segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Não é simplesmente questão de ênfase, mas de conteúdo.

A Diferença entre calvinismo e arminianismo é ainda mais profunda que se pode parecer à primeira vista. Não é simplesmente questão de ênfase, mas de conteúdo.
O calvinismo crê em um Deus que realmente salva; enquanto que o arminianismo crê em um Deus que possibilita que o homem se salve. 
O calvinismo crê em um Deus Pai que elege de fato; o arminianismo crê em um Deus Pai que apenas ratifica a eleição que os homens farão. 
O calvinista crê em um redentor que objetivamente redime; o arminiano crê em um Redentor em potencial, que apenas viabiliza a redenção do mundo. 
O calvinismo crê em um Espírito Santo que chama soberana e eficazmente indivíduos; o arminiano crê em um Espírito Santo que apenas “persuade moralmente”, mas que pode ser resistido.
A discrepância, portanto, não é meramente adjetiva, mas substantiva. Ou seja, o problema não está em que ambos creiam que as doutrinas da queda, expiação, eleição, graça e salvação têm a mesma natureza, diferindo apenas na extensão.

A dificuldade não está na queda ser maior ou menor; na eleição ser condicional ou incondicional; na expiação ser limitada ou ilimitada; na graça ser resistível ou irresistível; ou na salvação ser estável (segura) ou instável (insegura).

O problema maior não está na extensão, mas na natureza dessas doutrinas. O problema real é que, conforme entendemos, no arminianismo a queda não é queda; a eleição não é eleição; a expiação não é expiação; a graça não é graça; e a salvação não é salvação.

Ou seja, estas doutrinas conforme anunciadas pelo arminianismo, não correspondem às doutrinas que cremos com esses nomes.
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Fonte: Trecho do livro Calvinismo: As Antigas Doutrinas da Graça
Autor: Reverendo Paulo Anglada
Onde adquirir: Impresso | E-book
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