segunda-feira, 30 de março de 2015

O fracasso da ternura sem Cristo


O grotesco é parte do que essa era caída é. Ver isto e ver Deus com olhos de fé claros e resolutos, nos impede de criar campos de trabalhos forçados ou câmaras de gás.

Quando o sentimentalismo separa o grotesco da bondade soberana de Deus, estamos em nosso caminho para Auschwitz. É uma grande ironia que rejeitando a Deus, em defesa de uma humanidade menos grotesca, nos tornamos terríveis enquanto limpamos o mundo das imperfeições.

As almas compassivas que não conseguem suportar olhar para o deformado, e portanto, imputam sua aversão a Deus, a fim de desacreditá-Lo, cortam a única raiz firme que os afasta da "solução final" de misericordiosamente livrar o mundo do grotesco.

O Fardo Sobre a Compaixão Fingida

Flannery O’Connor escreveu sobre o grotesco. E ela acreditava em Deus — um Deus que era bom e que não tinha perdido o controle do seu mundo. Parte do que governou sua obsessão pelo grotesco era essa convicção: Há uma falsa ternura no mundo — uma ternura desconectada de Cristo — que se passa por compaixão e leva aos campos de concentração.

Mary Ann era uma menina com tumor grotesco e cancerígeno no seu rosto. Ela faleceu, por isso, aos doze anos. Segundo todos os relatos, ela era um menina radiante e alegre, cuja vida breve valeu a pena. Flannery O’Connor escreveu "Introdução a uma Memória de Mary Ann" (em Mistério e Conduta, 1957 - sem tradução em português). Nele, ela revelou seu fardo.
Uma das tendências do nosso tempo é usar o sofrimento de crianças para desacreditar a bondade de Deus, e uma vez que você desacreditou Sua bondade, você acabou com Ele. . . . Ocupados reduzindo a imperfeição humana, eles estão progredindo também na matéria-prima do bem. 
Ivan Karamazov não pode acreditar, enquanto uma criança estiver em tormento; o herói de Camus não pode aceitar a divindade de Cristo, por causa do massacre dos inocentes. 
Nessa piedade popular, marcamos nosso ganho em sensibilidade e nossa perda em visão. Se outras épocas sentiram menos, elas viram mais, mesmo que eles viram com o olho cego, profético e frio da aceitação, ou seja, de fé. Na ausência dessa fé agora, governamos pela ternura. 
É uma ternura que, há muito tempo desconectada da pessoa de Cristo, está envolta em teoria. Quando a ternura é separada da fonte de ternura, seu resultado lógico é o terror. Termina em campos de trabalho forçados e na fumaça da câmara de gás. (226-227)
Essas palavras são explosivas com sabedoria.
  • Se você tentar cortar o grotesco, você pode sacrificar as árvores em que muita coisa boa cresce.
  • Um ganho em sensibilidade pode ser uma perda de visão, e sem essa visão, o ganho pode ser horrível.
  • O olhar "frio" de fé na bondade de Deus diante de horrores é paradoxalmente o olhar mais terno.
  • Ternura, desconectada de Cristo, pode justificar os campos de concentração, ou diríamos hoje, o corte de crianças em pedaços.
Permanecer em Toda a Vontade de Deus

"Quem pode entender os seus erros?" (Salmos 19:12). "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso" (Jeremias 17:9). A ternura de uma geração é o terror de outra. Elas crescem da mesma raiz sem Cristo — Falsidade.

Entre tais mudanças inesperadas na história como temos visto, o lugar mais seguro na terra para nós permanecermos é em toda a vontade de Deus — toda a Bíblia, com todas as suas partes chocantes, humildemente compreendidas, formando um tipo de pessoas que são inexplicáveis na ferocidade das suas ternas defesas do desamparado e do grotesco.

By John Piper. ©2015 Desiring God Foundation. Website: desiringGod.org
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Exposições na Carta aos Efésios

Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo;
Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor;
E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade,
Para louvor da glória de sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado,
Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça,
Que ele fez abundar para conosco em toda a sabedoria e prudência;
Descobrindo-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito, que propusera em si mesmo,
De tornar a congregar em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra;
Nele, digo, em quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados, conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade;
Com o fim de sermos para louvor da sua glória, nós os que primeiro esperamos em Cristo;
Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa;
O qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da sua glória. Efésios 1:3-14

Por Rev. Augustus Nicodemus Lopes
Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
Culto Noturno
29/03/2015
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domingo, 29 de março de 2015

A Natureza da Igreja - 6ª Mensagem

Cristo: A Mensagem Central da Igreja


John MacArthur
Ano: 1995
11ª Edição da Conferência Fiel para Pastores e Líderes
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Confissão De Fé Batista De Londres De 1689 - Capítulo 31


CAPÍTULO 31

O ESTADO DO HOMEM APÓS A MORTE

A RESSURREIÇÃO DOS MORTOS

1. Após a morte o corpo humano retorna ao pó e vê corrupção. 1 A alma, porém, não morre nem dorme, porque possui subsistência imortal, retornando imediatamente para Deus, que a deu. 2

As almas dos justos são aperfeiçoadas em santidade e recebidas no paraíso, onde estão com Cristo e contemplam a face de Deus, em luz e glória, aguardando a plena redenção de seus corpos. 3 As almas dos ímpios são lançadas no inferno, onde permanecem em tormentos e completa escuridão, guardadas para o juízo do grande dia. 4 Além desses dois lugares, a Escritura não reconhece outro lugar para as almas separadas de seus corpos.
[1]
Gn.3.19: No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado: porque tu és pó e ao pó tornarás.
At.13.36: Porque, na verdade, tendo Davi servido à sua própria geração conforme o desígnio de Deus, adormeceu, foi para junto de seus pais e viu corrupção.
[2]
Ec.12.7: ... e o pó volte à terra, como o era, e o espirito volte a Deus, que o deu.
[3]
Lc.23.43: Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.
2Co.5.1,6,8: Sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos da parte de Deus um edifício, casa não feita por mãos, eterna, nos céus.
Temos, portanto, sempre bom ânimo, sabendo que, enquanto no corpo, estamos ausentes do Senhor.
Entretanto estamos em plena confiança, preferindo deixar o corpo e habitar com o Senhor.
Fp.1.23: Ora, de um e outro lado estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor.
Hb.12.23: ... e igreja dos primogênitos arrolados nos céus, e a Deus, o juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados, ...
[4]
Jd.6,7: ... e anjos, os que não guardaram o seu estado original, mas abandonaram o seu próprio domicílio, ele tem guardado sob trevas, em algemas eternas, para o juízo do grande dia;
como Sodoma e Gomorra e as cidades circunvizinhas que, havendo-se entregue à prostituição como aqueles, seguindo após outra carne, são postas para exemplo do fogo eterno, sofrendo punição.
1Pe.3.19: ... no qual também foi e pregou aos espíritos em prisão, ...
Lc.16.23,24: No inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio.
Então, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim! e manda a Lázaro que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama.
2. No último dia, os santos que estiverem vivos não morrerão, mas serão transformados. 5 Todos os mortos serão ressuscitados com os seus mesmos corpos, e não outros; 6 porém, esses corpos terão propriedades diferentes das que anteriormente tinham; e serão novamente unidos às respectivas almas, para sempre. 7
[5]
1Co.15.51,52: Eis que vos digo um mistério: Nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos,
num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.
1Ts.4.17: ... depois nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor.
[6]
Jó 19.26,27: Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus.
Vê-lo-ei por mim mesmo, os meus olhos o verão, e não outros; de saudade me desfalece o coração dentro de mim.
[7]
1Co.15.42,43: Pois assim também é a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo na corrupção, ressuscita na incorrupção. Semeia-se em desonra, ressuscita em glória.
Semeia-se em fraqueza, ressuscita em poder.
3. Os corpos dos injustos serão ressuscitados para a desonra, pelo poder de Cristo. Os corpos dos justos serão ressuscitados para a honra, pelo Espírito, e serão conformados ao corpo de Jesus glorificado. 8
[8]
At.24.15: ... tendo esperança em Deus, como também estes a têm, de que haverá ressurreição, tanto de justos como de injustos.
Jo.5.28,29: Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão:
os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo.
Fp.3.21: ... o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as cousas.
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Fonte: Monergismo  
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sábado, 28 de março de 2015

Uma mensagem pentecostal à Igreja Pentecostal

Pastor Elienai Cabral é conferencista, teólogo, membro da Casa de Letras Emílio Conde, comentarista de Lições Bíblicas da CPAD, membro do Conselho Administrativo da CPAD e autor dos livros “Comentário Bíblico de Efésios”, “Mordomia Cristã”, “A Defesa do Apostolado de Paulo – Estudo na Segunda Carta aos Coríntios”, “Comentário Bíblico de Romanos”, “A Síndrome do Canto do Galo”, “Josué – Um líder que fez diferença”, “Parábolas de Jesus” e “O Pregador Eficaz”, todos títulos da CPAD.


55ª Escola Bíblica de Obreiros da IEADALPE e 15ª Assembleía Geral Ordinária da COMADALPE.
11 a 18 de maio de 2014.
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As portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja


Tenho percebido que boa parte dos leitores do texto de Mateus 16, onde Jesus pronuncia estas palavras, pensa numa estratégia de defesa, como se a igreja devesse proteger-se dos poderes do inferno, fechando-se e montando fortalezas de defesa. Mas isto é o oposto da proposta do Senhor. O que ele nos diz é que a igreja arrebenta as portas do inferno (elas não prevalecerão contra o ataque da igreja!). Aliás, esse é o exemplo de Cristo para a igreja: ele "entrou" no inferno para pisar a cabeça da serpente, vencer a morte e nos tirar do seu domínio. Segundo Paulo, o Pai "nos resgatou do império das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor".

Cada vez que pregamos o Evangelho e vemos as conversões, fazemos as boas obras para a quais fomos preparados e isto traz luz, cumprimos este papel, atacamos e ofendemos o inferno, destruímos fortalezas e levamos cativo os pensamentos daquele a quem Cristo cativar.

O que a compreensão desta verdade pode mudar para o cristão?
1. Nos permite viver um cristianismo sereno e confiante. Vejo irmãos constantemente alarmados e espantados com cada coisa ruim que acontece! Cada notícia ruim parece ser o fim do mundo. Pode ser, mas não o fim da igreja!  
2. Nos permite viver um cristianismo corajoso, abrangente e ativo. Nossa visão e esperança deve ser guiada pela verdade que nos reafirma no meio desta batalha espiritual: "Ninguém te poderá resistir todos os dias da tua vida; como fui com Moisés, assim serei contigo; não te deixarei, nem te desampararei. Sê forte e corajoso, porque tu farás este povo herdar a terra que, sob juramento, prometi dar a seus pais. Tão-somente sê forte e mui corajoso para teres o cuidado de fazer segundo toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que sejas bem-sucedido por onde quer que andares. Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido. Não to mandei eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o Senhor, teu Deus, é contigo por onde quer que andares." (Josué 1:5-9)
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Por Mauro Meister
Fonte: Facebook
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sexta-feira, 27 de março de 2015

Antologia [12/12]

Por São João Crisóstomo
ca. 347, Antioquia a 14 de setembro de 407, Comana Pôntica

Ação Apostólica
1. Nada te pode fazer tão imitador de Cristo como a preocupação pelos outros. Mesmo que jejues, mesmo que durmas no chão, mesmo que, por assim dizer, te mates, se não te preocupas com o próximo, pouca coisa fizeste, ainda distas muito da imagem do Senhor. (Comentário à primeira Epístola aos Coríntios) 
2. Cristo deixou-nos na terra para que sejamos faróis que iluminam, doutores que ensinam; para que cumpramos o nosso dever como o fermento [...]. Nem sequer seria necessário expor a doutrina se a nossa vida fosse tão radiante, nem seria necessário recorrer às palavras se as nossas obras dessem tal testemunho. Já não haveria nenhum pagão, se nos comportássemos como verdadeiros cristãos. (Homilias sobre a primeira Epístola a Timóteo, 10) 
3. Não há nada mais frio que um cristão despreocupado da salvação alheia. Não podes aduzir como pretexto a tua pobreza econômica. Acusar-te-á a velhinha que deu as suas moedas no Templo. O próprio Pedro disse: Não tenho ouro nem prata (At 3, 6). E Paulo era tão pobre que muitas vezes passava fome e não tinha o necessário para viver. Não podes pretextar a tua origem humilde: eles também eram pessoas humildes, de condição modesta. Nem a ignorância te servirá de desculpa: todos eles eram homens sem letras. Sejas escravo ou fugitivo, podes cumprir o que depende de ti; assim foi Onésimo, e vê qual foi a sua vocação [...]. Não invoques a doença como pretexto, pois Timóteo estava submetido a freqüentes indisposições. Não digas: não posso ajudá-los, porque, se és cristão de verdade, é impossível que não o possas fazer. 
Não há maneira de negar as propriedades das coisas naturais; o mesmo acontece com isto que agora afirmamos, pois está na natureza do cristão agir dessa forma [...]. É mais fácil o sol deixar de iluminar ou de aquecer do que um cristão deixar de dar luz; mais fácil do que isso seria que a luz fosse trevas. Não digas que é impossível; impossível é o contrário [...]. Se orientarmos bem a nossa conduta, o resto sairá como conseqüência natural. Não se pode ocultar a luz dos cristãos, não se pode ocultar uma lâmpada que brilha tanto [...] Cada um pode ser útil ao seu próximo, se quiser fazer o que está ao seu alcance. (Homilias sobre os Atos dos Apóstolos, 20) 
4. A levedura, por muito pequena que seja, transforma uma grande quantidade de farinha; assim também vós convertereis o mundo inteiro [...]. Não se pode objetar: que podemos nós contra a imensa multidão dos homens? É isto precisamente o que revela o esplendor do vosso poder. Não desfaleçais [...], porque o vosso fulgor não se extinguirá, antes pelo contrário, vencereis todas as dificuldades. (Homilias sobre São Mateus, 46, 2) 
5. A levedura faz fermentar a massa quando está perto da farinha ou, melhor, misturada com ela, pois a mulher não só pôs a levedura como, além disso, a escondeu entre a massa. Do mesmo modo tendes que fazer vós quando estiverdes misturados, identificados com as pessoas [...], como a levedura que está escondida mas não desaparece, antes pouco a pouco vai transformando a massa na sua própria qualidade. (Homilias sobre São Mateus, 46, 2)
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Fonte: Monergismo
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Os Efeitos da Justificação


Por Augustus Nicodemus Lopes
22/03/2015
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Carta a um Ex-Gay


Por Augustus Nicodemus Lopes
22/03/2015
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quinta-feira, 26 de março de 2015

Presbiteriana dos EUA ordena primeiro casal de pastoras lésbicas

Presbiteriana dos EUA ordena pastoras lésbicas

A ordenação aconteceu poucos dias depois da aprovação do casamento gay pelo regimento da denominação

A Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos ordenou um casal de lésbicas como pastoras na First & Central Presbiteriana Church, em Wilmington, Delaware.

As duas mulheres estão casadas há três anos e serão ordenadas em uma cerimônia marcada para acontecer no próximo domingo (29), menos de duas semanas após a denominação aprovar uma emenda que aceita a união entre pessoas do mesmo sexo.

Kaci Clark-Porter e Holly já foram criadas por famílias conservadoras do Texas e chegaram a se casar com homens, mas se divorciaram. Após o divórcio elas se encontraram e fizeram o seminário da igreja.

Clark-Porter será a pastora associada da First & Central e Holly vai liderar a Gay Big Church, uma filiada da First & Central.

O homossexualismo é aceito na Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos (PCUSA), tanto é que ela já realiza casamentos religiosos entre pessoas do mesmo sexo e já havia ordenado pastores homossexuais celibatários.

PCUSA é uma igreja apóstata

A decisão da PCUSA, por sua vez, não reflete em outras igrejas presbiterianas, tanto é que o reverendo Augustus Nicodemus, da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) afirmou que a igreja americana é considerada como apóstata.

“A Igreja Presbiteriana do Brasil não tem nenhum relacionamento com esta ‘igreja’ americana, da qual se desligou faz décadas por causa das posturas liberais da mesma, muito antes dela aprovar o casamento gay”, esclareceu o vice-presidente do Supremo Concílio da IPB em seu blog, ‘O tempora! O mores!

“A PCUSA é uma denominação liberal que já abandonou faz tempo os principais pontos da Reforma, como a autoridade e infalibilidade das Escrituras”, criticou Nicodemus.

Para deixar claro o posicionamento da IPB ele escreve: “A IPB é conservadora na sua doutrina e mantém o conceito da inerrância das Escrituras. Como tal, não reconhece o ‘casamento’ gay e certamente repudia tal decisão da PCUSA de redefinir o casamento desta forma.”
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Por Leiliane Roberta Lopes
Fonte: Gospel Prime
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Carta a um jovem cristão que frequenta barzinho

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DATA: quinta, 26/03/2015
DE: Augustus Nicodemus
PARA: castilho@barzinho.com.ws
ASSUNTO: Re: Por que não posso continuar a frequentar casas de show?
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Caro Castilho,

Gostei da nossa conversa ontem, mas vejo que você continua com algumas dúvidas. Obrigado por mandar este e-mail para esclarecer o que talvez não tenha ficado claro.

Eu não sou contra ouvir boa música. E boa música nem sempre é feita por cristãos. Mas, com isto, eu não quis dizer que frequentar casas de shows, pubs e barzinhos para ouvir estas músicas, bebendo uma cervejinha, é a coisa certa a fazer. Você me perguntou no e-mail o que há de errado em fazer isto. Assim, de pronto, posso pensar em algumas razões.

Eu frequentei casas de show, pubs e barzinhos a maior parte da minha mocidade, antes de conhecer a Cristo. Eu sei muito bem o que rola numa boite e nestes lugares. O ambiente é voltado para sexo, bebida, drogas e algumas vezes a coisa acaba em discussão e brigas. É claro que isto nem sempre rola, mas o potencial está ali. O que se exalta ali é o ego humano, o prazer irrestrito e uma suposta liberdade sem limite. Paulo escreveu que devemos evitar “toda forma do mal” – inclusive aquilo que pode nos levar a ele ou que tem aparência do mal (1Tess 5:22).

Outra razão. Deus nos ensina na Bíblia que somos servos dos nossos irmãos em Cristo. Eu jamais deveria usar minha liberdade de forma a induzir, ocasionar, incentivar e levar um irmão em Cristo a cometer pecado. Paulo falou que se a comida ou a bebida levasse um irmão a tropeçar ele jamais comeria carne ou beberia vinho outra vez (Romanos 14:21; 1Coríntios 8:13).

Você pode se sentir tranquilo e seguro bebendo cerveja num pub. Mas imagine que um irmãozinho novo na fé lhe vê ali fazendo isto. Ele vai ser induzido a pensar que está de boa se fizer a mesma coisa. E vai imitar você, com o risco de embebedar-se, e fazer o que não deve, para não mencionar a culpa que vai sentir no "day after". É Paulo quem cita este exemplo, leia 1Coríntios 8:9-12. E ele diz que ao fazer isto, você está pecando contra Cristo. Por amor aos irmãos em Cristo, deveríamos nos abster destas coisas.

Mais uma razão que me ocorre. Sua atitude de querer curtir tudo o que o mundo oferece e ainda se considerar como cristão é idêntica à atitude de uma das primeiras e mais perigosas seitas que já apareceram na história do Cristianismo, que foi a seita dos libertinos. Eles se consideravam cristãos e diziam que tinham recebido um conhecimento especial da parte de Deus, de que poderiam desfrutar de tudo, que nada é pecado para quem crê e que Deus nos aceita livremente como somos. Assim, eles ensinavam que os cristãos eram livres para frequentar os templos pagãos, comer das carnes oferecidas aos ídolos ali e praticar a prostituição “sagrada” oferecida nestes templos. Os escritores das Bíblia enfrentaram estes cristãos libertinos firmemente. Judas, o irmão de Jesus, os considera ímpios e que eles negavam a Jesus (Judas 4). O próprio Jesus condenou severamente as igrejas de Pérgamo e Tiatira por abrigarem libertinos no seu rol de membros. Inclusive, havia uma profetisa chamada Jezabel que ensinava claramente que os cristãos podiam participar dos festivais pagãos nos templos de ídolos e se prostituir ali (Apocalipse 2:14-15 e 20). O que eu quero dizer é que sua atitude lhe empurra mais para perto dos libertinos do que dos cristãos.

Uma última coisa, e para mim, a mais importante. Acho que você está fazendo as perguntas erradas. Por que em vez de perguntar o quão longe você pode ficar do pecado e de tudo que leva a ele, você fica perguntando o quanto você pode ficar perto do pecado e de situações que podem levar a ele? Se você é nascido de novo, tem o Espírito Santo, é nova criatura, está arrependido de seus pecados e ama a Deus de todo coração – não deveria estar perguntando o que pode fazer para ficar mais perto dele e longe de tudo que pode entristecê-lo?

Castilho, estas coisas nunca vêm sozinhas. Por vezes a frequência à casas de show, bebidas e curtição de shows acaba em sexo entre jovens cristãos que não são casados. Sobre isto falaremos outra vez. Mas lembre do que diz a Palavra de Deus: “um abismo chama outro abismo” (Salmo 42:7).

Fico por aqui. Longe de mim querer privá-lo de sua liberdade em Cristo. Meu único interesse é que você a use da forma correta. Existem dezenas de maneiras sadias de fazer novos amigos, curtir os atuais e se divertir. Por que seguir o caminho do que é duvidoso, polêmico e potencialmente perigoso para sua vida espiritual?

Um abraço amigo,
Pr. Augustus

[Este e-mail é fictício. "Castilho" é uma personagem fictícia, embora as circunstâncias mencionadas neste e-mail não sejam]
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Por Rev. Augustus Nicodemus Lopes
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Verdades e mitos sobre a Páscoa


Nesta época do ano celebra-se a Páscoa em toda a cristandade, ocasião que só perde em popularidade para o Natal. Apesar disto, há muitas concepções errôneas e equivocadas sobre a data.

A Páscoa é uma festa judaica. Seu nome, “páscoa”, vem da palavra hebraica pessach que significa “passar por cima”, uma referência ao episódio da Décima Praga narrado no Antigo Testamento quando o anjo da morte “passou por cima” das casas dos judeus no Egito e não entrou em nenhuma delas para matar os primogênitos. A razão foi que os israelitas haviam sacrificado um cordeiro, por ordem de Moisés, e espargido o sangue dele nos umbrais e soleiras das portas. Ao ver o sangue, o anjo da morte “passou” aquela casa. Naquela mesma noite os judeus saíram livres do Egito, após mais de 400 anos de escravidão. Moisés então instituiu a festa da “páscoa” como memorial do evento. Nesta festa, que tornou-se a mais importante festa anual dos judeus, sacrificava-se um cordeiro que era comido com ervas amargas e pães sem fermento.

Jesus Cristo foi traído, preso e morto durante a celebração de uma delas em Jerusalém. Sua ressurreição ocorreu no domingo de manhã cedo, após o sábado pascoal. Como sua morte quase que certamente aconteceu na sexta-feira (há quem defenda a quarta-feira), a “sexta da paixão” entrou no calendário litúrgico cristão durante a idade média como dia santo.

Na quinta-feira à noite, antes de ser traído, enquanto Jesus, como todos os demais judeus, comia o cordeiro pascoal com seus discípulos em Jerusalém, determinou que os discípulos passassem a comer, não mais a páscoa, mas a comer pão e tomar vinho em memória dele. Estes elementos simbolizavam seu corpo e seu sangue que seriam dados pelos pecados de muitos – uma referência antecipada à sua morte na cruz.

Portanto, cristãos não celebram a páscoa, que é uma festa judaica. Para nós, era simbólica do sacrifício de Jesus, o cordeiro de Deus, cujo sangue impede que o anjo da morte nos destrua eternamente. Os cristãos comem pão e bebem vinho em memória de Cristo, e isto não somente nesta época do ano, mas durante o ano todo.

A Páscoa, também, não é dia santo para nós. Para os cristãos há apenas um dia que poderia ser chamado de santo – o domingo, pois foi num domingo que Jesus ressuscitou de entre os mortos. O foco dos eventos acontecidos com Jesus durante a semana da Páscoa em Jerusalém é sua ressurreição no domingo de manhã. Se ele não tivesse ressuscitado sua morte teria sido em vão. Seu resgate de entre os mortos comprova que Ele era o Filho de Deus e que sua morte tem poder para perdoar os pecados dos que nele creem.

Por fim, coelhos, ovos e outros apetrechos populares foram acrescentados ao evento da Páscoa pela crendice e superstição populares. Nada têm a ver com o significado da Páscoa judaica e nem da ceia do Senhor celebrada pelos cristãos.

Em termos práticos, os cristãos podem tomar as seguintes atitudes para com as celebrações da Páscoa tão populares em nosso país: (1) rejeitá-las completamente, por causa dos erros, equívocos, superstições e mercantilismo que contaminaram a ocasião; (2) aceitá-las normalmente como parte da cultura brasileira; (3) usar a ocasião para redimir o verdadeiro sentido da Páscoa.

Eu opto por esta última.
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Por Rev. Augustus Nicodemus Lopes
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terça-feira, 24 de março de 2015

I Conferência Betel de Teologia: Redenção

Tema: Criação, Queda, Redenção - Alicerces para uma visão cristã do mundo.


Primeira palestra do Pr. Jonas Madureira na I Conferência Betel de Teologia, realizada nos dias 7 e 8 de dezembro de 2013, na Igreja Batista Betel de Mesquita.
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segunda-feira, 23 de março de 2015

Ministração da Palavra na Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia


Presbítero Alípio Cândido 
Culto noturno
22.03.2015
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Estudando a Epístola de Tiago - Parte 04

Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta.
Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência.
Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte.
Não erreis, meus amados irmãos. Tiago 1:13-16
Tiago nos traz a ideia de um homem que procura um pretexto para seus fracassos em perseverar e manter-se constante. O autor vai de encontro a este pensamento afirmando que Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta.” Há alguns crentes que vivem à busca da fonte de suas tentações em outro, e esta tentativa de buscá-la para além de nós mesmos, leva somente à frustração e rancor. A maneira única e correta de enfrentarmos a instabilidade, à qual estamos sujeitos, é encarando a realidade de que a fonte desta inconstância está em nós mesmos.

Calvino diz, em sua exposição de Tiago, pagina 10: 

Mas toda a doutrina da Escritura parece ser inconsistente com esta passagem; pois ela nos ensina que os homens são cegados por Deus, são entregues a uma mente réproba, e abandonados às paixões vergonhosas e imundas. A isto eu respondo que Tiago fora induzido a negar que somos tentados por Deus provavelmente pela seguinte razão – porque os infiéis, a fim de criarem uma escusa, armavam-se com os testemunhos da Escritura. Mas há duas coisas a serem notadas aqui: quando a Escritura atribui a cegueira ou dureza de coração a Deus, ela não Lhe designa o princípio desta cegueira, nem faz d’Ele o autor do pecado, atribuindo-Lhe a culpa; e é apenas nestas duas coisas que Tiago se detém. A Escritura afirma que os réprobos são entregues a paixões depravadas; mas, será porque o Senhor deprava ou corrompe seus corações? De modo nenhum; pois os corações deles estão sujeitos a paixões depravadas porque já são corruptos e viciosos. Mas, como Deus cega ou endurece, não é Ele o autor ou ministro do mal? Sim, mas deste modo Ele castiga os pecados, e confere uma justa recompensa aos infiéis, que se recusaram a ser governados pelo Seu Espírito (Rm 1:26).

Então, Tiago segue afirmando que homem algum que sente um impulso para pecar, deverá dizer: De Deus sou tentado. Deus não nos levará ao pecado, a desejá-lo, a praticá-lo. Ele é um Deus santo, e dizer que é n’Ele que surge esta tentação se faz uma desculpa vil e blasfema, pois Seu plano de redenção é justamente para destruir o pecado, ao enviar Seu Filho.


Na nossa caminhada enfrentamos provações, mas sua finalidade é a santidade. Somos expostos a nós mesmos, quanto ao que somos. Mas trazer à luz aquilo que está oculto em nossos corações não é o mesmo que sermos seduzidos aos desejos da carne para nos tornarmos corruptos, da tentação ao pecado. Assim, lançar a culpa da corrupção da alma no Criador é algo que não tem fundamento, pois é a nossa própria inclinação ímpia. Deus não é autor das nossas más ações, sendo que não tenta nem seduz o homem ao que é pecaminoso, não leva outros a pecar. Doutra forma, como Deus não é levado a fazer algo que configura pecado, não conduz outros ao pecado, porque Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta”.

quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência

“Mas cada um é tentado (ou, seduzido) quando, pela sua própria paixão, é atraído (ou seja, do que é bom) e apanhado por uma isca (ou, engodo)”.

Não adianta a busca numa causa exterior, pois é íntima esta inclinação e impulso para o pecado. A tentação seduz pelas suas ilusões, ela atrai o homem; e este engodo está na própria natureza do homem. Não há como nos livrarmos da culpa!

Em seu livro, ‘Tiago, Transformando provas em triunfo’, Hernandes Dias Lopes, na página 26, comenta:
A palavra que Tiago usou para “desejo”, epithymia, não necessariamente tem um sentido de desejo mau e impuro. Podemos transformar um desejo legítimo em um desejo pecaminoso. A cobiça é a tentativa de satisfazer um desejo fora da vontade de Deus. Comer é normal, glutonaria é pecado. Dormir é normal, preguiça é pecado. Sexo no casamento é normal, sexo fora do casamento é pecado. Os desejos devem estar sob controle, e não no controle. Devemos controlar os desejos, não estes a nós.
Assim, o homem, é primeiro apartado do seu caminho que deve trilhar, e, em seguida, envolvido e pego por aquilo que lhe agrada e preenche, mas que, por fim, da mesma forma que a isca de um anzol, atrativa à vítima que tem seus sentidos nela, possui em si um fim de morte, um anzol mortal. É interessante notar que nesta senda, muitos se enveredam, e tal é sua ilusão e envolvimento naquilo que o atraiu, pouco importará o número de exortações que receba, não verá mal na tragédia que está metido. Seu envolvimento cegou seus sentidos para a realidade do pecado e seu fim: “Porque o salário do pecado é a morte” Romanos 6:2

Então surge um pensamento errado, que é resultado de uma concordância da vontade; o seu resultado é um ato pecaminoso, culminando no julgamento de Deus.

Neste desenvolvimento, Tiago não quer dizer que o pecado está relacionado a atos exteriores, pois, não estaria se fosse assim, em conformidade com as Escrituras; a exemplo disso: “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela.” Mateus 5:27-28

Ele não alivia a realidade do pecado, levando-nos a pensar que a paixão, desejos corruptos, sufocados, mas bem vivos dentro do homem, não fossem pecados com mesma gravidade daqueles outros.

Na verdade, o pecado não surge depois, mas Tiago apresenta seu desenvolvimento gradual (já está lá); seu nascedouro está em desejos e afeições depravados, tendo sua raiz nas paixões inerentes ao homem. Tiago apresenta, como que, a história do pecado, seu curso, onde não há uma fase onde ele é mais ou menos pecado, mas que no todo é pecado em si. Por fim, há a colheita, que é de perdição eterna, único fruto que produz o pecado, daquele que está separado de Deus.

Diz Calvino, no seu comentário em Tiago, página 12:
Por onde é refutado o desvario daqueles que concluem, a partir destas palavras, que o pecado não é mortal enquanto não irrompe, como dizem, em um ato exterior. E também não é disto que Tiago trata; mas o seu objetivo era apenas este – ensinar que está em nós a raiz da nossa própria destruição.
Quando lemos as palavras de Tiago, observamos o quão grave é o pecado, e da mesma forma, como é fácil sermos envolvidos por ele, se ignorarmos seus ardis. Quando lemos a exortação do apostolo Paulo: “Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia.” 1 Coríntios 10:12, devemos refletir sobre o engano que nos metemos quando o equívoco de que o pecado a ser evitado é aquele que é visto, sendo que na realidade seu nascedouro é bem anterior a isto, e está enraizado nas atrações que muitas vezes procuramos ocultar de tantos, para dar o “ar de santidade”, tão comum na cultura evangélica, erro que torna tais crentes em homens cumpridores de leis com corações não transformados.

Não erreis” Deus é o Autor de todo bem, Ele é a fonte, e isto está de acordo com Sua natureza; Ele não desperta em nós o desejo para o pecado, e a tentação que nos conduz a isso não tem sua fonte no Senhor. Estamos rodeados de pensamentos que procuram nos induzir de que não temos culpa, e somos estimulados a procurar fora os culpados pelos nossos erros, fracassos, pecado. Uma geração que questiona desrespeitosamente, inquirindo o Criador, como se Este estivesse submetido ao homem e sua forma. - Não! Não é de agora que a depravação do homem é diminuída, criando o homem bom, o homem capaz em si mesmo e livre para suas escolhas, o promotor da paz e de um mundo melhor e sem a necessidade de Deus.

A mesma voz que ecoou no Jardim, estimulando a transferência da culpa... continua a soar no coração do homem, que sempre se justifica, de uma forma ou de outra, negando a existência de Deus pelo mal que acontece ou atribuindo-Lhe a culpa para estar sempre isento da sua condenação iminente.
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Estudos na Epístola de Tiago
Por Madson Flôres Queiroz
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Antologia [11/12]

Por São João Crisóstomo
ca. 347, Antioquia a 14 de setembro de 407, Comana Pôntica

Castidade, Matrimônio e Família
1. [O matrimônio é] de um com uma e para sempre. (Homilias sobre São Mateus, 62, 1) 
2. Se aquele que olhar uma mulher para desejá-la já cometeu com ela adultério (cfr. Mt 5, 28), quem a todo o custo se empenha em vê-la nua não ficará mil vezes cativo? [...] Quando se trata de preeminências, aspirais ao primeiro lugar em toda a terra, por ter sido a vossa cidade [Antioquia] a primeira que se coroou com o nome de "cristão"; mas neste combate da pureza, não vos envergonhais de ocupar um lugar inferior ao das mais rústicas aldeias! "Muito bem - respondeis-me -, que queres então que façamos? Que subamos esses montes e nos façamos monges?" Isto é o que me faz gemer, que penseis que a modéstia e a castidade convêm somente aos monges. Não, Cristo promulgou leis comuns a todos. Com efeito, quando disse: Aquele que olhar uma mulher para desejá-la, não falava com o monge, mas com o homem casado, pois desses homens estava cheio o monte sobre o qual o Senhor falava. [...] Não te proíbo de te casares nem me oponho a que te divirtas. Só quero que o faças com temperança, não com impudor, não com culpas e pecados sem conta. 
Não imponho como lei que vades aos montes e aos desertos, mas que sejais bons, modestos e castos, mesmo vivendo no meio das cidades. Para dizer a verdade, temos em comum com os monges todas as leis divinas, com exceção do matrimônio [...]. Permanece na tua casa com a tua mulher e os teus filhos, mas não ultrajes essa mesma mulher, não desonres os teus próprios filhos, não metas na tua casa a peste dos teatros. Não ouves Paulo que diz: O varão não tem poder sobre o seu corpo, mas a mulher? (1 Cor 7, 4). [O Apóstolo] impõe leis comuns ao homem e à mulher. Tu, no entanto, se a tua mulher freqüenta a igreja, logo a cobres de implacáveis recriminações; mas passares tu o dia inteiro no teatro, não pensas que mereça recriminação alguma. És tão exigente quanto à castidade da tua mulher que chegas ao excesso e à falta de medida, a ponto de não lhe permitires as saídas necessárias; quanto a ti, porém, pensas que tudo te está permitido. Mas não será Paulo quem to permita, pois dá à mulher o mesmo poder que a ti: Pague o homem - afirma - a honra que deve à mulher. Mas que honra é essa, quando a ultrajas da maneira mais cortante e entregas a uma prostituta o corpo que lhe pertence - porque o teu corpo pertence a ela -, quando crias em tua casa alvoroços e guerras, quando fazes em praça pública o que não podes contar na intimidade sem envergonhares a tua esposa que te ouve, sem envergonhares a tua filha que está presente, sem te envergonhares antes a ti mesmo? 
3. Mostra à tua mulher que aprecias muito viver com ela e que por ela preferes ficar em casa a andar pela rua. Prefere-a a todos os teus amigos e mesmo aos filhos que ela te deu; ama esses filhos por amor dela [...] Fazei juntos as vossas orações [...] Aprendei o temor Deus. Todas as outras coisas fluirão daí como de uma fonte e a vossa casa se encherá de inumeráveis bens. (Homilias sobre a carta aos Efésios, 20) 
4. Mas tu, deixando a fonte do sangue, o cálice estremecedor, vais à fonte do diabo, para ver como nada uma meretriz e como naufraga a tua própria alma. [...] Porque não imagines que, por não te haveres unido à meretriz, estás limpo de pecado. O desejo fez tudo. Se agora a paixão te domina, foste tu que acendeste mais o seu fogo; e se nenhuma impressão te produz o que viste, ainda é maior a tua culpa, porque foste pedra de escândalo para os outros e com semelhante espetáculo manchaste os teus olhos, e com os teus olhos a tua alma. Mas não nos contentemos apenas com repreender o mal; pensemos também no modo de corrigi-lo. Que modo será este? Eu quereria entregar-vos às vossas próprias mulheres para que elas vos instruam. [...] E se te envergonhas de ter uma mulher por mestra, [...] a Escritura te remete aos mais vis animais, para que aprendas com eles. [...] E o mesmo faremos nós agora. Por ora, vos entregaremos às vossas mulheres; mas, se desprezardes essas mestras, vos enviaremos à escola dos irracionais, e ali vos mostraremos quantas aves, quantos peixes, quantos quadrúpedes e serpentes são mais pudicos e castos que vós. Se te envergonhas e enrubesces com a comparação, sobe à tua própria nobreza, ao trono que por Deus te foi dado. (Homilias sobre São Mateus, 7, 6) 
5. Porque também se pode olhar de outra maneira para uma mulher, tal como olham os homens castos. É por isso que o Senhor não proibiu de forma absoluta olhar, mas olhar com concupiscência. Se o tivesse querido, tê-lo-ia dito de maneira absoluta: "Aquele que olhar uma mulher". Na realidade, não disse isso, mas sim: Aquele que olhar uma mulher para desejá-la [...] Com efeito, Deus não nos deu os olhos para que por eles penetre o adultério na nossa alma, mas para contemplarmos as suas criaturas e por elas admirarmos o seu Criador. Ora bem, tal como uma pessoa pode irar-se sem motivo, também pode olhar sem motivo, e é o que acontece quando olha para excitar a concupiscência. Se queres olhar para teu deleite, olha para a tua mulher e ama-a continuamente: não há lei que te proíba fazê-lo. Mas se andas à busca de belezas alheias, ofendes em primeiro lugar a tua própria mulher, pois levaste os teus olhos a outra parte, e ofendes também aquela que olhaste, pois a tocaste ilegitimamente. Se não a tocaste com a mão, pelo menos fizeste-o com os olhos, e por isso o teu olhar é considerado adultério. (Homilias sobre São Mateus, 17, 3) 
6. Como posso, pois, persuadir-me de que seja possível salvarem-se os vossos filhos, quando vejo que os incitais a fazer tudo aquilo que Cristo declarou ser impedimento absoluto para a salvação? Quando vejo que menosprezais como coisa secundária a sua alma e colocais todo o vosso afã no que verdadeiramente é secundário, como se fosse o necessário e principal? 
Todo o vosso empenho é que o vosso filho possa ter escravos, montar a cavalo, vestir a melhor das vestes; mas não chegais a pensar um só momento em como se fará ele mesmo melhor. Levais ao extremo a vossa preocupação por madeiras e pedras, mas não considerais a alma merecedora da menor parte desse cuidado. Estais dispostos a suportar tudo para terdes em casa uma primorosa estátua de arte e um enfeite de ouro, mas não quereis nem mesmo pôr o pensamento em fazer de ouro a mais preciosa das estátuas, a alma dos vossos filhos. (Contra os adversários da vida monástica, 3)
________________
Fonte: Monergismo
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Confissão De Fé Batista De Londres De 1689 - Capítulo 30


CAPÍTULO 30

A CEIA DO SENHOR

1. A ceia do Senhor Jesus foi instituída por Ele, na mesma noite em que foi traído, para ser observada nas igrejas até o fim do mundo; a fim de lembrar perpetuamente e ser um testemunho do sacrifício de sua morte; 1 para confirmar os crentes na fé e em todos os benefícios dela decorrentes; para promover a nutrição espiritual e o crescimento deles, em Cristo; para encorajar o maior engajamento deles em todos os seus deveres para com Cristo; e para ser um elo e um penhor da comunhão com Ele e de uns com os outros. 2
[1]
1Co.11.23-26: Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão,
e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim.
Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.
Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ela venha.
[2]
1Co.10.16,17,21: Porventura o cálice da bênção que abençoamos não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos não é a comunhão do corpo de Cristo?
Porque nós, embora muitos, somos unicamente um pão, um só corpo, porque todos participamos do único pão.
Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios: não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios.
2. Nesta ordenança Cristo não é oferecido ao Pai, nem qualquer sacrifício real é feito, para remissão do pecado dos vivos ou dos mortos. A ceia é apenas um memorial do sacrifício único que Cristo fez de si mesmo, sobre a cruz e de uma vez por todas; 3 é também uma oferta espiritual, de todo o louvor que é possível oferecer a Deus em reconhecimento ao sacrifício feito por Cristo. 4

O sacrifício católico-romano da missa (como é chamado) é totalmente abominável e uma injúria ao sacrifício pessoal de Cristo, que é a propiciação única por todos os pecados dos eleitos.
[3]
Hb.9.25,26,28: ... nem ainda para se oferecer a si mesmo muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no Santo dos Santos com sangue alheio.
Ora, neste caso, seria necessário que ele tivesse sofrido muitas vezes desde a fundação do mundo; agora, porém, ao se cumprirem os tempos, se manifestou uma vez por todas, para aniquilar pelo sacrifício de si mesmo o pecado.
Assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para salvação.
[4]
1Co.11.24: ... e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim.
Mt.26.26,27: Enquanto comiam, tomou Jesus um pão, abençoando-o, o partiu e o deu aos seus discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo.
A seguir tomou um cálice e, tendo dado graças, o deu aos discípulos, dizendo: Bebei dele todos;
3. No cumprimento desta ordenança, o Senhor Jesus determinou que seus ministros orem e abençoem os elementos, pão e vinho, separando-os do seu uso comum para uso sagrado. Os ministros devem tomar e partir o pão; tomar o cálice e, participando eles mesmos desses elementos, dá-los também, ambos, aos demais comungantes. 5
[5]
1Co.11.23-26: Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão,
e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim.
Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.
Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ela venha.
4. Negar o cálice ao povo; adorar os elementos; levantar ou carregá-los perante o público, para adoração; e guardar os elementos para qualquer outra finalidade supostamente religiosa: tudo isso contradiz a natureza desta ordenança, bem como a intenção de Cristo ao instituí-la. 6
[6]
Mt.26.26-28: Enquanto comiam, tomou Jesus um pão, abençoando-o, o partiu e o deu aos seus discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo.
A seguir tomou um cálice e, tendo dado graças, o deu aos discípulos, dizendo: Bebei dele todos,
porque isto é o meu sangue, o sangue da [nova] aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados.
Mt.15.9: E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens
Êx.20.4,5: Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.
Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o Senhor teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem,
5. Os elementos exteriores desta ordenança, devidamente consagrados para os usos que Cristo ordenou, possuem uma correlação com Cristo crucificado. De fato, embora os termos sejam apenas usados figuradamente, às vezes eles são chamados pelo nome das coisas que representam, isto é, o corpo e o sangue de Jesus Cristo, 7 se bem que, em substância e em natureza, continuem sendo apenas pão e vinho, como eram antes. 8
[7]
1Co.11.27: Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor.
[8]
1Co.11.26-28: Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha.
Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor.
Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma do pão e beba do cálice.
6. A doutrina que ensina uma mudança de substância no pão e no vinho (que supostamente se transformam na substância do corpo e do sangue de Cristo pela consagração por um sacerdote, ou por qualquer outro modo), comumente chamada de doutrina da transubstanciação, não somente é repugnante à Escritura, 9 mas também ao senso comum e à razão. Ela subverte a natureza desta ordenança, tendo sido, e é, a causa de muitas superstições e de grosseiras idolatrias. 10
[9]
At.3.21: ... ao qual é necessário que o céu receba até aos tempos da restauração de todas as cousas, de que Deus falou por boca dos seus santos profetas desde a antigüidade.
Lc.24.6,39: Ele não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos de como vos preveniu, estando ainda na Galileia,...
Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e verificai, porque um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho.
[10]
1Co.11.24,25: ... e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim.
Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.
7. De fato e em verdade, os que recebem exteriormente os elementos desta ordenança, desde que comungando dignamente, - pela fé, não de maneira carnal ou corporal, mas espiritual - recebem a Cristo crucificado e dEle se alimentam, bem como todos os benefício de sua morte.

Para os que crêem, o corpo e o sangue de Cristo estão presentes na ordenança, não de maneira corporal ou carnal, mas de modo espiritual, tanto quanto estão presentes os elementos visíveis. 11
[11]
1Co.10.16: Portanto o cálice da bênção que abençoamos não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos não é a comunhão do corpo de Cristo?
1Co.11.23-26: Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão,
e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim.
Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.
Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ela venha.
8. As pessoas ignorantes e ímpias, visto não estarem propriamente adequadas para desfrutar da comunhão com Cristo, são, portanto, indignas da mesa do Senhor, e não podem tomar parte nestes santos mistérios, nem a ele serem admitidas 12 sem que cometam um grande pecado contra Cristo. Qualquer que comer do pão ou beber do cálice do Senhor, indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor, comendo e bebendo juízo para si.13
[12]
2Co.6.14,15: Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos, porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão da luz com as trevas?
que harmonia entre Cristo e o maligno? Ou que união do crente com o incrédulo?
[13]
1Co.11.29: ... pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si.
Mt.7.6: Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos as vossas pérolas, para que não as pisem com os pés e, voltando-se, vos dilacerem.
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Fonte: Monergismo  
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I Conferência Betel de Teologia: A Inteligência Humilhada

Tema: Criação, Queda, Redenção - Alicerces para uma visão cristã do mundo.


Primeira palestra do Pr. Jonas Madureira na I Conferência Betel de Teologia, realizada nos dias 7 e 8 de dezembro de 2013, na Igreja Batista Betel de Mesquita.
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sábado, 21 de março de 2015

O que de fato pretende o Estado Islâmico?

Moradores da fronteira do Iraque com a Síria tentam fugir da violência dos
militantes do Estado Islâmico

O Estado Islâmico foi formado originalmente como braço da Al-Qaeda no Iraque, sob o comando do Abu Musab al-Zarqawi, mas logo se desligou da rede. Abu Bark al-Baghdadi, ex-clérigo sunita de Samarra, foi libertado da prisão de Camp Bucca em 2009 e assumiu o comando do grupo em 2010. No controle de áreas do norte da Síria e do Iraque, os militantes proclamaram um “califado” na região.

No dia 24 de fevereiro, surgiram notícias de que o Estado Islâmico sequestrou pelo menos 90 cristãos assírios na área do Curdistão, nordeste da Síria. Relatórios apontam que entre 90 e 150 pessoas de fato foram sequestradas. A informação foi divulgada uma semana após a decapitação de 21 cristãos egípcios na Líbia. 

“Além da informação em si, que já é terrível considerando as atrocidades cometidas pelo Estado Islâmico, a situação é preocupante por outras razões”, afirma Henriette Kats, analista de perseguição da área de pesquisa da Portas Abertas Internacional.

A voz que se ouve no vídeo durante as decapitações afirma: "A vocês, povo da cruz, segurança será apenas um desejo, especialmente porque estão lutando contra nós e nós lutaremos contra vocês até que o mundo estabeleça seus encargos e Jesus, a paz esteja com ele, descerá, quebrando a cruz, matando os porcos e abolindo ajizya (imposto aos não muçulmanos). E no rio que vocês esconderam o corpo do sheik Osama Bin Laden, juro por Alá, nós misturaremos o sangue de vocês ao corpo dele”, fazendo uma clara referência à existência de profecias islâmicas no apocalipse.

De acordo com textos islâmicos sobre o apocalipse, primeiro acontecerá um período de guerra e caos no Oriente Médio, seguido da fundação de um califado islâmico. Henriette afirma: "Não importa o que você acredita sobre essas profecias, mas o Estado Islâmico não está apenas em busca de poder ou de uma matança aleatória, mas sim está seguindo rigorosamente uma ordem religiosa islâmica e considera-se um ator que cumprirá as profecias apocalípticas. Isto está ilustrado na citação do vídeo que se refere aos textos muçulmanos e fornece uma indicação que o Estado Islâmico possui uma agenda a ser cumprida. Portanto, negar que o Estado Islâmico é inerentemente muçulmano e segue uma agenda religiosa, é arriscar uma falha para desenvolver uma estratégia eficaz para levantar-se contra ele.”

Ela continua: “Elementos das profecias islâmicas dizem que um grande exército de estrangeiros virá do nordeste da Síria e batalhará com o exército islâmico na pequena cidade de Dabiq. O Estado Islâmico refere-se a esse exército estrangeiro como sendo o exército de 'Roma'. Alguns afirmam que é da Turquia e outros acreditam que é do ocidente e que o exército islâmico será vencedor. Após isso, o messias islâmico, o Mahdi, e o Jesus muçulmano virão e matarão todos os não muçulmanos. Portanto, considerando a citação no vídeo, parece positiva a extinção do jizya. Porém, essa não é a questão. Com o jizya os não muçulmanos ainda têm uma chance de viver como não islâmicos, embora tenham que aderir à lei islâmica. Se o imposto for extinto, os não muçulmanos têm duas opções: se converter ao islã ou morrer. Na visão do Estado Islâmico, não haverá espaço para que nenhum não muçulmano viva."

A questão que permanece é por que o Estado Islâmico tem como alvo pessoas das vilas cristãs assírias. Henriette afirma: “Pode ser porque eles lutaram contra o Estado Islâmico juntamente com a milícia do Curdistão. Os assírios foram sequestrados pelo mesmo motivo em dezembro do ano passado. O motivo também pode ser militar: uma reação aos ganhos que os curdos estão tendo no nordeste da Síria.

O Estado Islâmico pode também estar precisando de uma nova frente uma vez que está perdendo em outras áreas. De qualquer modo, toda guerra leva à batalha de Dabiq que promete ser a vitória final. Não resta dúvida de que os cristãos e outros não muçulmanos continuarão a ser o alvo principal nesse contexto”, conclui ela.

Agora que você conhece mais a fundo todo o contexto, ore por isso. Somente por meio da oração e da graça de Deus é que nossos irmãos conseguirão enfrentar a forte perseguição.
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Tradução: Vera Haddad
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