terça-feira, 25 de outubro de 2016

5 Solas: Sola Gratia

Sola Gratia

A palavra graça, nos termos bíblicos, é um favor divino imerecido que é recebido por aqueles que nada merecem. O Deus santo, puro, desce à terra e salva o seu povo do lodaçal do pecado, selando a paz consigo mesmo. Salvação esta que não pode ser comprada, tampouco conquistada pelos homens. Ela pertence unicamente ao Salvador Jesus Cristo.
A Igreja de Roma, nos tempos de Martinho Lutero, pregava e ensinava que a observância minuciosa das instruções eclesiásticas tinha autoridade para salvar o povo da condenação eterna, uma vez que acreditavam serem detentores da autoridade apostólica de Pedro. A junção entre a devoção e os sacramentos, segundo criam, eram meios de obter a graça de Deus. A salvação, portanto, não era pela graça, mas pela prática das obras impostas pela Igreja.
Em uma manobra urgente e objetiva para construir a Basílica de São Pedro e o Vaticano, o Papa Leão X teve a brilhante idéia de vender indulgências, objetivando angariar fundos para tais monumentos. Um simples pedaço de papel era vendido com a assinatura do então líder da Igreja de Roma, com a promessa de que aqueles que o adquirissem teriam seus pecados perdoados, e até mesmo seus parentes mortos poderiam receber libertação do purgatório (estágio intermediário em que a pessoa que será salva deve pagar seus pecados e então ascender aos céus). O curioso é que não eram todos os pecados que eram perdoados, mas somente aqueles que o dinheiro poderia “pagar”. Até mesmo pecados futuros poderiam ser comprados. Conta a história de que o principal pregador das indulgências, chamado Tetzel, visitou uma vila para vendê-las, a fim de arrecadar fundos para a Igreja, quando um homem perguntou a ele: “o senhor vende perdão de pecados futuros?”. Tetzel, com seu coração ambicioso, respondeu: “com toda certeza”; O pregador obteve sucesso na venda de indulgências e partiu estrada afora. Mas, para surpresa do religioso, o homem, que a pouco comprara o perdão de seus pecados, o seguiu e anunciou um assalto. Tetzel asseverou dizendo que aquilo era pecado, mas o assaltante, debochadamente, disse: “pode até ser, mas eu já estou perdoado por ele. Olhe aqui meu perdão.”, mostrando a indulgência.
Martinho Lutero, ao visitar Roma, deparou-se, por todos os lados, com a corrupção e degradação da fé bíblica. Ele percebeu claramente que o clero romano nunca houvera pregado sobre a indizível beleza da salvação pela graça; antes, ensinava, equivocadamente, que homens e mulheres obstinados, de consciência suja, poderiam escapar do inferno, por meio da compra de indulgências.
Passaram-se quase 500 anos desde então, mas a prática daquele tempo ainda é viva nos dias de hoje. Mercadores da fé vendem a salvação da graça por uma nota de cem reais. Peregrinações e mais peregrinações são feitas em nome de um sacrifício a mais para a salvação. Insanamente, obras e mais obras são acrescentadas em uma velocidade proporcional ao esforço empregado para refutar a salvação pela graça, alegando que esta serve de pretexto para a prática do pecado. Homens gritam, no púlpito, que a salvação depende, numa parte, da ação do homem e, noutra parte, do agir de Deus. Rejeitam veementemente que a graça, do início ao fim, é suficiente na salvação do homem.
Graça esta que nos libertou do pecado. Que, por iniciativa totalmente divina, alcançou pecadores, de modo sublime e insondável. Recebemos algo que não merecíamos. Viveremos algo que nunca vamos merecer. A salvação de pecadores é pela GRAÇA.
Que possamos mergulhar nas Escrituras e ter nossos corações crentes nessa verdade. A salvação é pela graça, mas não foi conquistada de graça. O preço foi o sangue do unigênito de Deus que graciosamente morreu em nosso lugar para que possamos ser salvos.

Graça sobre graça é o que temos recebido.

Autor: Wellington Leite da Silva
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quarta-feira, 19 de outubro de 2016

A Morte do Rei da Glória

O REI DA GLÓRIA

De Salvador do mundo a um verme digno de ser traído e rejeitado publicamente. Há cerca de dois mil anos, acontecia o mais cruel assassinato da história da humanidade. Judas Iscariotes conduzia rumo ao Getsêmani uma multidão, armada com espadas e cassetetes, enviada pelos chefes dos sacerdotes, líderes religiosos e mestres da lei, para prender Jesus de Nazaré.
Os algozes de Jesus marcham a passos firmes, entoando gritos de ódio, despertando curiosidade pelas ruas por onde passam. Atônita, a população debruça-se nas soleiras das janelas, observando o exército do Sinédrio passar. Muitas pessoas se juntam à multidão a fim de acompanhar o desfecho daquele que seria um dia macabro.
Preso. Acorrentado. Arrastado como um cão diante do povo que o havia recebido dias antes como rei. Os soldados tiram a roupa de Jesus e o prendem pelo pulso a uma coluna do pátio do Pretório de Pilatos. Como selvagens, golpeiam a sua pele nua. A pele se dilacera e se rompe; o sangue espirra. A cada golpe Jesus reage com um espasmo de dor. Depois, uma coroa de espinhos mais duros que os de acácia lhe é pressionada sobre a cabeça. Os espinhos penetram no couro cabeludo, fazendo-o sangrar. A cabeça lateja e as forças se esvaem. O corpo todo treme tal qual uma cidade abalada por um implacável terremoto.
Depois, Jesus, completamente ensanguentado e dilacerado, é apresentado diante da multidão feroz, que o condena à morte, gritando repetidamente: "Soltem Barrabás!". De pés descalços e com as pernas trêmulas, Ele caminha aproximadamente 600 metros rumo ao Calvário, carregando sobre os ombros uma estaca horizontal de madeira pesando uns 50 quilos. Pregos de cerca de 15 centímetros são fincados nos pulsos a golpes certeiros de martelo. Ele contrai o rosto assustadoramente. Uma dor, agudíssima, insuportável. Enconstam-no na trave vertical fincada no chão do Gólgota, elevam-no abruptamente por meio de cordas. Encaixam, por fim, uma madeira na outra, formando uma cruz. Pregam-lhe os pés. O céu escurece, o sol se retira. Há trevas sobre toda terra.
A respiração, antes descompassada, agora se faz pouco a pouco como a de um asmático. O corpo de Jesus é um véu embebido de sangue. Atraídas pelo sangue, as moscas se juntam ao redor de seu corpo como abutres famintos, mas Ele não pode enxotá-las. As horas na cruz são desesperadoras. Por volta da três da tarde, Jesus, num esforço sobre-humano, dá seu último suspiro: "Está consumado!". Em seguida, curva a cabeça e diz: "Pai, nas tuas mãos eu entrego o meu espírito". E morre.
Perto da cruz, o silêncio fúnebre é rasgado pelos gritos estridentes de Maria, inconsolável pela morte do filho. Pálido e suando frio, João abraça Maria, mas também não consegue conter a lástima. Ele chora como uma criança desamparada. A terra treme e as rochas se partem. Os sepulcros se abrem, revelando seus mortos. A cena é mórbida e aterrorizante. O medo toma conta de toda Jerusalém. Por ocasião do incomum, muitos crêem que Jesus é mesmo o Filho de Deus e se lamentam por o terem assassinado.
José de Arimatéia, membro do Sinédrio, que não tinha concordado com a decisão e o procedimento dos outros, lava e unge com perfumes e óleos o corpo de Jesus e, em seguida, envolve-o numa peça de linho, cumprindo as práticas judaicas relativas ao sepultamento. Em seguida, o corpo é colocado numa sepultura escavada na rocha, selada com uma pedra de moinho pesando cerca de três toneladas, para impedir que os discípulos roubassem os restos mortais de Jesus.
Os dias subsequentes à morte de Jesus são de profunda tristeza. A esperança de muitos parece ter se findado nos grilhões da morte. Perpetua, então, um sentimento de defraudação por toda a nação. A morte é o terror supremo da existência humana. Todos, de igual modo, experimentarão a humilhante condição de impotência e dor diante dela.
Para os discípulos, é difícil, agora, conviver com a realidade atroz de que aquele homem que dizia ser o Messias, o Rei dos Judeus, o Salvador do mundo, tenha sido dilacerado, desfigurado, morto numa cruz e sepultado sem honrarias. Não teve som de trombetas nem cortejo fúnebre. Apenas o choro desvelado de alguns poucos discípulos remanescentes.
A alvorada do primeiro dia da semana desponta. Já faz três dias da morte de Jesus. Maria Madalena e Maria, mãe de Tiago, ainda em luto, levantam-se de madrugada e vão ver o sepulcro. Para espanto delas, a pedra da entrada foi removida. Um misto de dor, angustia e incerteza invade a alma de Madalena.
Seu coração bate descompassado; um suor frio lhe impregna a face; A boca resseca; e as mãos tremem. Calafrios percorrem todo seu corpo. Então, profundamente triste, lamenta: "Tiraram o meu Senhor do sepulcro".  Mas o que Madalena, atônita, ainda não compreende naquele momento é que a ausência do corpo de Jesus no túmulo testifica a respeito da maior afirmação jamais pronunciada: Cristo ressuscitou! A morte não conseguiu retê-lO. Os grilhões e cadeias da escuridão foram rompidos. Ainda bem que Ele não desceu da cruz.
Depois de aparecer aos discípulos e permanecer algum tempo com eles, Jesus sobe aos céus e dá ordens para que as entradas eternas se abram. Ninguém nunca tinha ousado fazer tal ordenança. As portas da eternidade, então, abrem-se para o Rei da Glória, produzindo um ruído estrondoso similar ao de toneladas de ferro sendo retorcido. As centenas de milhares de anjos, arcanjos, querubins e serafins observam perplexas e com grande temor o primeiro homem a entrar na eternidade. As cicatrizes nas mãos e no seu lado evidenciam a sua natureza eternamente humana. Ninguém se atreve a impedi-lo ou a sequer fitá-lo.
As hostes celestiais o recebem com honrarias dignas de um rei, ao som das vozes e harpas angelicais. Jesus Cristo, finalmente, com autoridade, assenta-se à direita de Deus Pai. A humanidade ganha um representante, alguém como nós, de carne e ossos, sujeito aos mesmos desejos, mas sem pecado; O céu, entroniza o seu único Rei. O mundo angélico, por sua vez, curva-se diante dele e confessa: Ele é o Rei da Glória! O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo!"

Obras utilizadas:
A Paixão de Cristo Segundo um Cirurgião,Pierre Barbet
O Verdadeiro Evangelho, Paul Washer
Autor: Paulo Marinho Junior
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terça-feira, 18 de outubro de 2016

Reforma: Sola Scriptura

As cinco Solas. Parte 1 Sola Scriptura

Há 499 anos, no dia 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero escrevera seu nome de maneira indelével na história da Igreja, ao fixar 95 teses em oposição à venda de indulgências, na porta da Igreja católica do castelo Wittenberg, na Alemanha, contrariando os interesses teológicos e econômicos da Igreja Católica. O objetivo do presente artigo não é apresentar um relato ordenado da Reforma Protestante, mas compreender as bases que tornaram possíveis esse movimento, além de considerar a necessidade de retornar aos seus fundamentos. Para tanto, iniciamos, hoje, uma série de cinco artigos das chamadas “Solas” (Sola Scriptura, Sola Gratia, Sola Fide, Solus Christus, Soli Deo Gloria).
Sola Scriptura (somente as Escrituras) é o primeiro fundamento, e, sem sombra de dúvidas, é vital para a construção de uma teologia saudável e viva.
No tempo da reforma, a Igreja Católica detinha o poder e a autoridade para interpretar e ensinar a Bíblia. O clero era o único grupo autorizado a estudar e ensinar as Escrituras. Cabia aos fiéis apenas ouvir e obedecer às doutrinas católicas. Esse sistema era fundamentado na autoridade (tradição) dos pais da Igreja. Para a Igreja Católica, o ensino dos antigos líderes cristãos era equivalente à inspiração e suficiência do Antigo e Novo Testamentos e, por isso, seriam dignos de total credibilidade e reverência.
Diante dessa brutal diminuição da suficiência da Escritura, Deus, por meio de Sua infinita graça e bondade, dispôs homens, como John Huss, Girolama Savonarola e John Wycliffe, contra o ensino da Igreja de Roma, pregando, sem reservas, que a única autoridade de fé e prática da Igreja de Cristo Jesus é a Escritura, e tão somente a Escritura. Por causa disto, foram perseguidos e mortos; mas antes contribuíram profundamente para o movimento que tempos depois seria iniciado pelo alemão Martinho Lutero. A este homem foi dado por Deus o privilégio de conduzir a Igreja a um retorno ao padrão bíblico de culto, pensamento e vida cristã.
Os esforços empregados por Lutero em tão nobre causa tomaram proporções inimagináveis, ao ponto do mesmo romper os laços com o catolicismo, originando-se, então, o protestantismo. A Escritura começou a guiar toda a extensão da vida humana (arte, música, trabalho, política e etc.). Hoje, somos herdeiros desse movimento.
Mas concentremo-nos agora nos dias atuais. Vivemos em um tempo em que a interpretação subjetiva, emocionalista, racionalista e por que não dizer herética assola grande parte do movimento evangélico. Assim como nos dias em que Lutero fixou suas famosas teses, o mundo atual rejeita as Sagradas Letras. A prática dos líderes religiosos, hoje, é fundamentar argumentos perversos e destrutivos em versículos analisados fora de contexto, em detrimento do exame diligente dos textos bíblicos. Dessa forma, aprisionam os seus seguidores em correntes de prosperidade, saúde e realizações pessoais. São lobos vorazes, devorando o alimento das ovelhas, a Palavra de Deus, e matando-as por inanição, com esperanças vazias. São ladrões que estão mais preocupados com dízimos e ofertas do que com a vida eterna do povo. São homens que não tem uma fagulha sequer de devoção a Deus e, por isso, negam deliberadamente a natureza da inspiração, a suficiência e autoridade da Bíblia. Dizem, insanamente, que a Escritura é temporal, falível e antiquada. Tão abomináveis quanto falsos mestres, são os que fazem interpretações pessoais da Bíblia, rejeitando os textos que ferem o orgulho humano. Estes não se importam com as Escrituras , tampouco com os que ouvem as exposições bíblicas (1 Tm 4.1; 2 Tm 4.3-4). A igreja atual, imersa nesse sombrio oceano de heresias, necessita tão urgente quanto possível retornar à Sola Scriptura.
Viver guiado pelo texto Sagrado deve ser vital ao crente, pautado pelo amor genuíno a Deus, assim como a água e o ar são necessários para o corpo. Ao ler a Sagrada Escritura, as verdades devem derramar luz em nossa mente como sol do meio-dia, de modo que dissipe toda escuridão. Diante da Palavra, nossos olhos devem estar inundados de amor, tão pululante quanto um coração bombeando sangue para o corpo. Que a leitura bíblica seja minuciosa e repetidamente de Gênesis à Apocalipse, a fim de que, pelo poder de Deus, sejamos influenciados em nossa maneira de viver.
Incessantemente, devemos clamar a Deus por homens do quilate de Moisés, Esdras, Paulo, Timóteo, Calvino, Lutero, Spurgeon e outros mais que colocaram a Escritura no lugar que ela merece o centro da vida crista. Oremos para que, por amor ao seu Nome, o Altíssimo levante pessoas que afirmem, com coragem e amor, a verdade que Somente a Bíblia é a autoridade na vida da Igreja (Sl 119.9,52; Ec 12.13; 2 Tm 3.16-17). Opiniões pessoais, místicas, emocionais e até mesmo racionalistas de nada valem para a saúde da Noiva de Cristo. Entretanto, não devemos nos limitar apenas à prática da oração, apesar de sua indizível importância. Irmãos, estudemos e ensinemos a sã doutrina em nossas Igrejas. Fortaleçamo-nos nas verdades eternas das Escrituras. Com joelhos no chão e olhos atentos ao texto bíblico podemos viver uma nova reforma. Que a Bíblia volte a ocupar o centro de nossos cultos, de nosso trabalho, relacionamentos, pensamentos e sonhos. Que possamos declarar, assim como os reformadores, “somente a Biblia, toda a Biblia.”
Goteje a minha doutrina como a chuva, destile a minha palavra como orvalho, como chuvisco sobre a relva e como gotas de água sobre a erva. Dt 32.2

Pela Juba do Leão, Ap 5.5

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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Vaidade de Vaidades

A vaidade é vencida em nosso relacionamento com Deus (Ec 1.2;12.13-14)

Na caminhada rumo a Jerusalém celestial, somos, por inúmeras vezes, levados a desejar as coisas deste mundo e a fixar nossos olhos nelas. Essas pedras em nosso caminho têm como objetivo tirar o nosso olhar do autor e consumador da nossa fé, resultando numa quebra de relacionamento com Deus.
Estamos caminhando no mundo da Feira da Vaidade, e o que se encontra à venda parece nos satisfazer, mas a satisfação a nós oferecida é efêmera e ilusória. Nessa Feira, os itens mais vendidos são sexo, amor próprio, bens materiais, dinheiro, fama, status, entre outras coisas.
O termo vaidade se encaixa exatamente nesse contexto. Vaidade, de acordo com a Bíblia, é buscar aquilo que não faz sentido, se não estiver alinhado à vontade de Deus. É tentar achar sentido existencial nas coisas e não em Deus. Correndo o risco de ser repetitivo, vaidade é amar tudo que há no mundo ao invés de adorar, amar, temer e se satisfazer no Criador. Um estudo em Eclesiastes possibilitará uma visão clara sobre a inutilidade de uma vida sem Deus, ou seja, vaidade de vaidades ( Ec 1.2).
Em cada centímetro da caminhada cristã, o mundo emplaca como em um outdoor em toda sorte de prazeres. Nas ruas, nas praças, nas lanchonetes, nos nossos empregos e, principalmente, na internet somos bombardeados por inúmeras facetas da vaidade. Satanás, o maior inimigo de nossas almas, conhece exatamente a nossa fraqueza (não por que este é onisciente, mas sim por que, ao cairmos costumeiramente em pecados específicos, expomos nossas transgressões ao universo) e utiliza sua brutal maldade para nos seduzir e convencer de que nosso prazer está nas coisas desse mundo terreno, e não na eternidade, onde Cristo habita.
Talvez você diga que, se tivesse dinheiro, posses, empregados, fama, mulheres e reconhecimento internacional seria uma pessoa completa. O mundo prega, sem reservas, que o ter é ser, que o possuir é dominar e que ser conhecido e receber aplausos é o objetivo último da vida. O mais sábio, sem dúvida, é entesourar no coração o testemunho de Salomão, o homem mais rico e sábio do mundo, que não se recusou a dar prazer algum ao seu coração e no final de tudo declarou que isso tudo é: “vaidade de vaidade, tudo é vaidade (Eclesiastes 1.2).
Salomão não apenas conclui que buscar sentido nos prazeres do mundo é inútil, mas aponta que o propósito da vida é temer a Deus e guardar os mandamentos divinos (Eclesiastes 12.13). O fim último do homem é glorificar a Deus. O mundo, em oposição à Bíblia, diz que o sentido da vida se encontra na satisfação total dos seus prazeres e desejos.
No coração do homem há um vazio, de dimensão insondável, que somente Deus pode preencher. Quanto mais colocamos os nossos prazeres no lugar que é de Deus, mais nos tornaremos reféns de nossos pecados. Essa insana inversão lança o homem cada vez mais fundo no abismo da insatisfação, uma vez que só Deus pode preencher de alegria o coração do homem. Deus dá sentido à nossa vida, por que Ele é a vida. Deus redireciona o propósito da vida em buscá-lO, amá-lO e adorá-lO diariamente. À medida que Deus se torna o centro da nossa vida, encontramos a reposta para a pergunta sobre o propósito da nossa existência. Não somos chamados para sermos ricos, famosos ou felizes com os prazeres desse mundo; antes, somos chamados para glorificar a Deus e viver de acordo com seus mandamentos. Somos chamados para desfrutar de seu amor em um relacionamento intimo pessoal, real e gracioso. Tudo o que fazemos nessa vida que não tenha Deus como centro é vaidade de vaidades.

 

                                                                                                             Wellington Leite da Silva
                                                                                                              Pela Juba do Leão. Ap 5.5
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