sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Oração

OS CRISTÃOS EXERCITAM A COMUNHÃO COM DEUS
Então ele os ensinou. Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; o pão nosso cotidiano dá-nos de dia em dia; perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a todo o que nos deve. E não nos deixe cair em tentação.  Lc 11.2-4
Deus nos fez e nos redimiu para a comunhão consigo, e isso é o que diz a oração. Deus nos fala em e através do conteúdo da Bíblia, que o Espírito Santo abre e aplica a nós, e nos capacita a compreender. Então, falamos com Deus sobre ele , sobre nós mesmos, e sobre as pessoas no seu mundo, adaptando o que dizemos como resposta ao que ele disse. Essa forma única de conversação a dois continua enquanto dura a vida.
A Bíblia ensina e exemplifica a oração como uma atividade quádrupla, a ser desempenhada pelo povo de Deus individualmente, tanto em privacidade (Mt 6.5-8) como em companhia de outros (At 1.14; 4.24). A adoração e o louvor devem ser expressos; deve ser feita a confissão contrita do pecado e buscado o perdão; devem ser oferecidos agradecimentos por benefícios recebidos; e petições e súplicas por nós e por outros devem ser proferidas.A Oração do Senhor (Mt 6.9-13; Lc 11.2-40) incorpora adoração, petição e confissão; o livro de Salmos contém modelos de todos os quatro elementos da oração.
A petição, na qual as pessoas, orando humildemente, reconhecem sua necessidade e se mostram confiantemente dependentes de Deus para satisfazê-la, graças aos recursos divinos de sabedoria e bondade soberanas, é a dimensão de oração mais frequentemente ressaltada na Bíblia (e.g. Gn 18.16-33; Êx 32.31-33.17; Ed 9.5-15; Ne 1.5-11; 4.4, 5, 9; 6.9, 14; Dn 9.4-19; Jo 17; Tg 5.16-18; 1Jo 5.14-16). A petição, ao lado de outros exemplos de oração, deve comumente ser dirigida ao Pai, como mostra a Oração do Senhor, mas Cristo pode ser invocado para salvação e cura, como nos dias de sua vida na carne (Rm 10.8-13; 2Co 12.7-9), e também o Espírito Santo, para graça e paz (Ap 1.4). Não é errado apresentar petições a Deus como triúno ou requerer qualquer benção espiritual de qualquer uma das três Pessoas, mas é sábio seguir o modelo do Novo Testamento.
Jesus ensina que a petição ao Pai deve ser feita em seu nome (Jo 14.13, 14; 15.16; 16.23, 24). Isso significa invocar sua mediação, como aquele que assegura nosso acesso ao Pai, e contando com seu apoio, como nosso intercessor na presença do Pai. Contudo, podemos somente contar com seu apoio quando o que pedimos se harmoniza com a vontade revelada de Deus (1Jo 5.14) e os nossos próprios motivos ao pedir são justos (Tg 4.3).
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Fonte: Teologia concisa – J.I. Packer, ed. Cultura Cristã
Via: Gloriam Christi
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