domingo, 3 de abril de 2016

10 perguntas para os simpatizantes da ICAR

Na semana passada eu recebi o seguinte e-mail e senti que seria melhor compartilhar a resposta aqui no blog.

Quando eu postei isso em nosso canal de bate-papo, um grande número de pessoas comentou que essa era, de fato, uma ótima pergunta, e nós começamos a elaborar algumas possíveis respostas. Aqui está minha lista Top 10:

10) Você ouviu os dois lados? Isto é, você fez algo mais do que simplesmente ler “Todos os caminhos levam a Roma” e ouvir algumas histórias emotivas de conversão? Você realmente separou um tempo para buscar respostas sérias às reivindicações de Roma, respostas essas que vem sendo oferecidas por escritores desde a época da Reforma, como Goode, Whitaker, Salmon, e alguns escritores modernos? Em especial, quero excluir desta lista qualquer coisa que tenha sido escrita por Jack Chick e Dave Hunt.

9) Você já leu alguma análise histórica objetiva da Igreja Primitiva? Refiro-me a uma que explicaria a grande diversidade de pontos de vista encontrados nos escritos dos primeiros séculos, e que explicaria, com precisão, as controvérsias, lutas, sucessos e fracassos desses primeiros crentes?

8) Você já olhou atentamente para as afirmações Roma sob uma luz histórica? Sendo mais específico, você já examinou as reivindicações de Roma sobre o “consentimento unânime” dos Padres e todas as evidências que se opõem não só à suposta aceitação universal do papado, mas especialmente ao conceito de infalibilidade papal? Como você explica, de forma consistente, a história da igreja primitiva, à luz das afirmações modernas feitas por Roma? Como você explica coisas como a Pornocracia e o Cativeiro Babilônico da Igreja sem assumir a veracidade do mesmo sistema que você está abraçando?

7) Você aplicou os mesmos padrões que os apologistas católicos romanos usam para atacar o Sola Scriptura para, igualmente, testar as alegações de suprema autoridade de Roma? Como você explica o fato de que as respostas que Roma dá para suas próprias objeções são circulares? Por exemplo, se Roma afirma que precisa da Igreja para estabelecer um cânone infalível, como é que isso pode responder à pergunta, uma vez que agora você tem que perguntar como Roma chega a esse conhecimento infalível. Ou, se argumentam que o Sola Scriptura produz anarquia, por que é que o magistério de Roma não produz unanimidade e harmonia? Se alegam que existem 33.000 denominações devido ao Sola Scriptura, e sabendo que esse número escandaloso foi repetidamente refutado (veja o livro Upon This Rock Slippery do Eric Svendsen para uma análise mais detalhada), você já se perguntou porque eles são tão desonestos e desleixados em suas pesquisas?

6) Você já leu o Sílabo dos Erros e a Indulgentiarum doctrina (doutrina das indulgências)? Alguém pode seriamente ler a descrição de Graça encontrada no último documento e fingir por um segundo sequer que essa é a mesma doutrina da Graça ensinada por Paulo aos romanos?

5) Você já considerou as ramificações de Roma acerca das doutrinas sobre o pecado, o perdão, os castigos eternos e temporais, o purgatório, a tesouraria do mérito, transubstanciação, o sacerdócio sacramental, e indulgências? Você realmente se deu ao trabalho de fazer uma análise séria de passagens pertinentes como Efésios 2, Romanos 3-5, Gálatas 1-2, Hebreus 7-10 e todo o capítulo 6 de João, à luz do ensinamento romano?

4) Você já se perguntou o que significa abraçar um sistema que ensina que você pode se aproximar do sacrifício de Cristo milhares de vezes em sua vida e que ainda assim pode morrer impuro e como um inimigo de Deus? E você já se perguntou porque embora os ensinamentos históricos de Roma sobre estas questões sejam facilmente identificáveis, a grande maioria dos católicos romanos hoje, incluindo padres, bispos e eruditos, não acreditam mais nessas coisas? O que isso significa?

3) Você já parou para pensar o que significa chamar um ser humano de Santo Padre (que é um nome divino, usado por Jesus unicamente acerca de Seu Pai) e Vigário de Cristo (que, por sua vez, é o Espírito Santo)? Você realmente pode encontrar algo nas Escrituras que o levariam a acreditar que a vontade de Cristo era que um bispo em Roma (ou seja, numa cidade centenas de milhas de distância de Jerusalém) não só fosse o cabeça de Sua igreja, mas que fosse tratado como um rei na terra, com pessoas se prostrando a ele, como o Pontífice Romano é tratado?

2) Você já parou para pensar o quão antibíblico e quão a-histórico é todo o conjunto de doutrinas e dogmas relacionados a Maria? Você realmente acredita que os Apóstolos ensinavam que Maria havia sido concebida imaculadamente, e que ela permaneceu perpetuamente virgem (de tal maneira que ela viajou sobre a Palestina com um grupo de jovens que não eram seus filhos, mas sim primos de Jesus, ou meio-irmãos, filhos de um casamento anterior de José)? Você acredita que dogmas definidos quase 2.000 anos depois do nascimento de Cristo realmente representam os ensinamentos dos apóstolos? Você está ciente de que doutrinas como a Virgindade Perpétua e a Assunção Corpórea têm sua origem no gnosticismo, não no cristianismo, e que elas não têm nenhum fundamento na doutrina ou prática apostólica? Como você explica o fato de que você deve acreditar nessas coisas de fide, isto é, pela fé, quando gerações de cristãos viveram e morreram sem nunca sequer ter ouvido falar de tais coisas ?

E a pergunta número um que eu gostaria de fazer a tal pessoa é:

1) Se você afirma que em certo dia tenha abraçado o evangelho da Graça, no qual confessava que a sua única posição diante de um Deus três vezes santo era a túnica inconsútil da justiça imputada de Cristo, de modo que você não tinha mérito algum, apenas a perfeita justiça dEle e com isso obtive paz diante de Deus, sobre quais possíveis razões você poderia vir a abraçar um sistema que, em seu coração nega-lhe essa paz que se encontra em um Salvador perfeito que realiza a vontade do Pai e um Espírito que não pode falhar? Você realmente acredita que o ciclo infinito de perdão sacramental (o qual agora você irá se submeter) pode lhe fornecer a paz que a perfeita justiça de Cristo não pode?

Fonte: Alpha and Omega Ministries – James White
Via: Olhai e Vivei
Tradução: Erving Ximednes
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