sábado, 14 de novembro de 2015

O mundanismo ainda é pecado?

Em nossos dias, o mundanismo raramente é mencionado e, menos ainda, identificado como aquilo que ele realmente é. A própria palavra começa a soar como algo antiquado. Mundanismo é o pecado de permitir que os apetites, as ambições ou a conduta de alguém sejam moldados de acordo com os valores do mundo. "Porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; mas aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente" (1 João 2.16,17).

Apesar disto, nos dias de hoje, presenciamos extraordinário espetáculo de programas de Igreja elaborados explicitamente com o objetivo de satisfazer os desejos carnais, os apetites sensuais e o orgulho humano. "A concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida". E, para satisfazerem este apelo mundano, as atividades das Igrejas vão além do que além do que é meramente frívolo. Durante vários anos, um colega meu vem formando o que ele chamou de "arquivo de horror", recortes falando de Igrejas que estão lançando mão de inovações, a fim de evitar que seus cultos de adoração se tornem monótonos. Nos últimos cinco anos, algumas das maiores Igrejas dos Estados Unidos têm se utilizado de recursos mundanos, tais como comédias "pastelão", peças cômicas entremeadas de música, exibições de luta livre e até mesmo exibições de strip-tease, para tornar um pouco mais atrativas suas reuniões dominicais. Nem um tipo de grosseria, ao que tudo indica, é ultrajante o suficiente para não ser trazida para dentro do santuário. O entretenimento está rapidamente se tornando a liturgia da Igreja pragmática.

Além do mais, muitos na Igreja creem que essa é a única forma pela qual haveremos de alcançar o mundo. Por isso, dizem-nos que, se as multidões de pessoas que não frequentam as Igrejas não querem ouvir pregações bíblicas, devemos dar-lhes aquilo que desejam. Centenas de Igrejas têm seguido à risca essa teoria, chegando a pesquisar os incrédulos afim de saber o que é preciso para que estes passem a frequentá-las.

Sutilmente, em vez de uma vida transformada, é a aceitação por parte do mundo e a quantidade de pessoas presentes aos cultos o que vem se tornando o alvo maior da Igreja contemporânea. Pregar a palavra e confrontar ousadamente o pecado são visto como coisas antiquadas, meios ineficazes de alcançar o mundo. Afinal de contas, não são estas coisas que afastam as pessoas? Por que não atraí-las, oferecendo-lhes o que desejam, criando um ambiente confortável e amigável, nutrindo-lhes os desejos que constituem os seus impulsos mais fortes? É como, se de alguma forma, conseguíssemos que elas aceitassem a Cristo, tornando-o de algum modo, mais agradável ou tornando a mensagem dele menos ofensiva.

Essa maneira de pensar distorce por completo a missão da Igreja.

A grande comissão não é um manifesto de marketing. O evangelismo não requer vendedores, e, sim, profetas. É a palavra de Deus e não qualquer sedução mundana, que planta a semente que produz o novo nascimento (1 Pedro 1.23). Nada ganharemos, senão o desprezar de Deus, se procurarmos remover o escândalo da cruz (Gálatas 5.11).
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Autor: John Fullerton MacArthur Jr. 
Fonte: Com vergonha do Evangelho. Compre este livro aqui: Editora Fiel.
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