quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Um ensaio sobre o Calvinismo

Lido Perante O Georgia Baptist Ministers’ Institute,
Em Marietta, GA., 13 de agosto de 1868.
Publicado por voto do Instituto Atlanta, GA: GEO. C. Connor, 1868.

“Calvinismo” foi designado a mim como o tema para um ensaio. Embora o assunto é abraçado em uma única palavra, os temas que ele contém são numerosos demais para admitir uma discussão detalhada dentro dos limites que me foram atribuídos. Meu ensaio, portanto, destacará apenas a dignidade das observações sobre o Calvinismo.

O que é o Calvinismo? É um sistema de doutrinas cridas estarem contidas na Bíblia, desenvolvido pela primeira vez de forma mais elaborada e consistente por João Calvino, e, portanto, chamado pelo seu nome. Este termo, no entanto, é usado como designação deste sistema de doutrinas unicamente por uma questão de conveniência, e não implica, de forma alguma, que qualquer uma dessas doutrinas se originaram com o Reformador de Genebra, ou que os Calvinistas são responsáveis por todos os sentimentos defendidos por ele.

A característica distintiva do Calvinismo é que ele sustenta a Soberania de Deus sobre todas as coisas, e o pecado não é uma exceção; e que Sua vontade é demonstrada ou de forma eficiente ou permissivamente em todas as existências e todos os eventos na terra. Deus não é apenas um Criador e Preservador, mas um Governante soberano e eficiente. Sua providência e Sua graça, portanto, controlam todas as coisas e eventos, grandes e pequenos, bons e maus, materiais e mentais. A partir de uma escolha inteligente, Ele permite que cada coisa nos homens seja moralmente errada, e por Sua graça, de forma eficiente opera neles tudo o que é moralmente certo. Como Criador, Preservador e Governador, Ele tem bastante inteligência para saber que Ele criaria; e Sua sabedoria e poder são adequados a todas as exigências do empreendimento em Sua incipiência, seu processo e sua consumação.

O mundo, portanto, em todos os seus detalhes físicos e morais, é exatamente como Deus projetou que fosse; e em todos os termos de sua história, em casos especiais, bem como os seus resultados gerais, ele vai realizar o que Ele projetou em sua criação, na sua preservação, e em seu governo. Ele não cometeu nenhum erro em Seu plano; portanto, nada acontece no Seu sistema de forma inesperada para Ele. Deus não é deficiente em poder, portanto, nada funciona ali à parte dEle. “Deus dispõe de e direciona para algum fim particular, cada pessoa e coisa a que ele deu, ou ainda está a dar, existência, e faz com que toda a criação seja subserviente a declarativa de sua própria glória”. “O Senhor fez todas as coisas para atender aos seus próprios desígnios, até o ímpio para o dia do mal” (Provérbios 16:4). “Tudo o que o Senhor quis, fez, nos céus e na terra, nos mares e em todos os abismos” (Salmo 135:6). “O Senhor dos Exércitos jurou, dizendo: Como pensei, assim sucederá, e como determinei, assim se efetuará. Este é o propósito que foi determinado sobre toda a terra; e esta é a mão que está estendida sobre todas as nações. Porque o Senhor dos Exércitos o determinou; quem o invalidará? E a sua mão está estendida; quem pois a fará voltar atrás?” (Isaías 14:24-27). “Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém” (Romanos 11:36).

Quanto às particularidades, e limitando nossa visão para o esquema de salvação, o Calvinismo ensina,

I. Em primeiro lugar, em relação aos homens em estado natural.

1. Que eles são totalmente depravados, totalmente destituídos de qualquer bem natural remanescente, ou qualquer centelha de graça. Esta depravação total não deve ser confundida com a corrupção, nem deve ser dito que os homens são tão depravado quanto eles podem ser; pois essa depravação total é consistente com a admissão de que eles têm sentimentos amáveis e conduta nobre entre si; mas esta depravação total deve ser entendida como uma destituição total de qualquer princípio de conformidade à Lei de Deus, que requer amor supremo a Deus, e conduta para com os homens reguladas por um objetivo de agradar a Deus e glorificá-lO. Deus não está em nenhum dos pensamentos do homem natural. “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum” (Romanos 7:18).

2. Quanto à origem desta depravação, o Calvinismo ensina que foi a consequência do pecado de Adão. O progenitor da raça foi o cabeça federal dos seus descendentes, submetendo-se ao teste por todos. Seu pecado, portanto, foi imputado à sua posteridade; e em sua queda, eles também caíram. “Pela ofensa de um, veio o juízo sobre todos os homens para condenação” (Romanos 5:16).

3. Quanto aos meios de restauração, o Calvinismo ensina a total incapacidade do homem ajudar a si mesmo. Sendo pecador por caráter e conduta, nenhum homem é capaz de renovar os seus corações, nem fazer expiação pelos seus pecados. Mesmo após a expiação de Cristo ser oferecida no Evangelho para a sua aceitação, nenhum homem, sem a influência Divina, estará disposto a aceitar a Cristo como Salvador, nem ele é capaz de compreender experimentalmente a verdade como ela é em Jesus. “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1 Coríntios 2:14). Nesta condição, e sem a influência Divina, ele nunca tentará glorificar a Deus e nada que eles possam fazer pode agradá-lO; pois “os que estão na carne não podem agradar a Deus” (Romanos 8:8).

4. Quanto à justificação, ensina que os homens são justificados para com Deus, através da justiça de Cristo imputada a eles. Nada do que eles podem fazer será aceito como fundamento da justificação; pois “pelas obras da lei nenhuma carne será justificada” [Gálatas 2:16, Romanos 3:20]. “Mas, àquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça” (Romanos 4:5). “Pela obediência de um muitos serão feitos justos” (Romanos 5:19). “Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira” (5:9). “Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Coríntios 5:21). Assim também Davi declara bem-aventurado o homem a quem Deus imputa a justiça sem as obras” (Romanos 4:6). “Creu Abraão a Deus, e isso lhe foi imputado como justiça” (4:3). “Nós, a quem será tomado em conta, os que cremos naquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus nosso Senhor” (4:24).

Em segundo lugar, quanto à agência Divina no esquema da redenção, o Calvinismo ensina,

1. Que Deus é o autor eficiente de tudo que é moralmente bom na criatura. Tudo o que Ele faz em favor do homem, é feito de acordo com um propósito entretido desde a eternidade. Este propósito encontrou o seu desenvolvimento no pacto da redenção assumido pelas pessoas da Trindade, e sua execução na obra, assim, atribuído a eles distintamente. O Pai, como representante da Divindade, elaborou o plano e enviou seu Filho para executá-lo; o Filho, como o Substituto do pecador, fez expiação e efetuou uma justiça completa; e o Espírito aplica a obra de Cristo na regeneração, justificação, santificação e salvação do pecador.

O Calvinismo ensina também:

2. Que Deus prossegue na salvação dos pecadores em um plano definido que se estende a todos os detalhes. Na aliança da redenção que Ele deu ao Seu Filho um número definitivo da raça humana para ser Seu povo, a quem ele redimiria da maldição da Lei, os conduziria à novidade de vida pela regeneração, justificaria gratuitamente pela Sua graça, guardaria por Seu poder por meio da fé para a salvação, guiaria por Seu conselho, e depois os receberia na glória. “E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou” [Romanos 8:30]. Aqueles, portanto, escolhidos e salvos, são designados não por causa da fé e boas obras previstas neles; mas, em parte, para que tenham fé e possam realizar boas obras. Os não escolhidos não são reprovados no sentido de que, eles são proibidos de buscar os benefícios da salvação; nem no sentido de que qualquer influência seja transmitida a eles induzindo-os a rejeitar o Evangelho; mas no sentido em que, eles são simplesmente deixados e autorizados a seguir as suas próprias inclinações, sem qualquer influência invencível adequada para torná-los dispostos no dia do Seu poder. Nesta eleição e rejeição, Deus não é influenciado por qualquer diferença de caráter natural percebida em ambas as partes, nem por qualquer conduta prevista; mas apenas por Sua vontade, soberana e infinitamente sábia; e isso, também, para a manifestação de Suas gloriosas perfeições. “Pois diz a Moisés: Compadecer-me-ei de quem me compadecer, e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia” (Romanos 9:15). “E que direis se Deus, querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para a perdição; para que também desse a conhecer as riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia, que para glória já dantes preparou?” (9:22-23).

II. Embora este sistema, como um todo, seja sustentado pelo teor geral das Escrituras, e em todas as suas partes em passagens definidas, os homens às vezes hesitam em recebê-lo porque sérias objeções parecem estar contra ele. Todas essas objeções podem ser determinadas entre as três seguintes:
1. O sistema calvinista parece fazer de Deus o autor do pecado;
2. O Calvinismo parece mostrar Deus como um Ser parcial;
3. O Calvinismo parece dizer que Deus cria homens apenas para condená-los.
Antes de abordá-las em ordem, é bom ressaltar que essas objeções não caem exclusivamente contra o sistema Calvinista. Elas podem se mostrar tão fortemente contra o Arminiano, com outras tão graves objeções acrescentadas [Isto o presente escritor tem demonstrado em um trabalho publicado sobre a predestinação; a parte destinada a responder essas objeções pode ser lida neste contexto, se o Instituto desejá-lo]. A única maneira de escapar das objeções é negando, como fazem os Pelagianos e Socinianos, a presciência de Deus; e se a presciência for negada, então acarretará uma enxurrada de outras objeções mais urgentes e mais pesados ainda.

A grande dificuldade que encontram no sistema Calvinista é a soberania que ele atribui a Deus sobre o pecado; e a ocasião que oferece, portanto, para a objeção plausível que se o pecado existe por Sua vontade de propósito, ele é, então, se não o autor, pelo menos em algum sentido o favorecedor do mesmo. É fácil e seguro admitir que a Sua vontade é toda-poderosa em tudo o que é moralmente bom; e que a Sua agência pode fazer com que Ele seja eficiente na obtenção de tal bem sem violentar a liberdade humana; pois podemos facilmente ver como Ele pode legítima e filosoficamente operar nos homens tanto o querer como o efetuar, segundo a Sua boa vontade. Mas como podemos, de forma consistente com a visão correta de Seu caráter, dizer que de qualquer forma os homens maus executam ações perversas de acordo com a Sua vontade? Algo que pode nos ajudar a elucidar essa questão, é considerarmos ela em conexão com os dois exemplos mais proeminentes de pecado registrados na Bíblia:

1. O primeiro exemplo registrado: O pecado de Adão. Será que Deus não tem nenhuma volição a respeito de que este ocorresse? Será que Ele foi pego de surpresa? Tendo falhado em Sua primeira intenção, a saber, não ter nada, senão o bem em Seu sistema, Ele relutantemente se submeteu à existência do mal, e fazendo o melhor que podia nas circunstâncias, estabelece contra isso uma influência antagônica que deve travar uma luta, que depois de guerra precária de seis mil anos, deixa o pecado, se não triunfante, pelo menos não subjugado e não expulso. Será que Deus não sabia, antes de haver criado Adão, e o ter colocado no Jardim do Éden, que ele pecaria e cairia? Somos obrigados a responder afirmativamente, não só porque admitimos a infinita presciência de Deus, mas porque somos informados (2 Timóteo 1:9) que uma provisão foi feita na eternidade na expectativa deste evento; pois havia um propósito e uma graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos. Será, então, que Ele não permitiu que Adão caísse em pecado? Temos que responder afirmativamente; pois, ao prever o evento, Ele poderia ter se recusado a criá-lo; ou Deus poderia ter mantido o tentador longe dele; ou Deus poderia tê-lo fortalecido contra seus ardis. Tendo permitido que Adão pecasse, este não irá fazê-lo? E tendo desejado permitir que ele pecasse, ele não assim o quis por necessidade; ou seja, como uma escolha de males que Ele não poderia escapar totalmente, ou Ele tem algum fim infinitamente glorioso a atingir, do que o pecado de Adão deveria ser a ocasião?

Nós não escapamos desta dificuldade negando que Adão era um agente livre, cuja natureza não foi o propósito de Deus violar; que ele foi colocado no Jardim do Éden, dotado de razão e de uma constituição moral, possuindo toda a luz necessária para discernir entre o certo e o errado, e depois de ter sido advertido com todos os motivos para impeli-lo a escolher o certo e rejeitar o mal, contudo Adão, em seguida, no exercício de sua liberdade nativa, em princípios muito naturais, por sua própria escolha voluntária, apesar da vontade de Deus por preceito, perversamente transgrediu e caiu. Tudo isso nós também admitimos e sustentamos; mas isso não remove a dificuldade. Deus não sabia, antes de o haver criado, que este agente voluntário ao qual Ele criaria, quando submetido a este teste que Ele iria impor-lhe, agindo sobre estes princípios naturais, transgrediria e cairia? Admitindo a presciência de Deus, temos que admitir que, antes que Ele criasse Adão, Ele já sabia que ele cairia, e quis permitir que isso acontecesse.

Pode qualquer razão ser sugerida pela qual Deus por Sua vontade de propósito deve ordenar que um evento tão hediondo e, em alguns aspectos, tão desastroso como o pecado de Adão viesse a ocorrer? Nós podemos, pelo menos, ver isso, a saber, que se o pecado não tivesse entrado no mundo, nem teria havido um Salvador. Deus não teria sido manifestado em carne. Cristo não teria sido anunciado como o Salvador dos pecadores. Os atributos de Deus não teriam sido exibidos e harmonizadas perante o universo inteligente pela cruz de Cristo, na qual a misericórdia e a verdade se reúnem, e justiça a paz se beijam. Sabemos que o universo inteligente ganhou infinitamente mais pela aquisição de Cristo do que perdeu pelo pecado de Adão. Agora, se Deus sabia desde a eternidade o valor infinito da missão de Cristo, e viu que o pecado do homem era necessário como sendo a ocasião para esta missão, por causa disso Deus necessariamente seria o autor ou o favorecedor do pecado pelo fato de que Ele resolveu permitir que Adão o cometesse?

O Calvinismo, ao mesmo tempo que afirma a soberania de Deus sobre o pecado, abominavelmente rejeita a suposição de que Ele tenta os homens, ou que opera sobre eles para influenciá-los a pecar. Em que sentido, então, é filosófico ou não-bíblico dizer que Deus, olhando para operação de Adão em seu caráter como um pecador, por Sua vontade de preceito, o proibiu, e, por Sua dispensação judicial, o castigou; mas considerando esta como a ocasião indispensável para a concessão da Sua gloriosa graça, pela Sua vontade de propósito, ordenou Deus, e em Sua providência, forneceu a ocasião para isso? E não é Calvinismo filosófica e biblicamente sustentado, então, quando se discrimina entre a vontade de preceito de Deus e a Sua vontade de propósito, e afirmar que a primeira é a regra prescrita para o governo de Suas criaturas, e que quando violada, justamente traz condenação e punição sobre seus infratores, enquanto a última é uma regra para governar a Si mesmo, pela qual Ele irá infalivelmente assegurar se os homens obedecem ou pecam contra Ele? Se o simples fato de que Deus quis permitir que Adão pecasse, faz dEle o autor ou o favorecedor do pecado, então nenhum sistema de doutrina poderia escusá-lO de tal constrangimento exceto um que atribuímos a Ele profunda ignorância acerca deste acontecimento, tanto antes quanto no momento da sua execução, e isso seria bani-lO, como o Deus dos Epicureus, para alguma parte remota do Seu universo, longe de todo conhecimento dos assuntos humanos.

2. Um outro caso: passando sobre os muitos outros casos registrados na Bíblia que ilustram a doutrina da soberania de Deus sobre o pecado, vamos ao caso da crucificação de Cristo. Em relação a isso, sem hesitar, devemos admitir duas coisas: primeiro que a crucificação de Cristo foi o crime mais atroz, e um dos maiores desafios ao Céu, já registrado nos anais da Terra; e segundo, que, mesmo tão maligno como este ato foi, Deus ordenou que Ele deveria ocorrer justamente como aconteceu. Se os judeus não desprezassem e rejeitassem a Cristo, Ele não teria sido crucificado; e se Ele não tivesse morrido no lugar, no momento e da forma em que Ele morreu, multidões de profecias teriam falhado em sua realização. O plano de resgate da misericórdia de Deus teria sido frustrado; e todos os homens teriam perecido em seus pecados. Devemos, portanto, hesitar em dizer que Deus ordenou a crucificação de Cristo, mesmo sendo este o ato mau que foi? E, devemos dizê-lo, será que de fato isso acusa a Deus de ser o autor ou o favorecedor desse crime horrível? Será que os apóstolos deturparam o Deus santo, ou admitiram que Ele era o autor ou favorecedor deste pecado atroz, quando eles disseram: “Porque verdadeiramente contra o teu santo Filho Jesus, que tu ungiste, se ajuntaram, não só Herodes, mas Pôncio Pilatos, com os gentios e os povos de Israel; para fazerem tudo o que a tua mão e o teu conselho tinham anteriormente determinado que se havia de fazer” (Atos 4:27-28)? será que Pedro fala imprudentemente, e admite com a sua a interpretação terrível de que Deus foi o autor ou o favorecedor deste grande pecado, quando ele afirmou: “A este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, prendestes, crucificastes e matastes pelas mãos de injustos” (Atos 2:23)?

A afirmação de Pedro, quando analisada, contém três proposições. Primeiro, que os judeus agiram com perfeita liberdade quando crucificaram Cristo. Segundo, que Deus exerceu soberania total sobre o pecado deles. E terceiro, que a sua maldade não sofreu redução porque estava em harmonia com determinado conselho e presciência de Deus. E isso, de forma resumida, é a doutrina do Calvinismo. Mas como pode a soberania de Deus sobre o pecado e a livre-agência do homem serem ambas verdadeiras, e ainda Deus estar livre de toda cumplicidade para com o pecado? O Pelagianismo e o Socinianismo escapam desta dificuldade, apartando o Ser Supremo, em alguma forma de alguma ligação com as Suas criaturas, e banindo-O para alguma região remota do Seu universo, onde Ele é mantido em profunda ignorância dos pecados, pelo menos até depois de terem sido cometidos. O Arminianismo, ao mesmo tempo que admite a presciência de Deus, e admite que Ele permite a comissão do pecado, pensa que se escusa da vergonha por negar a soberania de Deus sobre o pecado. De acordo com este sistema, Deus torna o homem um agente livre, dá-lhe uma constituição que lhe permite fazer distinções morais, coloca diante dele o certo como distinto do errado, e oferece a ele motivos em forma de argumentos, convicções, avisos, ameaças e promessas de recompensa; mas Ele não tem de antemão nenhum propósito que se serve dos pecados dos homens. Tudo o que Ele faz, agindo simultaneamente com o pecado, é contê-lo; sobrepô-lo para o bem; e da melhor, maneira possível combatê-lo; e, em última instância, puni-lo. Mas o sistema Arminiano fecha estranhamente seus olhos para o fato de que, ao admitir a presciência de Deus e sua permissão do pecado, concede logicamente Sua soberania sobre ele. Antes que o mundo existisse, Ele sabia de antemão que Adão pecaria, e que os judeus crucificariam Cristo; e, na eternidade, resolveu permitir esses atos pecaminosos. Agora, se Ele assim resolveu por causa de objetivos inescrutáveis, como o Calvinismo afirma, ou por nenhuma razão além da mera determinação em si, na visão do objetor para o Arminianismo, Ele está seriamente complicado com aqueles pecados. Se Ele resolveu permitir o pecado para fins ulteriores, então, aquele que se opõe ao Arminianismo pode culpá-lo de que ele retrata Deus como favorecendo o pecado, quanto ao bem de que isso é feito ocasião. Se Deus resolveu permitir o pecado sem nenhum motivo além da mera resolução em si, então o opositor poderá denunciar o Arminianismo por insinuar a proposição horrível que Deus resolveu permitir o pecado pelo simples prazer que Ele encontrou nele.

1. O Calvinismo defende que a livre-agência do homem ao praticar o pecado e que soberania de Deus sobre isto são verdadeiras, embora harmonizar estas duas coisas esteja acima das faculdades humanas. A consciência e a Palavra de Deus tanto nos asseguram de que quando pecamos contra Deus, nós o fazemos não por compulsão, mas de livre e espontânea vontade; e com razão as Escrituras ensinam que Deus é o soberano do universo, cumprindo os Seus propósitos nas coisas grandes e nas pequenas, por meio coisas ruins, tanto quando por meio de coisas boas, fazendo com que a ira do homem O louve, e restringindo o restante desta [veja Salmos 76:10]. Será que Deus, que por Seu determinado conselho e presciência entregou a Cristo, autorizou os judeus a crucificá-lO ou colocou em seus corações que eles fizessem isto? O Calvinismo, abominavelmente e com ênfase, responde que não! Como, então, Deus pode assegurar o Seu determinado conselho nas ações perversas de agentes livres sem influenciá-los nessas ações? O Calvinismo não tem resposta para dar. Esta é uma das coisas profundíssimas que a mente humana não pode sondar; uma coisa altíssima de modo que ela não pode alcançar. Mas a nossa falta de capacidade não deve corromper a verdade. Que mente humana pode formar uma concepção do Deus Uno e Trino que poderá ser transferida para a tela? Mas Aquele que renovou o coração não demonstrou, em sua experiência, a subsistência da Divindade nas pessoas do Pai, do Filho e do Espírito Santo? Assim, sabendo por meio da consciência e da Palavra de Deus que somos agentes livres; crendo por meio da razão e da Escritura que Deus é soberano e todo-poderoso, que realiza todo o Seu beneplácito; e vendo, o que Deus diz a partir de Seu tratamento para com o pecado, e entendendo que Ele não é nem o autor nem o favorecedor do mesmo; nós podemos muito bem nos recusarmos a refutar qualquer ou todas estas verdades, tão claramente reveladas e tão facilmente compreendidas, porque ali brota de sua combinação outra questão relativa ao funcionamento da Mente Infinita, e as operações do Infinito Agente, que as nossas mentes ignorantes e finitas não podem resolver.

2. A segunda objeção, a saber: Esse Calvinismo representa a Deus como um Ser parcial, e se deriva de uma confusão de ideias, ou de uma má compreensão dos termos. Parcialidade resulta de alguma qualidade no objeto, ou ligada a ele, para atrair favor. Agora, o Calvinismo ensina que todos os homens são igualmente destituídos de tal qualidade; e todos são igualmente objetos da condenação e desfavor de Deus. Ele sente que, por isso, não faz acepção de qualquer um; pois todos são, por natureza, filhos da ira. Ele escolhe alguns para a salvação e vida eterna; não porque ele sente qualquer complacência peculiar em relação a eles, mas influenciado unicamente pelo beneplácito de Sua vontade, para louvor e glória da Sua graça. Ele tem uma razão, infinitamente sábia, para escolher um e rejeitar o outro; mas essa razão, não deve ser encontrada no caráter do escolhido. A própria declaração da doutrina Calvinista, portanto, é uma resposta suficiente para a oposição. Se isso não for satisfatório, vamos expor a falácia da objeção de outra maneira. Deus tem, para com alguns, um amor de benevolência, que é exibido em escolhê-los para a vida eterna. É isso, pode, propriamente, ser chamado de parcialidade? Muito bem chame-o assim, se você o quiser. Então, isto torna-se uma proposição a ser refutada, se negada, e não uma série de palavras a serem moldadas em forma de uma oposição a si mesmas.

3. A objeção de que Deus parece, segundo a visão deste sistema, criar homens meramente para condená-los, não está contra o Calvinismo, por causa de qualquer diferença essencial entre ele e o Arminianismo. Na verdade, nenhum sistema, reconhecendo punições futuras, pode inteiramente escapar, exceto por uma negação da presciência de Deus. Se decretar, desde a eternidade, permitir que os homens sigam as suas próprias inclinações, e puni-los por seus pecados, é equivalente a resolver criar homens apenas para condená-los, então, saber de antemão desde a eternidade, que se eles fossem criados, eles iriam, assim perecer, e resolver criá-los, não obstante, ainda que não houvesse necessidade invencível de fazê-lo, é equivalente à mesma coisa. Nós não nos esquivamos desta dificuldade, ao abandonar a nossa base e ir para o Arminianismo. A única maneira de escapar é acreditar como os universalistas que não há punições futuras; ou, com os Pelagianos que não há presciência Divina. Mas, nenhuma dessas opiniões é a que podemos receber, posto que a Bíblia nos ensina que aqueles que não creem serão condenados; e, que Deus conhece todas as todas as Suas obras, desde o princípio.

III. Enquanto o apoio bíblico para o sistema Calvinista é amplo e completo, e a razão pode fornecer argumentos mui irrefutáveis, a partir de premissas admitidas, para sustentá-lo, o sistema encontra não pouca confirmação a partir do caráter de sua influência e os efeitos.

Deverá, sem dúvida, ser admitido que, em suas vidas, os Calvinistas, como uma classe, não ficam abaixo do padrão de moralidade e piedade, atingido pelos defensores de outros sistemas; e, que em boas obras, e em empreendimentos de benevolência, eles não são ultrapassados por aqueles que discordam deles. Nós renunciamos, portanto, a todos os argumentos sobre este ponto. Pois, sem dúvida, ele será prontamente admitido por todas as pessoas inteligentes e sinceras, que Antinomianos e Fatalistas são tão essencialmente diferentes de Calvinistas, como o são de Arminianos ou Pelagianos.

1. Qual é a influência do Calvinismo sobre os não-convertidos? Sua tendência é produzir neles essa convicção, sem a qual não podem ser induzidos a dar o primeiro passo no sentido de alcançar a salvação operada por Cristo. A grande dificuldade no caminho de sua rápida ação é a esperança oculta, se não a crença, de que o seu caso não é desesperado; que os seus pecados não são tão abomináveis, mas que eles podem ser evitados, muito facilmente. Em seu delírio, eles supõem que só é necessário que eles usem a sua vontade e queiram, o que eles podem facilmente fazer a qualquer momento; e pôr em execução sua resolução, que está também, completamente em seu poder; e sua salvação está ao mesmo tempo garantida. Eles, portanto, agem de acordo com o princípio de que durante a sua caminha não há grande risco por adiarem a salvação para uma época mais conveniente. “Dá-me”, dizem eles, “mas um dia de advertência, quando eu estiver no meu leito de morte, e eu me reconciliarei e farei a minha paz com Deus”. Agora, deixe que a doutrina que o Calvinismo ensina seja recebida pelo pecador, e sua auto-complacência chegará ao fim, e seu senso de segurança se vai. Vendo que ele é totalmente destituído de qualquer bem e que ele está indesculpavelmente complicado devido aos seus pecados terríveis e que ele é totalmente desamparado, então, ele se abomina e se arrepende no pó e na cinza, e clama a Deus por ajuda. Não há compensação a isso a dizer que os pecadores que ouvem as doutrinas Calvinistas alegam que se tais coisas são verdadeiras, não há, de modo algum, necessidade de qualquer ação de sua parte; uma vez que, se quiserem ser salvos, eles serão, de qualquer forma. Esta não é a língua de um homem sincero, que crê na doutrina de sua própria pecaminosidade, e desamparo, mas a de um descrente, que pensa que por este fingimento reductia ad absurdum, ele pode melhor neutralizar os golpes da verdade, e melhor, manter-se na determinação de adiar a sua salvação, e continuar no pecado. Alguém que está em águas profundas, longe da costa, sentirá pouca ou nenhuma preocupação, desde que ele esteja convencido de que a água não é profunda, ou que por alguns golpes musculares, dirigidos por sua própria vontade, ele pode chegar onde seu pé pode ser firmar. Mas, deixe-o sentir que ele está em profundezas insondáveis, e que sua habilidade e força são menos do que nada; e ele fará ecoar seus gritos de socorro debaixo da abóbada celeste. Então o Calvinismo ensina que o pecador está totalmente perdido, e que somente em Deus está a sua ajuda; e o exorta a olhar para Deus, e a clamar por Ele.

2. O pecador despertado está em perigo de ser levado a um refúgio da mentira. O mais comum é a tentação de tornar a si mesmo o objeto de sua confiança. Ele está em perigo de fazer do que ele faz, ou do que ele sente, ou de ambos, um substituto para o seu Salvador. Ele tem feito certas coisas, ele tem experimentado certos sentimentos, e ele está em um determinado estado. Ele se sentiu, a princípio, muito mau, e, em seguida, por uma transição súbita, muito bom, por isso, ele foi aceito. O Calvinismo diz a ele, que nem atos e nem sentimentos, e nem circunstâncias, mas somente Cristo é o seu Salvador; que, neste momento, não há nada para ele fazer, senão crer em Jesus. Assim como ele está, ele deve aceitar a Cristo como seu Salvador; pois, “àquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça” [Romanos 4:5]. A partir daqui, se não na teoria, pelo menos experimentalmente, ele pode receber as doutrinas Calvinistas a respeito de sua pecaminosidade e impotência; da graça soberana de Deus; e de uma justiça adquirida para ele por Cristo, e imputada a ele por meio de sua crença, ele pode obter conforto das Escrituras, e a vida eterna.

3. O sistema encontra confirmação na experiência do Cristão. Apenas enquanto ele admite, em toda a sua força, a depravação total do seu coração, por natureza, ele experimenta o que é a humildade e humilhação. Então ele não tem dúvida de que Deus, por Sua própria graça soberana, sem qualquer mérito previsto ou percebido nele, o regenerou pelo Seu Espírito, e o adotou para a Sua família, e, assim, ele experimenta as profundezas da gratidão, e atribui louvor a Deus por sua salvação. Portanto, longe de ser paralisado por um sentimento de dependência de Deus, é somente quando ele admite, em toda a sua força, que é Deus quem opera opera nele o querer e o efetuar, que ele passar a operar a sua própria salvação com temor e tremor. Ele sabe, e demonstra, em sua própria experiência, o paradoxo de Paulo: “Quando estou fraco então sou forte” [2 Coríntios 12:10]. Posto sobre seus joelhos, ele nunca usa a linguagem do fariseu: “Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens” [Lucas 18:11]; mas, sim, o sentimento do poeta:
Porque eu fui levado a ouvir a Sua voz,E entrar enquanto havia espaço;Enquanto milhares fazem uma escolha infeliz,E, preferem morrer de fome do que vir?Foi o mesmo amor que preparou a festa,Que docemente me forçou a entrar;De outro modo eu teria recusado,E perecido em meu pecado.
Em suas confissões, ele admite a sua ignorância, sua depravação natural, e seu desamparo, e olha para Deus, não só buscando o perdão, mas para ajuda-lo, nas suas petições ele reconhece a soberania de Deus. Será que ele pede bênçãos confiado em si mesmo? Ele não baseia a sua confiança em nenhum mérito próprio, nem mesmo minimamente, mas somente nos méritos de Cristo, e sobre o livre e imerecido favor de Deus. Será que ele suplica bênçãos a outros? Ele apela a Deus baseado na suposição de que Ele governa sobre todas as coisas. Sem reserva, ele Lhe pede para renovar os corações dos seus amigos não-convertidos; para dar-lhes convicção, e arrependimento, e fé; e para atraí-los por cordas de amor. Qualquer que seja a crença teórica do Cristão, em suas orações, ele age sobre o pressuposto de que a salvação dele mesmo, e dos outros, pertence completamente a Deus.

4. As doutrinas do Calvinismo, se cridas, são um remédio soberano contra as duas grandes heresias no assim chamado mundo Cristão, a saber: o ritualismo, ou salvação sacramental, por um lado, e o racionalismo, por outro; o primeiro brota da superstição, e o outro é produto da infidelidade. No primeiro, um mero exercício corporal, a cerimônia e as manipulações do sacerdote, substituem a obra do Espírito e a experiência do coração: o último faz da religião um mero exercício intelectual, e exalta a razão acima da autoridade da Palavra de Deus. Rejeitando tudo na Bíblia que está acima da compreensão humana, ele seleciona, do compreensível, só o que ratifica o entendimento racional e adequado. Uma salvaguarda infalível contra cada um deles é o Calvinismo, se suas doutrinas forem cordialmente abraçadas. Ninguém que aceita, em sua plenitude, as doutrinas da depravação humana e da necessidade de uma mudança operada por uma agência sobrenatural, ninguém que crê na regeneração efetuada pelas operações misteriosas do Espírito de Deus, e na justificação pela justiça imputada de Cristo, em suma, ninguém que acredita em uma religião espiritual e que a graça reina pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo, nosso Senhor, pode jamais ser tolo o suficiente para arriscar a salvação de sua alma confiando em formalidades e cerimônias; ou tornar-se presunçoso o suficiente a ponto de prescrever o que Deus deve ensinar ou rejeitar qualquer coisa que Ele revelou, pelo fato disto não atender às demandas de sua razão finita. Em vez disso este homem diria: “Seja Deus verdadeiro, e todo o homem mentiroso” [Romanos 3:4]. É verdade que algumas das “igrejas Reformadas”, que possuem o sistema Calvinista, têm, em seus formulários, expressões que parecem indicar que o batismo, administrado a crianças inconscientes, de alguma forma, operará a regeneração de suas almas. Mas isso resulta do fato de que, inconsistente, trouxeram com eles, a partir de Roma, esta relíquia do Papado. Sob a influência, no entanto, do Calvinismo pregam que estas afirmações tornaram-se letra morta; pois seus defensores inteligentes buscam dar-lhes explicações, e com indignação negam, que, em sua prática, eles são influenciados por qualquer dogma antibíblico e inconsistente.

5. Este não é argumento a ser ignorado a favor do sistema Calvinista de que, como um de seus efeitos, ele apresenta Deus em um aspecto digno e honrado. É certamente uma visão digna de Deus, ao mostrá-lO como um governante soberano e eficiente, que realiza tudo o que Lhe apraz e nunca é frustrado; que é o autor de todo o bem que há em seu sistema e que é especialmente quem tem o mérito e todo o louvor da nossa salvação. Que contraste há entre este sistema e aquele que representa a Deus como ansioso e impotente, como quem espera com solicitude para que os homens deem a Ele um pretexto para interpor, fazendo, passando um decreto a seu favor, sobre a suposição de que eles forneceram ocasião justificável para isso, e, em seguida, reconsiderando reverter o mesmo decreto, quando Ele descobrisse que havia agido por motivos insuficientes; e todo o tempo, cercado por confusão inextricável, que uma necessidade invencível O impedia de diminuir, e que Ele deve contentar-se com a relutância humana, e passar a buscar resultados que são atingíveis, já que Ele não pode assegurar algo maior e melhor. Tal Deus, impotente, e subordinado, e mutável, e dependente de contingências que Ele não ordenou, e distraído pela confusão que Ele não pode controlar, não é o Deus do Calvinismo. O nosso Deus está nos Céus; faz tudo o que Lhe agrada. Porque dEle e por Ele, e para Ele, são todas as coisas; glória, pois, a Ele eternamente. Amém.

Em conclusão, torna-se uma questão séria e prática, que nós devemos fazer dessas doutrinas a base de todas as nossas ministrações no púlpito. Se isto é, de fato, o sistema evangélico, sustentado por tais argumentos, e atestado por tais efeitos, cada ministro deve ser imbuído com o seu espírito, e adornado com a sua panóplia. Não é necessário, de fato, que devemos apresentar as suas verdades sempre em forma de dogmática ou polêmica teológica, porém, mesmo estas não devem ser totalmente negligenciadas, se nosso povo não é, ainda, totalmente doutrinado, contudo nossos ouvintes nunca devem ser deixados com alguma dúvida quanto às verdades fundamentais, de que os pecadores são totalmente depravados, e totalmente desamparados; que os homens devem ser regenerados pelo Espírito de Deus; e serem justificados pela justiça de Cristo imputada a eles, antes que eles possam obter o favor de Deus; que o povo de Deus foi criado por Ele, em Cristo Jesus, para as boas obras, as quais Ele de antemão Deus preparou para que andássemos nelas, e que eles são preservados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação por este Deus que é o soberano do universo, e autor de todas as coisas, moralmente boas, na criatura. Em suma, que o pecador arruinou a si mesmo, mas em Deus está a sua ajuda. E, certamente, não prejudicará a eficiência do próprio ministro, o fato dele lembrar-se sempre de que sua capacidade vem de Deus.

Savannah, Georgia, 1875:
J. H. Estill, Impressora Pública.

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Tradução por William Teixeira e Revisão por Camila Almeida
Via: PBMinistries.org • Traduzido com Permissão • Baixe este texto em formato E-book/PDF

Patrick Hues Mell (1814 - 1888) foi batizado na Igreja Batista do Norte Newport, Liberty County, Georgia, em 1832. Em 1939, teve a sua chamada para dar toda as suas forças ao serviço do Rei dos reis e Senhor dos senhores. O restante da vida de Pat Mell foi uma ilustração da constância e diligência de um verdadeiro chamado para o ministério. Serviu como presidente na Convenção Batista do Sul, bem como na Universidade da Geórgia. Era descrito como pastor fiel, e pregador poderoso. Em 12 de dezembro de 1887, Mell pregou o seu último sermão, sobre a doutrina da eleição, a partir de 2 Tessalonicenses 2:13. Antes de sua última respiração, disse: “Quase em casa?”. Em 26 de janeiro de 1988, foi para Casa, encontrou seu descanso eterno nos braços de Seu amado Pai Celestial.



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