segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Eurábia - A Europa Islamizada

Eurábia é um neologismo, originado da ideia de que uma nova Europa está em gestação, onde a cultura dominante não será a ocidental, e sim a islâmica; e para a qual a imigração será a estratégia de multiplicação dos adeptos do Islã. Este conceito foi desenvolvido por Bat Ye’or e popularizado pela escritora italiana Oriana Fallaci (29/06/1929 a 15/09/2006 – Florença, Itália).

Segundo esta previsão, a nova Europa teria começado a se desenhar após a crise do petróleo dos anos 1970, que teria obrigado os governantes europeus a fazer concessões aos países árabes, donos das principais jazidas do mundo. Estas concessões incluiriam:
  • Uma política exterior conciliada com os países árabes, em oposição aos Estados Unidos da América e Israel.
  • A entrada da Turquia na União Europeia.
  • A abertura à imigração procedente dos países muçulmanos.
  • O repúdio à menção das raízes cristãs da Europa na Constituição Europeia.
  • A defesa da falsa compatibilidade entre o Islã e a democracia.
  • A romantização de certos períodos da história europeia, como na dominação de Al-Andalus, ao mesmo tempo em que se repudia a Reconquista da Europa ou a Colonização da América.
  • A adoção da tolerância cultural, com a aceitação da poligamia e outras prerrogativas islâmicas.
“Questões” Sócio-Políticas de Oriana Fallaci¹:

"A Europa tornou-se Eurábia, uma colônia do Islã onde a invasão islâmica não procede apenas no sentido físico, mas também penetra as mentes e a cultura. O servilismo aos invasores envenenou a democracia, com consequências óbvias para a liberdade de pensamento e o conceito de direitos humanos.

Na instituição da Eurábia, eu considero três pontos cruciais:
  • Ponto número um - a imigração é o cavalo de Tróia que tem penetrado no Ocidente, transformando a Europa no que eu chamo de Eurábia.
  • Ponto número dois - Eu não acredito no absurdo do chamado multiculturalismo. E menos ainda acredito na chamada integração, cuja falsidade foi tão bem materializada no aviso que, em 1974 deu à ONU, o líder argelino Boumedienne: 'Logo irromperemos no Hemisfério Norte. E lá irromperemos não como amigos, mas para conquistar. Vamos conquistá-los preenchendo seus territórios com os nossos filhos. Serão os ventres das nossas mulheres nos darão a vitória'.
  • Ponto número três. Acima de tudo, eu não acredito na fraude do Islã moderado. E eu vou continuar repetindo: 'Acorda, Ocidente, acorda! Temos uma guerra declarada, estamos em guerra. E na guerra temos que lutar!'
O Ocidente está doente. Está doente moral e intelectualmente. E você sabe o que é o particularmente mais penoso? É que são as próprias pessoas que se dizem progressistas, iluminadas, liberais, homens e mulheres de esquerda, que estão alimentando o câncer. Câncer intelectual e moral. Precisamente porque o câncer não entende o significado da palavra moral, não sabemos mais separar a moralidade da imoralidade.

Você não pode sobreviver se não conhece o seu passado. Nós sabemos por que as outras civilizações desapareceram: por excesso de riqueza e prosperidade, junto à falta de moralidade e espiritualidade ... Quando você desistir de seus princípios e dos seus valores ... quando você zombar destes princípios e valores, você estará morto, sua cultura estará morta, sua civilização estará morta, a esperança estará morta.

Todas as nações que se esquecem de sua alma estão fadadas ao colapso. Estamos cometendo suicídio, meus queridos. Estamos nos matando com o câncer moral, com a falta de moralidade e com a ausência de espiritualidade. É por isso que a Europa se tornou Eurábia, e a América está se encaminhado para tal. E é por isso que, com a cara marcada pelo sinal de que fala o Apocalipse, a marca da escravidão e da vergonha, muitos ocidentais vão acabar ajoelhados no tapete para rezar cinco vezes por dia ao seu novo senhor, ou seja Alá."
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Fonte: A Pauta | Libertar.in

¹ Oriana Fallaci (Florença, 29 de junho de 1929 — Florença, 15 de setembro de 2006) foi uma escritora e jornalista italiana. De uma esquerdista nos anos sessenta, tornou-se a principal crítica do Islã na atualidade da Itália.
Seu pai, Edoardo, foi um ativo antifascista e já aos 10 anos, Oriana estava envolvida com a Resistência Italiana, participando do movimento clandestino "Giustizia e Libertà". Durante a ocupação de Florença pelos nazistas, o pai foi capturado e torturado na "Villa Triste", onde funcionava uma seção da polícia politica alemã, também utilizada como cárcere e lugar de torturas até a Liberação de Florença, em setembro de 1944. Por sua participação na Resistência, Oriana foi condecorada, aos 14 anos, pelo Exército Italiano.
Oriana iniciou sua carreira de jornalista aos 16 anos. Inicialmente trabalhou como colaboradora de jornais locais e posteriormente como enviada especial da revista semanal L'Europeo, fundada em 1945.
Em 1967 trabalhou como correspondente de guerra para L'Europeo no Vietnam. Retornará ao país por 12 vezes em 7 anos, para narrar a guerra, sem fazer concessões nem ao comunistas, nem tampouco aos americanos e aos sul-vietnamitas. As experiências da guerra são reunidas no livro "Niente e così sia" publicado em 1969.
Ao longo de sua carreira, realizou importantes entrevistas com algumas das mais importantes personalidades do século XX, dentre as quais destacam-se Henry Kissinger, o Ayatollah Khomeini, Lech Wałęsa, Willy Brandt, Zulfikar Ali Bhutto, Walter Cronkite, Muammar al-Gaddafi, Federico Fellini, Sammy Davis, Jr., Deng Xiaoping, Nguyen Cao Ky, Yasir Arafat, Indira Gandhi,Alexandros Panagoulis, Wernher von Braun, o Arcebispo Makarios, Golda Meir, Nguyen Van Thieu, Haile Selassie e Sean Connery.
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