segunda-feira, 28 de julho de 2014

CHRISTMAS EVANS, em suas palavras:

“Eu estava cansado de um coração frio para com CRISTO, para com o SEU sacrifício e para com a obra do ESPÍRITO, de um coração frio no púlpito, na oração secreta e nos estudo. Anteriormente, por quinze anos, eu tinha sentido arder o meu coração, como se estivesse indo para Emaús com JESUS. Num dia, do qual sempre me lembrarei, eu ia indo de Dolgelley para Machynlleth e subindo rumo a Cader Idris, e me senti no dever de orar, por mais duro que sentisse o meu coração, e por mais mundana que a disposição do meu espírito estivesse. 

Tendo começado no nome de JESUS, logo senti, por assim dizer, os grilhões se soltando e a velha dureza do coração se abrandando e, enquanto eu meditava, montanhas de gelo e neve dissolvendo-se e derretendo-se dentro de mim. Isto gerou em minha alma confiança na promessa do ESPÍRITO SANTO. Senti a minha mente livre de uma grande escravidão, lagrimas correram copiosamente, e fui constrangido a clamar pelas bondosas visitas de DEUS, pela quais forem restauradas em minha alma as alegrias da SUA salvação, e que ELE visitasse as igrejas de Anglesey, que estavam aos meus cuidados. Incluí em minhas súplicas todas as igrejas dos santos, e quase todos os ministros em sua liderança, por seus nomes. 

Essa luta durou três horas; vinha e tornava a vir como uma onda após onda, ou como a maré alta impulsionada por vento forte, até que minha dureza desfaleceu pelo choro e lamento. Assim me rendi a CRISTO, corpo e alma, dons e labores, toda a minha vida, todos os dias e todas as horas que me restarem; e todos os meus cuidados confiei a CRISTO”.
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LIVRO: OS PURITANOS, SUAS ORIGENS E SEUS SUCESSORES
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