]
2 Tm.3.16: Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, ...

3. Os livros comumente chamados Apócrifos, não sendo de inspiração divina, não fazem parte do cânon ou compêndio das Escrituras. Portanto, nenhuma autoridade têm para a Igreja de Deus, e nem podem ser de modo algum aprovados ou utilizados, senão como quaisquer outros escritos humanos. 6
[6]
Lc.24.27,44: E, começando por Moisés, discorrendo por todos os profetas, expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras. A seguir Jesus lhes disse: São essas as palavras que eu vos falei, estando ainda convosco; que importava se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos.
Rm.3.2: Muita, sob todos os aspectos. Principalmente porque aos judeus foram confiados os oráculos de Deus.

4. A autoridade da Sagrada Escritura, razão pela qual deve ser crida e obedecida, não depende do testemunho de qualquer homem ou igreja, mas provém inteiramente de Deus, sendo Ele mesmo a verdade e o seu autor. A Escritura, portanto, tem que ser recebida, por ser a Palavra de Deus. 7
[7]
2 Pe.1.19-21: Temos assim tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vossos corações; sabendo, primeiramente, isto, que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação; porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana, entretanto homens [santos] falaram de parte de Deus movidos pelo Espírito Santo.
2 Tm.3.16: Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, ...
2 Ts.2.13: Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus, por vós, irmãos amados pelo Senhor, por isso que Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade.
1 Jo.5.9: Se admitimos o testemunho dos homens, o testemunho de Deus é maior; ora, este é o testemunho de Deus, que ele dá acerca do seu filho.

5. Pelo testemunho da Igreja de Deus podemos ser movidos e persuadidos a ter em alto e reverente apreço as Sagradas Escrituras. A santidade do assunto, a eficácia da doutrina, a majestade do estilo, a harmonia de todas as partes, o propósito do todo (que é dar toda glória a Deus), a plena revelação que faz do único meio de salvação para o homem, e muitas outras excelências incomparáveis e perfeição completa, são argumentos pelos quais abundantemente se evidencia serem elas a Palavra de Deus. Contudo, a nossa plena persuasão e certeza quanto à sua verdade infalível e divina autoridade provém da operação interna do Espírito Santo, que pela Palavra e com a Palavra testifica aos nossos corações. 8
[8]
Jo.16.13,14: ...quando vier, porém, o Espirito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará as cousas que hão de vir. Ele me glorificará porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar.
1Co.2.10-12: Mas Deus no-lo revelou pelo Espirito; porque o Espirito a todas as cousas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus. Porque, qual dos homens sabe as cousas do homem, senão o seu próprio espirito que nele está? assim também as cousas de Deus, ninguém as conhece, senão o Espirito de Deus. Ora, nós não temos recebido o espirito do mundo, e, sim, o Espirito que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente.
1Jo.2.20,27: E vós possuís unção que vem do Santo, e todos tendes conhecimento. Quanto a vós outros, a unção que dele recebestes permanece em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina a respeito de todas as cousas, e é verdadeira, e não é falsa, permanecei nele, como também ela vos ensinou.

6. Todo o conselho de Deus, concernente a todas as coisas necessárias para a sua própria glória, para a salvação do homem, a fé e a vida, está expressamente declarado ou necessariamente contido na Sagrada Escritura. A ela nada em tempo algum se acrescentará, quer por nova revelação do Espírito, quer por tradições de homens. 9
Entretanto, reconhecemos ser necessária a iluminação interior, da parte do Espírito de Deus, para a compreensão salvadora daquilo que é revelado na Palavra. 10 Reconhecemos que há algumas circunstâncias, concernentes à adoração a Deus e ao governo da igreja, que são peculiares às sociedades e costumes humanos, e que devem ser ordenadas pela luz da natureza e pela prudência cristã, segundo as normas gerais da Palavra que sempre devem ser observadas. 11
[9]
2Tm.3.15-17: E que desde a infância sabes as Sagradas letras que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus. Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.
Gl.1.8,9: Mas, ainda que nós, ou mesmo um anjo vindo do céu, vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema. Assim como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema.
[10]
Jo.6.45: Está escrito nos Profetas: E serão todos ensinados por Deus. Portanto, todo aquele que da parte do Pai tem ouvido e aprendido, esse vem a mim.
1Co.2.9-12: ...mas, como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam. Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus. Porque qual dos homens sabe as coisas do homem senão o seu próprio espírito que nele está? assim também as cousas de Deus ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus. Ora , nós não temos recebido o espírito do mundo, e, sim, o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente.
[11]
1Co.11.13,14: Julgai entre vós mesmos: é próprio que a mulher ore a Deus sem trazer o véu? Ou não vos ensina a própria natureza ser desonroso para o homem usar cabelo comprido?
1Co.14.26,40: Que fazer, pois irmãos? quando vos reunis, um tem salmo, outro doutrina, este traz revelação, aquele outra língua, e ainda outro interpretação. Seja tudo feito para edificação. Tudo, porém, seja feito com decência e ordem.

7. Na Escritura não são todas as coisas igualmente claras, nem igualmente evidentes para todos. 12 Mesmo assim, as coisas que precisam ser conhecidas, cridas e obedecidas para a salvação estão claramente propostas e explicadas em uma passagem ou outra; e, pelo devido uso de meios comuns, não apenas os eruditos, mas também os indoutos, podem obter uma compreensão suficiente de tais coisas. 13
[12]
2 Pe.3.16: ...ao falar acerca desses assuntos, como de fato costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras, para a própria destruição deles.
[13]
Sl.19.7: ...a lei do Senhor é perfeita, e restaura a alma; o testemunho do Senhor é fiel, é dá sabedoria aos símplices.
Sl.119.130: A revelação das tuas palavras esclarece. e dá entendimento aos simples.

8. O Antigo Testamento em hebraico (que era a língua vernácula do povo de Deus na antigüidade), 14 e o Novo Testamento em grego (que em sua época era a língua mais conhecida entre as nações), tendo sido diretamente inspirados por Deus e, pelo seu singular cuidado e providência, conservados puros no correr dos séculos, são, portanto, autênticos, de maneira que, em toda controvérsia de natureza religiosa, a Igreja deve apelar para eles como palavra final. 15
Mas visto que essas línguas originais não são conhecidas de todo o povo de Deus – Que tem direito e interesse nas Escrituras, e que é ordenado a ler 16 e examinar 17 as Escrituras no temor de Deus – os Testamentos devem ser traduzidos para a língua de cada nação, 18 a fim de que, permanecendo a Palavra no povo de Deus, abundantemente, todos adorem a Deus e maneira aceitável, e pela paciência e consolação das Escrituras possam ter esperança. 19
[14]
Rm.3.2: Muita, sob todos os aspectos. Principalmente porque aos judeus foram confiados os oráculos de Deus.
[15]
Is.8.20: À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva.
[16]
At.15.15: Conferem com isto as palavras dos profetas, como está escrito:
[17]
Jo.5.39: Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim.
[18]
1Co.14.6,9,11,12,24,28: Agora, porém, irmãos, se eu for ter convosco falando em outras línguas, em que vos aproveitarei, se não vos falar por meio de revelação, ou de ciência, ou de profecia, ou de doutrina? (...) Assim vós, se, com a língua, não disserdes palavra compreensível, como se entenderá o que dizeis? porque estareis como se falásseis ao ar. (...) Se eu, pois, ignorar a significação da voz, serei estrangeiro para aquele que fala; e ele, estrangeiro para mim. Assim também vós, visto que desejais dons espirituais, procurai progredir, para a edificação da igreja. (...) Porém, se todos profetizarem, e entrar algum incrédulo, ou indouto, é ele por todos convencido, e por todos julgado; (...) Mas, não havendo intérprete, fique calado na igreja, falando consigo mesmo e com Deus.
[19]
Cl.3.16: Habite ricamente em vós a Palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda sabedoria, louvando a Deus, com salmos e hinos e cânticos espirituais, com gratidão, em vossos corações.

9. A regra infalível de interpretação das Escrituras é a própria Escritura. Portanto, sempre que houver dúvida quanto ao verdadeiro e pleno sentido de qualquer passagem (sentido este que não é múltiplo, mas um único), essa passagem deve ser examinada em confrontação com outras passagens, que falem mais claramente. 20
[20]
2Pe.1.20,21: ...sabendo, primeiramente, isto, que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação; porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana, entretanto homens [santos] falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo.
At.15.15,16: Conferem com isto as palavras dos profetas, como está escrito: Cumpridas estas cousas, voltarei e reedificarei o tabernáculo caído de Davi; e, levantando-o de suas ruínas, restaura-lo-ei, ...

10. O juiz supremo, pelo qual todas as controvérsias religiosas devem ser resolvidas e todos os decretos e concílios, todas as opiniões de escritores antigos e doutrinas de homens devem ser examinadas, e os espíritos provados, não pode ser outro senão a Sagrada Escritura entregue pelo Espírito Santo. Nossa fé recorrerá à Escritura para a decisão final. 21
[21]
Mt.22.29,31: Respondeu-lhes Jesus: Errais não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus. (...) E quanto à ressurreição dos mortos, não tendes lido o que Deus vos declarou:
Ef.2.20: ... edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular, ...
At.28.23: Havendo-lhe eles marcado um dia, vieram em grande número ao encontro de Paulo na sua própria residência. Então, desde a manhã até à tarde, lhes fez uma exposição em testemunho do Reino de Deus, procurando persuadi-los a respeito de Jesus, tanto pela lei de Moisés, como pelos profetas.
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Fonte: Fé Para Hoje - Editora Fiel.
Via: Bom Caminho 
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Avivamentos estranhos


Influenciadas por falsos mestres, inúmeras pessoas acreditam que as práticas bizarras que hoje se veem em muitos cultos evangélicos são prova de avivamento. Para essas pessoas, a igreja avivada, ou seja, a igreja em que no Espírito Santo está realmente atuando, é aquela em que todos gritam, sapateiam, dançam e choram freneticamente. Em certas comunidades, essa forma bizarra de “avivamento” chega a excessos incríveis, com pessoas emitindo sonoras gargalhadas, rolando no chão, latindo, rosnando e uivando como animais ou imitando bêbados cambaleantes. Todas essas práticas chocantes são atribuídas ao poder do Espírito Santo em atuação notável sobre o seu povo.
Será, porém, que essas manifestações tresloucadas são mesmo evidência da ação do Espírito na vida de alguém? Será que o Espírito que moveu os profetas no Antigo Testamento (1Pe 1.11), que atuou na vida e no ministério de João Batista (Lc 1.13-15), que ungiu o Messias prometido (Lc 4.16-19), que capacitou a igreja para o testemunho do evangelho (At 1.8) e que inspirou os escritos da Bíblia (2Pe 1.20,21) é o mesmo espírito que faz pessoas ficarem latindo de quatro no chão da igreja ou rolando freneticamente entre os bancos da congregação?
É óbvio que não! Na verdade, no Novo Testamento, as pessoas dominadas pelo Espírito Santo faziam uma só coisa: testemunhavam ousadamente acerca da sua fé por meio da pregação e do viver piedoso (At 1.8; 4.8-13,31; 6.3; 11.22-24). Assim, os atos de histeria que se veem em muitas igrejas hoje em dia não refletem nada do verdadeiro avivamento espiritual.
Outro equívoco comum é considerar avivado qualquer movimento que Deus use para promover conversões. Todo crente deve lembrar que ser usado por Deus não é prova de vigor espiritual, uma vez que Deus usa quem quer, até mesmo os piores incrédulos!
De fato, a Bíblia mostra que o diabo foi usado por Deus na vida de Jó e de Paulo a fim de que esses homens conhecessem melhor o Senhor e sua graça (Jó 42.5; 2Co 12.7-9). Demônios foram usados pelo Senhor para que os planos dele se realizassem (1Sm 16.14; 1Rs 22.20-23). Pessoas e até nações incrédulas foram usadas por Deus no cumprimento de seus propósitos (Is 10.5,6; At 4.27,28).
Também na história da igreja cristã é possível ver Deus usando instituições religiosas terrivelmente corrompidas para promover a conversão de seus eleitos. Lutero e os demais reformadores de primeira geração são exemplos de conversões ocorridas dentro da Igreja Católica Romana, num tempo em que essa igreja era um verdadeiro covil de malfeitores.
Não há, portanto, porque considerar avivado um movimento simplesmente porque é usado por Deus na salvação dos perdidos. Tampouco deve o crente estranhar quando o Senhor usa igrejas falsas ou mesmo as mais horríveis seitas pagãs para cumprir seus desígnios salvadores. Além do mais, é necessário destacar que o verdadeiro crente, quando convertido em contextos assim corrompidos, logo percebe, pelo Espírito Santo que nele habita (1Jo 2.20,21,27), que ali não é seu lugar e depressa foge para dentro dos muros de uma igreja que prega a verdade.
Também bastante comum na atualidade é o pensamento errado de que a igreja avivada tem um crescimento estrondoso. Ainda que muitas vezes Deus abençoe a igreja viva com crescimento numérico, o aumento de membros de uma comunidade evangélica não é necessariamente prova de que se trata de um movimento cheio de vigor espiritual.
Na verdade, Jesus nunca disse que o evangelho e a sã doutrina teriam grande aceitação neste mundo. Antes, ele falou que a pregação da verdadeira fé atrairia um número reduzido de pessoas (Mt 7.13,14; 22.14; Lc 12.32; 13.22-28) e, em seu ministério, provou quanto isso é verdade (Jo 6.66). Além do mais, disse que o que teria grande aceitação seria a mentira e que o que se multiplicaria seria a iniquidade. Já o amor, procedente de corações transformados, esse se esfriaria em quase todos (Mt 24.11-13).
Assim como Jesus, Paulo e João também afirmaram que a doutrina verdadeira teria poucos seguidores e que as fábulas teriam imenso sucesso entre os homens (2Tm 4.1-4; Ap 3.4), o que faz crer que o rápido e descontrolado crescimento numérico de uma igreja é prova, muitas vezes, de que seus líderes não pregam a sã doutrina.
Com efeito, os crentes não podem esquecer o fato de que “onde estiver o cadáver, aí também se ajuntarão abutres” aos montes, saltando histéricos sobre a carne pútrida da pregação mentirosa (Mt 24.28).
Todas essas noções distorcidas acerca do que é uma igreja avivada devem, portanto, ser rejeitadas e substituídas por um conceito fundamentado nas Escrituras e não nas invenções de falsos mestres. Ora, à luz da Bíblia, uma possível definição de igreja avivada seria a seguinte: igreja avivada é aquela cujos membros são doutrinariamente maduros, têm uma vida reta de santidade, se dedicam ao serviço a Cristo e demonstram alegria por sua salvação numa adoração vibrante e numa comunhão dinâmica e amorosa. Qualquer grupo que se diga avivado e não se encaixe de forma alguma nessa definição é orgulhoso, engana-se a si mesmo e, com suas desordens e desatinos, mancha o bom nome da igreja de Deus diante dos homens.
Era precisamente isso o que acontecia na igreja de Corinto. Ali os cultos eram marcados pelo uso errado do dom de línguas (que na época ainda existia) e por grande confusão (1Co 11.20,21; 14.19,23). Apesar disso, aqueles crentes se consideravam a nata do cristianismo e andavam cheios de si (1Co 5.2). O apóstolo, porém, lhes escreveu dizendo que, na verdade, eles eram imaturos, carnais (1Co 3.1,2), tolerantes com o pecado que reinava em seu meio (1Co 5.1) e desunidos (1Co 1.10-13; 6.7; 11.18). Paulo os enxergava como pessoas carentes até de noções básicas de decência e ordem, chegando a ter que lhes ensinar como se comportar durante os cultos (1Co 14.26-40).
Que Deus nos poupe de erros assim e vivifique nossa igreja da forma que a sua Palavra ensina, nos livrando dos tais avivamentos estranhos.
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Pr. Marcos Granconato
Soli Deo gloria
Fonte: Igreja Batista Redenção
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terça-feira, 29 de julho de 2014

XXIII Simpósio Reformado Os Puritanos 2014

Viver Cristo, Morrer Lucro


Joel Beeke
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Confissões de Fé na História Batista


Desde o começo o cristianismo confessou sua fé de forma lógica e objetiva, através de credos e confissões, e isto se refletiu na aceitação do Credo Apostólico (390), do Credo Niceno (352) e do Credo de Atanásio (670). Esta expressão vem do latim credo , “creio”. As funções destes credos, desde o princípio, foram oferecer ao candidato ao batismo um modo claro de expor sua fé; um roteiro para instrução na doutrina cristã; compreensão correta das Escrituras e teste de ortodoxia para os pastores; uso na adoração cristã, geralmente depois da leitura das Escrituras, como uma afirmação da fé congregacional. Com a Reforma Protestante, houve uma verdadeira explosão de confissões, designações de uma declaração formal da fé cristã. O valor de uma confissão é permanente, e reside no fato de que um documento confessional estimula a clareza de crença e a franqueza no debate teológico. O próprio Novo Testamento contém trechos de confissões formais de fé (Rm 6.17; I Co 1.21; 11.2; 15.1-8; Gl 6.6; II Ts 2.13; 3.6; I Tm 3.16; Tt 1.9; II Jo 9-10), e estes precedentes bíblicos são um forte apoio para o uso contínuo das confissões. A relação destes documentos com a Escritura é resumida pela Fórmula de Concórdia (1580): “Não são juizes como o é a Sagrada Escritura, porém apenas testemunho e exposição da fé, que mostram como em cada tempo a Sagrada Escritura foi entendida e explicada na igreja de Deus”, e todos os credos, confissões e “outros escritos dos antigos ou dos novos mestres” da igreja, “não devem ser equiparados à Escritura Sagrada, porém todos lhe devem ser completamente subordinados.”

Há uma tendência entre alguns batistas a rejeitarem qualquer formulação doutrinária mais elaborada. Mas os batistas sempre afirmaram sua fé, ao longo da história da Igreja, com confissões. W.J. McGlothlin ( Baptist Confession of Faith, American Baptist Society, 1911, 368 p.) menciona as seguintes: entre os Batistas Gerais (Arminianos) ingleses foram coletadas sete confissões de fé, além do “Credo Ortodoxo” (1677), e três outras sem título; os Batistas Particulares (Calvinistas) contribuíram com quatro confissões de fé, inclusive a “Segunda Confissão de Londres” (1677) e outras quatro confissões escritas por pastores, para suas igrejas. Entre os americanos, são mencionadas duas, entre elas, a “Confissão de Filadélfia” (1742). Haviam mais três, de grupos alemães, franceses e suíços. John Smyth, o iniciador do movimento batista na Inglaterra escreveu os “20 Artigos” (1609), os “38 Artigos” (1610) e, por fim, os “100 Artigos” (1612). Outros grandes batistas que produziram individualmente confissões de fé foram John Clarke, John Bunyan, Benjamin Keach, John Gill e C.H. Spurgeon. William L. Lumpkin ( Baptist Confession of Faith , Philadelphia: The Judson Press, 1959, 420 p.) menciona 39 confissões de fé e 12 outros textos. Nos Estados Unidos, as confissões batistas mais usadas e respeitadas são a “Confissão de Filadélfia” (1742), a “Confissão de New Hampshire” (1833) e a “Fé e Mensagem Batista” (1925). No Brasil, a “Confissão de New Hampshire” foi usada pela Convenção Batista Brasileira de 1920 até 1986, quando foi substituída pela “Declaração Doutrinária”.

Elas, unanimemente, têm uma forte teologia trinitariana e cristológica, e trazem o testemunho batista distintivo da natureza da igreja visível. Apesar de algumas significativas diferenças teológicas, e trazer, evidentemente, um testemunho que em alguns casos está condicionado pelo tempo e cultura, há um espantoso núcleo comum entre a grande maioria destas confissões. Um apelo à suficiência e supremacia das Sagradas Escrituras, uma afirmação da total corrupção da natureza humana, um claro testemunho de que a morte de Cristo na cruz é o único meio de expiação para o pecado do homem, a vital doutrina da justificação pela fé, a necessidade da conversão do coração como uma nova criação operada Espírito Santo e a ligação inseparável entre verdadeira fé e santidade pessoal. Ao afirmarem estas doutrinas, os antigos batistas claramente se colocaram no centro do cristianismo ortodoxo, juntamente com os Pais da Igreja, com os Reformadores, os Puritanos ingleses e os evangelistas do Grande Avivamento ocorrido na Inglaterra e Estados Unidos, afirmando aquilo que no passado, Richard Baxter, e no presente C. S. Lewis, chamaram de “essência” do cristianismo. Se queremos um despertamento que reforme os evangélicos no Brasil, que transforme a decadente sociedade pós-moderna, marcada por relativismo, individualismo e misticismo, precisamos confessar e expor firmemente estas doutrinas em nosso tempo! Como em épocas passadas, elas ainda conservam seu poder!
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Por Franklin Ferreira
Fonte: Monergismo
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XXII Simpósio Reformado Os Puritanos 2013

O Objeto do Temor de Deus - Aflições Santificadas


Stephen Yuille
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segunda-feira, 28 de julho de 2014

11 - Expiação Limitada


Por R. C. Sproul. © 2013 Editora Fiel. Website: www.editorafiel.com.br e www.ministeriofiel.com.br. Original: Série Mês da Reforma -- Expiação Limitada -- R. C. Sproul (11/12) de R. C. Sproul
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CHRISTMAS EVANS, em suas palavras:

“Eu estava cansado de um coração frio para com CRISTO, para com o SEU sacrifício e para com a obra do ESPÍRITO, de um coração frio no púlpito, na oração secreta e nos estudo. Anteriormente, por quinze anos, eu tinha sentido arder o meu coração, como se estivesse indo para Emaús com JESUS. Num dia, do qual sempre me lembrarei, eu ia indo de Dolgelley para Machynlleth e subindo rumo a Cader Idris, e me senti no dever de orar, por mais duro que sentisse o meu coração, e por mais mundana que a disposição do meu espírito estivesse. 

Tendo começado no nome de JESUS, logo senti, por assim dizer, os grilhões se soltando e a velha dureza do coração se abrandando e, enquanto eu meditava, montanhas de gelo e neve dissolvendo-se e derretendo-se dentro de mim. Isto gerou em minha alma confiança na promessa do ESPÍRITO SANTO. Senti a minha mente livre de uma grande escravidão, lagrimas correram copiosamente, e fui constrangido a clamar pelas bondosas visitas de DEUS, pela quais forem restauradas em minha alma as alegrias da SUA salvação, e que ELE visitasse as igrejas de Anglesey, que estavam aos meus cuidados. Incluí em minhas súplicas todas as igrejas dos santos, e quase todos os ministros em sua liderança, por seus nomes. 

Essa luta durou três horas; vinha e tornava a vir como uma onda após onda, ou como a maré alta impulsionada por vento forte, até que minha dureza desfaleceu pelo choro e lamento. Assim me rendi a CRISTO, corpo e alma, dons e labores, toda a minha vida, todos os dias e todas as horas que me restarem; e todos os meus cuidados confiei a CRISTO”.
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LIVRO: OS PURITANOS, SUAS ORIGENS E SEUS SUCESSORES
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domingo, 27 de julho de 2014

É uma abominação atribuir forma visível a Deus, e geralmente se apartam do Deus verdadeiro quantos estabelecem ídolos para si [05/08]


10. O CULTO DE IMAGENS ENTÃO REINANTE

Mentem deslavadamente quantos negam que isso fosse feito no passado e esteja acontecendo ainda em nossos dias. Ora, por que se ajoelham diante delas? Por que, ao se prepararem para a prece, se voltam para elas como se falassem aos ouvidos de Deus? Com efeito é veraz o que Agostinho44 diz: Ninguém ora ou adora com os olhos assim postos em uma imagem que não seja afetado a tal ponto que não pense ser por ela ouvido ou não espere que dela lhe seja concedido aquilo que deseja. Por que tão grande diferença entre as imagens de um mesmo Deus que, preterida uma, ou honrada de forma vulgar, cerquem outra de toda solene honraria? Por que se afadigam com peregrinações votivas para irem visitar imagens das quais têm semelhantes em seu próprio lar? Por que em favor delas se batem hoje acirradamente até ao ponto da carnificina e do massacre, como se fora por seus altares e lareiras, de tal modo que é mais facilmente tolerável que lhes seja arrebatado o Deus único que seus ídolos?

E contudo ainda não estou a enumerar os crassos erros do vulgo, que são quase infinitos e dominam o coração de quase todos; estou a indicar somente o que eles próprios confessam quando querem especialmente justificar-se da alcunha de ido- latria. “Não as chamamos”, dizem eles, “de nossos deuses.” Nem outrora aqueles as chamavam deuses, quer judeus, quer gentios. E no entanto os profetas não cessavam de reiteradamente exprobar-lhes as fornicações com a madeira e a pedra [Jr 2.27; Ez 6.4-6; Is 40.19, 20; Hc 2.18, 19; Dt 32.37], por apenas estas coisas que são diariamente praticadas por aqueles que desejam ser havidos por cristãos, isto é, que veneravam a Deus carnalmente na madeira e na pedra.

11. O SOFISMA DO CULTO DE LATRIA E DULIA

Ainda que não ignore, nem se pode dissimular, que eles se evadem, lançando mão de distinção mais engenhosa, de cuja menção se fará outra vez e mais plenamente um pouco mais adiante. Pois o culto que alegam render às suas imagens é serviço à imagem, negando ser adoração de imagem. Ora, assim falam quando ensinam que se pode, sem ofensa a Deus, atribuir às representações esculturais e pictóricas o culto a que denominam dulia. Logo se julgam inculpáveis se apenas são servos das imagens, não também adoradores. Como se na verdade adorar não fosse em nada mais atenuado que servir.

E contudo, enquanto acham refúgio em um termo grego, infantilmente se contradizem sobremodo consigo próprios. Ora, uma vez que aos gregos [latreúein] nada mais significava senão adorar, o que dizem equivale exatamente a uma confissão de que cultuam suas imagens, porém sem dar-lhes culto! Nem razão há por que objetem que estou lançando-lhes armadilhas em palavras; ao contrário, eles próprios, ao tentarem espalhar trevas diante dos olhos dos simplórios, põem à mostra sua própria ignorância. Todavia, por mais eloquentes que sejam, jamais conseguirão, com sua eloquência, provar-nos que uma e a mesma coisa são duas.

Insisto que mostrem de forma objetiva a diferença para que sejam diferentes dos idólatras antigos. Ora, assim como um adúltero ou um homicida não se evadirá à incriminação, se com dissimulação sutilmente inventarem outro nome para um termo, se na prática nada diferem dos idólatras, aos quais até eles mesmos são obrigados a condenar. Na verdade, eles estão tão longe de separar a sua da prática desses idólatras, de que, antes, a fonte de todo mal é a confusa emulação em que porfiam com eles, enquanto para si concebem não só em sua imaginação, mas até com suas mãos confeccionam, símbolos através dos quais representam a Deus para si.

12. FUNÇÃO E LIMITAÇÃO LITÚRGICAS DA ARTE

Entretanto, nem me deixo tomar dessa superstição a tal ponto que postule não dever-se admitir, em hipótese alguma, qualquer imagem. Mas, uma vez que a escultura e a pintura são dons de Deus, postulo o uso puro e legítimo, tanto de uma quanto da outra, para que não aconteça que essas coisas que o Senhor nos outorgou para sua glória e nosso bem não só sejam poluídas por ímpio abuso, mas ainda também se convertam à nossa ruína.

Julgamos não ser próprio representar a Deus por forma visível, porquanto ele próprio o proibiu [Ex 20.4; Dt 5.8]; e, aliás, não se pode fazer isso sem alguma degradação de sua glória. E para que não pensem que estamos sozinhos nesta opinião, os que lerem os livros dos antigos doutores verão que estamos de acordo com eles, pois condenaram todas as figuras que representavam a Deus.45 Se na realidade não é próprio representar a Deus por efígie material, muito menos justificável será cultuá-la em lugar de Deus ou a Deus nela.

Resta, portanto, que se pinte e esculpa somente aquilo que está ao alcance dos olhos, de sorte que a majestade de Deus, que paira muito acima da percepção dos olhos, não se corrompa mediante representações descabidas e fantasiosas. Nesta classe de elementos que se podem representar pela arte estão, em parte, histórias e fatos acontecidos; em parte, imagens e formas corpóreas sem qualquer conotação de eventos consumados. Aqueles têm certa aplicação no ensino ou no conselho; estas, não vejo o que possam proporcionar, além de mero deleite. E contudo salta à vista terem sido assim quase todas as imagens que até o momento foram exibidas nos templos. Donde procede julgar que elas foram aí implantadas não em virtude de ponderado julgamento ou sábia decisão, mas por paixão estulta e inconsiderada.

Deixo de focalizar quão despropositada e indecentemente têm sido em grande parte representadas, quão licenciosamente pintores e estatuários têm aqui cedido à sua lascívia, ponto este em que toquei pouco antes. Estou apenas a frisar que, mesmo se nada de impróprio subsistisse nelas, todavia nada de valor têm para o ensinar.
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44. Sobre o Salmo 113.
45. Primeira edição: “E para que não pensem que nesta opinião estamos sós, verificarão quantos hajam de ser-lhes versados nos escritos que todos os escritores sóbrios o hão sempre reprovado.”

Por João Calvino
Fonte: As Institutas, volume I, capítulo XI - Edição Clássica
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Joseph Alleine – Um curto e inesquecível Ministério (1634-1668)

Joseph Alleine nasceu e foi batizado em Devizes, Wiltshire, a 8 de abril de 1634, em uma família puritana. Naquela época a Inglaterra enfrentava os sofrimentos causados pelos agitados acontecimentos que logo resultaram na Guerra Civil, e antes que Alleine completasse dez anos, a Praça do Mercado, onde ficava sua casa, ressoou com o estrondo dos canhões e o ribombar dos mosquetes, quando os monarquistas puseram os puritanos em retirada na batalha de Roundway (julho de 1643). Dois anos mais tarde os papéis se inverteram e o próprio Cromwell providenciou para que a bandeira azul do Parlamento fosse hasteada no alto do velho castelo, o qual se erguia em frente à casa onde Alleine passou sua infância. O círculo familiar também não ficou isento de problemas. Seu pai, embora bem conceituado como comerciante de tecidos, sofreu alguns dos infortúnios econômicos decorrentes da guerra; e para maior tristeza deles, Edward, o irmão mais velho de Joseph, já ativo no ministério, morreu em 1645.

No mesmo ano Alleine "apresentava-se para a carreira cristã", implorando a seu pai que lhe permitisse se preparar para "suceder seu irmão no ministério". Assim, em abril de 1649, nós o encontramos a caminho de Oxford para sentar-se aos pés de teólogos como John Owen e Thomas Goodwin. Em novembro de 1651 transferiu-se do Lincoln para o Corpus Christi College — este último um Seminário mais radicalmente puritano, sob a presidência do piedoso Dr. Edward Staunton. Ali recebeu o grau de Bacharel em Artes a 6 de julho de 1653, tornando-se professor assistente e, subsequentemente, capelão do Seminário. Sem dúvida alguma, foi devido à influência de Alleine que Henry Jessey pôde escrever em 1660, "Penso que não havia no mundo outro colégio como Corpus Christi, onde um grande número de pessoas demonstrava o poder da piedade e a pureza da adoração a Deus. Era tal qual um Éden, mas agora não passa de um deserto estéril".

Os anos que Alleine passou em Oxford foram caracterizados pela piedade e diligência nos estudos. Seu bom temperamento granjeou-lhe muitos amigos, mas se as visitas deles interrompiam seu tempo de estudo, "ele não se dava ao luxo de recebê-las", dizendo: "É preferível que se admirem da minha rudeza a que eu perca o meu tempo; pois somente alguns sentirão minha indelicadeza, mas muitos sentirão minha' perda de tempo". Na qualidade de capelão, empenhou-sé em evangelizar as aldeias rurais ao redor de Oxford e, de quinze em quinze dias, também pregava para os encarcerados. Assim foi o seu treinamento para o futuro ministério. Antes dos 21 anos ele já havia aprendido a ser "infinita e insaciavelmente ávido pela conversão das almas perdidas, e por essa causa derramava sua alma em oração e pregação.

Não admira, pois, que um notável teólogo puritano, George Newton (1602-1681), ministro de Sáint Mary Magdalen, Taunton, tenha convidado Alleine para ser seu assistente, em 1655. Taunton, uma cidade produtora de artefatos de lã, com uma população de aproximadamente 20 mil pessoas, era um baluarte puritano no ocidente da Inglaterra. O espírito da cidade havia se manifestado claramente 10 anos antes, quando, com heroica firmeza, havia resistido desesperados cercos monarquistas — embora metade das ruas houvesse sido queimada por uma carga de morteiros e muitos habitantes haviam morrido de fome! Foi ali, em meio às montanhas, campinas e pomares de Somerset, que Alleine havia de passar o seu curto e inesquecível ministério.

Logo depois de começar seu trabalho em Taunton, Alleine casou-se a 4 de outubro de 1655 com sua prima Theodosia Alleine, mulher de singular espiritualidade, que deixou um comovente relato sobre o ministério de seu marido. A única "falha" que achava nele era a de não passar mais tempo com ela, ao que ele respondia: "Oh, minha querida, sei que tua alma está salva; mas quantas há que estão perecendo e das quais eu tenho que cuidar? Oh, se eu pudesse fazer mais por elas!" A vida inteira de Alleine foi uma ilustração de suas palavras: "Mostre-me um crente que considere seu tempo mais precioso do que ouro". Quando a semana começava, ele dizia: "Temos uma nova semana à nossa frente, vamos usá-la para Deus!" E a cada manhã: "Vamos viver bem este dia!" "Enquanto teve saúde", escreve sua esposa, "ele se levantava constantemente às quatro horas da manhã ou antes, e aos domingos, mais cedo ainda, se acordasse; ficava muito magoado se ouvisse algum ferreiro, ou sapateiro, ou negociante fazendo seus trabalhos antes que ele tivesse cumprido seus deveres para com Deus. Então dizia-me: "Oh, como esse barulho me envergonha! Meu Senhor não merece mais do que o deles?". Das quatro às oitos da manhã passava em oração, em santa contemplação, e cantando salmos — o que muito lhe agradava — fazendo suas devoções diárias sozinho, como também com a família".

Este devotado casal trabalhava esforçadamente pelas almas perdidas. Theodosia mantinha uma escola para crianças em sua casa, enquanto seu marido passava cinco tardes por semana reiterando os urgentes apelos aos não-convertidos que ele lançava domingo após domingo, sob a majestosa torre de Mary Magdalen. Ele mantinha uma lista com os nomes dos habitantes de cada rua e cuidava para que cada um fosse visitado e catequizado. O resultado desse trabalho foi uma numerosa colheita de almas. "Suas súplicas e exortações", diz George Newton, "eram, muitas vezes, tão afáveis, tão cheias de zelo santo, vida e vigor, que conquistavam completamente seus ouvintes; ele os comovia e, às vezes, amolecia os mais duros corações". É claro, que mesmo numa época em que a pregação poderosa e a evangelização bem sucedida eram relativamente comuns, o ministério de Alleine era notável aos olhos de seus irmãos. "Poucas épocas produziram pregadores mais eminentes que o Joseph Alleine" — declarou o puritano apostólico, Oliver Heywood. E Baxter, referindo-se a Alleine, fala de sua "grande habilidade ministerial na exposição pública e na aplicação das Escrituras — tão comovente, tão convincente, tão poderosa".

Um período de bênção chegava ao seu fim quando Alleine iniciou o seu ministério. Três anos mais tarde Crommwell morria. Dois anos depois os sinos de Taunton tocaram alegremente para dar as boas-vindas a Charles II e à restauração da monarquia (1660). Mas a felicidade nos corações dos puritanos durou pouco, pois o tempo em que "a nação gozou de um estado de religiosidade" acabou em 1662, quando, com o infame Ato da Uniformidade, dois mil dos melhores ministros que a Inglaterra já teve, foram destituídos de seus púlpitos. Entre os oitenta e cinco ministros que sofreram dessa maneira em Somerset, encontramos, come era de esperar, os nomes de George Newton e Joseph Alleine. Mas, embora afastado do púlpito, Alleine recusou-se a ficar calado; de fato, conta-nos sua esposa que "deixando de lado outros estudos por achar que seu tempo era curto" ele intensificou sua atividade de pregação. "Eu sei que ele chegou a pregar catorze vezes numa semana, em muitas ocasiões dez vezes, e regularmente seis ou sete vezes em uma semana, durante aquele período".

Finalmente, após sobreviver a muitas ameaças, Alleine recebeu uma intimação em 26 de maio de 1663. Na noite seguinte ele marcou um encontro com seus fiéis "por volta de uma ou duas horas da manhã, ao qual compareceram, de boa vontade, centenas de jovens e adultos; então pregou e orou com eles durante três horas, aproximadamente". Poucas horas depois ele foi jogado na prisão em Ilchester. Após um ano foi libertado, mas apenas para enfrentar os rigores do Ato das Cinco Milhas e o Conventicle Act.

Embora já com a saúde precária, continuou a pregar ocultamente até 10 de julho de 1666. Naquela tarde, quando pregava sobre o Salmo 147:20 numa reunião em uma casa particular, foram arrombadas as portas e ele foi preso novamente. Uma vez mais foi libertado e com a mesma energia espiritual considerou o que ainda poderia fazer para promover o evangelho de Cristo. "Temos mais um dia", diria à sua esposa ao se levantar pela manhã, "mais um dia para Deus; vamos vivê-lo bem, trabalhar bastante por nossas almas, armazenar muito tesouro no céu, pois só nos restam alguns dias para viver". Sua esposa nos conta que, com verdadeiro espírito puritano, considerou a possibilidade do trabalho missionário no País de Gales ou mesmo na China. Jamais o evangelho de Jesus Cristo ardeu mais fervorosamente em qualquer outro coração inglês! Mas o trabalho de Alleine estava terminado, pois sua constituição física jamais se recuperou dos maus tratos sofridos nas prisões e seu corpo definhava-se rapidamente. No dia 17 de novembro de 1668, aos 34 anos, Deus o levou, poupando-o dos males futuros, e o idoso George Newton permaneceu junto ao seu corpo, quando foi enterrado na Capela de onde ressoava o "alerta" de seus chamados aos não-convertidos.

Muitos dos grandes evangelistas tiveram suas convicções moldadas pelas Obras de Joseph Alleine. George Whitefield, enquanto estudante em Oxford, nos conta em seu diário que o "Alerta" de Alleine o beneficiou sobremaneira. Charles Haddon Spurgeon registra que, quando ele era criança, sua mãe sempre lia uma parte do "Alerta" de Alleine para seus filhos quando se sentavam ao redor da lareira nos domingos à noite, e que, quando ele foi levado à convicção do pecado, foi àquele livro que recorreu. "Lembro-me", escreve ele, "de que quando eu acordava pela manhã, a primeira coisa que pegava era o "Alerta", de Alleine, ou o "Chamado aos Não-Convertidos", de Baxter. Oh, que livros aqueles, que livros! Eu não os lia apenas, eu os devorava..." Com o seu coração inflamado assim pela teologia puritana, Spurgeon se preparava para seguir os passos de Alleine e Whitefield.
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