terça-feira, 18 de novembro de 2014

Santo Agostinho e o declínio do Império Romano

“Tarde te amei, beleza tão antiga e tão nova. Tarde te amei, chamaste, clamaste e rompeste a minha surdez. Brilhaste, cintilaste e afastaste a minha cegueira. Exalaste o teu perfume, e eu, respirei e suspiro por ti. Amém.” Agostinho de Hipona
Agostinho viveu num momento crucial da história - a decadência do Império Romano e o fim da Antiguidade Clássica. A poderosa estrutura que, durantes séculos, dominou o mundo, desabou pela desintegração do proletariado interno e pelo ataque externo das tribos bárbaras.

Em 410 foi testemunha da tomada de Roma pelos visigodos de Alarico. E, ao morrer, em 430, presenciou o sitio de Hipona por Gensérico, rei dos vândalos, e a destruição do poderio romano na África do norte. Foi nesse mundo convulsionado por lutas internas que Agostinho exerceu o magistério sacerdotal e escreveu sua obra, de tão decisiva importância na história do pensamento cristão.

A obra mencionada no filme é uma das obras mais importantes de Agostinho: De Civitate Dei ou Cidade de Deus (413-426). Escreveu mais de 100 obras, das quais suas Confessiones (Confissões) e De Civitate Dei (Cidade de Deus) são as mais conhecidas. Em De Civitate Dei, Agostinho busca refutar a declaração pagã de que o saque de Roma pelos visigodos em 410, um evento que abalou profundamente o mundo romano, foi causada pela ascensão do cristianismo. O problema fundamental enfrentado por Agostinho é a igreja espiritual em um mundo secular: a cidade de Deus na cidade deste mundo. Imensamente influente na Idade Média, De Civitate Dei continua a ser lido e estudado por teólogos e filósofos.

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