sábado, 26 de setembro de 2015

Jesus é Deus

Se há uma doutrina de importância maior no cristianismo, esta é a doutrina da natureza de Cristo – Sua divindade e humanidade. Em sua doutrina axiomática, o cristianismo permanece único. As Escrituras Cristãs, formadas por 66 livros do Antigo e do Novo Testamento, enfatizam a necessidade de um Redentor para os homens, que estão presos em seus pecados. Eles estão mortos, perdidos e sob a ira de Deus, aguardando seu julgamento final pelos seus pecados – a não ser que o Salvador os livre. Este Salvador não é apenas um bom professor, ou um sábio, como alguns supõem. O Redentor da Bíblia Cristã é o Próprio Deus que tomou a forma de homem e morreu pelos pecados de Seu povo. Ele é o único Deus-homem, uma pessoa com duas naturezas distintas, porém unidas. Não há outra religião que enfatize a Divindade de seu Redentor, e a complexidade das naturezas do Messias. Sim, há várias religiões mistério antigas que, de uma forma ou outra, enfatizaram uma deidade ou um semi-deus que vem para salvar, ou ajudar os homens, em diferentes estilos – mas nenhuma delas enfatiza a suprema divindade de um Deus Todo-Poderoso que se rebaixa à forma de homem para salvar alguns mortos no pecado do horror de Sua própria ira. Nisto, Jesus Cristo permanece único. Maomé, Krishna, Buda e outras figuras religiosas nunca fizeram as reivindicações que Jesus Cristo fez. Eles nunca disseram ser Deus. Jesus Cristo foi o único homem que declarou ser Deus, e repetiu esta declaração muitas vezes. Aqui nós veremos que os escritores bíblicos afirmam a todo instante que seu Salvador era Deus em forma de carne. Buda, Maomé, Krishna e similares, todos eles disseram ser mais iluminados que os outros, ou tocados divinamente, mas nunca que eram Deus. E como poderiam? Como eles poderiam provar suas declarações? Poderiam levantar-se dos mortos? Poderiam transformar água em vinho? Poderiam caminhar sobre o mar? Não. Somente Jesus Cristo, e Cristo apenas declarou que Ele era Deus.

O propósito deste artigo é demonstrar a irrefutável prova bíblica ao fato histórico de que Jesus Cristo, o único Redentor dos homens, é Deus. Apenas ele fez estas reivindicações, e o registro bíblico deixa isto claro repetidamente.

Exemplos da divindade do Messias no Antigo Testamento

Inicialmente, usarei alguns profecias do Antigo Testamento para provar que o Messias que viria era divino. Ele não era especial de alguma maneira abstrata, mas o Próprio Deus. O Servo Sofredor de Isaías 53 não é apenas um homem que morre numa cruz. Isto seria uma morte sem significado, pois muitos homens já ouviam morrido crucificados antes que Jesus Cristo viesse à Terra. Pelo contrário, as profecias do Antigo Testamento enfaticamente confirmam e provam a divindade do Messias como Deus.

Primeiramente, uma nota preliminar – é importante lembrar que o finito não pode conter o infinito. Seres humanos não partilham dos atributos inefáveis de Deus de forma alguma. Seres humanos não podem ser infinitos, eternos, imutáveis, etc. Eles são criaturas limitadas e não podem se tornar Deus ou tomar atributos de Deus. Com o Messias isso também é verdade. Entretanto, Deus pode unir-se a uma natureza humana sem misturar Sua divindade com a humanidade. A união é feita sem se unir as naturezas. A natureza humana continua sendo humana e a natureza divina é divina, mas em uma pessoa. O Filho de Deus tinha duas naturezas; uma pessoa em duas naturezas. A união completa de sua natureza é um mistério, mas essencial e indispensável de acordo com a Bíblia. As Escrituras comprovam isso de formas bastantes variadas. Menciono isto aqui para dizer que é impossível Deus dividir Sua divindade com a natureza de homem comum. Isto é crucial quando observamos os versículos que lidam com o Filho Unigênito do Pai, e com suas provas. É impossível Deus criar outro Deus, tampouco um homem se tornar Deus. Dizer isto é parar de raciocinar e entrar no reino da fantasia. Nós não estamos falando de Zeus ou Hermes, figuras fantásticas criadas que são homens com poderes extraordinários (como nossos super-heróis atuais?). Pelo contrário, nós estamos falando sobre natureza. Deus não pode partilhar Sua natureza com qualquer outra criatura. Deus só pode partilhar Sua natureza consigo mesmo. Nós veremos, então, que Jesus Cristo é Deus, e que o Filho de Deus é o segundo membro da Trindade como ela se manifesta ao mundo (“forma econômica”), mesmo que Ele tivesse natureza humana. O Filho é da mesma substância que o Pai e o Espírito, igualmente e inteiramente Deus. E mais, o Filho tomou a forma de homem, o homem Jesus Cristo. Na Terra, Jesus declara ser Deus, o Primeiro e Único Todo-Poderoso. A Bíblia prova que isso é verdade? Sim, ela o faz e claramente.

No Antigo Testamento, há vários textos que testificam que o Messias judeu vindouro seria Deus. Para os israelitas, o prometido Messias viria a ser o Próprio Deus. No Antigo Testamento, encontramos alguns dos mais memoráveis textos já escritos. O primeiro é Salmo 2.6-12, em que um diálogo acontece entre Deus e seu Filho. “Eu, porém, ungi o meu Rei sobre o meu santo monte de Sião. Proclamarei o decreto: o SENHOR me disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei. Pede-me, e eu te darei os gentios por herança, e os fins da terra por tua possessão. Tu os esmigalharás com uma vara de ferro; tu os despedaçarás como a um vaso de oleiro. Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos instruir, juízes da terra.

Servi ao SENHOR com temor, e alegrai-vos com tremor. Beijai o Filho, para que se não ire, e pereçais no caminho, quando em breve se acender a sua ira; bem-aventurados todos aqueles que nele confiam”. Aqui observamos que o Senhor gerou Seu Filho. Isso é a geração eterna do Filho pelo Pai. Então, o Filho deve ser adorado – pois “beijai” significa “ajoelhar-se perante”. O Filho, se não for adorado, se irará e fará com que os homens pereçam em seu caminho. O Filho tem ira, e a única forma de escapar é confiar na providência dEle. Como podem ambos Filho e o Senhor ter as mesmas qualidades? A resposta é que o Senhor é o Filho e o Filho é o Senhor, porque nenhum homem poderia ter profetizado desta forma. Somente Deus é capaz de acender Sua ira como resultado de uma adoração desobediente à Sua existência divina.

O Samo 110.1 também nos mostrar o diálogo entre Deus e Deus. Davi escreve: “Disse o SENHOR ao meu Senhor: Assenta-te à minha mão direita, até que ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés”. Jesus usa isto contra os fariseus quando pergunta a eles como poderia ser o Senhor de Davi e filho de Davi ao mesmo tempo. O Messias será da tribo de Judá, filho de Davi, mas ainda assim Senhor de Davi. O palavreado aqui também deve ser ressaltado. A tradução literal diz “Disse Iavé ao meu Adonai...”. O termo “Iavé” é o nome de Deus, literalmente “Eu Sou”. Cada vez que a designação Iavé é usada na Bíblia pelo Antigo Testamento, se refere ao “Grande EU SOU”. O título “Adonai” é usado para designar a posição suprema de Deus como “Senhor”. Então Iavé está falando com Adonai. Aqui nós vemos Deus falando com Deus. O autor de Hebreus usará este Salmo inúmeras vezes para designar a posição do Messias como Sumo Sacerdote da ordem de Melquisedeque. Esta promessa, ou juramento, feita por Deus a Deus como Messias é derruba completamente aqueles que não creem na Trindade. Aqui, o Messias recebe, por promessa, a distinção messiânica de Sumo Sacerdote de uma melhor aliança. Aqui Deus fala com Deus. Nós vemos o conselho eterno trabalhando; o filho de Davi é também o Senhor de Davi.

Daniel 7.13 também é um versículo muito importante, e pessoalmente um dos meus favoritos. Aqui nós encontramos o título “Filho do Homem“ não como um título de humanidade, mas de deidade. “Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do céu um como o filho do homem; e dirigiu-se ao ancião de dias, e o fizeram chegar até ele”. Duas figuras são apresentadas nesta visão – uma é o Ancião de Dias e outra é o Filho do Homem que vinha nas nuvens do céu, ou da glória de Deus (shekiná) nos céus. Entretanto este Filho do Homem é divino. De fato ele é tão brilhante em Sua glória que que a luz sobre Ele era como as nuvens dos céus. Poderosas nuvens de glória, de uma luz divina perante o Ancião de Dias quando o Filho do Homem entra no tribunal de Deus, e o juízo é iniciado. Como nós veremos, a designação favorita de Jesus para Si mesmo é este título, Filho do Homem. Jesus certamente sabe que Ele é o divino Filho do Homem que partilha da glória de Deus. E ele, de fato, brilha com a luz da glória de Deus.

Em Miquéias 5.2 encontramos a profecia do Messias e seu local de nascimento. Mas não somente marca o nascimento da humanidade do Cristo, mas também marca a natureza dupla, Aquele que nasceria seria eterno. “E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá, de ti me sairá o que governará em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade”. As “saídas” (existência) do Messias é de “desde os dias da eternidade”. O Messias é associado a um atributo incomunicável de Deus – eternidade ou a natureza do que é eterno. Somente Deus vem desde os dias da eternidade. E nós vemos que o Messias também vem dessa eternidade.

Zacarias 13.7 também designa o Messias com o título divino de Deus Todo-Poderoso. Quando Cristo estava com os discípulos no jardim, e foi preso, a profecia de que o Pastor seria ferido começa a acontecer. “Ó espada, desperta-te contra o meu pastor, e contra o homem que é o meu companheiro, diz o SENHOR dos Exércitos. Fere ao pastor, e espalhar-se-ão as ovelhas; mas volverei a minha mão sobre os pequenos”. A chave aqui é a frase “volverei a minha mão sobre os pequenos”. Este é o Senhor falando de Si mesmo. Ele é o Pastor que volverá Sua mão sobre os pequenos e os tomará de volta. Ele é o Messias e também é o Senhor.

Uma das profecias mais específicas em relação ao Messias é Isaías 9.6. Lemos o conhecidíssimo versículo sobre o Natal tratando do advento do Messias como uma criança nascida, e então a designação dada à criança. “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”. Aqui o Messias é chamado “Maravilhoso”. Por que assim? A resposta pode ser encontrada em Juízes 13 quando da narrativa do nascimento de Sansão. Manoá e sua esposa, pais de Sansão, encontram o anjo do Senhor. Depois de uma longa conversa sobre o nascimento de Sansão, Manoá pergunta o nome do anjo. A resposta em 13.18 é esta – “Por que perguntas assim pelo meu nome, visto que é maravilhoso?”. O nome do anjo é maravilhoso. Normalmente anjos têm nomes como Gabriel ou Miguel. Mas o nome do anjo é maravilhoso demais para ser mencionado. Depois que o Anjo do Senhor se retira, Manoá faz um importante comentário em Juízes 13.22: “Certamente morreremos, porquanto temos visto a Deus”. O Anjo do Senhor, cujo nome é maravilhoso, é Deus. Isso nos ajuda quando consideramos Isaías 9.6. O Messias é Deus, e seu nome é Maravilhoso. No entanto, a profecia de Isaías não termina aqui. O Messias não é apenas chamado Maravilhoso, como Deus, mas também “Deus Forte”. Se esta designação não é explícita o bastante, a profecia também O chama de “Pai da Eternidade”. O Messias não é apenas o Redentor terreno, mas o Deus Forte da Eternidade. Ele é chamado o Pai da Eternidade, uma designação usada por Cristo para Deus nos Evangelhos. O Messias é chamado como Deus neste verso profético de Isaías três vezes – uma vezes sutilmente como Maravilhoso, outra explicitamente como Deus Forte, e mais outra como o Pai. O Messias é Deus.

Junto com Isaías 9.6 como uma profecia amada sobre o advento do Messias, há a profecia de Emanuel em Isaías 7.14 – “Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel”. O apóstolo Mateus interpreta corretamente isto em Mateus 1.23 como “Deus conosco”. A profecia trata da narrativa do nascimento do Cristo, chamado e interpretado por um meticuloso contador judeu (cobrador de impostos) de Deus. O Cristo, nascido de uma virgem, é Deus.

Uma profecia adicional a respeito do Cristo é Jeremias 23.5-6. “Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, sendo rei, reinará e agirá sabiamente, e praticará o juízo e a justiça na terra. Nos seus dias Judá será salvo, e Israel habitará seguro; e este será o seu nome, com o qual Deus o chamará: O SENHOR JUSTIÇA NOSSA”. A semente levantada de Davi será um Renovo justo. O Messias deve vir da linhagem de Davi e ser levantado por Deus. Entretanto, o Messias será chamado “O SENHOR JUSTIÇA NOSSA”. Esta designação é um título dado a Deus literalmente como “Iavé Tsikenu”. O Messias não é apenas levantado por Deus mas também é chamado Iavé é Justiça. O Messias é Iavé. O Messias é Deus.

A última profecia que eu gostaria de olhar rapidamente é Malaquias 3.1. “Eis que eu envio o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim; e de repente virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais; e o mensageiro da aliança, a quem vós desejais, eis que ele vem, diz o SENHOR dos Exércitos”. Aqui nós vemos que o Messias é identificado como “o Senhor” que virá ao Seu templo. Ele é o mensageiro da aliança e o Servo eleito em quem Deus se deleita. Mas é o próprio Deus! Marcos 1.2 afirma que este versículo de Malaquias atesta a vinda de João Batista – “Como está escrito nos profetas: Eis que eu envio o meu anjo ante a tua face, o qual preparará o teu caminho diante de ti”. Lucas também percebe isso em 1.76 – “E tu, ó menino, serás chamado profeta do Altíssimo, Porque hás de ir ante a face do Senhor, a preparar os seus caminhos”. Aqui Lucas registra que João será o profeta que preparará o caminho do Altíssimo, que é o Senhor que vem ao Seu templo. O Messias é o Deus Altíssimo.

Estas profecias são somente trechos que falam do Messias como sendo divino. Porém, todos eles acreditam que o Messias é Deus. O Messias, ou o Cristo que viria, é o Senhor, Deus dos Céus e da Terra. As sombras das Escrituras do Antigo Testamento apresentam claramente isto. Esta é uma prova irrefutável de que o Novo Testamento confirma o Antigo Testamento como sombras do fato histórico na pessoa de Jesus Cristo.

Passagens selecionadas no Novo Testamento que provam que Jesus é Divino

O Novo Testamento não faz dificuldade quanto ao fato de Jesus Cristo ser o Messias ou que o Messias é Deus. Jesus declarou isso de Si mesmo, e os Apóstolos declaram isto sobre Jesus, mesmo depois que Ele ascendeu aos céus, em todas as cartas do Novo Testamento às igrejas. Negar isto é reinterpretar a mensagem da Bíblia sem ler o próprio texto – como muitas pessoas que odeiam Cristo o fazem. Ler e negociar claramente com o texto é ver a divindade de Jesus Cristo como único e verdadeiro Deus.

Começamos uma rápida investigação destas passagens com o texto freqüentemente abusado de João 1.1-3. O texto afirma “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez”. O Verbo (ou Palavra) na passagem é Cristo. João está usando um nome afetivo do Logos eterno para os leitores gentios/romanos que o leriam. Cristo como Messias para um gentio/romano não seria tão convincente como o Verbo Eterno ou o Logos Eterno que desceu dos céus. Isto teria sido, e foi, uma ferramenta eficaz para ensinar aos gentios aristotélicos e platônicos sobre o Único e Verdadeiro Deus. Aqui nós encontramos o Verbo Eterno como o Próprio Deus. O grego não permite a tradução “um deus”, somente “Deus”. As Testemunhas de Jeová têm deturpado o texto grego aqui e também negado a tradução através dos verbos subseqüentes. Por exemplo, se o texto diz “um deus” então isto deveria funcionar através do capítulo. A mesma construção no original usada no verso 1 para Cristo é usada mais treze vezes para o Próprio Jeová. Então se as Testemunhas de Jeová vão traduzir o versículo 1 como “um deus”, deveriam traduzir o termo nas treze vezes subseqüentes da passagem para Jeová como “um deus”. Mas eles não o fazem porque isso destruiria seu falso sistema teológico. Eles simplesmente negam que Jesus Cristo é Deus ao traduzirem horrivelmente o primeiro versículo, e então traduzem corretamente o resto da passagem que se refere a Jeová. Esta é uma interpretação satânica para negar a divindade do Verbo. No entanto, o Verbo é Deus, veio de Deus e criou todas as coisas. Ele é o Logos eterno de Deus, a grande Sabedoria de Deus em Pessoa, que veio à Terra tomando forma de homem para salvar Seu povo.

Mais à frente, na passagem de João 1, encontramos o versículo 14 dizendo “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”. Aqui, João não apenas diz que o Verbo é Deus, mas explica que o Verbo possui a glória do Pai e é o unigênito do Pai. O Verbo desceu dos céus, habitou entre homens, e Sua glória, somente a glória de Deus, brilhou entre os homens por um tempo. Nós sabemos disto, que o Verbo tinha a forma de Deus, por Filipenses 2.6-7, que explica “Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens”. Paulo fala de Jesus Cristo aqui. O Messias é Deus, e não teve por usurpação ser igual a Deus (N.T.: Na versão NVI “não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se”). Ser igual a Deus é ser Deus. Pense sobre os atributos de Deus e a incomunicável natureza destes atributos. Somente Deus pode ser igual a Si mesmo. Mas Deus tomou a forma de homem, fazendo-se semelhante a homens para salvar os homens de seus pecados.

Paulo não confunde as palavras sobre Deus tomar forma de homem ao dizer em 1 Timóteo 3.16 – “E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Deus se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória”. Quem se manifestou em carne? Foi Deus. Não foi um ser divino, mas o próprio Deus. Deus assumiu a forma de servo. Ele propôs a Si mesmo uma nova natureza que não tinha antes, uma natureza humana.

Nós sabemos que Jesus é o Salvador cristão. Nós sabemos isto de inumeráveis passagens através do Novo Testamento em que os Apóstolos acreditavam que não havia outro nome dado entre os homens pelo qual importa que os perdidos sejam salvos senão Jesus. Em Atos 20.28, nós vemos o registro de Lucas da obra de Cristo atribuída a Deus: “Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue”. O “Ele” é “Deus”. Deus resgatou a igreja com Seu próprio sangue. Por acaso Deus tem sangue? Sim, Deus tem sangue na natureza humana de Jesus Cristo. Cristo morreu, e seu sangue foi descrito como sangue de Deus. Eles são sinônimos. Os cristãos são, neste sentido, resgatados da danação perpétua pelo sangue de Deus. Lucas descreve a obra de Jesus como se fosse feita por Deus. Isto é verdadeiro porque Jesus é Deus, e eles sabiam disso. De outra forma, seria blasfêmia honrar o trabalho de um mero homem mortal como o trabalho que apenas Deus pode fazer.

No livro de Hebreus, vemos o autor citando muito do Antigo Testamento para provar a a divindade do Messias como Deus. Em 1.8-9, o autor diz: “Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos; Cetro de eqüidade é o cetro do teu reino. Amaste a justiça e odiaste a iniqüidade; por isso Deus, o teu Deus, te ungiu Com óleo de alegria mais do que a teus companheiros”. Ele está citando Salmo 45.7: “Tu amas a justiça e odeias a impiedade; por isso Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de alegria mais do que a teus companheiros”. Aqui Deus está falando com Deus. O Ungido tem um cetro e o cetro é o cetro de Deus. O escritor de Hebreus está provando que Cristo é maior que Moisés, e maior que os anjos, o que seria um choque para os neoplatonistas contra quem ele escreve. Os neoplatonistas criam em uma Suprema “Unidade” ou ser perfeito. Esta “Unidade” tem emanações que são transmitidas do ser perfeito para seres menores; ou seja, Moisés, anjos e mesmo bons mestres como Jesus. Mas o autor de Hebreus prova que o Messias é a Unidade, o o próprio Deus eterno, e é maior que os anjos e maior que Moisés.

Uma das últimas provas gerais do Novo Testamento para a divindade do Cristo está em Lucas 22.48. Aqui Judas trai o “Filho do Homem”. Lembre-se, o título divino “Filho do Homem” é usado por Cristo mais de 80 vezes só nos Evangelhos. Este é Seu favorito título para Si mesmo. “E Jesus lhe disse: Judas, com um beijo trais o Filho do homem?”. Homens freqüentemente têm traído os outros com terríveis resultados. Pense no traidor Benedict Arnold e o fiasco ao redor de sua traição (N.T.: Benedict Arnold está para a Independência Americana assim como Joaquim Silvério está para Inconfidência Mineira). Entretanto, neste caso, Judas, um homem, trai Jesus, o Filho do Homem. Neste momento histórico, um maligno e rebelde servo do pecado trai Deus. Judas cuspiu no rosto dAquele que Daniel descreveu como alguém vindo nas nuvens dos céus! Isto eleva a traição a um patamar infinito de maldade! Seria melhor para Judas não ter nascido que trair o Filho do Homem com um beijo. E ironicamente, o salmista havia dito que nós deveríamos beijar o Filho para que Ele não se irasse ou não perecêssemos em nosso caminho. Judas beijou o Filho de uma forma corrompida e está no inferno pagando por este pecado, neste momento e por toda a eternidade.

Designações do Novo Testamento para Jesus Cristo que são atribuídas ao Deus do Antigo Testamento

Existem várias passagens do Novo Testamento que são interpretadas à luz das ações de Deus no Antigo Testamento, mas atribuídas a Cristo. Algumas dessas eu espero explicar a seguir. Eu as considero muito úteis para ver a divindade do Messias.

A tentação do Senhor pelos israelitas no deserto é registrada numerosas vezes. É tão tão repetitivo que algumas vezes o leitor se irrita com o claro pecado dos israelitas em uma dada narrativa. Eles conheciam mais ou não? Alguns exemplo disso são os seguintes – Números 14.22: “E que todos os homens que viram a minha glória e os meus sinais, que fiz no Egito e no deserto, e me tentaram estas dez vezes, e não obedeceram à minha voz”. Números 21.5-6: “E o povo falou contra Deus e contra Moisés: Por que nos fizestes subir do Egito para que morrêssemos neste deserto? Pois aqui nem pão nem água há; e a nossa alma tem fastio deste pão tão vil”. Também o Salmo 95.9: “Quando vossos pais me tentaram, me provaram, e viram a minha obra”. Os israelitas tentaram a Deus e, por fim, foram mordidos por serpentes no deserto como julgamento. Nós encontramos o apóstolo Paulo ligando isso com Cristo no Novo Testamento, em 1 Coríntios 10.9: “E não tentemos a Cristo, como alguns deles também tentaram, e pereceram pelas serpentes”. Paulo está dizendo que nós, como cristãos, não devemos colocar Cristo na parede, ou tentá-lO. Assim, o apóstolo liga a tentação dos israelitas a quem tenta a Cristo. A frase “alguns deles também tentaram” se refere aos pais, e aos israelitas que tentaram a Deus. Para Paulo, tentar a Deus é tentar a Cristo, porque eles são um e o mesmo.

Outro versículo do Novo Testamento à luz das profecias do Antigo Testamento é Hebreus 1.10-11: “E: Tu, Senhor, no princípio fundaste a terra, E os céus são obra de tuas mãos. Eles perecerão, mas tu permanecerás; E todos eles, como roupa, envelhecerão”. Esta é a descrição do Messias, Jesus Cristo. É uma citação das obras de Deus registradas através do Salmo 102. Salmo 102.26 diz “Eles perecerão, mas tu permanecerás; todos eles se envelhecerão como um vestido; como roupa os mudarás, e ficarão mudados”. Aqui nós vemos o trabalho de Deus, novamente, atribuído ao trabalho de Cristo no Novo Testamento.

Em João 12.40-41, a Escritura diz “Cegou-lhes os olhos, e endureceu-lhes o coração, A fim de que não vejam com os olhos, e compreendam no coração, e se convertam, e eu os cure. Isaías disse isto quando viu a sua glória e falou dele”. João está citando Isaías 6.9-10. João interpreta que Isaías fala de Cristo, quando da visão no capítulo 6 – “Então disse ele: Vai, e dize a este povo: Ouvis, de fato, e não entendeis, e vedes, em verdade, mas não percebeis. Engorda o coração deste povo, e faze-lhe pesados os ouvidos, e fecha-lhe os olhos; para que ele não veja com os seus olhos, e não ouça com os seus ouvidos, nem entenda com o seu coração, nem se converta e seja sarado”. Aquele que é santo, santo, santo no trono é Cristo, de acordo com João, e a Palavra inspirada. Este é o significado da visão de Isaías. Os anjos da visão de Isaías dizem “Santo, Santo, Santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória”. O Deus Todo-Poderoso é Jesus Cristo, de acordo com João 12.40-41.

Em Isaías 45.23, lemos: “Por mim mesmo tenho jurado, já saiu da minha boca a palavra de justiça, e não tornará atrás; que diante de mim se dobrará todo o joelho, e por mim jurará toda a língua”. Isto é citado por Paulo em Romanos 14.11: “Porque está escrito: Como eu vivo, diz o Senhor, que todo o joelho se dobrará a mim, e toda a língua confessará a Deus”. Os homens dobrarão o joelho diante do Senhor, e o Senhor aqui é Jesus Cristo. Paulo associa a prostração dos homens a Jesus, uma vez que os termos “como eu vivo” e “a mim” estão falando da redenção de Deus em Cristo.

Uma das clássicas citações nos Evangelhos está em Mateus 11.28: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei”. Este gracioso mandamento de Jesus diz aos homens que eles deveriam vir a “quem”? Ele diz “a mim”. Este “a mim” é o próprio Jesus. Em Isaías 45.22, Jesus está cumprindo a palavra do profeta “Olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os termos da terra; porque eu sou Deus, e não há outro”. Os termos “a mim” e “para mim” nas passagens são paralelos. Jesus está afirmando Seu chamado no Evangelho como Deus afirma Seu chamado em Isaías. Deus é a única fonte de salvação, e Jesus confirma isto ao apresentar-se como única fonte de salvação – Jesus é Deus.

No texto acima, vemos Jesus creditando palavras de Deus como Suas próprias palavras. Em Romanos 10.13, Paulo escreve o mesmo a respeito de Cristo, tratando da redenção em Cristo. Paulo diz “Porque todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo”. Em Joel 2.32, o profeta afirma “E há de ser que todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo; porque no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento, assim como disse o SENHOR, e entre os sobreviventes, aqueles que o SENHOR chamar”. Jesus novamente recebe o mesmo e igual tratamento em Sua obra e palavras como Deus. Somente Deus pode ser glorificado desta forma, senão seria uma blasfêmia. Paulo confirma que as palavras de Joel são um tipo da obra de Cristo. Jesus, aos olhos de Paulo, é Deus.

Paulo também faz esta afirmativa em Efésios 4.8-9: “Por isso diz: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, e deu dons aos homens. Ora, isto ele subiu que é, senão que também antes tinha descido às partes mais baixas da terra?”. Aqui ele cita o Salmo 68.18 – “Tu subiste ao alto, levaste cativo o cativeiro, recebeste dons para os homens, e até para os rebeldes, para que o SENHOR Deus habitasse entre eles”. O salmista está falando das obras de Deus; literalmente “Iavé Elohim”. Paulo então toma esta designação e a interpreta como a obra de Cristo em Sua ascensão aos céus. No obra redentória de Cristo, Ele deu dons aos homens e levou o cativeiro (aqueles mortos em pecado) cativo (agora livres em Cristo). O trabalho de Deus, novamente, é atribuído a Cristo.

Por que todos estes textos do Novo Testamento que confirmam profecias e idéias atribuem as obras de Deus a Jesus Cristo? Para que aqueles que lidam fielmente com o texto, vejam facilmente que Jesus Cristo é Deus. Jesus Cristo cumpriu o mesmo trabalho como Deus, e faz o mesmo chamado de salvação como Deus, uma vez que somente Deus pode agir desta forma. Como isto funciona? Nós veremos como isto acontece na próxima seção, provando que Jesus Cristo, em Seus variados nomes, poderes e atributos é Deus.

Nomes, poderes e atributos de Deus dados a Cristo

Se Jesus Cristo é Deus, então deveria haver amplas provas no Novo Testamento para provar esta afirmação. Não somente existem amplas provas, como também muitas das provas não serão citadas aqui. Escolhi alguns versos especiais para demonstrar que Jesus Cristo é Deus, ao contrário da opinião popular.

Nomes significam muito na Bíblia. A designação de um nome pode ser importantíssima ao identificar uma pessoa, um tempo ou evento especial, por um nome humano. Por exemplo, Icabode foi o nome dado a uma criança no Antigo Testamento quando a arca da aliança foi tomada pelos filisteus e o sumo-sacerdote Eli morreu. Significa “Foi-se a glória de Israel”. Significante? Certamente. Então, desta maneira, os nomes de Cristo apresentarão base para Sua personalidade e existência.

Em 1 João 5.20, Jesus é chamado de verdadeiro Deus, e própria vida eterna – “E sabemos que já o Filho de Deus é vindo, e nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro; e no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna”. Poderia estar mais explícito que isto? Jesus é o verdadeiro Deus. Paulo afirma isto em Romanos 9.5 onde ele chama Jesus Cristo de “Deus bendito eternamente”. “Dos quais são os pais, e dos quais é Cristo segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente. Amém”. Jesus é o eternamente bendito Deus. Em Tito 2.13, Paulo chama Jesus de “grande Deus e nosso Salvador”; Ele diz: “Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo”. Em João 20.28, Tomé faz uma dupla confissão: “E Tomé respondeu, e disse-lhe: Senhor meu, e Deus meu!”. Cristo não é apenas Senhor, Ele é também Deus.

Em João 8.58-59, encontramos um feroz debate entre os fariseus e Jesus. Esta disputa se baseia na hostilidade a Cristo da parte dos Judeus. O texto diz “Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou. Então pegaram em pedras para lhe atirarem; mas Jesus ocultou-se, e saiu do templo, passando pelo meio deles, e assim se retirou”. Por que eles pegaram pedras para lançar em Jesus? Porque eles sabiam exatamente o que estava sendo dito. Jesus estava declarando ser o libertador dos israelitas do Egito. Ele era o “Eu Sou” que conversou com Moisés em Êxodo 4, na sarça ardente. Isto é reforçando quando lembramos sua discussão anterior com os fariseus em João 5.17-19. Jesus faz alguns comentários que os fariseus não podem suportar: “E Jesus lhes respondeu: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também. Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não só quebrantava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus. Mas Jesus respondeu, e disse-lhes: Na verdade, na verdade vos digo que o Filho por si mesmo não pode fazer coisa alguma, se o não vir fazer o Pai; porque tudo quanto ele faz, o Filho o faz igualmente”. Jesus faz o que o Pai faz. Jesus pode fazê-lo porque Ele é Deus. Ele é igual ao Pai e é capaz de realizar os mesmos atos que o Pai. Se Ele não fosse Deus, Ele não poderia dizer isto. Os judeus entenderam exatamente o que Ele estava dizendo e desejaram matá-lO. Então veio o incidente, quando Jesus ousadamente afirmou que Ele era o “Eu Sou” ou Iavé em Pessoa. Com estas palavras, os judeus desejaram apedrejá-lO. Jesus afirmou ser Deus e disse que era o próprio Iavé.

Deus é glorioso. Apenas Ele é digno de glória e tem uma glória conhecida apenas por Ele. É parte dEle. Ele não divide com outros. Mas Jesus, em João 17.5, diz: “E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse”. Jesus tem uma glória divina antes que o mundo viesse a existir. A única forma de uma glória assim ser atribuída a Cristo seria se ele fosse Deus.

Em João 1.1, Jesus é descrito com atributos de eternidade. “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez”. Ele é o Verbo que está com Deus desde o princípio. Isto significa que Ele é eterno. Ele também é o Criador e tem o poder de criar do nada. Sua capacidade de criar prova Sua Onipotência. Seus atributos são os mesmos de Deus porque Ele é Deus.

Jesus recebe os atributos da onipresença em Mateus 18.20 – “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles”. Isto não quer dizer que a humanidade de Cristo estava em todos os lugares, senão Ele não seria realmente humano. Sua humanidade seria elevada para algo como a divindade. Ou Sua divindade seria negada, se unida com a humanidade. Em ambos os casos, atribuir uma união das naturezas é cair em uma heresia não-ortodoxa. Neste caso, a natureza divina de Jesus, como Deus, está presente em todos os lugares. Ele é capaz de estar no meio de Seu povo, onde estiverem dois ou três reunidos com propósitos. Jesus diz “Eu” provando que Ele cria que realmente poderia estar em todos os lugares do mundo ao mesmo tempo com dois ou três reunidos em Seu nome. Como Ele poderia estar no meio de tantas igrejas em um dia qualquer se Ele não fosse Deus?

Cristo não apenas é onipresente, mas outra designação teológica pode ser dada a Ele, chamada “imensidão”. Em João 3.13 temos que “Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem, que está no céu”. Este é um versículo de grande riqueza. Jesus não é apenas aquele que desceu do céu, mas em Sua divindade, Ele ainda está no céu. A frase “que está no céu” demonstra a imensidão da natureza divina. Naquele momento, o divino Filho não estava apenas caminhando pela Terra em sua natureza humana de Cristo, mas continuamente permanecia no céu como o imenso Deus da Eternidade.

Como Jesus é Deus, Ele deve necessariamente ser todo-poderoso. Apocalipse 1.8 e 11.17 nos apresentam estes atributos de onipotência em Jesus. “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso” e também “Dizendo: Graças te damos, Senhor Deus Todo-Poderoso, que és, e que eras, e que hás de vir, que tomaste o teu grande poder, e reinaste”. Jesus tem as chaves da morte e do inferno, o que significa que Ele é todo-poderoso sobre a morte. Ele é o Senhor soberano sobre o inferno e a morte. O único que poderia ter este poder é Deus. Deus é o Soberano Todo-Poderoso que contra o inferno e a morte. Jesus pôde levantar-se dos mortos, e Ele está no comando daqueles que estão mortos e no inferno como Senhor Deus Todo-Poderoso.

Em João 5.17, Jesus também é descrito com atributos do Pai. “E Jesus lhes respondeu: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também”. Jesus trabalha da mesma maneira que o Pai. Novamente, se Ele está realizando as obras do Pai, ou fazendo-se igual ao cumprir as mesmas obras do Pai, Ele deve ser Deus para cumprir estas obras. Seu trabalho tem a mesma qualidade do trabalho do Pai. Os judeus odiavam estes dizeres porque eles sabiam que Ele se fazia igual a Deus. Por quê? Porque Jesus é Deus e eles simplesmente abominavam este fato.

Os Evangelhos também registram que Jesus era onisciente. O Filho de Deus comunicou o conhecimento que a natureza divina possuía à natureza humana em alguns momentos; não completamente, mas de formas variadas. Isto só poderia acontecer se Jesus fosse Deus. E os escritores que não afirmam que Ele sabia algumas coisas, mas todas as coisas. Vemos em João 1.48: “Disse-lhe Natanael: De onde me conheces tu? Jesus respondeu, e disse-lhe: Antes que Filipe te chamasse, te vi eu, estando tu debaixo da figueira”. Pedro diz, em João 21.17 “Tu sabes tudo”. Jesus sabia detalhes específicos que apenas Deus poderia saber. Por exemplo, em Apocalipse 2.3-4, Ele diz “E sofreste, e tens paciência; e trabalhaste pelo meu nome, e não te cansaste. Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor.”. Como Jesus poderia saber todas estas obras da igreja em Éfeso? Ele tem de ser onisciente para buscar e encontrar no coração deles sua paciência, trabalho e força – para não mencionar o esmorecimento do amor deles por Ele. Jesus sabe todas as coisas porque Ele é Deus.

O autor de Hebreus também faz menção que Jesus, o Filho, é imutável – Ele não muda. Hebreus 1.11-12 diz “Eles perecerão, mas tu permanecerás; E todos eles, como roupa, envelhecerão, e como um manto os enrolarás, e serão mudados. Mas tu és o mesmo, e os teus anos não acabarão”. Ele é o mesmo, e os Seus anos não cessarão. Ele permanece eternamente. Jesus é capaz de manter-se o mesmo porque Ele é Deus. Isto não significa que Ele não envelhece, ou não cresce em Sua natureza humana. Significa que Cristo, como divino Filho de Deus, em sua divindade, não muda.

Não somente Jesus é Deus, mas Paulo descreve Seu único ser como Aquele em quem habita toda a plenitude da divindade. Colossenses 2.9 nos ensina isto - “Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade”. Se você deseja ver Deus, então olhe para Cristo. Ele é a imagem de Deus, e esta imagem, esta perfeição, é manifesta apenas nEle porque Ele é Deus. Nenhum homem poderia afirmar isso – e nenhum homem, exceto Jesus Cristo, teria feito desta forma. Por que ninguém poderia ter feito assim? Eles simplesmente não poderiam repetir esta afirmação por si mesmos. Eles não podem levantar-se dos mortos, não têm as chaves da morte e do inferno, não são todo-poderosos, oniscientes, onipresentes, etc. Mas Cristo reivindicou tudo isto e é descrito assim repetidamente pelos autores do Novo Testamento.

Como Deus, Jesus Cristo sempre fala e age como Deus – Ele é o Criador. Colossenses 1.16-17 diz “Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele”. Este é um texto precioso. Ele criou todas as coisas, não importa o que elas são, mesmo principados e potestades (que pode se referir a seres angelicais). Tudo foi criado por Ele e também para Ele. Tudo existe para dar a Ele toda glória, louvor e honra de que Seu nome é digno. Mas Paulo não pára por aí – ele também diz que todas as coisas subsistem como resultado de Seu poder sustentador. A Terra, os céus, o próprio Universo cairiam abaixo se Cristo não os sustentasse pelo poder de Sua vontade onipotente. Todas as coisas subsistem nEle, para Ele e por Ele.

Jesus também é Aquele que elege homens à salvação. Em João 13.18 Ele elege os apóstolos e condena o traidor, Judas. “Não falo de todos vós; eu bem sei os que tenho escolhido; mas para que se cumpra a Escritura: O que come o pão comigo, levantou contra mim o seu calcanhar”. Judas não foi escolhido e foi condenado por ter levantado seu calcanhar sobre o Ungido.

Em 1 Timóteo 6.15, Jesus é chamado Senhor dos Senhores: “A qual a seu tempo mostrará o bem-aventurado, e único poderoso SENHOR, Rei dos reis e Senhor dos senhores; aquele que tem, ele só, a imortalidade, e habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver, ao qual seja honra e poder sempiterno. Amém”. Ele é o único poderoso SENHOR, o que significa que ele é o Todo-Poderoso. Ele é o único que tem a imortalidade e habita na luz inacessível. Somente Deus pode viver na luz inacessível. Isto é atribuído a Cristo. Jesus é o Deus Eterno que vive na luz inacessível como Deus.

Jesus tem o poder de revelar ou esconder a salvação dos homens. Ele afirma Sua divindade, uma vez que através do Antigo Testamento, Deus é o único que pode salvar ou condenar. Mateus 11.26-27 diz “Sim, ó Pai, porque assim te aprouve. Todas as coisas me foram entregues por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar”. Se Cristo deseja revelar a salvação a quem Ele desejar, então se quiser ocultá-la de outros homens, Ele também pode fazê-lo. A razão de Ele ser capaz de revelar ou ocultar a salvação é porque Ele é Deus. Ele tem o direito de dar a vida eterna como Ele mostra em João 5.21 – “Pois, assim como o Pai ressuscita os mortos, e os vivifica, assim também o Filho vivifica aqueles que quer”. Ele não faz isto a todos. Ele apenas vivifica aqueles que Ele quer. E como um mero mortal poderia vivificar outro mero mortal? Pessoalmente fico incomodado de como isso aconteceria, a não ser que Jesus seja Deus.

Já que Cristo é onisciente, Ele responde às orações dos santos, e somente Deus pode fazer isto. João 14.13: “E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho”. (veja 2 Coríntios 12.8-9). Como um homem finito poderia saber todas as orações dos discípulos se eles orassem em vários lugares ao mesmo temo? É impossível a não ser para Jesus, que é Deus.

Não somente Ele promove a salvação aos homens, e responde orações, mas também perdoa pecados. Somente Deus pode perdoar pecados. As passagens em Mateus 9.6, Marcos 2.10 e Lucas 5.24 deixa isso muito claro – Ele perdoa pecados e apenas Deus pode fazer isto. “Ora, para que saibais que o Filho do homem tem sobre a terra poder de perdoar pecados (disse ao paralítico), a ti te digo: Levanta-te, toma a tua cama, e vai para tua casa”. Aqui os judeus ficaram maravilhados com este homem que dizia perdoar pecados. Então Jesus pergunta o que é mais fácil – perdoar pecados ou fazer um paralítico levantar-se e andar. Para demonstrar Sua divindade Ele realiza ambos, pois os dois atos são impossíveis para os homens, mas possíveis para Deus.

Através de todo o Antigo Testamento Deus incita os homens a olharem para Ele em busca de salvação e colocarem sua fé nEle. Ele deteve Sua mão contra um povo rebelde todos os dias. Havia aqueles a quem ele dava o dom da fé e criam em Deus. Abraão foi justificado pela fé, através de sua crença nas promessas de Deus. Entretanto, no Novo Testamento, Jesus é o objeto da fé. Em João 14.1 Ele diz “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim”. Jesus se coloca em pé de igualdade com Deus. A mesma fé que o povo tem em Deus, também deve ser dada a Ele. Acreditar em Deus é acreditar em Cristo porque eles são o mesmo.

Seu poder é tão grande e assustador que Jesus pode chamar homens para fora do túmulo. João 5.28-29 diz: “Não vos maravilheis disto; porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação”. Jesus tem um poder de tal forma sobre a morte que o som de Sua voz pode levantar os cadáveres decaídos debaixo da terra quando estes a ouvirem! E Seu poder no dia final é registrado como tão grande, que Seu retorno será um dia como nenhuma outro. Mateus 24.20-21 diz “E orai para que a vossa fuga não aconteça no inverno nem no sábado; porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco há de haver”. Ele retornará em poder e grande glória. O sol, a lua e as estrelas cairão do céu e Sua glória resplandecerá sua luz. Sua glória será tão radiante que a luz do Sol será uma mera faísca.

Jesus é Deus pela adoração dada a Cristo

Adorar a Deus é tão importante que o Senhor usa muito da Bíblia explicando como isto deve ser feito pela criação. Em Êxodo 20, o texto diz “Então falou Deus todas estas palavras, dizendo: ‘Eu sou o SENHOR teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam. E faço misericórdia a milhares dos que me amam e aos que guardam os meus mandamentos. Não tomarás o nome do SENHOR teu Deus em vão; porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão”. Aqui nós encontramos o objeto, meios e forma de adoração. A adoração a outros deuses levanta a ira de Deus sobre o pecador rebelde. Deus é enfático e explícito em dizer que nenhum outro deus deve ser adorando, porque Ele é o Único, Verdadeiro e Vivo Deus Eterno. Todos os outros deuses não são nada além de ídolos tolos.

Em Deuteronômio 6.13-16, Moisés diz “O SENHOR teu Deus temerás e a ele servirás, e pelo seu nome jurarás. Não seguireis outros deuses, os deuses dos povos que houver ao redor de vós; porque o SENHOR teu Deus é um Deus zeloso no meio de ti, para que a ira do SENHOR teu Deus se não acenda contra ti e te destrua de sobre a face da terra. Não tentareis o SENHOR vosso Deus, como o tentastes em Massá”. Deus se enfurece quando Seu povo é levado a adorar falsos deuses. Sua ira é inflamada como fogo. Juízes 2.12 diz “E deixaram ao SENHOR Deus de seus pais, que os tirara da terra do Egito, e foram-se após outros deuses, dentre os deuses dos povos, que havia ao redor deles, e adoraram a eles; e provocaram o SENHOR à ira”. Quando isto acontece, o Senhor castiga o pecado de Seu povo. Jeremias 1.16 e 7.18 declaram “E eu pronunciarei contra eles os meus juízos, por causa de toda a sua malícia; pois me deixaram, e queimaram incenso a deuses estranhos, e se encurvaram diante das obras das suas mãos” e “Os filhos apanham a lenha, e os pais acendem o fogo, e as mulheres preparam a massa, para fazerem bolos à rainha dos céus, e oferecem libações a outros deuses, para me provocarem à ira”. O povo de Deus deve abominar os deuses estranhos dos pagãos como em Daniel 3.18 – “E, se não, fica sabendo ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste”. E mesmo Paulo reafirma que há somente um único e verdadeiro Deus em 1 Coríntios 8.5-6: “Porque, ainda que haja também alguns que se chamem deuses, quer no céu quer na terra (como há muitos deuses e muitos senhores), todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele”. Tudo isto diz que apenas Deus deve ser adorado. Adorar qualquer outro além do Único e Verdadeiro Deus é quebrar a Lei do Senhor e desobedecê-lO em hediondos pecado e rebelião.

Também é importante lembrar que Deus não divide a glória que Ele tem ou aceita ser exaltado com outro. Isaías 42.8 afirma “Eu sou o SENHOR; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura”. Adorar o único Deus verdadeiro e nenhum outro é aceito. Entretanto, Jesus é freqüentemente adorado através do Novo Testamento, e mesmo no Antigo Testamento por meio de profecia. Isto é um fato importante por duas razões:

1) Jesus permitiu ser adorado, o que significa que Ele era Deus e sabia disso e;
2) Somente Deus deve ser adorado como centenas de passagens bíblicas comprovam. Ele partilha da glória do Senhor. Deus partilha Sua glória com Ele. Se Jesus não fosse Deus, então neste único ponto toda a fé cristã desabaria.

Jesus conta aos discípulos que eles devem crer em Deus como objeto de sua fé. Mas em João 14.1, como citado anteriormente, Jesus diz “não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim”. Crer em Deus é um ato de adoração e crer em Seu nome. Jesus diz que nós também devemos crer nEle como cremos em Deus. O elemento da fé é o mesmo. Nesta verdade, Jesus é magnificado. A profecia do Antigo Testamento em relação ao Filho nos auxilia nisso: “Beijai o Filho, para que se não ire, e pereçais no caminho, quando em breve se acender a sua ira; bem-aventurados todos aqueles que nele confiam”. Aqueles que creem no Filho são chamados bem-aventurados. Ele deve ser beijado. O Filho deve ser adorado porque Ele é Deus.

Jesus Cristo também é honrado da mesma forma que o Pai, como João 5.23 demonstra: “Para que todos honrem o Filho, como honram o Pai. Quem não honra o Filho, não honra o Pai que o enviou”. Ambos são igualmente honrado e isto não poderia acontecer a não ser que Cristo seja Deus. Do contrário nós daríamos a um homem comum uma honra que pertence apenas a Deus.

Não apenas os homens adoram Jesus, mas os anjos devem adorá-lO também. Hebreus 1.6 fala de Cristo quando diz “E outra vez, quando introduz no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem”. De fato, anjos, homens e todas as criaturas são obrigados a ajoelhar-se diante dEle e adorá-lO “Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o SENHOR, para glória de Deus Pai”. Isto também está em Apocalipse 5.13: “E ouvi toda a criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e que está no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre”. O Cordeiro, Jesus Cristo, é adorado por todo o sempre porque Ele é Deus.

Ele foi adorado freqüentemente – um leproso O adorou em Mateus 8.2: “E, eis que veio um leproso, e o adorou, dizendo: Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo”. Um chefe O adorou em Mateus 9.18 – “Dizendo-lhes ele estas coisas, eis que chegou um chefe, e o adorou, dizendo: Minha filha faleceu agora mesmo; mas vem, impõe-lhe a tua mão, e ela viverá”. Os discípulos O adoraram em Mateus 14.33: “Então aproximaram-se os que estavam no barco, e adoraram-no, dizendo: És verdadeiramente o Filho de Deus”. Uma mulher cananéia O adorou em Mateus 15.25: “Então chegou ela, e adorou-o, dizendo: Senhor, socorre-me!”. Em Mateus 28.9, 17, após a ressurreição, os discípulos O adoraram novamente: “E, indo elas a dar as novas aos seus discípulos, eis que Jesus lhes sai ao encontro, dizendo: Eu vos saúdo. E elas, chegando, abraçaram os seus pés, e o adoraram. E, quando o viram, o adoraram; mas alguns duvidaram”. (A idéia de que alguém duvidou é completamente assustadora!). Demônios O adoraram na ocasião do endemoninhado gadareno – “E, quando viu Jesus ao longe, correu e adorou-o” (Marcos 5.6). Na estrada de Emaús, dois discípulos O adoraram, em Lucas 24.52: “E, adorando-o eles, tornaram com grande júbilo para Jerusalém”. Mesmo um pobre homem cego que foi curado O adorou – “Ele disse: Creio, Senhor. E o adorou” (João 9.38).

Jesus permitiu que homens O adorassem e incitou esta adoração. Isto é algo pelo que um israelita seria apedrejado e os judeus certamente desejavam apedrejar Jesus por isso. Demônios, anjos, leprosos, gentios, judeus, seus próprios discípulos, entre outros, O adoraram. Mais e mais nós vemos que Jesus Cristo foi adorado e aqueles que O adoraram agiram corretamente – Ele é digno de ser adorado porque Ele é Deus.

Pré-existência do Filho

A última área que eu gostaria de acrescentar é mais um complemento que outro ponto, a pré-existência do Filho de Deus. Aqui nós vemos que Jesus Cristo como o Filho de Deus sempre foi. Ele não é um ser criado em Sua natureza divina como o Filho. O Filho uniu-se à carne criada de Jesus Cristo. A Bíblia não propõe um Arianismo. Jesus não é o primeiro ser criado – pelo contrário, Ele é o único Ser auto-suficiente; o Deus sempiterno, infinito e ilimitado.

Em João 3.13, nós aprendemos que o Filho ascende e desce do céu – “Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem, que está no céu”. Por sua imensidão, nós vemos que Sua origem é “do céu” e que Ele “desceu” do céu. Sua origem não está na Terra, mas no céu. Isto é reiterado em João 6.38: “Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou”. Se isto não fosse verdade, Jesus Cristo teria dito que ele nasceu de Maria e José para fazer a vontade do Pai.

Ele também atesta que ninguém, exceto Ele, já viu o Pai: “Não que alguém visse ao Pai, a não ser aquele que é de Deus; este tem visto ao Pai” (João 6.46). Isto quer dizer que Jesus Cristo estava ciente de Sua natureza divina por estar presente com o Pai antes do tempo ser criado. Somente Ele viu o Pai. E Sua habitação com o Pai é citada em João 6.62; Aqui Jesus ascenderá aos céus, onde Ele tinha estado antes: “Que seria, pois, se vísseis subir o Filho do homem para onde primeiro estava?”. Então se estas palavras não estão claras o bastante, o Logos eterno do Evangelho de João diz isto: “Vós sois de baixo, eu sou de cima; vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo”. Se essa afirmação for falsa, a inteira religião cristã e todos os cristãos desde o tempo de Cristo até agora foram cúmplices de uma farsa. Eles se mostrariam como as pessoas mais estúpidas e ignorantes de todos os tempos. Pelo contrário, os discípulos não fugiram desta afirmação porque eles conheciam a verdade. Cristo não apenas provou, mas também eles viram Sua divindade na transfiguração.

Suas reivindicações repousam na eterna habitação com o Pai, como é dito em João 8.42: “Disse-lhes, pois, Jesus: Se Deus fosse o vosso Pai, certamente me amaríeis, pois que eu saí, e vim de Deus; não vim de mim mesmo, mas ele me enviou”. Ele tem relações próximas com o Pai que mais uma vez provam Sua divindade desde a eternidade: “Eu falo do que vi junto de meu Pai, e vós fazeis o que também vistes junto de vosso pai”. E também em João 16.28: “Saí do Pai, e vim ao mundo; outra vez deixo o mundo, e vou para o Pai”. Se o Pai é Deus, Jesus veio do Pai e deve retornar ao Seu relacionamento único com Ele, isto confirma claramente Sua pré-existência eterna como o Filho de Deus. Do contrário, o Pai não é divino se Jesus Cristo não é divino, porque eles são um.

Conclusão

Este breve artigo, alguém racional não pode duvidar das afirmações proféticas em relação ao Cristo, dos escritores da Bíblia e de sua confirmação de Cristo, das reivindicações registradas por aqueles que se opunham a Ele (e queriam matá-lo por isso), de que adoraram Cristo e das próprias declarações de Cristo. Não importa se você crê em Jesus Cristo ou não aqui – esta não é a questão. O ponto é que as profecias da Bíblia, os discípulos, os ouvintes, os seguidores, os opositores e palavras de Cristo, todos apontam para o irrefutável fato de que essas testemunhas sabiam que Cristo era Deus. Eles até O odiavam por isso, ou O louvavam como resultado disto. Jesus Cristo sabia que Ele era Deus. Ele confirmou isso através de Suas palavras, ações e testemunho da verdade. Ninguém pode simplesmente chamar Jesus de um bom mestre. Esta é a voz e a opinião de alguém que não raciocina. Jesus Cristo não pode ser apenas um bom professor ou um homem bondoso. Isto não entra na equação. Você só tem duas opções – Ele é realmente Senhor dos céus e da Terra, o Justo Juiz do Mundo ou Ele é um lunático, um louco, um enganador pior que o diabo. Como você irá chamá-lo?

É evidente que o material acima tem muitas ausências. Pareceu-me em alguns momentos repetitivo e monótono. Eu mesmo me perguntei se deveria remover alguns trechos do artigo em compaixão ao leitor e pela possibilidade das idéias se tornarem cíclicas e redundantes. Mas é exatamente neste ponto que estou tentando chegar! Quem pensa que Jesus Cristo era apenas um bom professor ou exemplo de vida não levam em conta o testemunho da Bíblia. As Escrituras continuamente tratam da divindade de Jesus Cristo. É um fato inescapável do registro bíblico.

Pense sobre isto, a Palavra escrita confirma que estas coisas não poderiam ser escritas por demônios ou homens manipuladores e malignos. Demônios e homens assim não teriam retratado a divindade de Cristo como uma majestosa luz radiante ou não teriam retratado Ele como o divino e todo-poderoso Filho do Deus Vivo. Eles não teriam mostrado o homem como algo tão decaído, maldoso, maligno, condenado ao inferno, perdido, danado por toda eternidade se tivessem escrito estas páginas para enganar as pessoas. Eles certamente não teriam escrito estas coisas terríveis sobre eles mesmos e outros homens crentes, e coisas tão maravilhosas sobre Jesus Cristo. Isto não faz sentido de forma alguma. A Bíblia nunca poderia ter sido escrita por homens bons ou anjos santos a não ser pelo poder do Espírito Santo. Porque nenhum homem bom poderia escrever um livro bom quando o que ele conta são mentiras; palavras para enganar o leitor, com termos como “Assim diz o Senhor” ou algo parecido, se isto fosse criação deles mesmos. Eles definitivamente não seriam pessoas piedosas, mas pessoas endemoninhadas, malignas e inescrupulosas, e então nós não poderíamos voltar ao nosso assunto tratado. Pelo contrário, a Bíblia é testemunha da própria revelação de Deus em Seu Filho aos homens perdidos, para que os mortos no pecado possam olhar para o Redentor dos homens, o Deus-homem Jesus Cristo com esperança. O testemunho de Jesus como Deus somente quer dizer que os homens podem ser salvos da ira vindoura. A Ira do Cordeiro será de grande horror para os perdidos. Eles correrão para as montanhas, e pedirão que elas se joguem sobre eles e os escondam da Ira do Cordeiro. Mas o Senhor providenciou um caminho de escape para aqueles que desejam livrar-se da destruição que os espera. A resposta é encontrada em Jesus Cristo, que é o Deus Eterno. Olhe para Ele até o final dos tempos e você será salvo!
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Por C. Matthew McMahon
Tradução livre: Josaías Cardoso Ribeiro Jr.
Fonte: Monergismo
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