sábado, 2 de janeiro de 2016

Afinal, o que é livre-arbítrio?

Livre arbítrio não é, como muitos pensam, a capacidade natural que as pessoas têm de fazer as escolhas gerais do dia-a-dia. Isso, na verdade, é mera expressão do exercício comum da vontade e, ainda que sofra as influências do pecado, não foi erradicada com a queda do homem no Éden.

Observe-se a seguir uma possível definição de livre-arbítrio:
Livre-arbítrio é o poder de julgar (árbitro = juiz) com total isenção entre o bem e o mal, decidir qual alternativa acolher e realizar essa decisão sem qualquer fator que a impeça ou restrinja. 
O homem desfrutou dessa faculdade antes da Queda. Ao ser totalmente corrompido pelo pecado, porém, isso se perdeu. Mesmo no homem convertido o livre-arbítrio não foi plenamente restaurado. De fato, todo crente descobre, com tristeza, que o querer o bem está nele, não, porém, o efetuá-lo (Rm 7.18-19) e que existe em sua carne uma lei que limita seu poder de realizar o que quer (Rm 7.21). 
A prova cabal do fim do livre-arbítrio não está, contudo, na área das ações, posto que, eventualmente, os homens fazem “o bem que querem”. A prova cabal do fim do livre-arbítrio está no campo das INCLINAÇÕES. Com efeito, todo indivíduo que decide não desejar algo ou não inclinar-se para determinada paixão percebe de pronto que essa decisão não surte efeito algum, sendo necessária uma longa batalha para que o mau desejo ou a inclinação perversa sejam (talvez!) neutralizados. 
Por ter perdido o livre-arbítrio, o homem corrompido só pode decidir acolher o evangelho e crer efetivamente em Cristo se Deus agir poderosamente em seu coração (At 16.14). A partir de si mesmo, essa decisão é impossível (Jó 14.4).
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Por Marcos Granconato
Fonte: Perfil pessoal no Facebook
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