domingo, 15 de fevereiro de 2015

Memórias de Jonathan Edwards - Capítulo 2




PROGRESSO INTELECTUAL – PRODUÇÕES INICIAIS – ENTRADA NA FACULDADE – HÁBITOS MENTAIS

Uma declaração foi dada principalmente da pena do próprio Sr. Edwards sobre suas perspectivas religiosas na juventude, e será apropriado, antes que esse assunto seja retomado, fazer referência a seus progressos intelectuais no mesmo período. É deleitoso contemplar o avanço simultâneo do conhecimento na mente e da piedade no coração. Ninguém pode sensatamente imaginar que haja uma oposição entre estas coisas. Todos cujas mentes estiverem abertas ao convencimento serão persuadidos de que o crescimento da piedade é muito favorável ao aumento dos melhores tesouros da sabedoria terrena. A religião fortalece os poderes [intelectuais] do homem, nunca os debilita. Ela corta, de imediato, aqueles prazeres culposos, e aquelas buscas indignas, que não meramente impedem o progresso do entendimento, mas, em muitos casos, são absolutamente fatais para a sua vivacidade. E ela forma aqueles hábitos mentais, bem como produz essa conduta correta exterior, que são muito favoráveis ao cultivo das mais nobres faculdades do homem. Seria fácil recordar uma extensa lista de nomes matriculados, com honra incessante, tanto nas escolas da ciência quanto na igreja de Deus. O evangelho de Cristo tem sido uniformemente amigo do conhecimento sólido, e aqueles que se dispõem a criticar os esforços e habilidades do intelecto não são amigos sensatos do evangelho. A igreja cristã teme o véu da escuridão, mas se regozija na luz.

A mesma bondade e sabedoria paternal que, abaixo de Deus, guiaram a mente de Jonathan Edwards ao conhecimento e amor das coisas eternas, também foram bastante determinadas na orientação de seus poderes intelectuais para os objetos úteis da ciência terrena. Quando tinha apenas seis anos, o estudo do latim ocupou sua atenção, sob os cuidados de seu pai, e, ocasionalmente, de suas irmãs mais velhas. Nenhum registro foi preservado de seu progresso nos estudos nesse período inicial, mas sua alta posição como erudito em sua admissão à faculdade, bem como posteriormente, e seu conhecimento exaustivo do latim, grego e hebraico, provam de imediato sua própria diligência como estudante neste tempo, e a acurácia e fidelidade das instruções de seu pai.

De seus manuscritos remanescentes, é evidente que a família de seu pai era afeiçoada à escrita, e que ele e suas irmãs foram encorajados desde cedo por seus pais para fazerem tentativas, não apenas na escrita de cartas, mas em outras espécies de composição. Esse costume, embora raramente estimulado nas crianças, é altamente vantajoso; e, no caso diante de nós, foi obviamente seguido dos melhores resultados. Enquanto aumentava a afeição mútua entre o irmão e as irmãs, também servia para fortalecer suas mentes, e comunicar a precisão tanto de pensamento quanto de expressão. O mais antigo esforço de sua pena parece ter sido escrito na seguinte ocasião.

Alguém da vizinhança, provavelmente um garoto mais velho, tinha sustentado a opinião de que a alma era material, e permanecia com o corpo até à ressurreição. Essa pessoa se esforçou para convencê-lo de que estava correta. Impactado pelo absurdo da noção, ele se sentou e escreveu a seguinte réplica, a qual, como uma ilustração tanto de sutileza quanto de raciocínio em uma criança com cerca de dez anos, pode, com justiça, reclamar ser preservada. Está sem data, e sem pontuação, ou qualquer divisão em sentenças. E parece ter sido escrita por um garoto que acabou de aprender a escrever.

"Fui informado de que você apresentou uma opinião de que a alma é material, e acompanha o corpo até a ressurreição. Como eu sou um amante professo de novidades, você deve imaginar que estou muito alegre com esta descoberta (que, ainda que seja antiga em algumas partes do mundo, para nós é novidade); mas, tolere um pouco mais minha curiosidade, pois quero saber os costumes do reino antes que jure lealdade a ele: Primeiro, quero saber se esta alma material permanece (com o corpo) no caixão, e se sim, não seria conveniente construir um depósito para ela? Para isso, queria saber que forma ela teria, se seria redonda, triangular, ou quadrada; ou se é um número de cordas longas e finas alcançando da cabeça ao pé; e se não vive uma vida muito descontente. Temo que, quando o caixão ceder, a terra cairá e a esmagará; mas se escolher viver acima do solo, e vagar em volta do túmulo, de que tamanho ela seria? Se ela cobre todo o corpo, o que acontece quando outro corpo é posto sobre ela? se a primeira dá lugar, e, se for assim, qual é o seu lugar de refúgio? Mas suponha que as almas não são tão grandes, mas que dez ou doze delas sejam aproximadamente do tamanho de um corpo, não irão brigar pelo lugar mais elevado? E, uma vez que insisto tanto em minha honra e propriedade, quero saber se devo abrir mão de minha querida cabeça, se uma alma superior vem no caminho. Mas, acima de tudo, me preocupo em saber o que fazem onde um cemitério for ocupado vinte, trinta ou cem vezes. Se estiverem uma em cima das outras, a que estiver na posição superior estará tão distante que não poderá ter cuidado do corpo. Suspeito fortemente que elas devem marchar todas as vezes que vem um novo grupo. Espero que haja outro lugar providenciado para elas que não seja o pó. Padecer tanta severidade, e ser, no fim, privado do corpo, as irritaria. Deixo isso para que seu gênio físico determine, se alguma aplicação medicinal não seria apropriada em tais casos, e me farei seu prosélito, quando eu tiver uma solução para tais questões.”

A seguinte carta para uma de suas irmãs, escrita na idade de doze anos, é o mais antigo esforço datado de sua pena que foi descoberto.
“Para a senhorita Mary Edwards, em Hadley.
Windsor, 10 de maio de 1976. 
Querida irmã, 
Pela maravilhosa bondade e misericórdia de Deus, houve um derramamento muito notável neste lugar do Espírito de Deus. Ainda continua, mas acho que tenho razão em pensar que diminuiu em alguma medida, contudo espero que não tanto. Três [pessoas] se juntaram à igreja desde as últimas que você ouviu. Cinco agora permanecem aconselhadas para a admissão, e acho que mais de trinta pessoas vêm comumente às segundas para conversar com meu pai sobre a condição de suas almas. É tempo de saúde em geral aqui. Abigail, Hannah e Lucy tiveram catapora e estão recuperadas. Jerusha está quase bem. À exceção dela, toda a família está bem.
Irmã, estou feliz de ouvir do seu bem estar com tanta frequência quanto ouço. Ficaria feliz de ouvir de você por carta, e, nela, como você está com relação à torção. 
De seu amoroso irmão,
Jonathan E.”
Até que entrou na faculdade, foi educado em casa, e sob a instrução pessoal de seu pai; enquanto suas irmãs mais velhas estavam diariamente perseguindo seus respectivos ramos de estudo em sua presença imediata. Seu pai, tendo se distinguido como um erudito, foi capaz de lhes dar, e realmente lhes deu, uma educação superior. Em tudo que elas se interessavam, a mente de seu irmão, enquanto se abria, também, é claro, ficava mais e mais interessada. E assim, por fim, ele iria fácil e imperceptivelmente adquirir uma massa de informação muito avançada para sua idade. O curso de sua educação pode, deste modo, ter sido menos sistemático, de fato, menos conforme a regra, do que o seguido comumente na escola. Ao mesmo tempo era mais seguro, formando-o para costumes mais delicados, sentimentos mais gentis, e afeições mais puras. Em suas circunstâncias, também, esta educação foi obviamente mais compreensiva e geral; e, na medida em que o familiarizou com muitas coisas que não são usualmente comunicadas até um período posterior, também serviu para descortinar os atributos originais de sua mente, e dar-lhes aquela expansão, que é resultado apenas da informação. Uma característica, da qual geralmente não se suspeitou nele, mas que possuía em um grau incomum, era uma paixão minuciosa e crítica para investigar as obras da natureza. Esta propensão não foi apenas descoberta na juventude e idade adulta, mas foi plenamente desenvolvida na infância, e nesse precoce período foi encorajada e acalentada pela mão protetora do cuidado paternal.

Ele entrou na faculdade de Yale, em New-Haven, em setembro de 1716, antes que completasse treze anos de idade. A faculdade estava então em sua infância, e várias circunstâncias adversas tinham grandemente impedido seu crescimento. Primeiro havia sido plantada em Saybrook, e depois removida parcialmente para Kenilworth, para a casa do primeiro reitor, até sua morte, em 1707. Desde esse tempo, o Rev. Sr. Andrews, de Milford, um dos curadores, se tornou reitor pro tempore, por mais de doze anos. A localização da faculdade era tema constante de contendas entre as cidades de New-Haven, Saybrook, Wethersfield e Hartford, até 1716, quando o voto dos curadores, a doação do Sr. Yale, e o voto do legislativo da colônia, fixou-a permanentemente em New-Haven. No ano colegial de 1716-1717, treze dos alunos residiam em New-Haven, catorze em Wethersfield e quatro em Saybrook. A presidência temporária do Sr. Andrews se estendeu até 1719; e, uma vez que ele era o ministro atuante de Milford, sua supervisão da faculdade, e sua influência sobre os alunos, deve, é claro, ter sido bastante imperfeita. O governo da instituição, virtual e necessariamente, estava principalmente nas mãos dos tutores que, como jovens sem experiência e conhecimento da humanidade, não poderiam geralmente ser achados aptos para tão difícil encargo. Em algum período no ano de 1717, a extrema impopularidade de um dos tutores ocasionou uma insurreição geral dos alunos que residiam em New-Haven, contra o governo da faculdade. Eles se retiraram, à uma, de New-Haven, e se juntaram aos seus companheiros em Wethersfield. No começo daquele ano, oito dos veteranos retornaram a New-Haven para receber seus graus do governo regular da faculdade; enquanto que cinco os receberam irregularmente em Wethersfield. Não há evidência de que Jonathan Edwards tomou parte nestes distúrbios. Contudo, ele se dirigiu com seus companheiros para Wethersfield, lá permanecendo até 1719. Enquanto estava lá, adquiriu uma alta reputação e proeminência em sua classe. Seu pais, escrevendo a uma de suas filhas, em 27 de janeiro de 1718, diz: “Nada ouvi senão que seu irmão Jonathan também está bem. Ele tem um nome muito bom em Wethersfield, tanto em relação a sua conduta quanto ao aprendizado.” Enquanto esteve em Wethersfield, ele escreveu a uma de suas irmãs a seguinte carta; a qual, como documento relacionado a um interessante evento na história da faculdade, não sem razão deve ser preservado.
“Para a senhorita Mary Edwards, em Northampton.
Wethersfield, 26 de março de 1719 
Querida irmã, 
De todas as muitas irmãs que tenho, acho que nunca fiquei tanto tempo sem ouvir notícias de uma quanto de você, visto que não consigo lembrar se já ouvi um i ou j de você, desde a última vez que foi para o norte, até a última semana, pelo Sr. B., que veio de Northampton. Quando ele chegou, me alegrei de verdade em vê-lo, porque esperava muito receber uma carta sua por meio dele. Mas sendo desapontado, e não pouco, me dispus a escrever esta, que esperava fosse uma oportunidade de receber o mesmo. Pois eu pensei que seria uma pena que não houvesse a mínima correspondência entre nós, ou comunicação de um com o outro, quando não estamos a tão grande distância. Também espero que isto seja um meio para incitar a mesma [disposição] em você. E assim, tendo mais caridade por você a ponto de acreditar que eu esteja fora de sua mente, ou de que não se preocupe nem um pouco comigo, acho adequado que eu deva lhe dar um relato de minha condição, relativa à escola. Suponho que esteja plenamente familiarizada com nossa vinda de New-Haven, e as circunstâncias dela. Desde então, estamos em mais prósperas condições, penso, do que nunca. Mas o conselho e os curadores, havendo se reunido recentemente em New-Haven, com relação a esta [questão], removeram aquele que foi a causa de nossa vinda, isto é, o Sr. Johnson, do cargo de tutor, e designaram o Sr. Cutler, pastor de Canterbury, como presidente. Este, conforme ouvimos, pretende muito rapidamente ser residente na faculdade Yale, de modo que todos os estudantes que pertencem a nossa escola esperam para lá retornar, tão logo cesse as férias de depois da eleição. 
Sou seu amoroso irmão, em boa saúde,
Jonathan Edwards”
Enquanto era um membro da faculdade, ele se distinguiu pela constante sobriedade e retidão de comportamento, pela diligente aplicação a seus estudos, e por rápidas e completas realizações no aprendizado. No segundo ano de seu curso, enquanto ainda estava em Wethersfield, leu [a obra de John] Locke sobre o Entendimento Humano, com deleite peculiar. A força incomum e o alcance de sua mente começou a ser descoberto e exercitado mesmo nesta idade precoce. De seu próprio relato da matéria, ele ficou inexprimivelmente entretido e deliciado com essa profunda obra, quando a leu na idade de catorze anos, experimentando um prazer muito mais elevado na investigação de suas páginas “do que os mais ambiciosos avarentos têm, quando reúnem nas mãos prata e ouro, advindos de um tesouro recém-descoberto.” A estudos desta espécie ele se dedicou desde esse tempo, como os que sentia mais intenso interesse. Contudo, ainda se aplicava com muita diligência e sucesso na realização de seus deveres designados, a ponto de sustentar o primeiro lugar em sua classe, e assegurar a mais alta aprovação de seus instrutores.

O Sr. Cutler foi a New-Haven no início de junho de 1719, na abertura do semestre de verão, para assumir os deveres de seu cargo de reitor; e os alunos, entre os quais estava Jonathan Edwards, retornaram para a faculdade. A seguinte carta do reitor para seu pai mostrará o caráter que tinha assumido em Wethersfield, e as circunstâncias tensas da faculdade.
“New-Haven, 30 de junho de 1719. 
Rev. Senhor, 
Sua carta me veio às mãos pelo seu filho. Parabenizo-o pelas suas habilidades e avanços promissores no aprendizado. Ele está agora sob meu cuidado, e é provável que assim continue, e sem dúvidas continuará, se permanecer aqui, e eu for estabelecido no posto que agora me encontro. Posso assegurá-lo, Rev. Senhor, que sua boa afeição para comigo neste assunto, e a dos ministros a sua volta, não me é pequeno incentivo. Se eu perseverar nisto, será um forte motivo para aprimorar minhas pobres habilidades no serviço de jovens tão promissores quanto os que conosco estão. Eles devem suportar bastante minha debilidade, mas não minha negligência. Não sou um político, mas conduzirei toda a faculdade com uma mão justa e com afeição. E não duvido que a dificuldade e a importância do assunto me assegurarão as suas orações, e de todos os homens de bem, as quais tanto prezo e desejo. 
Permaneço, na mais pronta esperança e expectativa de suas orações,
Seu humilde servo 
T. Cutler.”
A seguinte carta característica, escrita para seu pai no seu terceiro ano na faculdade, não será de pouco interesse para o leitor.
“Para o Rev. Timothy Edwards, Pastor da igreja em East Windsor.
New-Haven, 21 de julho de 1719 
Honrado senhor, 
Recebi, com dois livros, uma carta sua, datada de 7 de julho, e nela recebi, com a maior gratidão, seu inteiro conselho e ensino. Espero que, com a ajuda de Deus, use meus maiores esforços para pô-los em prática. Estou sensível da preciosidade do meu tempo, e estou resolvido que não seja por nenhuma negligência minha se ele se perder sem o seu maior aproveitamento. Estou com bastante conteúdo na minha presente tutoria, assim como todo o restante dos estudantes parece estar com a deles. O Sr. Cutler é extraordinariamente cortês conosco, tem um ótimo espírito de governo, mantém a escola em excelente ordem, parece crescer em aprendizado, é amado e respeitado por todos que lhe são subordinados, e quando falam dele na escola ou na cidade, em geral o tratam pelo título de Presidente. Os estudantes todos vivem em paz com o povo da cidade, e não há uma palavra dita acerca de nossa postura anterior, exceto aqui e ali pela tia Mather. Tenho diligentemente pesquisado sobre as circunstâncias do exame [admissional] de Stiles, que foi muito curto, e, até onde eu posso entender, não foi desvantajoso para ninguém que ele tenha sido examinado acerca das Orações de Túlio [Cícero]. Neste [exame], embora ele jamais houvesse feito interpretações antes que viesse a New-Haven, não cometeu nenhum erro neste ou em qualquer outro livro, quer latino, grego ou hebraico, exceto em Virgílio, onde não pôde dizer o preteritum de requiesco. Ele é muito bem tratado entre os estudantes, e aceito na faculdade como membro dela por todos, e também como um calouro; nem, penso eu, é ele inferior quanto ao aprendizado a quaisquer de seus colegas de classe. Questionei o Sr. Cutler acerca de que livros teremos necessidade no próximo ano. Ele respondeu que eu teria que correr contra o tempo [para obter] a Geometria de Alstead e a Astronomia de Gassendus; com as quais lhe rogo que adquira um par de transferidores, ou compassos matemáticos, e uma escala, que são absolutamente necessários para se aprender matemática. Também [preciso] da Arte de Pensar, que, estou persuadido, não seria menos profícua que os outros que são necessários para mim, que sou. 
Seu muito respeitoso filho, 
Jonathan Edwards.
P. S. O que doamos por semana para nossa direção é 5 libras.”
Os hábitos de estudo, que Edwards formou na mais precoce juventude, eram não apenas estritos e severos, e isto em cada ramo da literatura, mas em um aspecto eram singulares. Mesmo quando garoto, ele começou a estudar com a caneta na mão; não com o propósito de copiar os pensamentos dos outros, mas sim de escrever e preservar os pensamentos sugeridos à sua própria mente, a partir do curso de estudo que estava seguindo. Ele iniciou esta prática muito útil em diversos ramos de estudo muito cedo, e continuamente a seguiu em todos os seus estudos durante a vida. Sua pena parece ter estado, em certo sentido, sempre em suas mãos. Desta prática, na qual perseverou continuamente, ele derivou as próprias grandes vantagens de pensar continuamente durante cada período de estudo; de pensar acuradamente; de pensar conectadamente; de pensar habitualmente, em todo tempo; de banir de sua mente todo assunto que não fosse digno de pensamento contínuo e sistemático; de seguir cada objeto de pensamento dado até onde fosse capaz, no feliz momento quando abria se espontaneamente sobre sua mente; de seguir cada assunto posteriormente, em sequência regular, começando novamente do ponto onde havia previamente parado, quando novamente a questão se abria para ele em alguma nova e interessante luz; de preservar seus melhores pensamentos, associações e imagens, e então arranjá-los em seus tópicos apropriados, prontos para uso subsequente; de regularmente fortalecer a faculdade do pensamento e raciocínio por meio de exercício constante e poderoso; e, acima de tudo, de gradualmente moldar a si mesmo em um ser pensante – um ser que, ao invés de encarar o pensamento e o raciocínio como labor, não podia achar diversão mais elevada senão no pensamento intenso, sistemático e correto.

Nesta visão do assunto, quando lembramos quão poucos estudantes comparativamente, por falta de disciplina mental, ao menos pensam; quão poucos dos que ao menos pensam, pensam habitualmente; quão poucos dos que pensam habitualmente o fazem com propósito; e quão poucos dos que pensam com propósito alcançam a plenitude da medida da estatura, a qual, como seres pensantes, poderiam alcançar; não será motivos de dúvidas que a prática em questão foi o meio principal para o desenvolvimento último de sua superioridade mental.”
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Por Sereno E. Dwight
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