segunda-feira, 10 de agosto de 2015

A excelência dos decretos de Deus

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1. No exercício da eficiência de Deus, o decreto de Deus vem primeiro. Esta forma de trabalhar é a mais perfeita de todas e notavelmente está de acordo com a natureza divina.

2. O decreto de Deus é Sua firme decisão pela qual Ele executa todas as coisas através de Sua onipotência de acordo com Seu conselho. Ef 1:11: “Ele faz todas as coisas conforme o conselho da sua própria vontade”.

3. A firmeza, verdade e fidelidade de Deus aparecem em Seu decreto.

4. Todo decreto de Deus é eterno. 1 Co 2:7: “mas falamos a sabedoria de Deus em mistério, que esteve oculta, a qual Deus preordenou antes dos séculos para nossa glória.”

5. O conselho de Deus é, por assim dizer, Sua deliberação sobre a melhor forma de realizar qualquer coisa já aprovada pelo entendimento e vontade.

6. O conselho é atribuído a Deus por causa do Seu perfeito julgamento por meio do qual Ele faz todas as coisas deliberadamente, isto é, voluntária e intencionalmente, não como um resultado da consulta quando os homens fazem julgamentos. Pois Deus vê e deseja todas as coisas e tudo imediatamente. Portanto, é dito que Seu conselho assemelha-se a deliberação no sentido estrito.

7. Três coisas concorrem na perfeição do Seu conselho: o propósito [escopo] ou o fim estabelecido; a concepção mental daquele fim; a intenção e concordância da vontade.

8. O propósito ou fim do conselho é a glória do próprio Deus, isto é, a bondade ou perfeição de Deus que é manifestada em Sua eficiência e resplandece em Suas obras. Ef 1:6: “Para o louvor da sua graça gloriosa.”

9. Uma ideia no homem é primeiramente gravada sobre ele e depois expressada em coisas, mas em Deus é apenas expressada, não gravada, pois ela não vem de qualquer outro lugar.

10. Deste fundamento todos os erros de mérito e fé prevista podem ser substancialmente refutados. Pois se um decreto particular de Deus dependeu de qualquer conhecimento antecipado então uma ideia de Deus teria que vir a Ele de algum outro lugar, o que dificilmente concorda com Sua natureza.

11. Aquele conhecimento conjetural que alguns atribuem a Deus sobre contingências futuras é claramente incompatível com a natureza e perfeição divinas.

12. O beneplácito de Deus é um ato da divina vontade determinar livre e efetivamente todas as coisas.

13. Esta vontade é eficaz, pois o que quer que Ele queira, Ele efetua em Seu próprio tempo; não há nada que não seja feito se Ele quer que seja feito. Sl 115:3; 135:6: “O Senhor faz tudo que lhe apraz.”

14. Portanto, a vontade de Deus é a primeira causa das coisas. Ap 4:11: “Pela tua vontade elas são e foram criadas.” A vontade de Deus quando Ele opera exteriormente não pressupõe a bondade do objeto, mas Ele cria e dispõe pelo Seu querer. Tg 1:8: “Segundo sua vontade ele nos gerou”; Rm 9:18: “Ele tem misericórdia de quem ele quer.”

15. Em qualquer que seja o que Deus queira Ele é universalmente eficaz; Ele não é impedido ou frustrado em obter o que Ele quer. Pois se Ele devesse corretamente desejar algo e não atingisse isso, Ele não seria totalmente perfeito e bendito.

16. Nas coisas que Deus deseja há uma certa ordem para ser concebida. Ele deseja o fim antes dos meios para o fim, pois Ele opera de acordo com a mais perfeita razão. Entre os meios, Ele deseja primeiro aqueles que vêm mais próximos do fim; aquele que é primeiro na ordem da execução é o último na ordem da intenção e vice-versa.

17. A vontade de Deus está parcialmente escondida e parcialmente revelada, Dt 29:29: “As coisas secretas pertencem ao Senhor nosso Deus; mas as reveladas pertencem a nós e nossos filhos para sempre para que observemos todas as palavras desta lei.”
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Por William Ames - The Decrees of God
Via - Pelo Calvinismo

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