sábado, 31 de janeiro de 2015

1ª Conferência Betel de Teologia: Criação

Tema: Criação, Queda, Redenção - Alicerces para uma visão cristã do mundo.


Primeira palestra do Pr. Jonas Madureira na I Conferência Betel de Teologia, realizada nos dias 7 e 8 de dezembro de 2013, na Igreja Batista Betel de Mesquita.
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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Estudando a Epístola de Tiago - Parte 01


Introdução ao livro de Tiago

Ao longo do Novo Testamento, diversas cartas são expostas ao leitor da bíblia, dentre elas a de Tiago, uma pequena epístola escrita, não para uma igreja específica, mas para todo um povo (CARSON, 1997).

A carta é um livro prático de exortações e de motivações para um povo que, na sua maioria, era pobre e estava sendo oprimido pela sociedade de sua época. As palavras da mesma ecoam ainda hoje com grande poder transformador. Tiago a escreve para corrigir alguns erros na estrutura de pensamento daquele povo. Nas palavras de Hernandes Dias Lopes:
Eles estavam passando por duras provações; Eles estavam sendo tentados a pecar; Alguns crentes estavam sendo humilhados pelos ricos, enquanto outros estavam sendo roubados pelos ricos; Alguns membros da igreja estavam buscando posições de liderança; Alguns crentes estavam falhando em viver o que pregavam; Outros crentes estavam vivendo de forma mundana; Outros não conseguiam dominar a língua; Outros estavam se afastando do Senhor; Havia crentes que estavam vivendo em guerra uns contra os outros.
Para podermos ter uma real compreensão da epístola, devemos saber dados básicos sobre ela. A seguir, alguns deles serão apresentados.

O autor a si mesmo se refere como “Tiago, servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo” (1.1). A falta de detalhes nos faz crer que o mesmo era bem conhecido, visto que dispensa apresentações. No entanto, devemos nos perguntar: qual é o Tiago autor da carta? Será Tiago, filho de Zebedeu (Mc 1.19; 5.37 e 10.35)? Tiago, filho de Alfeu (Mc 3.18)? Tiago, pai de Judas (Lc 6.16 , At 1.13)? Ou Tiago, o “irmão do Senhor” (Gl 1.19), que no concílio de Jerusalém desenvolveu grande papel de liderança? O último é o mais provável. Tiago, pai de Judas, e Tiago, filho de Alfeu, são menos prováveis, pois não existem muitos relatos destes nem na história nem na bíblia. Tiago, filho de Zebedeu, não pode ser o autor, já que seu martírio acontece em 44 d.c (At 12.2). Dessa forma, a data do martírio seria muito próxima ao da escrita da carta, tornando a sua autoria pouco provável. Assim, resta Tiago, irmão de Jesus, sendo ele uma figura muito importante na igreja primitiva. O mesmo foi constituído como presidente do concilio de Jerusalém (At 15.13), além de ser chamado pelo apóstolo Paulo de “pilar da igreja” (Gl 2.9). Alguns dados corroboram essa ideia: os ensinamentos de Jesus citados em vários momentos no texto, o clima judaico revelado no livro, além de referências ao seu nome. Dessa forma, os pais da igreja e estudiosos têm aceitado sua autoria sobre a carta durante os séculos da era cristã (At 12.17) (CARSON, 1997).

A data de sua escrita é tida como sendo próxima ao ano 40 D.C. Já o concílio de Jerusalém acontece por volta do ano 48 e 49 D.C. Entende-se que Tiago a escreveu após os escritos de Paulo sobre a justificação pela fé começarem a exercer influência e antes que ambos se encontrassem no concilio de Jerusalém . A data se harmoniza com o clima daqueles anos e o foco da carta, sendo que não havia conflitos entre cristãos e judeus, uma vez que após o concílio certamente haveria conflitos (LOPES, 2006).

Tiago foi incluído nas epístolas gerais pois não se dirige a uma igreja específica, mas foi escrita para um público específico: todos os judeus espalhados pelo mundo da época. Ao identificar os leitores de Tiago como sendo judeus que “se espalharam até à Fenícia, Chipre e Antioquia” (QUAL LIVRO? 11.19) fica mais fácil entender porque o líder da igreja escreve para suas ovelhas uma carta de correção, ânimo e coragem. Suas ovelhas estavam sofrendo perseguições, martírio e algumas estavam abandonando a verdadeira fé (CARSON, 1997).

Com essa introdução, podemos aprender algumas lições:

1 - Há pessoas as quais não conhecemos nem sabemos onde moram ou como se encontram, mas, por meio de cartas (email, facebook) podemos consolá-las e ajudá-las. 

2 - O povo de Deus nem sempre terá uma vida fácil. Vemos que cristãos no primeiro século já estavam vivendo tempos de perseguição.

3 - Não importa onde nós estejamos, a igreja de Jesus sempre será igreja quando adorar o Senhor em espírito e em verdade.
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Estudos na Epístola de Tiago
Por Wellington Toddy
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Antologia [02/12]

Por São João Crisóstomo
ca. 347Antioquia a 14 de setembro de 407Comana Pôntica

Confiança em Deus
  1. Não somos nós, mas a Providência divina que faz tudo, mesmo nas coisas que aparentemente somos nós que fazemos. (Homilias sobre São Mateus, 21, 4)
  2. Não é possível falar de não receber em se tratando de Deus, porque, tanto quanto a bondade supera a maldade, assim o Seu amor supera o de todos os pais. (Homilias sobre São Mateus, 23, 5)
  3. Além do que já nos disse, o Senhor dá-nos ainda mais um motivo para que tenhamos confiança: Procurai antes de tudo o Reino de Deus e a sua justiça, e tudo o mais vos será dado por acréscimo (Mt 6, 33). Depois de ter livrado a alma de toda a inquietação, Cristo recorda-lhe o Céu. Com efeito, Ele veio destruir o que era antigo e chamar-nos a uma pátria melhor. Por isso não poupa esforços para nos livrar do cuidado do supérfluo e para nos desprender do desordenado amor à terra [...]. Não nascemos para comer, beber e vestir-nos luxuosamente, mas para agradar a Deus e alcançar os bens eternos. E já que essas coisas devem ser secundárias no nosso empenho, sê-lo-ão também na nossa oração. (Homilias sobre São Mateus, 22, 3)
  4. Mesmo ofendido, Deus continua a ser nosso Pai; mesmo irritado, continua a amar-nos como a filhos. Só uma coisa procura: não ter de castigar-nos pelas nossas ofensas, ver que nos convertemos e lhe pedimos perdão. (Homilias sobre São Mateus, 22, 5)
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Fonte: Monergismo
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O Impacto da Reforma - 06/08


Por Marcos Granconato
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Confissão De Fé Batista De Londres De 1689 - Capítulo 25


CAPÍTULO 25

MATRIMÔNIO

1.O casamento é para ser entre um homem e uma mulher. Não é lícito ao homem ter mais de uma esposa, e nem à mulher ter mais de um marido ao mesmo tempo.1
[1]
Gn.2.24: Por isso deixa o homem pai e mãe, e se une a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.Ml.2.15: Ninguém com um resto de bom senso o faria. Mas que fez um patriarca? Buscava descendência prometida por Deus. Portanto cuidai de vós mesmos, e ninguém seja infiel para com a mulher da sua mocidade. Mt.19.5,6: ... e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe. e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne?De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto o que Deus ajuntou não o separe o homem.
2. O casamento foi ordenado para o auxílio mútuo entre marido e mulher, 2 para a propagação da humanidade por uma descendência legítima, 3 e para impedir a impureza. 4
[2]
Gn.2.18: Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só: far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea.
[3]
Gn.1.28: E Deus os abençoou, e lhes disse: Sede fecundos. multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela a terra.
[4]
1Co.7.2,9: ... mas, por causa da impureza, cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido. Caso, porem, não se dominem, que se casem, porque é melhor casar do que viver abrasado.
3. O casamento é lícito para todos os tipos de pessoas, desde que possam dar o seu consentimento racional. 5 Porém, o dever dos cristãos é casarem-se somente no Senhor. 6 Por isso os que temem a Deus e professam a verdadeira religião não devem casar-se com incrédulos ou idólatras, para que, casando-se, não se ponham em jugo desigual com uma pessoa iníqua, ou com quem defenda uma heresia condenável. 7
[5]
Hb.13.4: Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leite sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros. 1Tm.4.3: ... que proíbem o casamento, exigem abstinência de alimentos, que Deus criou para serem recebidos, com ações de graça, pelos fieis e por quantos conhecem plenamente a verdade;
[6]
1Co.7.39: A mulher está ligada enquanto vive o marido; contudo se falecer o marido, fica livre para casar com quem quiser, mas somente no Senhor.
[7]
Ne.13.25-27: Contendi com eles, e os amaldiçoei, e espanquei alguns deles, e lhes arranquei os cabelos, e os conjurei por Deus, dizendo: Não dareis mais vossas filhas a seus filhos, não tomareis mais suas filhas, nem para os vossos filhos, nem para vós mesmos. Não pecou nisto Salomão, rei de Israel? Todavia entre muitas nações não havia rei semelhante a ele, e ele era amado do seu Deus, e Deus o constitui rei sobre todo o Israel. Não obstante isso, as mulheres estrangeiras o fizeram cair no pecado. Dar-vos-íamos nós ouvidos, para fazermos todo este grande mal, prevaricando contra o nosso Deus, casando com mulheres estrangeiras?
4. Não devem casar-se pessoas entre as quais existam graus de parentesco ou consangüinidade que sejam proibidos na Palavra de Deus. 8 As uniões incestuosas jamais poderão ser legitimadas por qualquer lei humana ou pelo consentimento das partes, pois não é correto tais pessoas viverem juntas, como marido e mulher. 9
[8]
Lv.18: Disse mais o Senhor a Moisés:Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Eu sou o Senhor vosso Deus.Não fareis segundo as obras da terra do Egito, em que habitaste, nem fareis segundo as obras da terra de Canaã, para a qual eu vos levo, nem andareis nos seus estatutos.Fareis segundo os meus juízos, e os meus estatutos guardareis, para andardes neles: Eu sou o Senhor vosso Deus.Portanto os meus estatutos e os meus juízos guardareis; cumprindo os quais, o homem viverá por eles: Eu sou o Senhor.Nenhum homem se chegará a qualquer parenta da sua carne, para lhe descobrir a nudez: Eu sou o Senhor.Não descobriras a nudez de teu pai, e de tua mãe: Ela é tua mãe; não lhe descobriras a nudez.Não descobrirás a nudez da mulher de teu pai; é nudez de teu pai.A nudez da tua irmã, filha de teu pai, ou filha de tua mãe, nascida em casa, ou fora de casa, a sua nudez não descobrirás.A nudez da filha do teu filho, ou da filha de tua filha, a sua nudez não descobrirás, porque é tua nudez.Não descobrirás a nudez da filha da mulher de teu pai, gerada de teu pai: ela é tua irmã.A nudez da irmã de teu pai não descobrirás; ela é parenta de teu pai.A nudez da irmã de tua mãe não descobrirás; pois ela é parenta de tua mãe.A nudez do irmão de teu pai não descobrirás; não te chegarás a sua mulher; ela é tua tia.A nudez de tua nora não descobrirás: ela é mulher de teu filho; não lhe descobrirás a nudez.A nudez da mulher de teu irmão não descobrirás; é a nudez de teu irmão.A nudez duma mulher e de sua filha não descobrirás; não tomarás a filha de seu filho, nem a filha de sua filha, para lhe descobrir a nudez; parentes são: maldade é.E não tomarás com tua mulher outra, de sorte que lhe seja rival, descobrindo a sua nudez com ela durante sua vida.Não te chegarás à mulher para lhe descobrir a nudez, durante a sua menstruação.Nem te deitarás com a mulher de teu próximo, para te contaminares com ela.E da tua descendência não darás nenhum para dedicar-se a Moloque, nem profanarás o nome de teu Deus: Eu sou o Senhor.Com homem não te deitarás como se fosse mulher: É abominação.Nem te deitarás com animal para te contaminares com ele, nem a mulher se porá perante um animal, para ajuntar-se com ele: É confusão.Com nenhuma dessas cousas vos contamineis, porque com todas estas cousas se contaminaram as nações que eu lanço fora de diante de vós.E a terra se contaminou; e eu visitei nela a sua iniquidade, e ela vomitou os seus moradores.Porém vós guardareis os meus estatutos e os meus juízos, e nenhuma dessas abominações fareis, nem o natural, nem o estrangeiro que peregrina entre vós;porque todas estas abominações fizeram os homens desta terra que nela estavam antes de vós; e a terra se contaminou.Não suceda que a terra vos vomite, havendo-a contaminado, como vomitou o povo que nela estava antes de vós.Todo que fizer alguma destas abominações, sim, aqueles que as cometerem, serão eliminados do seu povo.Portanto guardareis a obrigação que tendes para comigo, não praticando nenhum dos costumes abomináveis que se praticaram antes de vós, e não se contamineis com eles: Eu sou o Senhor vosso Deus.
[9]
Mc.6.18: Pois João lhe dizia: Não te é lícito possuir a mulher de teu irmão. 1Co.5.1: Geralmente se ouve que há entre vós imoralidade, e imoralidade tal, como nem mesmo entre os gentios, isto é, haver quem se atreva a possuir a mulher de seu próprio pai.
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Fonte: Monergismo
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Antologia [01/12]

Por São João Crisóstomo
ca. 347Antioquia a 14 de setembro de 407Comana Pôntica

Seguimento de Cristo
  1. Cristo deu-te o poder de ser como Ele segundo as tuas forças. Não te assustes ao ouvires isto. O que deve espantar-te é não seres como Ele. (Homilias sobre São Mateus, 78, 4)
  2. Daniel era jovem; José, escravo; Áquila exercia uma profissão manual; a vendedora de púrpura encarregava-se de uma loja; outro era guarda de uma prisão; outro centurião, como Cornélio; outro estava doente, como Timóteo; outro era um escravo fugitivo, como Onésimo. E, no entanto, nada disso foi obstáculo para nenhum deles, e todos brilharam pela sua virtude: homens e mulheres, jovens e velhos, escravos e livres; soldados e civis. (Homilias sobre São Marcos, 43, 5)
  3. Não é absurdo pores tanto cuidado nas coisas do corpo, a ponto de já desde muitos dias antes da festa preparares uma roupa belíssima, e te adornares e embelezares de todas as maneiras possíveis, e, no entanto, não tomares nenhum cuidado com a tua alma, abandonada, suja, esquálida, consumida de fome...? (Homilias sobre as estátuas, 6)
  4. Quando o espiritual nos chama, não há ocupação alguma necessária. (Homilias sobre São Mateus, 69, 1)
  5. Não te peço pagamento algum pelo que te dou - diz-nos [o Senhor] -, antes Eu mesmo quero ser teu devedor, com a única condição de que queiras beneficiar-te de tudo o que é meu. A que se pode comparar esta honra? Eu sou pai, irmão, esposo, casa, alimento, vestido, raiz, fundamento; Eu sou tudo quanto tu quiseres; por isso, não te vejas necessitado de coisa alguma. Até te servirei, pois vim para servir, e não para ser servido (cfr. Mc 10,45). Eu sou amigo, membro, cabeça, irmão, irmã e mãe; sou tudo isso, e apenas quero contigo intimidade. Eu, pobre por ti, mendigo por ti, crucificado por ti, sepultado por ti; no céu, por ti, diante de Deus Pai; e na terra sou seu legado diante de ti. És tudo para Mim, irmão e co-herdeiro, amigo e membro. Que mais queres? (Homilias sobre São Mateus, 76)
  6. O amor [de Deus] é grande. Se desejas emprestar-lhe, Ele está disposto a receber. Se queres semear, Ele te vende a semente; se queres construir, Ele te diz: edifica nos meus terrenos. Por que corres atrás das coisas dos homens, que são pobres mendigos e nada podem? Corre atrás de Deus, que, em troca de coisas pequenas, te dá outras grandes. (Homilias sobre São Mateus, 76, 4)
  7. Não vos recomendo nada pesado. Não vos digo: "Não caseis". Não vos digo: "Abandonai a cidade e afastai-vos dos negócios civis". Não. Permanecei onde estais, mas praticai a virtude. Na verdade, eu preferiria que aqueles que vivem nas cidades brilhassem pela sua virtude a que o fizessem os que foram viver nos montes. Por quê? Porque daí resultaria um bem imenso, pois ninguém acende uma lâmpada e a põe debaixo do alqueire (Mt 5, 15). É por isso que eu quereria que todas as luzes estivessem sobre os candeeiros, para que a claridade fosse maior. Acendamos, pois, o fogo, façamos com que aqueles que se encontram sentados nas trevas se vejam livres do erro. E não me venhas dizer: "Tenho filhos, tenho mulher, tenho que cuidar da casa e não posso cumprir o que me dizes". Se não tivesses nenhuma dessas coisas e fosses tíbio, tudo estaria perdido; mas, mesmo que todas essas coisas te rodeiem, se fores fervoroso, praticarás a virtude. Só uma coisa é necessária: uma disposição generosa. Se a tiveres, nem a idade, nem a pobreza, nem a riqueza, nem os negócios, nem qualquer outra coisa pode constituir um obstáculo para a virtude. (Homilias sobre São Mateus, 43, 5)
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Fonte: Monergismo
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O céu beijou a terra: a encarnação


O que é a encarnação? É o céu beijando a terra.

Como disse o puritano Thomas Goodwin, quando o Filho tornou-se carne, “céu e terra se encontraram e se beijaram, a saber, Deus e o homem”.

A encarnação torna a teologia possível. Ela possibilita a comunhão com Deus. Sejam quais forem os benefícios da salvação resultantes da encarnação e da obediência de Cristo até a morte, nunca devemos perder de vista o fato de que Cristo nos conduziu a Deus (1Pe 3.18).¹

Provavelmente estou ― de fato, estou ― entre a minoria dos que creem que o Filho teria se encarnado mesmo que Adão não tivesse pecado (posso postar minhas razões no futuro). Afinal, como o professor Swain observou, subindo nos ombros de Goodwin, “Cristo não veio ao mundo para nós, mas nós viemos ao mundo para Cristo”.

Na unidade das duas naturezas há a maior distância envolvida. O Criador é identificado com a criatura. Em Cristo, vemos eternidade e temporalidade, bem-aventurança eterna e tristeza temporal, onipotência e fraqueza, onisciência e ignorância, imutabilidade e mutabilidade, infinitude e finitude. Todos esses atributos contrastantes se unem na pessoa de Jesus Cristo.

Como Stephen Charnock escreveu tão bem há muitos anos:
Que maravilha a união de duas naturezas infinitamente distantes da forma mais íntima que qualquer coisa no mundo… Que à mesma pessoa fosse conferida glória e sofrimento; alegria infinita na Deidade e tristeza inexprimível na humanidade! Que o Deus assentado no trono se tornasse uma criança no berço; o Deus trovejante se fizesse um bebê que chora e um homem sofredor; a encarnação surpreende os homens na terra e os anjos no céu.
A encarnação abre a possibilidade de comunhão entre Deus e o homem, que de outra forma seria impossível. O Filho, para usar as palavras de Warfield, “desceu à distância infinita para alcançar a exaltação mais concebível do homem” (Fp 2.6-11). Deus não pode comungar com o homem exceto por alguma forma de condescendência voluntária. A encarnação não é apenas condescendência voluntária, mas também a forma mais gloriosa de condescendência possível da parte de Deus, pois, por meio de Cristo, fomos conduzidos a Deus.

Afinal, se Jesus fosse, em todas as coisas, apenas um homem, ele estaria, como nós, à distância infinita de Deus. Da mesma forma, se Jesus fosse apenas divino em todas as coisas, ele estaria à distância infinita de nós. Como Mediador, contudo, ele preenche a lacuna entre o Deus infinito e o homem finito. Tudo que pertence a Deus, Jesus possui. Tudo que torna alguém verdadeiramente humano, Jesus possui. Dificilmente encontraríamos palavras melhores que as de Charnock neste ponto:
Nele coexistiam a natureza ofensora e natureza a ofendida; a natureza agradável a Deus e a natureza para nos agradar; a natureza com que ele conheceu a excelência divina por experiência própria — que foi injuriada —, e entendia a glória devida a ele, e como consequência a grandeza da ofensa, que deveria ser mensurada pela dignidade de sua pessoa; e a natureza capaz de sensibilizá-lo com as misérias do homem, e suportar as calamidades devidas ao ofensor, para que se compadecesse dele, e fizesse a devida satisfação a seu favor. Suas duas naturezas distintas lhe permitiam sentir as afeições e os sentimentos das duas pessoas que ele precisava reconciliar; era o justo juiz dos direitos da primeira, e dos deméritos da outra.
Jesus aprendeu e Jesus sabia todas as coisas; Jesus morreu e Jesus concede vida a todas as criaturas viventes; Jesus sugou o leite dos seios de sua mãe e Jesus fornecia a ela o leite para alimentá-lo. Só a encarnação do Filho de Deus pode explicar essas declarações.

A encarnação do Filho de Deus significa que Jesus é para sempre Deus e homem. Ele não abandonou ― de fato, ele não pode abandonar ― a humanidade após ascender ao céu, como muitos cristãos imaginavam e ainda imaginam hoje em dia. A união é indissolúvel; ele foi ressuscitado em poder como Filho de Deus (Rm 1.4). O brilhante teólogo holandês, Abraham Kuyper, meditando sobre João 1.14, certa vez escreveu: “A Palavra se fez carne! Ela se fez carne para nunca mais ser separada dessa carne! Nem mesmo agora assentado no trono. [...] Ao se tornar carne, a Palavra cria com isso a possibilidade real de que esta Criança tome o seu lugar e que esta Criança, de carne e osso, salve, reconcilie e glorifique você, feito de carne”.

Isso nos mostra o quanto Deus ama a “carne” (i.e., a natureza humana). Deus está para sempre identificado com a humanidade por causa da encarnação. Dessa forma, o céu será um lugar “carnal”. De forma alguma “pecaminoso”, mas com certeza o lugar onde seremos mais humanos do que o somos agora. Se o corpo e a alma devem ser redimidos, Jesus deveria possuir corpo e alma, visto que não pode ser curado o que ele não assumiu. Um não é mais importante que o outro, como se ansiássemos pelo dia em que nos livraremos do corpo e viveremos como alma “flutuante”. Longe disso. Ansiamos o dia em que o corpo e a alma, juntos, serão transformados à semelhança do corpo glorioso de Cristo (1João 3.2 …“seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é”…).

Em suma:

O Criador do homem se fez homem
Para que ele, regente das estrelas, fosse amamentado pela mãe;
Para que o Pão sentisse fome;
A Fonte sentisse sede;
A Luz dormisse;
O Caminho se cansasse da jornada;
A Verdade fosse acusada de testemunho falso;
O Mestre fosse açoitado;
A Fundação fosse suspensa no madeiro;
A Força se tornasse fraqueza;
A Cura fosse ferida; A Vida morresse.
Agostinho de Hipona (Sermão 191.1)
_________________
Por Mark Jones
Fonte: Reformation 21²
Via: Monergismo

Traduzido por Felipe Sabino de Araújo Neto (felipe@monergismo.com). Brasília-DF, 24 de dezembro de 2014.
1. 1 Pedro 3.18: “Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus; morto, sim, na carne, mas vivificado no espírito”.
2. http://www.reformation21.org/blog/2014/12/heaven-kissed-earth-the-incarn.php
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Cristã secreta da Árabia Saudita escreve poema sobre seu encontro com Jesus


Mesmo com todas as dificuldades para praticar a sua fé, uma cristã secreta no país escreveu acerca do seu relacionamento com Deus e do momento em que descobriu Jesus como seu Amigo e Salvador.

A situação dos cristãos na Arábia Saudita é bastante séria e o extremismo islâmico tem feito diversas vítimas ao longo dos anos. As restrições do governo sobre a liberdade religiosa, em geral, são muito elevadas e, por conta da forte influência do fundamentalismo islâmico, quem escolhe servir a Jesus deve fazê-lo em segredo. 

Diante de todo esse contexto, como uma cristã na Arábia Saudita enxerga Jesus?

Leia a seguir.

Ele habitou no mais profundo do meu coração
Eu enxerguei Sua luz de longe
por trás das montanhas
por trás do horizonte

Ele se levantou como a radiante luz de uma manhã cheia de alegria
Ele se levantou dentro da minha alma tão cheia de escuridão
minha alma perdida e confusa
minha alma que não conhecia o significado de “descanso”

No entanto, Ele me visitou como a brisa suave
como a fragrância que emana das colinas
Ele me visitou

Ele habitou no mais profundo do meu coração
e se estabeleceu lá dentro
Ele encheu minha alma com pureza, com vida

Ele é Jesus, gentil e compassivo
Jesus, a origem da minha alegria
Jesus, o refúgio da minha alma

Eu o adoro desde que o conheci,
e me apaixonei por Ele
E como não poderia ser assim?
Pois Ele me amou primeiro

Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3.16
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A Nossa Batalha Espiritual - 12ª mensagem

O Soldado Cristão: A Sandália do Evangelho


Por Leandro Lima
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O Culto a Deus [Parte 2]


Rev. Augustus Nicodemus
Domingo: Culto Matutino
Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
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Erros e acertos na Reforma de Igreja


Respostas de Thabiti Anyabwile, Mark Dever, Bob Johnson, Garret Kell, Michael Lawrence, Mike McKinley e outros.

Erros na reforma de igreja

Ao conduzir mudanças
  • Não tente mudar todas as coisas no primeiro ano. Ou nos primeiros cinco anos.
  • Não tente implementar mudanças mais significativas até que você tenha feito uma limpeza no rol de membros da igreja (de modo que a membresia reflita a real frequência e participação).
  • Não mude algo que custe um grande capital pastoral antes que você tenha construído esse capital.
  • Não mate uma vaca sagrada sem saber que ela era uma vaca sagrada.
  • Não gaste 100 reais de esforço num problema que vale 2 reais.
  • Não pense em revolução. Em vez disso, pense em evolução.
  • Não tenha pressa.
  • Não entre numa batalha que não possa vencer. Você não deseja que a sua igreja delibere tomando a decisão errada.
  • Não exija unanimidade para as mudanças mais significativas. Isso pode permitir que uma minoria teimosa impeça algo acerca do que todo o resto da igreja concorde.
  • Não tente implementar mudanças antes de que as pessoas saibam que você as ama.
  • Não implemente mudanças se você está planejando se mudar assim que conseguir uma oferta de emprego melhor.
  • Não se esqueça de que pregar a glória do evangelho é a única coisa que pode tornar o coração disposto a mudar.
Ao relacionar-se com outros líderes
  • Não ande sozinho.
  • Não tome nenhuma decisão importante nem implemente mudanças significativas sem ouvir conselhos piedosos.
  • Não faça tudo por si mesmo. Em vez disso, comece imediatamente a trabalhar para levantar outros líderes que possam estar ao seu lado.
  • Não demita ninguém que você possa ajudar. Em vez disso, ame, treine, ensine e invista na sua liderança. Ela irá apreciar isso e o impulso tomará conta do resto.
Família
  • Não diga a sua esposa tudo o que se passa na igreja, inclusive o que os caluniadores seus (e dela) estão dizendo.
  • Não perca a sua esposa passando todo o seu tempo no ministério.
Conselhos gerais
  • Não faça uma declaração pública sobre alguma coisa até que tenha certeza do que irá afirmar.
  • Não ignore a história de sua igreja, especialmente os ministérios dos pastores que o antecederam.
  • Não tente se assegurar de que todos gostam de você. Nem todos gostarão.
  • Não subestime o quão dramática uma possível mudança pode parecer à congregação, ainda que você a considere ínfima.
  • Não fique obcecado com o número de frequentadores. Atente para a qualidade do seu ministério e deixe Deus cuidar da quantidade.
  • Não responda a sugestões idiotas. Apenas sorria e acene com a cabeça. Agradeça-lhes por virem a você com suas preocupações. Diga-lhes que você irá orar a respeito.
  • Não presuma que seus inimigos sejam, de fato, seus inimigos. Se você servir os seus adversários com benignidade, muitas vezes os ganhará.
  • Não tente estabelecer o programa da classe das senhoras. Deixe que elas o façam.
  • Não pregue em Romanos ou Efésios como suas primeiras séries.
  • Em geral, não ignore as estruturas formais e os documentos que governam a sua igreja.
  • Não pregue martelando naqueles pontos que você deseja mudar (ou uma série de sermões que lhe permita fazer isso). Em vez disso, concentre-se em um livro da Bíblia e busque o progresso espiritual do povo como prioridade.
  • Não fique paralisado por ter medo de cometer erros.
  • Não negligencie o prédio, o jardim, as placas. Em vez disso, certifique-se de que a sua vizinhança é capaz de ver que a sua igreja está funcionando.
Acertos na reforma de igreja

Ao cuidar dos membros
  • Ore pelos seus membros. Convide seus outros líderes a juntarem-se a você em oração pelos membros. Seja um modelo de oração em cada reunião que puder. À medida que você ora por eles e eles oram uns pelos outros, você se surpreenderá com a reforma espiritual que acontecerá sem que você a provoque.
  • Ame a congregação, ainda que você não sinta isso a princípio. Diga ao seu povo que você o ama – frequentemente, publicamente e sinceramente. Ame a igreja que o Senhor lhe confiou, não aquela que você desejaria que lhe fosse confiada.
  • Saia do seu gabinete e vá à casa das pessoas, aos seus locais de trabalho e assim por diante. O mesmo pode ser dito quanto aos domingos. Não se ocupe tanto com suas próprias coisas ao ponto de não ter a oportunidade de observar e apreciar o ministério de outras pessoas.
  • Louve especificamente a congregação pelos seus ministérios e pelo serviço fiel. Gaste seus primeiros dois anos apenas observando todos os motivos pelos quais dar graças a Deus. Quando você observar algo digno de gratidão a Deus, diga a alguém pessoalmente e à igreja publicamente.
  • Coloque os relacionamentos antes dos problemas.
  • Escreva mensagens aos membros à medida que você ora por eles.
  • Esteja no meio das ovelhas.
  • Faça uso de exemplos positivos na congregação.
  • Conheça as histórias de mortes importantes que afetaram a congregação inteira, como aquele jovem amado por todos que foi morto por um motorista bêbado, ou um jovem pai que morreu de câncer, ou famílias cujo bebê ou criancinha morreu.
  • Conheça as histórias de reuniões administrativas ou disputas traumáticas que afetaram a congregação.
  • Descubra quais tradições ou práticas são particularmente significativas e por quê.
  • Saiba quem o seu povo está lendo e ouvindo. Elogie os bons autores que eles já estejam lendo. Eles ficarão felizes quando você apresentar-lhes outros depois.
  • Pergunte às pessoas: “Como você está espiritualmente?”.
Ao conduzir mudanças
  • Familiarize-se com a constituição/estatuto da igreja pedindo aos líderes existentes que o conduza no processo, explicando-lhe por que certas coisas foram adotadas.
  • Ensine primeiro, então aja.
  • Prometa menos e entregue mais.
  • Perceba que muita coisa mudará pelo simples fato de um novo pastor titular assumir, então você não precisa realmente tentar mudar muita coisa no início. O mais provável é que você precise trabalhar duro para impedir que algumas coisas mudem!
Ao relacionar-se com outros líderes
  • Perceba quem são os outros “pastores” na igreja e busque o seu conselho, opinião e apoio. Talvez nem todos eles sejam líderes oficialmente reconhecidos, mas podem ser professores da classe dos adultos na escola dominical, missionários ou pastores aposentados, ou outros líderes de ministério. As ovelhas deles seguirão a liderança deles, então priorize esses relacionamentos.
  • Invista nos líderes (presbíteros, diáconos, equipe pastoral) que você tem, enquanto espera pelos líderes que você deseja. Pode ser que você já os tenha.
  • Construa amizades significativas com a liderança (presbíteros, diáconos, líderes de ministérios leigos). Conheça-os fora das pressões do ministério.
  • Construa continuamente um núcleo de homens piedosos.
  • Mantenha o seu ensino aos presbíteros breve e controlável. A princípio, prefira usar pequenos artigos a livros inteiros.
  • Estude com os líderes tópicos que não sejam controversos nem precisem de mudança imediata. Haverá menos resistência ou suspeita de que você esteja manipulando uma mudança e você lançará alicerces profundos para uma mudança duradoura.
  • Deixe que os outros líderes o ensinem. Nas reuniões da equipe pastoral ou do conselho, permita que outros pastores ou presbíteros liderem a reunião ou o momento de ensino, se você tiver um. Seja um modelo de submissão e mostre-se ensinável.
Família
  • Mantenha uma agenda regular e sensata. É uma longa jornada, sua família precisa de você, e você precisa do seu descanso.
  • Brinque com seus filhos todos os dias.
Conselhos gerais
  • Leia a Escritura publicamente, em todo o tempo: em reuniões da equipe pastoral, em reuniões do conselho, em visitas a enfermos, em reuniões congregacionais, cultos dominicais, reuniões de doutrina. Por meio do exemplo, ensine que toda a vida é vivida sob a Palavra de Deus.
  • Conheça os obreiros sustentados pela igreja antes de fazer qualquer julgamento acerca do ministério deles. Pode haver mais coisas acontecendo do que pareça a princípio.
  • Estabeleça uma “resenha do culto” semanal o quanto antes. Convide seus presbíteros (não apenas a equipe pastoral) e seja um modelo de humildade e encorajamento.
  • Louve os pastores que vieram antes de você em qualquer área em que possa fazê-lo genuinamente.
  • Se você é o expositor principal, pregue sermões mais curtos do que gostaria, até que a congregação desenvolva um apetite pela Palavra.
  • Algumas vezes, responda a perguntas assim: “Eu não sei. Deixe-me orar e investigar nas Escrituras”, ainda que você tenha a resposta na ponta da língua. Eles podem não estar perguntando o que você pensa que eles estão, ou você pode ter a resposta correta, mas não a abordagem e a sensibilidade corretas.
  • Sofra alegremente por causa dos eleitos.
  • Comece uma pequena livraria na igreja.
  • Celebre e aprecie tudo o que há de bom no passado da sua igreja. Os membros verão que você se importa de verdade e isso servirá de um bom modelo quando você se for. Talvez o seu sucessor não diga que tudo o que você fez estava errado.
  • Espere por desapontamentos e solidão.
  • Ao participar de atividades com adultos mais velhos, leve sua esposa e suas amáveis crianças (se suas crianças não forem amáveis você pode pular esta aqui).
  • Priorize o evangelismo pessoal. É óbvio que você deve fazer isso sempre, mas as pessoas tendem a abraçar reformas vindas de um pastor que está conduzindo pessoas à fé em Cristo. É difícil discutir quando pessoas estão sendo salvas.
  • Seja esperançoso. Deus está envolvido no trabalho de trazer coisas mortas à vida.
  • Ore para que Deus o livre do temor dos homens. Você não pode pastorear bem se temer os homens. Se você luta com isso, torne uma prioridade trabalhar nisso em particular durante o seu primeiro ano. Esse problema pode destruir o ministério de reforma no longo prazo.
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Por Mark Dever
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domingo, 25 de janeiro de 2015

Cinco lições inesperadas na revitalização de Igreja


A obra de revitalização de igrejas traz muitas surpresas. Cada congregação moribunda tem suas próprias peculiaridades, descaminhos e pecados que conduziram a uma situação em que se acham quase sem vida.

Cinco lições inesperadas

Nesses oito anos envolvido na minha própria obra de revitalização de igreja, tenho aprendido uma variedade de lições que eu não necessariamente esperava, quando comecei. Aqui estão cinco delas.

1. Espere o momento certo de implementar mudanças.

A tática mais comum de um pastor zeloso ao iniciar uma revitalização de igreja – a qual é a pior coisa que ele poderia fazer – é tentar mudar tudo o que precisa ser mudado dentro de um ou dois anos. É óbvio que a igreja precisa mudar, do contrário ela não seria caracterizada como necessitada de revitalização; contudo, a mudança deve vir lentamente. É preciso construir confiança. As ovelhas precisam sentir-se cuidadas pelo pastor antes de segui-lo por um novo caminho.

O ponto não é apenas que a mudança deve ocorrer lentamente, mas que é preciso encontrar o momento adequado para cada mudança em particular. No quarto ano do meu atual pastorado, eu quase rachei a igreja por causa de uma mudança importante. Então percebi que aquele não era o momento adequado e recuei. Nove meses depois, a mesma medida foi aprovada por unanimidade. A mudança deve vir lentamente, no momento certo.

2. Não subestime o poder do amor persistente.

Uma vez que a Bíblia nos chama a velar pelas almas como quem deve prestar contas (Hebreus 13.17), pastores não podem escolher cuidar de algumas ovelhas e evitar outras. Cuidar daqueles que não parecem desejar o nosso cuidado pode nos fazer sentir impotentes. Contudo, não subestime a maneira como Deus age poderosamente por meio do amor persistente.

Alguns dos cabeças de uma tentativa de remover-me do pastorado, cinco anos atrás, são agora calorosos defensores. O que produz esse tipo de mudança de coração? Primeiro e principalmente, o poder e a graça de Deus em ação. Contudo, Deus pareceu agir por meio de atos de amor obstinado. Você prestará contas de todas as ovelhas sob seus cuidados, independentemente de como elas recebem o seu ministério; então, ame-as todas com persistência.

3. Não subestime a alegria de ganhar aqueles que outrora lhe eram hostis.

Sem dúvida, alguns dos meus relacionamentos mais significativos na igreja são com aqueles que, outrora, queriam minha cabeça. Alguns que outrora oravam para que eu saísse, hoje, oram para que meu ministério na igreja seja frutífero. Essas pessoas não pensam que eu sou o melhor pastor do mundo. Tampouco eles concordam comigo em todas as coisas. Contudo, em meio às dificuldades e batalhas ao longo dos anos, Deus estava fazendo algo miraculoso que eu, em grande medida, ignorava. A confiança estava sendo construída, o entendimento estava aumentando e uma afeição mútua estava sutilmente sendo formada em nossos corações.

4. Não ignore seus membros idosos – eles são uma de suas maiores dádivas.

Estou cada vez mais preocupado que, em meio a esse frenesi de plantação de igrejas, a igreja multigeracional esteja esmorecendo. Membros idosos da igreja são comumente vistos pela geração mais jovem de pastores como um fardo inútil, um obstáculo à obra do ministério – uma mentira na qual já fui tentado a acreditar.

Você pode imaginar a minha surpresa ao começar a perceber a dádiva dos membros idosos da igreja, assim como a bênção de honrar a Deus em uma congregação multigeracional unida pelo evangelho. Testemunhar uma estudante universitária levantar-se e sentar ao lado de uma viúva idosa durante um culto matinal de domingo porque ela estava sozinha é uma demonstração singularmente poderosa do evangelho. E essa demonstração é encontrada apenas numa igreja local quando velhos e jovens estão presentes (Tito 2.1-8).

5. Labute pela satisfação de ver padrões de igreja não saudáveis e disfuncionais sendo quebrados.

É uma grande alegria ver o evangelho mudar a vida de um indivíduo. Essa alegria é magnificada quando o evangelho começa a mudar décadas de padrões destrutivos e não saudáveis que sufocavam a vida de uma igreja local inteira. A Palavra e o Espírito de Deus são tão poderosos que eles podem não apenas edificar uma igreja saudável, mas até mesmo tomar uma congregação moribunda, desolada e desencorajada e lhe dar uma vida renovada, fazendo-a florescer muito além do que seus fundadores jamais imaginaram. Então, labute diligente e pacientemente para ver o evangelho transformar a vida corporativa da igreja.

O evangelho é poderoso para construir e reconstruir

Revitalização de igreja é um trabalho árduo. Cada situação é única e imprevisível. Muitas das lições que aprendi foram não apenas inesperadas, mas difíceis e dolorosas. Todavia, as dificuldades valem mais do que a pena. O evangelho pode não apenas construir uma igreja local, mas também reconstruí-la – às vezes, de modos surpreendentes e inesperados.
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Por Brian Croft
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Os desafios de ser jovem cristão e solteiro


Rev. Augustus Nicodemus Lopes
Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
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sábado, 24 de janeiro de 2015

5 Fatores que trouxeram vida a uma Igreja que estava morrendo


A igreja que eu pastoreio, a Summit Church, foi plantada em 1962. Em 2010, contudo, a Summit Church (então chamada Homestead Heights Baptist Church) era uma igreja batista sem progresso e em declínio. O pastor em exercício havia sido convidado a se demitir, após ser pego em imoralidade. O pastor anterior a ele havia tentado, sem sucesso, impor o modelo da igreja de Willow Creek[1] e o pastor anterior a ele era teologicamente moderado. Quando cheguei, a igreja estava em seu quarto ano seguido de declínio na freqüência e nas ofertas, e o cenário era desolador.

Cinco fatores vivificantes

Apenas Deus dá vida a coisas mortas. Mas aqui estão cinco lições que eu aprendi e que, segundo creio, contribuíram para a revitalização de nossa igreja.

1. Transformação interior conduz a mudança exterior.

Assim como mudanças exteriores e moralistas não podem transformar o coração humano, também mudanças exteriores nos programas ou estruturas da igreja não podem revitalizá-la. É como tentar curvar uma barra de metal sem primeiro aquecê-la: ou ela resistirá completamente à mudança ou simplesmente quebrará em duas.

A mudança interior no crente ocorre apenas por meio da pregação do evangelho. As pessoas se tornam dispostas a sair e alcançar outros à medida que aprendem mais acerca de Deus e do que ele fez.

Há um tempo para promover mudanças e um tempo para apenas pregar Jesus. É preciso de sabedoria para saber o que fazer em cada ocasião. Uma igreja que tem o seu “primeiro amor” (Apocalipse 2.1-10) provavelmente suportará até as mais incômodas mudanças para completar a missão.

À medida que a Summit Church desenvolveu um amor pelos perdidos, mudar as nossas estruturas para alcançar mais pessoas se tornou relativamente fácil.

2. Não subestime o poder do ímpeto.

É mais fácil mudar igrejas que estão crescendo, assim como é mais fácil pilotar uma bicicleta que está em movimento. Em qualquer organização, incluindo uma igreja, o ímpeto pode proporcionar o capital de que você necessita para realizar a mudança. Sun Tzu, autor do clássico militar de 2.500 anos A Arte da Guerra, disse que o ímpeto é o aliado mais valioso de um general. Pequenos exércitos podem obter grandes vitórias se souberem como construí-lo.

Considere focar-se, primeiro, em mudar aquelas coisas que impedem a igreja de crescer. Quando o crescimento está ocorrendo, você perceberá ser mais fácil mudar as outras coisas. À medida que as pessoas experimentam a alegria de novos crentes nascendo no meio delas, elas se tornam mais dispostas a abandonar aquilo que é mais confortável para elas e a abraçar o que é mais eficaz para alcançar outros.

Além disso, na maioria dos casos, eu o encorajaria a gastar mais tempo desenvolvendo as pessoas que estão com você do que lidando com aqueles que são contra você. Ímpeto e excitação costumam silenciar a oposição. Então, em vez de gastar muito tempo apagando incêndios, talvez você queira começar o seu próprio.

Quando eu cheguei à Summit, houve diversos problemas que nós escolhemos ignorar, ao menos naquele primeiro momento. Isso incluía questões de vestimenta, estilo musical, a duração dos cultos e uma constituição ineficaz (e de algumas maneiras não bíblica). Nós mudamos umas poucas peças-chave as quais sabíamos que iriam indicar um novo tempo na igreja e estabelecemos algumas grandes metas para ações evangelísticas que ocorreriam em breve. Ao alcançarmos aquelas metas, nós fizemos questão de celebrar a fidelidade de Deus nelas. Após uma daquelas ações evangelísticas, nós batizamos o nosso primeiro crente afroamericano. Um senhor mais velho, que mais tarde se tornaria moderador do conselho de presbíteros, veio a mim com lágrimas nos olhos e disse: “Filho, eu não estou empolgado com muitas dessas mudanças que você está fazendo. Mas se isso é uma amostra do que nós iremos ter, conte comigo”.

Durante aquele primeiro ano, eu batizei uma estudante de intercâmbio, vinda de um país cuja língua natal ocorreu-me falar (havendo morado naquele país por dois anos), então eu conduzi o batismo dela naquele idioma. Depois daquilo, eu provavelmente poderia ter sugerido que todos nós plantássemos bananeira na igreja, e as pessoas teriam me seguido. Em dois anos, nós mudamos nossos costumes quanto à vestimenta, vendemos nosso imóvel e reescrevemos nossa constituição, tudo isso sem um voto divergente. Se eu tivesse sugerido aquelas coisas durante o primeiro ano, teria sido um banho de sangue. Mas, depois que ganhamos impulso, elas mudaram naturalmente.

Vença algumas “batalhas” no evangelismo e, então, celebre-as. Não é isso que vemos os salmistas fazerem tanto para fortalecer sua própria alma como para inspirar uma visão para o futuro? No Salmo 48, os filhos de Corá dizem a Israel: “Percorrei a Sião, rodeai-a toda, contai-lhe as torres; notai bem os seus baluartes, observai os seus palácios, para narrardes às gerações vindouras que este é Deus, o nosso Deus para todo o sempre; ele será nosso guia até à morte”.

3. Guarde-se de lutar batalhas que não lhe levarão a lugar nenhum.

Uma terceira lição está atrelada à segunda. Guarde-se de lutar batalhas, não importa quão dignas sejam, que não lhe darão grande vantagem estratégica.

Algumas batalhas (às vezes batalhas dignas!) não lhe ajudarão na mais ampla “guerra” de revitalização. Com freqüência, se você as adiar, poderá vencê-las depois sem derramar nem uma gota de sangue – de ambos os lados. Saiba quais batalhas lutar em cada ocasião.

Eu tenho percebido que líderes perfeccionistas tendem a ter problemas com este princípio, porque não são capazes de discernir o “certo” do “oportuno”. Algumas vezes, nós nos esquecemos de que o objetivo não é vencer batalhas, mas sim liderar pessoas.

O apóstolo Paulo parecia entender isso. Algumas vezes, ele deixou que pessoas difamassem seu caráter; em outras, ele defendeu seu apostolado. Algumas vezes, ele buscou conformar-se à lei; em outras, ele publicamente reprovou aqueles que se recusavam a abraçar a sua liberdade. Seu padrão de envolvimento consistia em saber o que era estratégico para a missão (1Coríntios 9.19-27; Gálatas 2.11-15).

É claro que isso não significa que nós toleraremos pecados escancarados ou significativos erros doutrinários na igreja. Significa apenas que nós lutaremos as batalhas certas nos momentos certos.

4. Crie uma cultura de envio.

Em minha opinião, criar uma cultura de envio é essencial para revitalizar uma igreja. Igrejas revitalizadas vêem a si mesmas como comunidades em missão com Deus, não como clubes de campo para cristãos.

Uma coisa muito prática a ser feita para encorajar essa mentalidade é enviar o maior número de pessoas possível a viagens missionárias de curta duração. Poucas coisas abrem melhor nossos olhos para uma vida missional quanto passar tempo com missionários em outros países. Quanto mais essa mentalidade entrar na corrente sanguínea da igreja, mais os membros se tornarão dispostos a aplicar princípios missionais em seus próprios contextos.

Durante nossos primeiros dois anos, nós enviamos um número incomum de nossos membros e líderes para outros países. Isso custou muito dinheiro e tomou tempo valioso, mas efetuou duas coisas. Primeiro, isso aumentou o nível de generosidade em nossa igreja. Ao verem as necessidades do campo, as pessoas ofertavam mais. As viagens podem ter nos custado muito dinheiro, mas elas se pagaram muitas vezes mais. Segundo, isso fez com que nossos membros se perguntassem se eles estavam labutando para alcançar a nossa cidade do mesmo modo como os missionários em outros países estavam labutando para alcançar as suas.

Quando você cria uma cultura de envio em sua igreja, você provavelmente perderá alguns de seus melhores membros para uma igreja em plantação ou para uma obra missionária. Mas não tenha medo; a cultura de envio cria mais líderes para assumirem o lugar deles. Tem funcionado conosco como os cinco pães e os dois peixes: quanto mais nós damos, mais é multiplicado e nos é dado de volta.

5. Lidere o seu povo a anelar.

O místico francês Antoine de Saint Exupéry disse uma vez: “Se você quer construir um barco, não angarie homens para ajuntar madeira, não divida o trabalho nem dê ordens. Em vez disso, ensine-os a anelar pelo vasto e infinito mar”. À medida que as pessoas anelam pela salvação do mundo, elas não apenas apoiarão as mudanças que você propõe, mas provavelmente também instigarão por si mesmas algumas outras mudanças. É aí que a igreja estará de fato revitalizada.

Novamente, é a pregação do evangelho que produz esse anelo. O evangelho nos faz reverenciar Jesus, que, sendo rico, por nossa causa se fez pobre. Ele nos impele a nos entregarmos em favor dos outros, assim como ele se entregou por nós. O evangelho desperta as pessoas de sua soneca de classe média para seguirem Jesus à medida que ele busca e salva o perdido. Ele os move para amar o pobre, o estrangeiro e o exilado.

O evangelho nos ensina a ver o mundo pelas lentes do Deus compassivo que se apresenta na cruz e se revela na ressurreição. O evangelho nos enche de uma fé audaciosa, fazendo-nos (nas palavras de William Carey) “esperar grandes coisas de Deus e então empreender grandes coisas para Deus”.

O evangelho nos faz anelar por ver a glória de Deus cobrir a terra como as águas cobrem o mar. Ele nos dá uma paixão pelo seu reino que excede o nosso conforto com o status quo. À medida que o evangelho se tornou mais e mais o centro de nossa igreja, eu tenho visto os membros de nossa igreja fazerem as coisas mais impressionantes – de mudar-se de bairros ricos para outros mais pobres a adotar crianças desprezadas, a amar refugiados e a compartilhar Cristo com seus vizinhos.

Então, concentre-se pessoalmente no evangelho. Medite nele até que ele queime em seu peito e você não possa contê-lo. Então, pregue-o, deixando que ele faça a obra de revitalização.

[1] N.T.: megaigreja norte-americana fundada pelo pastor Bill Hybels, considerado junto com Rick Warren o pai do movimento “sensível ao visitante” (seeker-sensitive)

Por J. D. Greear
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Líder de Igreja na Nigéria diz: “o mundo assiste cristãos morrerem como animais”


Presidente da NBC faz apelo para o mundo intervir contra os insurgentes do Boko Haram

O presidente da Convenção Batista da Nigéria(NBC) diz, se referindo aos cristãos: “O meu povo está sendo morto como animais e todo o mundo está apenas assistindo”. E faz um apelo para que haja intervenção internacional urgente para parar a violência do grupo radical islâmico Boko Haram, que aterrorizam o norte e o leste do país.

Em uma entrevista para Baptist World Alliance (Aliança Batista Mundial), o reverendo Samson Ayohunle expressou “consternação” com a atitude da comunidade internacional ante a face da tamanha destruição e desumanidade cometida contra o povo nigeriano, mais especificamente aos cristãos no país.

“A mesma seriedade com que está se intervendo contra os ataques do ISIS (Estado Islâmico) na Síria e no Iraque, ou com os problemas causados pelo Taliban no Afeganistão, não está sendo demostrado no caso da Nigéria”, disse Samson.

Ele acusou a comunidade mundial de desvalorizar as vidas dos nigerianos, dizendo: “Isso não importa para o resto do mundo, se Boko Haram continua a matar centenas de pessoas todas as semanas? São essas pessoas menos humanas do que aquelas que estão sendo mortas em outro lugar onde eles passaram a intervir diretamente? O meu povo está sendo morto como animal e todo o mundo está apenas assistindo.”

Ayokunle estava respondendo ao mais recente surto de ataques de Boko Haram, um grupo jihadista que busca estabelecer a lei islâmica na Nigéria.

Boko Haram realizou o massacre em Baga no estado nigeriano do nordeste de Borno, no início de janeiro deste ano, fazendo com que um número desconhecido de mortos, embora estimativas variam de dezenas a mais de dois mil. Em abril de 2013, mais de 185 pessoas foram mortas e mais de duas mil casas em Baga foram destruídos como resultado de combates entre as forças armadas nigerianas e Boko Haram.

Até 2014, o grupo matou mais de cinco mil civis em ataques que ocorrem principalmente no nordeste, centro norte e centro da Nigéria. Desde 2009, o Boko Haram raptou mais de 500 pessoas, incluindo o sequestro de 276 estudantes de Chibok em abril de 2014. Estima-se que 1,5 milhão fugiram de suas casas por causa de ameaças e ataques.

“A situação é patética.” Ayokunle declarou. “As principais metas em todos estes ataques são os cristãos primeiros e qualquer outra pessoa que se oponha a eles. Qualquer cidade que entrar, depois de matar os cristãos lá, eles vão em frente para derrubar todas as igrejas não poupando as mesquitas. Grandes cidades cristãs, tais como Gwoza e Mubi entre outros caíram para eles. cristãos em cidades como Michika e Baga também estão na corrida. “

O líder Batista nigeriano disse que “a igreja está sob o cerco de severa perseguição.” Batistas foram diretamente afetadas. “Nenhuma igreja cristã está de pé mais em Mubi, onde mais de dois mil batistas fugiram da cidade através dos Camarões quando Boko Haram atacaram.”

Estes cristãos batistas, disse ele, voltou para a Nigéria através de uma outra cidade chamada Yola no Estado de Adamawa, mas nunca para suas casas novamente. “Eles tornaram-se deslocado e agora estão vivendo em campos de refugiados correndo por comida, sem alojamento decente e nu.”

Ayokunle disse edifícios Batista, incluindo os gabinetes das secretarias de Fellowship Baptist Conferência da NBC, foi queimado em Mubi, e na casa do presidente da conferência foi vandalizado. O presidente da conferência e pastores batistas fugiram para a cidade de Jos, no estado Plateau, outra região que tem sido atacado por Boko Haram. “Nossa Baptist High School, em Mubi foi fechado enquanto Escola nossos Pastores Batistas ‘em outra cidade vizinha, Gombi, foi indefinidamente desligado.”

Ele agradeceu o apoio da oração dos batistas e outros cristãos e solicitou apoio financeiro para ajudar aqueles que foram deslocadas pelos ataques terroristas. “Continue a se juntar a nós em oração para que as portas do inferno não pode prevalecer contra a Igreja de Cristo na Nigéria.”
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Fonte: Infor Gospel / com informação Baptist World Alliance
Via: CPAD News
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