quinta-feira, 30 de julho de 2015

Emoções espirituais

"As verdadeiras emoções espirituais... Fazem do coração de pedra cada vez mais um coração de carne. Tornam o coração sensível como carne ferida que é facilmente machucada.
Cristo indica essa sensibilidade ao falar do verdadeiro cristão como uma criança (Mateus 10:42 e 18:3; João 13:33). A carne de uma criancinha é tenra, assim como o coração de uma pessoa recém-nascida espiritualmente. Não só a carne, mas a mente de uma criancinha também é delicada; ela sente simpatia facilmente e não pode ver outros em dificuldades. 
O mesmo ocorre com um cristão. A bondade conquista facilmente a afeição de uma criancinha; assim é com um cristão. A criança se assusta facilmente com a aparência exterior do mal; da mesma forma, um cristão se alarma com a aparência do mal moral. Quando uma criancinha encontra qualquer coisa ameaçadora, não confia em sua própria força, mas corre para seus pais; do mesmo modo, um cristão não tem auto-confiança para lutar com inimigos espirituais, porém corre para Cristo. Uma criancinha suspeita facilmente de perigo no escuro, quando sozinha ou longe de casa. De modo semelhante um cristão se apercebe dos perigos espirituais e se preocupa com a sua alma quando não pode ver claramente o caminho diante dele; teme ser deixado só e a alguma distância de Deus. Uma criança facilmente teme os mais velhos, teme sua ira e treme frente a suas ameaças. Do mesmo modo, um cristão teme ofender a Deus e treme diante do castigo de Deus. 
De todos esses modos, um verdadeiro cristão se assemelha a uma criancinha. Nas coisas espirituais, o santo mais amadurecido e mais forte é a menor e a mais sensível das crianças."
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Por Jonathan Edwards - A treatise concerning religious affections (publicado com o título - A Genuína Experiência Espiritual; editora PES.)
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Crucificado!

A história de um transexual crucificado.
"Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim." | Gálatas 2:20
Seu nome é Diamond Dee. Após ter sido casado com cinco mulheres diferentes, gastou mais de $50 mil dólares em uma cirurgia de mudança de sexo em 2007. Seu testemunho de conversão está registrado na íntegra (em inglês) em uma entrevista dada a Craig Cross, fundador da XXXChurch, um ministério cristão que se dedica exclusivamente a pessoas viciadas em sexo/pornografia, ministra a artistas do mundo pornô e a LGBTs.

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 Fonte: XXXChurch.
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quarta-feira, 29 de julho de 2015

O que é um culto reformado?

“Por que o culto em uma igreja Reformada é tão diferente do culto da maioria das outras igrejas a que tenho ido?”

Não posso dizer quantas vezes ouço visitantes fazerem essa pergunta. Tenho percebido que o que mais impressiona as pessoas a respeito de uma igreja Reformada, não é nossa doutrina, mas o nosso culto – que parece, a princípio, algo estranho e até mesmo frio para muitos.

Devemos explicações aos inquiridores sérios não somente sobre o que fazemos no culto, mas quanto ao por quê. A Bíblia exige que nosso culto seja racional.(1) Os filhos perguntavam para seus pais, quando celebravam a Páscoa, 3.500 anos atrás: “Que rito é este?” (Êx 12.26). Conquanto a adoração ao Deus Triuno seja profundamente transcendente e misteriosa, é necessário que seja compreensível. Isto foi o que o apóstolo Paulo ensinou em sua primeira carta aos Coríntios, quando disse que a pregação em línguas estranhas, comumente chamada de “línguas”, precisava ser interpretada para edificação daquela assembleia.

Este estudo tem o propósito de apresentar as bases do culto Reformado, de tal forma que você esteja preparado para explicar por que nós, igrejas Reformadas, temos o culto que temos. Faremos isso examinando sete características do culto Reformado: ele é bíblico, pactual, evangélico, histórico, alegre, litúrgico, e reverente.

1. O culto reformado é bíblico

Uma congregação da Palavra

Como igrejas Reformadas, fazemos o que fazemos no culto por causa das Santas Escrituras. Obviamente, toda igreja que crê na Bíblia hoje, diz: “Nosso culto é bíblico!” Afinal de contas, quem quer um culto não bíblico? Como cristãos reformados, somos diligentes em glorificar nosso Deus zeloso da forma como ele nos ordenou. Esta é a razão de dizermos que nosso culto é bíblico. Contudo, o que isso significa? Com o que este culto se parece?

Primeiro, a Escritura descreve a Igreja como uma comunidade de fé. Porque o Espírito Santo cria e forma a fé pela Palavra (Rm 10.17), ouça como o Apóstolo Paulo, em suas epístolas pastorais, fala da Igreja como sempre aprendendo e sempre ensinando o seguinte: palavras da fé (1Tm 4.6), sã doutrina (1 Tm 1.10; Tt 1.9; 2.1), ensino sadio (2Tm 4.3), sãs palavras (1Tm 6.3; 2Tm 1.13), a boa doutrina (1Tm 4.6), o bom depósito (2Tm 1.14) o mistério da fé (1Tm 3.9) e a palavra fiel (Tt 1.9). Com o fim de aprender essas “palavras de fé” e ter a palavra de Cristo habitando ricamente em nós (Cl 3.16), nos reunimos em uma comunidade, como Israel fez no deserto depois de sair do Egito. A história do livro do Êxodo mostra a igreja do Antigo Testamento reunindo-se ao pé do Monte Sinai em adoração. Nós, como povo da Nova Aliança de Deus, reunimo-nos em adoração e chegamos ao “monte Sião e à cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial” (Hb 12.22).

Por isso, a marca do Culto Reformado é sua saturação das Escrituras. Os cultos em Estrasburgo, Genebra, Heidelberg, e o Livro Comum de Orações na Inglaterra estão repletos de textos das Escrituras e alusões escriturísticas. Em tempos de analfabetismo bíblico, precisamos de um culto cheio das Escrituras, com uma linguagem escriturística em cada aspecto, das leituras responsivas e cânticos, às orações e leituras bíblicas propriamente ditas. Como alguém já disse: “Não teremos Jesus Cristo no centro do nosso culto se a Palavra dele não estiver no centro”.(2) Robert Godfrey também pergunta: “Se não estamos interessados na Palavra de Deus, poderemos estar realmente interessados em Deus?”.(3) Portanto, em nosso culto de adoração temos de ler, pregar, orar, cantar e ver, nos sacramentos, a Palavra.

Além do mais, necessitamos de base escriturística para o culto porque a Escritura nos ensina a estrita ligação da Palavra com o Espírito de Deus. A Bíblia desconhece a falsa dicotomia entre uma igreja que foca na Palavra e outra no Espírito, como se ambos fossem mutuamente excludentes. Ao invés disso, o que aprendemos da Escritura (Sl 33.6; Is 34.16; 59.21; 61.1; Jo 3.34, 6.63; Tg 1.18; 1Pe 1.23) é que onde a Palavra está, ali está o Espírito.
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Extrato do livro "O que é um culto Reformado", Ed. Os Puritanos, 2012, p.13, 15, 16. À venda na CLIRE e Amazon (https://www.amazon.com.br/dp/B00IZEH2T0).
Rev. Daniel R. Hyde é pastor da Oceanside United Reformed Church, Oceanside, CA, USA, que faz parte da United Reformed Churches in North America (URCNA); recebeu o M.Div., Master of Divinity pelo Westminster Seminary California, 2000 e o Th.M., Master of Theology pelo Puritan Reformed Theological Seminary, 2010
(1) Para uma introdução extremamente breve aos princípios e práticas do culto Reformado escrita para não-cristãos ou recém-chegados na igreja Reformada, ver Daniel R. Hyde, What to Expect in Reformed Worship: A Visitor’s Guide (Eugene: Wipf & Stock, 2007).
(2) Mark Ashton with C. J. Davis, “Following in Cranmer’s Footsteps,” in Worship by the Book, org. D. A. Carson (Grand Rapids: Zondervan, 2002), p. 82.
Robert Godfrey, Pleasing God in Our Worship, Today’s Issues, org. James Montgomery Boice (Wheaton: Crossway Books, 1999), p. 32.
(3) Robert Godfrey, Pleasing God in Our Worship, Today’s Issues, org. James Montgomery Boice (Wheaton: Crossway Books, 1999), p. 32.
Fonte: Os Puritanos
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domingo, 26 de julho de 2015

Você não pode impressionar Deus! Esqueça então a barganha ou reivindicações!

Impressionar a Deus é uma tarefa possível ao homem? Claro que não!! Então por que se perde tempo tentando? Deus é Onipotente e por isso o esforço humano em impressioná-lo é fútil, pois a grandeza dos homens não pode impressionar um Deus de grandeza infinita.

Com a nova vida implantada no homem pelo Espírito, honrar a Deus é possível, não impressioná-lo, mais isso não é uma boa notícia para os que acham que podem de alguma forma barganhar com o Deus Eterno. Devemos largar de definitivamente a tentativa fútil de impressionar a Deus e começar a honrá-lo já. Mas qual é a única maneira que de fato nos leva a honrá-lo?

Deus não se impressiona com o que nos impressionamos. Muitas vezes medimos de forma equivocada mesmo aquilo que supomos ser espiritual. Deus exige algo que nós costumamos não levar em conta. Em I Crônicas 13.8 está escrito: “Davi e todo o Israel alegravam-se perante Deus com todas as suas forças, com cânticos, com harpas, com alaúdes, com tamborins, com címbalos e com trombetas”.

Para muitos esta seria a descrição perfeita do louvor e da adoração que exalta a Deus. Mais do que isso – descrição do que impressiona Deus. Nós nos acostumamos a nos impressionar com os números. Ali estava uma multidão. Multidões impressionam a Deus? Torna aceitável algo para Ele? A Bíblia diz que Deus conta o número das estrelas e as chama pelos nomes. Assim Ele vê todo o universo criado.

A Terra, onde vivemos, é um pequeno planeta que gira em torno de uma estrela que chamamos de Sol. Esta estrela tem o volume um milhão e trezentas vezes maior do que a Terra. Mais existem estrelas milhões de vezes mais luminosas que o Sol. Só na nossa galáxia existem cem bilhões de estrelas. A Via Láctea tem cem mil anos-luz de extensão (Um ano luz equivale a 299.792.458 Km/s) – O sol precisa de duzentos milhões de anos para cumprir apenas uma órbita em volta da nossa galáxia. Existem milhões de galáxias além da nossa. E Deus chama cada estrela individualmente por um nome próprio, é o que o livro de Salmos diz. Deus chama o Sol por um nome que não conhecemos, e faz o mesmo com trilhões e trilhões de estrelas espalhadas nas incontáveis galáxias. Dá ordem e todas lhes obedecem.

Uma multidão na rua como descrita em I Crônicas 13.8, pode impressionar você, não a Deus.

Ali estava Davi com uma multidão de pessoas que supostamente louvavam a Deus – milhares e milhares. Sabe o que este texto nos ensina?

AS MULTIDÕES NÃO ASSEGURAM A BENÇÃO. Acreditamos que se reunirmos uma multidão em “nome de Deus” – Ele se empolgará e isso moverá o Seu coração. O que aquela multidão junto com Davi estava fazendo? Cantavam!! Imagine o som de uma nação inteira “louvando” a Deus. O ajuntamento, o alcance daqueles cânticos – Deus não pode deixar de se impressionar, pensamos. É com isso que sonhamos – multidões se juntando para cantar – jovens, velhos, crianças, homens, mulheres... Havia uma grande quantidade de músicos – Cântico poderoso acompanhado por harpas, trombetas, tambores... O que esta multidão nos ensina?

CULTOS SUNTUOSOS NÃO SÃO GARANTIA DE GRAÇA. Não são garantia do olhar gracioso de Deus. Não são garantia de Sua aceitação. Deus não é “pragmático” como tendemos a ser – Se uma multidão se juntou numa grande celebração a Deus – o que mais importa? Isso pode impressionar você, não a Deus.

Aquela multidão não estava cantando sem forças, desanimadas, empurradas, arrastadas... Aquela multidão estava cheia de energia, se aplicando ao máximo ao que estava fazendo. O texto diz: “Alegravam-se perante Deus com todas as suas forças” – Não era uma adoração maçante, sem graça, sem vida. Era um culto brilhante, cheio de entusiasmo contagiante, cheio de vida e animação, cheio de alegria – Não pequena alegria, eles cantavam com todas as suas forças e se alegravam com todas as suas forças. No entanto, tudo acabou no mais retumbante fracasso. A multidão que cantava alegremente e fazia aquele culto suntuoso e brilhante, não o fazia segundo as ordens de Deus. Num tempo como o nosso é bom recordarmos que uma multidão cantando com vibração... Não pode tornar a sua vontade o padrão daquilo que Deus aceita, nem impressioná-lo. Aquele culto prestado por aquela multidão vibrante não levou em conta a Palavra de Deus, por isso não podia ser aceitável a Ele, e o número de pessoas envolvidas, e o culto brilhante que celebram, não podia mudar esse fato. A Arca da Aliança, símbolo da presença de Deus não estava sendo honrada – como Deus havia mostrado claramente na sua Palavra. A ideia de que podemos cultuá-lo da nossa maneira, e de que quanto mais gente envolvida, mais o coração de Deus se moverá, é um erro estúpido. E estupidez sempre leva a ruína.

O TEMOR - Naquele dia um homem morreu – seu nome era Uzá. Esse nome deve sempre nos lembrar que os paradigmas do nosso tempo estão errados e podem levar muitos a morte. Fazer algo certo mais à nossa maneira torna tudo em erro. Em desagrado e desonra a Deus. Não importa se a multidão está alegre, cantando com todas as suas forças, e alguns quem sabem, até se divertindo. Não importa se uma multidão foi atraída.

A terrível morte de Uzá causou um grande temor.Um temor que acabou com os cânticos naquele dia e dispersou a multidão. Um temor que deixou as ruas vazias e casas cheias de pessoas perplexas. Um temor que perdemos nos nossos dias. Dias em que confundimos qualquer multidão cantando e se “alegrando” em Deus, como algo que realmente O honra. Achando que nossas luzes e fumaças podem impressionar o Criador do Universo.

Deve haver em nós um senso de indignidade ao nos aproximarmos de Deus para um trabalho tão santo como a verdadeira adoração. Não pode ser do nosso modo, não pode ser para divertir e alegrar as pessoas, não pode ser apenas um chamariz para as multidões ávidas por entretenimento.

Naquele dia Davi ficou perturbado: “Então Davi se desgostou porque o Senhor havia irrompido contra Uzá” – Mas Davi logo percebeu que ficar desgosto com a demonstração da ira de Deus não era o caminho a ser seguido. Cheio de temor, Davi se perguntou – “Como trarei a mim a arca de Deus?” – A resposta é – DO MODO DE DEUS. Deus tinha registrado em sua Palavra como devia ser feito. Quiseram inovar, quiseram ser criativos, esqueceram os velhos preceitos de Deus. Deus tinha dito que a Arca seria carregada por sacerdotes através de varas postas nas argolas que estavam sobre Arca – que seria carregado nos ombros. Mas a criatividade diz, porque não usar um carro de bois? É mais prático. Por que fazer tantos sacrifícios? Vamos nos alegrar em Deus e “fazer do nosso jeito” – Não é a cara da mente que norteia os nossos dias? Uzá e Aiô guiavam o carro – os bois tropeçaram, a Arca tombou, Uzá tentou segurá-la – a festa acabou!!

Uzá estava morto.

UMA MULTIDÃO CANTANDO E SE ALEGRANDO – não pode mudar o pensamento de Deus. A Bíblia diz: “Temeu Davi ao Senhor” – Ele foi esmagado por um temor santo. Por não vermos “Uzás” caindo mortos em meio ao cântico das multidões, seguimos em frente achando que o culto brilhante da multidão cativa o coração de Deus. Davi se voltou para a Palavra de Deus para descobrir de que maneira as coisas deviam ser feitas. Fez uma pausa longa, até ter certeza que não faria mais nada segundo sua própria opinião.

A Arca foi deixada na casa de um homem chamado Obede-Edom. Ninguém morreu lá. Um homem e sua família ficaram com a Arca e agradaram a Deus. Deus que rejeitou a multidão com sua própria opinião de como cultuá-lo. Quebrando em nós a ideia tola de que o erro feito por uma multidão ( mesmo que num suposto culto a Deus ) – pode por causa disso, impressionar e ter a aceitação de Deus. Deus se agradou de um homem que o obedeceu. Entre a multidão com sua própria opinião e Obede-Edom com sua obediência, Deus ficou com um único homem e rejeitou a multidão. “Assim ficou a arca de Deus com a família de Obede-Edom, três meses em sua casa, e o Senhor abençoou a casa de Obede-Edom, e tudo o que ele tinha”.

A MENTE DE DEUS É O QUE IMPORTA – Davi entendeu isso. Ele adequou-se à mente de Deus: “E os levitas trouxeram a arca de Deus aos ombros, pelas varas que nela havia. Como Moisés tinha ordenado, conforme a Palavra do Senhor” – Nossas mentes, nosso métodos, nossos cultos devem ser governados por Deus. Termos consciência do chamado santo ao qual nós fomos chamados: “Assim santificaram-se os sacerdotes e os levitas, para fazerem subir a arca do Senhor Deus de Israel”.

Outro rei de Israel já tinha ouvido: “Acaso tem o Senhor tanto prazer em holocaustos e em sacrifícios ( culto ) quanto que se obedeça à sua palavra? A obediência é melhor do que o sacrifício, e a submissão é melhor do que a gordura de carneiros. Pois a rebeldia é como o pecado de feitiçaria, e a arrogância como o mal da idolatria. Assim como você rejeitou a Palavra do Senhor, ele o rejeitou como rei” (I Samuel 15.22,23). Saul quis prestar um culto a Deus com todo o seu exército com o fruto da sua desobediência, de sua ganância, de seu materialismo... como isso se parece com o que chamamos culto hoje.

Essas histórias são antigas, desbotadas pelo tempo. Mas a propensão humana em desobedecer e querer prestar culto a sua maneira continua a mesma. Achar que grandes ofertas, grandes multidões, grande alegria... torna o erro em algo certo, o inaceitável em aceitável ao Deus santo, soberano e que não pode ser impressionado com nada que achamos grande.

Samuel disse três coisas a Saul:

· Obedecer é melhor do que todos os tipos de sacrifícios (cultos).
· Rebelar-se é semelhante a envolver-se com satanismo.
· Desobedecer nos coloca no mesmo patamar de quem adora outros deuses.

Talvez você esteja substituindo qualquer outra coisa no lugar da ordem clara de Deus em Sua Palavra – Não o faça mais – Não espere mais – OBEDEÇA!

Talvez você se junte a multidão num espírito teimoso que leva você a se rebelar contra a direção de Deus – Não cultive o hábito de resistir a Deus. Lembre de Uzá, lembre de Saul. Não se rebele mais – OBEDEÇA!

Talvez você ache que o que uma multidão faz se torna certo e Deus não pode rejeitar. Não se engane mais – OBEDEÇA!

Não podemos impressionar o Deus Onipotente. O Criador do Universo – Não podemos barganhar com o dono de todas as coisas. Não há nenhuma prova de amor a Deus a não ser a obediência... nada mais, nada menos. OBEDEÇA!!!!

Deus tem prazer naqueles que desfrutam do gozo de saber que Deus é Deus – que esperam nele silenciosos – Deus tem prazer nessas pessoas. Mesmo quando sozinhas, mesmo se nunca fizerem parte de uma multidão aqui na terra. Ele se agrada daqueles que esperam no imensurável poder dele. Não tente impressioná-lo!!
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Rainha do céu, a verdade revelada.


Paulo Rodrigues Romeiro, casado com Simone; tem dois filhos. É pastor e apologista cristão evangélico. Fundador e pastor da Igreja Cristã da Trindade com sede na cidade de São Paulo. Foi presidente do Instituto Cristão de Pesquisas (ICP) em São Paulo, e atualmente dirige a Agência de Informações Religiosas (AGIR).

Paulo Romeiro foi criado como católico e espírita e se tornou evangélico na década de 1970 em São José dos Campos. Em 1978 concluiu o curso de jornalismo pela Universidade Brás Cubas, de Mogi das Cruzes, e foi aos Estados Unidos estudar na Escola de Ministério. Ele estudou teologia na Escola de Teologia de Melodyland em Anaheim, Califórnia; é mestre em teologia pelo Seminário Teológico Gordon-Cornwell. Foi ordenado ministro da Assembléia de Deus Americana em 1984 nos Estados Unidos e desenvolveu trabalhos evangelísticos. Em 2004 obteve o doutorado em Ciência da Religião da Universidade Metodista de São Paulo.

Em 1988 ele voltou ao Brasil e se associou com o ICP e foi co-autor do livro Desmascarando as Seitas (CPAD) com Natanael Rinaldi, no qual avalia sobre uma perspectiva bíblica as doutrinas religiosas do mormonismo, as Testemunhas de Jeová, o espiritismo e outros movimentos. Ele se tornou presidente do ICP. Em 1997, deixou o ICP e fundou a AGIR.

Preocupado com problemas doutrinários nas igrejas brasileiras, em 1993 publicou o livro Super Crentes: O evangelho segundo Kenneth Hagin, Valnice Milhomens e os profetas da prosperidade que refuta a Teologia da Prosperidade neo-pentecostal e critica seus propagadores, especialmente Kenneth E. Hagin e Valnice Milhomens, prefaciado pelo renomado missionário Russell Shedd. Em 1995 ele publicou uma seqüência, Evangélicos em Crise: Decadência doutrinária na igreja. Outro livro é Decepcionados com a Graça: Esperanças e frustrações no Brasil neo-pentecostal, que foi lançado na Universidade Metodista de São Paulo. Seu último livro é Religião e Alienação: Um estudo sobre os desafios e tensões do adolescente testemunha de Jeová (Editora Reflexão, 2009).

É professor de Teologia a Universidade Presbiteriana Mackenzie. Atualmente desenvolve dois projetos de pesquisas nesta Universidade, e é pesquisador dos movimentos pentecostais no campo religioso brasileiro e de novos grupos religiosos.
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09. O Deus de Maria

Exposição do cântico de Maria - o Magnificat - no Evangelho de Lucas. Nesta mensagem tentei mostrar as razões pelas quais Maria engrandeceu a Deus e se alegou nele, ao entoar este cântico que revela um profundo conhecimento de Deus e de suas ações na história - e ela tinha, provavelmente, não mais do que 18 anos nesta ocasião. [Infelizmente, aos 26:22 o áudio deu problemas, mas ainda dá para acompanhar]. 

46 Disse então Maria: A minha alma engrandece ao Senhor,
47 E o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador;
48 Porque atentou na baixeza de sua serva; Pois eis que desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada,
49 Porque me fez grandes coisas o Poderoso; E santo é seu nome.
50 E a sua misericórdia é de geração em geração Sobre os que o temem.
51 Com o seu braço agiu valorosamente; Dissipou os soberbos no pensamento de seus corações.
52 Depôs dos tronos os poderosos, E elevou os humildes.
53 Encheu de bens os famintos, E despediu vazios os ricos.
54 Auxiliou a Israel seu servo, Recordando-se da sua misericórdia;
55 Como falou a nossos pais, Para com Abraão e a sua posteridade, para sempre.
56 E Maria ficou com ela quase três meses, e depois voltou para sua casa.
Lucas 1.46-56


Augustus Nicodemus
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sexta-feira, 24 de julho de 2015

Quebrantamento: Espírito de Humilhação [04/04]

Capítulo 4

Conselho Principal: Não Recuse Ser Totalmente Humilhado

Tendo tratado amplamente da natureza e razões da verdadeira humilhação, eu quero concluir com o conselho que é minha principal intenção aqui: não recuse ser total e profundamente humilhado. Não se canse da obra de humilhação do Espírito.

A aflição não é um convidado bem-vindo à natureza humana; mas a graça pode achar razão para lhe dar boas-vindas. A graça é sincera e não pode tomar consciência de impiedade sem se dispor a se lamentar por isso. Há alguma coisa de Deus na tristeza piedosa, por isso a alma a aceita, procura por ela e clama por ela. Sim, a alma até se entristece quando não consegue mais se entristecer. Não que a tristeza, como tal, seja desejável, mas como uma conseqüência necessária da nossa aflição por causa do pecado, e como um antecedente necessário para a restauração que se seguirá.

Assim como podemos nos submeter à própria morte com acalentada expectativa, porque ela é santificada para ser a passagem para a glória, embora seja dolorosa em si mesma para a natureza humana, assim muito mais nós podemos nos submeter à humilhação e ao quebrantamento do coração com um santo desejo, porque ela é santificada para que seja a entrada para o estado de graça.

A título de incentivo, considere o que se segue:

1. A maior parte dos seus sofrimentos ocorrerá apenas no início. Uma vez que você se estabeleça em um caminho santo, você encontrará mais paz e conforto do que em qualquer outro caminho que possa seguir. Eu sei que se você se envolver com o pecado novamente, ele provocará mais sofrimento em você. Mas uma vida piedosa é uma vida de retidão, conversão é um abandono do pecado e conseqüentemente um abandono da causa dos sofrimentos. Você não pode suportar tais sofrimentos por um pouco mais?

2. Considere de onde você está vindo. Não é de um estado de ira? Onde você esteve todo este tempo, não foi sob o poder de Satanás? O que você fez durante toda a sua vida, não foi se submeter à escravidão do pecado, e ofender o seu Senhor, e destruir-se a si mesmo? Seria próprio, seria razoável, seria sincero, vir de tal estado sem lamentar ter permanecido por tanto tempo nele?

3. Considere, também, que a humilhação é necessária a sua própria restauração e salvação. Você pensa que cometeria tão grande excesso, e então seria curado sem nenhum propósito? Você suportaria, para a saúde do seu corpo, o comprimido mais amargo, e o remédio mais repugnante, a dieta mais rigorosa, e até retirar o seu sangue, porque sabe que a sua vida depende disto e não há outro remédio. Não deveria você, então, suportar, para a salvação da sua alma, os sofrimentos mais amargos, as reprimendas mais duras, as confissões mais francas, e a abundância de lágrimas? O pecado não será vencido de modo mais fácil, o “eu” não será conquistado de outra maneira, o coração do pecado não será quebrado, até que o seu coração seja quebrado.

Nós sabemos que não há nenhum mérito em seus sofrimentos, e que não são eles que farão com que Deus perdoe seus pecados. Nem tão pouco a sua tristeza é requerida por ser o sangue de Cristo insuficiente. Mas ela é parte do fruto do Seu sangue sobre a sua alma. Se o sangue Dele não derreter e quebrar o seu coração, você não tem parte Nele. É preciso que você lamente por Aquele que você traspassou, e este fruto do Seu sangue é um preparativo para mais. É tão impossível você ser salvo sem fé, como sem arrependimento e humilhação.

Considere quanta ruindade havia nas suas obras; poderia você ser grato por isso? Quem foi que o trouxe a essa necessidade de sofrimento? Você passou toda a sua vida abusando da sua natureza, e causando o seu próprio mal, e agora você tem má vontade para com o transtorno necessário para a sua cura? A quem você acusaria, e em quem encontraria falta, senão em você mesmo? Não foi você quem pecou? Não foi você quem alimentou o fogo do seu sofrimento e semeou as sementes deste fruto amargo, e acariciou a causa dos seus próprios transtornos? Não foi Deus quem fez isto, foi você mesmo. Ele quer apenas desfazer aquilo que você fez. Não tenha, portanto, má vontade para com o Seu médico, se você precisa ser purgado, sangrado, e tem que passar pela mais rigorosa dieta, mas “agradeça” a si mesmo o ter que passar por isto.

4. Considere também que você tem um sábio e meigo médico, o qual conheceu Ele mesmo o que são a tristeza e o sofrimento, pois por sua causa Ele foi feito um homem de dores[16], e, portanto, pode se compadecer daqueles que estão em sofrimento. Ele não se deleita no seu sofrimento e dores, mas na sua cura e subseqüente consolação. Por conseguinte, você pode estar seguro de que Ele o tratará da maneira mais gentil e moderada, e não colocará sobre você mais do que o necessário para o seu próprio bem, nem lhe dará um cálice mais amargo do que a sua doença o requeira.

Quando Ele mostra a sua grande simpatia para com o contrito, é para que possa vivificar o seu coração. Além disto, Ele diz: “não contenderei para sempre, nem me indignarei continuamente; porque do contrário o espírito definharia diante de Mim e o fôlego da vida que Eu criei”[17]... Ele chama para Si “todos os que estão cansados e sobrecarregados, e Eu os aliviarei”[18]. Ele foi enviado para curar os quebrantados de coração; proclamar libertação aos cativos; para recobrar a vista aos cegos e para pôr em liberdade os algemados. Quando Ele quebrar o seu coração, Ele também o unirá da forma mais terna e segura do que você possa razoavelmente desejar.

Até mesmos os seus ministros, quando se esforçam para quebrar o coração de vocês, e humilhar vocês até o pó, não têm outro propósito que não o de trazê-los a Cristo, à vida e ao conforto. Embora eles fiquem felizes em ver os olhos chorosos dos seus ouvintes e em ouvir as suas confissões e lamentações, ainda assim, não é porque eles tenham prazer nas suas aflições, mas porque anteveem os seus frutos de salvação. Eles sabem ser isto necessário para a paz eterna de vocês. Você pode ler quais são os pensamentos deles nas palavras de Paulo: “Agora me alegro, não porque fostes contristados, mas porque fostes contristados para arrependimento; pois fostes contristados segundo Deus, para que de nossa parte nenhum dano sofrêsseis, pois a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte. Porque quanto cuidado não produziu isto mesmo em vós que segundo Deus fostes contristados! Que defesa, que indignação, que temor, que saudades, que zelo, que vindita!”[19].

A verdade é que nem Cristo, nem seus ministros têm aquele amor tolo e apaixonado por vocês, e piedade de vocês, como vocês têm por si mesmos. Eles não são tão dóceis, a ponto de evitar que sofram as tristezas que são necessárias para livrá-los do inferno. Não obstante, eles não colocariam sobre vocês mais tristezas do que é necessário, nem têm vocês experimentado uma gota de vinagre ou fel, ou derramado uma lágrima, a não ser que tenha servido para o vosso conforto e salvação.

5. Considere também que sofrimentos são aqueles que os presentes sofrimentos evitam, e que sofrimentos serão aqueles no inferno, os quais são evitados por estes sofrimentos que vêm de Deus, na terra. Comparados com os sofrimentos do inferno, os sofrimentos do arrependimento são alegrias. Os seus sofrimentos produzem esperança, mas os sofrimentos daqueles que perecem no inferno conduzem ao desespero. Os seus sofrimentos são pequenos e não mais do que uma gota, comparados com o oceano deles. Os seus curam, mas os deles atormentam. Os seus são a vara de um pai, mas os deles são instrumentos de tortura e forcas. Os seus estão misturados com amor, mas o deles não, antes oprimem-nos em confusão. Os seus são curtos, mas os deles não têm fim. Você preferiria o sofrimento deles, em vez do sofrimento que vem de Deus? Preferiria você uivar com os demônios e rebeldes, do que chorar com os santos e filhos? Preferiria você ser quebrado no inferno por tormentos, do que na terra pela graça?

Não é algo razoável de sua parte rebelar-se por causa dos sofrimentos que acabarão por salvá-lo, se você lembrar do que eles irão salvá-lo e do que sofrem todos aqueles que não são humilhados aqui pela graça! O quão diferente é o sofrimento que outros estão agora suportando. Não resmungue por causa da abertura de uma veia enquanto que muitos milhares estão agora sangrando até o coração.

6. Considere também que quanto mais você for corretamente humilhado, mais doce Cristo e todas as suas misericórdias serão para você enquanto viver. Uma prova do amor de Cristo fará com que você bendiga aqueles sofrimentos que o prepararam para isto. O próprio Cristo não é igualmente valorizado, nem mesmo por todos aqueles que Ele salvará. Não deveria você ser antes esvaziado de você mesmo mais e mais, para que seja mais cheio de Cristo daqui em diante? Quando você sentir os Seus braços envolvendo-o, e vê-Lo naquela postura em que se encontrava o pai do filho pródigo, você agradecerá àqueles sofrimentos que o habilitaram para os Seus braços.

Se você for totalmente humilhado, viverá todos os seus dias de modo muito mais seguro. A humilhação lhe fará odiar o pecado, por causa do qual você veio a sentir dor aguda, e lhe fará fugir de ocasiões que lhe foram tão caras.

O pecado do orgulho é um dos pecados mais mortais e danosos no mundo; e é a razão de milhares de mestres serem mal sucedidos. A humilhação é totalmente contrária a ele, e, portanto, precisa ser algo bem-vindo e desejável. Valeria a pena suportar todo o sofrimento que cem homens suportam aqui para salvá-lo deste perigoso pecado do orgulho.

7. Uma humilhação profunda é usualmente um sinal de uma maior exaltação futura. “Porque quem a si mesmo se exaltar, será humilhado; e quem a si mesmo se humilhar, será exaltado”[20]. “Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que Ele em tempo oportuno vos exalte”[21].

Quanto mais alto um homem pretenda construir, mais profundamente ele deve cavar para fazer o alicerce. As suas consolações serão provavelmente maiores quanto maiores forem seus sofrimentos. Você pode livrar-se daquelas hesitações que acompanham outros por todos os seus dias e que acabam fazendo com que nunca sejam verdadeiramente humilhados. Você não precisa estar ainda questionando, ou arrancando seus alicerces, como se você tivesse que começar tudo novamente. Se muitas coisas concorrem para o seu sofrimento, isto é um sinal de que você poderá ser grandemente usado. Paulo deve ter sido humilhado profundamente na sua conversão, a fim de que pudesse ser habilitado como um “instrumento escolhido para levar o Meu nome perante os gentios e reis”[22].

Coloque tudo isto diante de você, e considere quantos motivos você tem para acalentar a obra de humilhação da graça, e não, ao invés disso, apagá-la.

Quando o seu coração começar a se afligir por causa do pecado, não procure a companhia dos tolos para beber ou se distrair, com o propósito de se esquecer da aflição do pecado. Não expulse estes sentimentos da sua mente, como se fossem indesejáveis, como se eles houvessem vindo para magoá-lo. Mas fique sozinho, e considere o assunto, e de joelho, em secreto, clame ao Senhor para visitá-lo e para quebrar o seu coração e para prepará-lo para estas consolações salvadoras, para que não o deixe neste Mar Vermelho, mas traga-o à outra margem e coloque em sua boca os cânticos de louvor.
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Por Rev. Richard Baxter

* Digitado e revisado por Emir Bemerguy Filho.
[15] Sl 51:17

[16] Is 53:3
[17] Is 57:16
[18] Mt 11:28
[19] 2 Cor 7:9-11
[20] Mt 23:12
[21] 1 Pe 5:6
[22] At 9:15
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Consolo nas aflições [09/17]

CAPÍTULO 9

A HERANÇA DO SENHOR
"Porque a porção do SENHOR é o seu povo; Jacó é a parte da sua herança" (Deuteronômio 32:9)
Este versículo traz diante de nós uma das mais abençoadas e maravilhosas verdades, tão maravilhosa que nenhuma mente humana poderia ter inventado. Ela fala do poderoso Deus tendo uma "herança", e nos diz que esta herança está em seu próprio povo! Deus se recusou a tomar este mundo para Sua herança – pois ele será queimado. Nem o céu, povoado de anjos, satisfazem Seu coração. Na eternidade passada Jeová disse, a título de antecipação que se encheria "de prazer com os filhos dos homens" (Provérbios 8:31).

Esta não é de nenhuma maneira a única escritura que ensina que a herança de Deus está em Seus santos. No Salmo 135: 4 lemos: "Porque o SENHOR escolheu para si a Jacó, e a Israel para seu próprio tesouro". Em Malaquias 3:17 o Senhor fala de Seu povo como suas jóias – tão "especiais" que as maiores manifestações de Seu amor são feitas para eles, os mais ricos dons de Sua mão são agraciados a eles, as mansões no céu estão preparadas e reservadas para eles! A mesma maravilhosa verdade é ensinada no Novo Testamento. Em Efésios 1 vemos o apóstolo Paulo orando para que Deus desse ao seu povo o espírito de sabedoria e de revelação para o pleno conhecimento dele: os olhos do seu entendimento serem iluminados para que eles pudessem saber "qual seja a esperança da sua vocação, e quais as riquezas da glória da sua herança nos santos" (v. 18). Esta é uma expressão verdadeiramente surpreendente; não só os santos obtêm uma herança em Deus, mas Ele também assegura uma herança neles! Como irresistível é o pensamento de que o grande Deus deve se considerar rico por causa da nossa fé, nosso amor e adoração! Certamente esta é uma das verdades mais maravilhosas reveladas nas Sagradas Escrituras, que Deus toma os pobres pecadores e os torna sua "herança"! Ainda hoje é assim.

​​Mas que necessidade tem Deus de nós? Como podemos enriquecê-lo? Ele não tem toda a sabedoria, graça, poder e glória? Tudo isso é verdade, mas há algo que Ele precisa, sim, necessita, a saber, vasos. Assim como o sol precisa da terra para brilhar sobre ela, assim Deus precisa de vasos para encher, vasos através do qual a Sua glória pode ser refletida, vasos em que as riquezas da sua graça possam ser generosamente preenchidos. Note que o povo de Deus não é apenas chamado de "porção", Sua "joia", mas também Sua "herança". Isto sugere três coisas. Primeiro, uma "herança é obtida através da morte: assim, a herança de Deus é garantida a Ele pela morte de Seu Filho amado. Em segundo lugar, uma "herança" denota perpetuidade - "para um homem e seus herdeiros para sempre", são os termos frequentemente usados. Terceiro , uma "herança" é para a posse, é algo que é celebrado, vivido, apreciado. Vamos agora considerar cinco coisas sobre a herança de Deus:
1. Deus propôs ter uma herança: "Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o SENHOR, e o povo ao qual escolheu para sua herança" (Sl 33:12). A "nação" aqui é idêntica à nação santa, a "geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido" de I Pedro 2:9. Este povo favorecido foi escolhido por Deus para ser Sua herança: não foi escolhido por Ele tardiamente, mas decretado por Ele na eternidade passada. Desde a fundação do mundo Deus fixou em seu coração em tê-los para Si mesmo. 
2. Deus comprou o Seu povo para uma herança. Em Efésios 1:14 nos é dito que o Espírito Santo é o "penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da sua glória". Então, novamente em Atos 20:28 lemos que "a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue". Deus não só resgatou o seu povo da escravidão e da morte, mas para Si mesmo. 
3. Deus vem e habita no meio da sua herança: "Pois o SENHOR não rejeitará o seu povo, nem desamparará a sua herança" (Sl 94:14), uma prova clara de que essa escritura não está se referindo a nação de Israel segundo a carne. Assim como o Senhor habitou no meio dos hebreus resgatados, Ele agora habita em Sua igreja, tanto coletivamente quanto individualmente. "Não sabeis vós (plural) que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?" (I Coríntios 3:16). "Ou não sabeis que o vosso corpo (singular) é o templo do Espírito Santo" (I Coríntios. 6:19). 
4. Deus embeleza a sua herança: Assim como um homem que herdou uma casa ou uma propriedade e ao tomar posse dela faz melhorias, assim Deus está agora aperfeiçoando o Seu povo para Si mesmo. Ele que começou a obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo (Fp 1:6). Ele está agora nos conformando à imagem de Seu Filho: cada cristão pode dizer com o salmista: "O SENHOR aperfeiçoará o que me toca" (Salmos 138:8). A vontade de Deus não estará satisfeita até que tenhamos sido glorificados. O Senhor Jesus Cristo "transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas" (Fp 3:21). 
"... quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele" (I João 3:2). 
5. E o que dizer do futuro? Deus ainda vai ter, viver, desfrutar de sua herança. Nas intermináveis eras ​​ainda a virem, Deus vai dar a conhecer as "riquezas da sua glória" nos vasos de misericórdia (Romanos 9:23). A glória que Deus viverá - como uma herança, surgirá de Seu povo. Que declaração maravilhosa é a que se encontra no final de Efésios 2, onde os santos são comparados a um edifício "bem ajustado, (que) cresce para templo santo no Senhor", de quem se disse, "No qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito". Maravilhoso e glorioso é o quadro apresentado diante de nós em Apocalipse 21: "E VI um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido. E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus" (vv. 1-3).
Que declaração maravilhosa é essa, em Sofonias 3:17: "O SENHOR teu Deus, o poderoso, está no meio de ti, ele salvará; ele se deleitará em ti com alegria; calar-se-á por seu amor, regozijar-se-á em ti com júbilo". O grande Deus ainda vai dizer: "Estou satisfeito: aqui vou descansar. Esta é minha herança que terei para sempre, sim, a glória que tenho agraciado aos pecadores redimidos". Certamente temos que dizer com o salmista: "Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão alta que não a posso atingir" (139:6). Que a graça divina nos capacite a sermos dignos da vocação a que somos chamados.
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Traduzido por Edimilson de Deus Teixeira
Fonte: Comfort for Christians de A.W. Pink
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segunda-feira, 20 de julho de 2015

História do Pensamento Cristão [7/8]


Por Franklin Ferreira
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O que é a salvação pela fé somente?

Procurei resumir abaixo o que entendo ser o ensino bíblico acerca deste assunto, que é o mais importante e urgente para nossas vidas, e sobre o qual existe tanta confusão até mesmo entre os evangélicos.

1. Todas as pessoas são carentes de salvação, pois todas elas, sem qualquer exceção, são pecadoras. Isto significa que elas, em maior ou menor grau, quebraram a lei de Deus e se tornaram culpadas diante dele. Esta lei está gravada na consciência de todos, disposta nas coisas criadas e reveladas claramente nas Escrituras - a Bíblia. Ninguém consegue viver consistentemente nem com seu próprio conceito de moralidade, quanto mais diante dos padrões de Deus. Como Criador, Deus tem o direito de legislar e determinar o que é certo e errado e de julgar a cada um de acordo com isto.

2. Ninguém é bom o suficiente diante de Deus para obter sua própria salvação ou de fazer boas obras que o qualifiquem para tal. O pecado de tal maneira afetou a natureza do ser humano que sua vontade é inclinada ao mal, seu entendimento é obscurecido quanto às coisas de Deus e sua fé não consegue se firmar em Deus somente. Sem ajuda externa - a qual só pode vir do próprio Deus - pessoa alguma pode obter ou receber a salvação da condenação e do castigo que seus próprios pecados merecem.

3. Deus enviou Seu Filho Jesus Cristo ao mundo para morrer por pecadores, de forma que eles pudessem obter esta salvação a qual, de outra forma, seria inalcançável. Jesus Cristo, por determinação e desígnio de Deus, morreu na cruz como sacrifício completo, perfeito, único, suficiente e eficaz pelos pecados. Ele ressuscitou física e literalmente de entre os mortos ao terceiro dia, vencendo a morte e o inferno, e subiu aos céus. Assim, somente em Jesus Cristo as pessoas podem encontrar a salvação da culpa e condenação de seus pecados. E fora dele, não há qualquer possibilidade de salvação, diante dos pontos 1 e 2 expostos acima.

4. As pessoas tomam conhecimento da pessoa e da obra de Cristo mediante o Evangelho, o qual é pregado ao mundo todo. Sem o conhecimento do Evangelho, é impossível para as pessoas se salvarem. Cristo é a luz do mundo, o caminho, a verdade e a vida, e ninguém pode ir ao Pai senão por ele. Este Evangelho está claramente exposto na Bíblia, e é por ouvir a Palavra que vem a fé em Jesus Cristo. Com respeito àqueles que nunca ouviram falar de Cristo, o Deus justo haverá de tratá-los sem cometer injustiça e em conformidade com a luz que receberam, quer da sua própria consciência, quer da natureza. Todavia, não poderão alegar desconhecer a lei de Deus.

5. Mediante a fé em Jesus Cristo, como seu único e suficiente Salvador, as pessoas, quem quer que sejam, de qualquer país ou cultura, sem distinção alguma de raça, sexo, posição social ou educação, são perdoadas completamente de seus pecados, aceitas por Deus como filhos e recebem o Espírito de Deus como selo e penhor desta salvação, iniciando assim uma nova vida neste mundo. Nesta nova vida, elas demonstram arrependimento pelas obras más cometidas, humildade e constante penitência diante de Deus, aliadas a uma grande alegria e gratidão a Ele por tão grande e completa salvação. A certeza que eles têm aqui nesta vida de terem sido salvos da condenação eterna não decorre de seus méritos ou obras - os quais eles não possuem - mas da graça e do favor de Deus. Por isto falam desta salvação não em termos arrogantes, mas humildemente, como pessoas que foram misericordiosamente salvas do justo castigo que mereciam.

6. A fé salvadora não é uma força emocional mística. Antes, é a confiança que parte de um coração regenerado por Deus em todas as suas promessas, principalmente aquela de vida eterna na pessoa de Jesus Cristo, Seu Filho. Esta confiança envolve uma compreensão básica do que o Evangelho nos diz sobre Cristo e sua morte e ressurreição e um assentimento intelectual a estes fatos. Como nem esta compreensão e nem mesmo a fé têm origem na capacidade humana, afetada como está pelo pecado, segue-se que a salvação, tendo custado um alto preço que foi a morte de Cristo, é dada gratuitamente por Deus. Ela não depende de obras, mérito, esforço ou qualquer outra coisa que tenha origem no ser humano. É puramente pela graça, mediante a fé.
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Por Augustus Nicodemus Lopes
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sábado, 18 de julho de 2015

Lutando por certeza numa época de engano.

Dr. David Martyn Lloyd-Jones chamou a desconfiança moderna em relação à polêmica "um modo de pensar muito frouxo, falso e negligente"...

A atitude de muitas pessoas parece ser: "Não desejamos estes argumentos. Dê-nos a mensagem simples, o evangelho simples. Apresente-a de modo positivo e não se preocupe com as opiniões dos outros."

Ele respondeu assim a esses sentimentos:
"É importante reconhecermos que, se falarmos daquela maneira, estamos negando as Escrituras. As Escrituras estão repletas de argumentos, repletas de polêmica".
Ele continuou:
A desaprovação da polêmica na Igreja Cristã é uma questão muito séria. Mas essa é a atitude da época em que vivemos. A ideia que prevalece hoje, em muitos círculos, é a de "não nos preocuparmos com estas coisas. Uma vez que somos cristãos de qualquer jeito, de algum jeito, tudo está bem. Não argumentemos a respeito de doutrina, sejamos todos cristãos unidos e falemos sobre o amor de Deus." Isto é, realmente, o alicerce da ecumenicidade. Infelizmente, essa atitude está entrando sorrateiramente também nos círculos evangélicos, e muitas pessoas dizem que não devemos ser muito exatos a respeito destas coisas... Se você pensar assim, está censurando o apóstolo Paulo, afirmando que ele estava errado e, ao mesmo tempo, criticando as Escrituras. As Escrituras argumentam, debatem e disputam; estão repletas de polêmica.
Em seguida, Lloyd-Jones acrescentou este qualificador útil:
Deixemos claro o que queremos dizer. Isto não é argumentar por amor ao argumento; não é uma manifestação de um espírito argumentativo; também não é a satisfação de nossos preconceitos. As Escrituras não aprovam isso e, além disso, levam muito a sério o espírito com que participamos de uma discussão. Ninguém deve gostar de uma discussão por amor à discussão. Devemos sempre lastimar essa necessidade. Mas, embora a lastimemos e a deploremos, quando achamos que um assunto vital está em jogo, devemos entrar numa discussão. Devemos "batalhar diligentemente", pela verdade, e o Novo Testamento nos convoca a isso.
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Por John Fullerton MacArthur Jr.
Livro: A Guerra pela Verdade, p. 230.
Adquira em: Editora Fiel
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quarta-feira, 15 de julho de 2015

Um apelo aos presbíteros

Fui lembrado pelos eventos de ontem¹ o quanto dependo dos meus presbíteros. A tarefa do presbítero é pastorear o pastor. Se eles não fizerem isso, ninguém mais o fará. Isso significa que haverá tempos quando o presbítero terá que confrontar seu pastor pois vê que seu ensino, ou sua vida, ou talvez ambos, estão começando a se afastar do caminho da verdade e da piedade. Sempre que um pastor cai, precisamos perguntar: onde estavam os presbíteros? Algumas vezes, sem dúvida, o pastor pode ser bom em ocultar sua faltas. Em outras, os presbíteros podem simplesmente fechar os olhos para pecadilhos, assumindo que o pastor é um bom camarada e não pode estar caminhando para uma direção espiritualmente letal.
Infelizmente, a ordenação não nos torna imunes à depravação total e suas consequências. Quando um pastor cai, se não for pela graça de Deus, para ali caminharão todos os outros cristãos.
Se você é um pastor, cultive uma cultura na qual os seus presbíteros estejam confortáveis em falar francamente contigo, na qual se sintam parte de um time de iguais, e não uma parte subordinada de uma hierarquia rígida. E se você é um presbítero e não tem coragem de confrontar o seu pastor, então para o seu bem e pelo bem da igreja, você precisa resignar e encontrar outra função na igreja. Tenho o privilégio de ter tais homens em minha igreja. Se você não tem, ore ao Senhor para que levante homens assim. Você precisa deles!
_______________
Por Carl R. Trueman
Fonte: Mortification of SPIN
Via: Monergismo
Tradução: Felipe Sabino

¹ Referência ao caso do pastor Tullian Tchividjian.
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A religião mais restritiva no mundo

A religião cristã é ao mesmo tempo a mais abrangente e a mais restritiva no mundo. É uma fé que admite todo tipo possível de pessoa. Mas as admite em apenas um caminho.

Há somente um Deus. Somente um. Se houvessem dois deuses poderia haver dois caminhos para a salvação — você seria salvo por este deus e eu por aquele outro. Mas há somente um Deus e, portanto, somente um caminho para a salvação.

Há somente uma humanidade. Somente uma. Se houvessem dois tipos de pessoas poderia haver dois caminhos para a salvação — você é parte desse grupo e eu daquele outro. Mas há somente uma humanidade e, portanto, somente um caminho para a salvação.

Há somente um Mediador. Somente um. Se houvessem dois mediadores poderia haver dois caminhos para a salvação — você tem este mediador te representando e eu vou com aquele outro. Mas há somente um mediador e, portanto, somente um caminho para a salvação.

Há somente um resgate. Somente um. Se houvessem dois resgates poderia haver dois caminhos para a salvação — você tem seu débito pago por este salvador e o meu débito é pago por aquele outro. Mas há somente um resgate e, portanto, somente um caminho para a salvação.

Um Deus criou uma humanidade representada por um Mediador que pagou um resgate. Assim, há somente um caminho. O caminho para a salvação é tão amplo que ele pode admitir qualquer pessoa que busque a Deus, todavia, tão restrito que ninguém pode entrar a não ser por meio de Jesus Cristo.
“Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranquila e mansa, com toda piedade e respeito. Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade. Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem, o qual a si mesmo se deu em resgate por todos: testemunho que se deve prestar em tempos oportunos. Para isto fui designado pregador e apóstolo (afirmo a verdade, não minto), mestre dos gentios na fé e na verdade.” (1 Timóteo 2.1-7)
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Por Tim Challies
Fonte: Challies.com
Traduzido por Felipe Sabino de Araújo Neto.
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