domingo, 26 de julho de 2015

Você não pode impressionar Deus! Esqueça então a barganha ou reivindicações!

Impressionar a Deus é uma tarefa possível ao homem? Claro que não!! Então por que se perde tempo tentando? Deus é Onipotente e por isso o esforço humano em impressioná-lo é fútil, pois a grandeza dos homens não pode impressionar um Deus de grandeza infinita.

Com a nova vida implantada no homem pelo Espírito, honrar a Deus é possível, não impressioná-lo, mais isso não é uma boa notícia para os que acham que podem de alguma forma barganhar com o Deus Eterno. Devemos largar de definitivamente a tentativa fútil de impressionar a Deus e começar a honrá-lo já. Mas qual é a única maneira que de fato nos leva a honrá-lo?

Deus não se impressiona com o que nos impressionamos. Muitas vezes medimos de forma equivocada mesmo aquilo que supomos ser espiritual. Deus exige algo que nós costumamos não levar em conta. Em I Crônicas 13.8 está escrito: “Davi e todo o Israel alegravam-se perante Deus com todas as suas forças, com cânticos, com harpas, com alaúdes, com tamborins, com címbalos e com trombetas”.

Para muitos esta seria a descrição perfeita do louvor e da adoração que exalta a Deus. Mais do que isso – descrição do que impressiona Deus. Nós nos acostumamos a nos impressionar com os números. Ali estava uma multidão. Multidões impressionam a Deus? Torna aceitável algo para Ele? A Bíblia diz que Deus conta o número das estrelas e as chama pelos nomes. Assim Ele vê todo o universo criado.

A Terra, onde vivemos, é um pequeno planeta que gira em torno de uma estrela que chamamos de Sol. Esta estrela tem o volume um milhão e trezentas vezes maior do que a Terra. Mais existem estrelas milhões de vezes mais luminosas que o Sol. Só na nossa galáxia existem cem bilhões de estrelas. A Via Láctea tem cem mil anos-luz de extensão (Um ano luz equivale a 299.792.458 Km/s) – O sol precisa de duzentos milhões de anos para cumprir apenas uma órbita em volta da nossa galáxia. Existem milhões de galáxias além da nossa. E Deus chama cada estrela individualmente por um nome próprio, é o que o livro de Salmos diz. Deus chama o Sol por um nome que não conhecemos, e faz o mesmo com trilhões e trilhões de estrelas espalhadas nas incontáveis galáxias. Dá ordem e todas lhes obedecem.

Uma multidão na rua como descrita em I Crônicas 13.8, pode impressionar você, não a Deus.

Ali estava Davi com uma multidão de pessoas que supostamente louvavam a Deus – milhares e milhares. Sabe o que este texto nos ensina?

AS MULTIDÕES NÃO ASSEGURAM A BENÇÃO. Acreditamos que se reunirmos uma multidão em “nome de Deus” – Ele se empolgará e isso moverá o Seu coração. O que aquela multidão junto com Davi estava fazendo? Cantavam!! Imagine o som de uma nação inteira “louvando” a Deus. O ajuntamento, o alcance daqueles cânticos – Deus não pode deixar de se impressionar, pensamos. É com isso que sonhamos – multidões se juntando para cantar – jovens, velhos, crianças, homens, mulheres... Havia uma grande quantidade de músicos – Cântico poderoso acompanhado por harpas, trombetas, tambores... O que esta multidão nos ensina?

CULTOS SUNTUOSOS NÃO SÃO GARANTIA DE GRAÇA. Não são garantia do olhar gracioso de Deus. Não são garantia de Sua aceitação. Deus não é “pragmático” como tendemos a ser – Se uma multidão se juntou numa grande celebração a Deus – o que mais importa? Isso pode impressionar você, não a Deus.

Aquela multidão não estava cantando sem forças, desanimadas, empurradas, arrastadas... Aquela multidão estava cheia de energia, se aplicando ao máximo ao que estava fazendo. O texto diz: “Alegravam-se perante Deus com todas as suas forças” – Não era uma adoração maçante, sem graça, sem vida. Era um culto brilhante, cheio de entusiasmo contagiante, cheio de vida e animação, cheio de alegria – Não pequena alegria, eles cantavam com todas as suas forças e se alegravam com todas as suas forças. No entanto, tudo acabou no mais retumbante fracasso. A multidão que cantava alegremente e fazia aquele culto suntuoso e brilhante, não o fazia segundo as ordens de Deus. Num tempo como o nosso é bom recordarmos que uma multidão cantando com vibração... Não pode tornar a sua vontade o padrão daquilo que Deus aceita, nem impressioná-lo. Aquele culto prestado por aquela multidão vibrante não levou em conta a Palavra de Deus, por isso não podia ser aceitável a Ele, e o número de pessoas envolvidas, e o culto brilhante que celebram, não podia mudar esse fato. A Arca da Aliança, símbolo da presença de Deus não estava sendo honrada – como Deus havia mostrado claramente na sua Palavra. A ideia de que podemos cultuá-lo da nossa maneira, e de que quanto mais gente envolvida, mais o coração de Deus se moverá, é um erro estúpido. E estupidez sempre leva a ruína.

O TEMOR - Naquele dia um homem morreu – seu nome era Uzá. Esse nome deve sempre nos lembrar que os paradigmas do nosso tempo estão errados e podem levar muitos a morte. Fazer algo certo mais à nossa maneira torna tudo em erro. Em desagrado e desonra a Deus. Não importa se a multidão está alegre, cantando com todas as suas forças, e alguns quem sabem, até se divertindo. Não importa se uma multidão foi atraída.

A terrível morte de Uzá causou um grande temor.Um temor que acabou com os cânticos naquele dia e dispersou a multidão. Um temor que deixou as ruas vazias e casas cheias de pessoas perplexas. Um temor que perdemos nos nossos dias. Dias em que confundimos qualquer multidão cantando e se “alegrando” em Deus, como algo que realmente O honra. Achando que nossas luzes e fumaças podem impressionar o Criador do Universo.

Deve haver em nós um senso de indignidade ao nos aproximarmos de Deus para um trabalho tão santo como a verdadeira adoração. Não pode ser do nosso modo, não pode ser para divertir e alegrar as pessoas, não pode ser apenas um chamariz para as multidões ávidas por entretenimento.

Naquele dia Davi ficou perturbado: “Então Davi se desgostou porque o Senhor havia irrompido contra Uzá” – Mas Davi logo percebeu que ficar desgosto com a demonstração da ira de Deus não era o caminho a ser seguido. Cheio de temor, Davi se perguntou – “Como trarei a mim a arca de Deus?” – A resposta é – DO MODO DE DEUS. Deus tinha registrado em sua Palavra como devia ser feito. Quiseram inovar, quiseram ser criativos, esqueceram os velhos preceitos de Deus. Deus tinha dito que a Arca seria carregada por sacerdotes através de varas postas nas argolas que estavam sobre Arca – que seria carregado nos ombros. Mas a criatividade diz, porque não usar um carro de bois? É mais prático. Por que fazer tantos sacrifícios? Vamos nos alegrar em Deus e “fazer do nosso jeito” – Não é a cara da mente que norteia os nossos dias? Uzá e Aiô guiavam o carro – os bois tropeçaram, a Arca tombou, Uzá tentou segurá-la – a festa acabou!!

Uzá estava morto.

UMA MULTIDÃO CANTANDO E SE ALEGRANDO – não pode mudar o pensamento de Deus. A Bíblia diz: “Temeu Davi ao Senhor” – Ele foi esmagado por um temor santo. Por não vermos “Uzás” caindo mortos em meio ao cântico das multidões, seguimos em frente achando que o culto brilhante da multidão cativa o coração de Deus. Davi se voltou para a Palavra de Deus para descobrir de que maneira as coisas deviam ser feitas. Fez uma pausa longa, até ter certeza que não faria mais nada segundo sua própria opinião.

A Arca foi deixada na casa de um homem chamado Obede-Edom. Ninguém morreu lá. Um homem e sua família ficaram com a Arca e agradaram a Deus. Deus que rejeitou a multidão com sua própria opinião de como cultuá-lo. Quebrando em nós a ideia tola de que o erro feito por uma multidão ( mesmo que num suposto culto a Deus ) – pode por causa disso, impressionar e ter a aceitação de Deus. Deus se agradou de um homem que o obedeceu. Entre a multidão com sua própria opinião e Obede-Edom com sua obediência, Deus ficou com um único homem e rejeitou a multidão. “Assim ficou a arca de Deus com a família de Obede-Edom, três meses em sua casa, e o Senhor abençoou a casa de Obede-Edom, e tudo o que ele tinha”.

A MENTE DE DEUS É O QUE IMPORTA – Davi entendeu isso. Ele adequou-se à mente de Deus: “E os levitas trouxeram a arca de Deus aos ombros, pelas varas que nela havia. Como Moisés tinha ordenado, conforme a Palavra do Senhor” – Nossas mentes, nosso métodos, nossos cultos devem ser governados por Deus. Termos consciência do chamado santo ao qual nós fomos chamados: “Assim santificaram-se os sacerdotes e os levitas, para fazerem subir a arca do Senhor Deus de Israel”.

Outro rei de Israel já tinha ouvido: “Acaso tem o Senhor tanto prazer em holocaustos e em sacrifícios ( culto ) quanto que se obedeça à sua palavra? A obediência é melhor do que o sacrifício, e a submissão é melhor do que a gordura de carneiros. Pois a rebeldia é como o pecado de feitiçaria, e a arrogância como o mal da idolatria. Assim como você rejeitou a Palavra do Senhor, ele o rejeitou como rei” (I Samuel 15.22,23). Saul quis prestar um culto a Deus com todo o seu exército com o fruto da sua desobediência, de sua ganância, de seu materialismo... como isso se parece com o que chamamos culto hoje.

Essas histórias são antigas, desbotadas pelo tempo. Mas a propensão humana em desobedecer e querer prestar culto a sua maneira continua a mesma. Achar que grandes ofertas, grandes multidões, grande alegria... torna o erro em algo certo, o inaceitável em aceitável ao Deus santo, soberano e que não pode ser impressionado com nada que achamos grande.

Samuel disse três coisas a Saul:

· Obedecer é melhor do que todos os tipos de sacrifícios (cultos).
· Rebelar-se é semelhante a envolver-se com satanismo.
· Desobedecer nos coloca no mesmo patamar de quem adora outros deuses.

Talvez você esteja substituindo qualquer outra coisa no lugar da ordem clara de Deus em Sua Palavra – Não o faça mais – Não espere mais – OBEDEÇA!

Talvez você se junte a multidão num espírito teimoso que leva você a se rebelar contra a direção de Deus – Não cultive o hábito de resistir a Deus. Lembre de Uzá, lembre de Saul. Não se rebele mais – OBEDEÇA!

Talvez você ache que o que uma multidão faz se torna certo e Deus não pode rejeitar. Não se engane mais – OBEDEÇA!

Não podemos impressionar o Deus Onipotente. O Criador do Universo – Não podemos barganhar com o dono de todas as coisas. Não há nenhuma prova de amor a Deus a não ser a obediência... nada mais, nada menos. OBEDEÇA!!!!

Deus tem prazer naqueles que desfrutam do gozo de saber que Deus é Deus – que esperam nele silenciosos – Deus tem prazer nessas pessoas. Mesmo quando sozinhas, mesmo se nunca fizerem parte de uma multidão aqui na terra. Ele se agrada daqueles que esperam no imensurável poder dele. Não tente impressioná-lo!!
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