sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Vaidade de Vaidades

A vaidade é vencida em nosso relacionamento com Deus (Ec 1.2;12.13-14)

Na caminhada rumo a Jerusalém celestial, somos, por inúmeras vezes, levados a desejar as coisas deste mundo e a fixar nossos olhos nelas. Essas pedras em nosso caminho têm como objetivo tirar o nosso olhar do autor e consumador da nossa fé, resultando numa quebra de relacionamento com Deus.
Estamos caminhando no mundo da Feira da Vaidade, e o que se encontra à venda parece nos satisfazer, mas a satisfação a nós oferecida é efêmera e ilusória. Nessa Feira, os itens mais vendidos são sexo, amor próprio, bens materiais, dinheiro, fama, status, entre outras coisas.
O termo vaidade se encaixa exatamente nesse contexto. Vaidade, de acordo com a Bíblia, é buscar aquilo que não faz sentido, se não estiver alinhado à vontade de Deus. É tentar achar sentido existencial nas coisas e não em Deus. Correndo o risco de ser repetitivo, vaidade é amar tudo que há no mundo ao invés de adorar, amar, temer e se satisfazer no Criador. Um estudo em Eclesiastes possibilitará uma visão clara sobre a inutilidade de uma vida sem Deus, ou seja, vaidade de vaidades ( Ec 1.2).
Em cada centímetro da caminhada cristã, o mundo emplaca como em um outdoor em toda sorte de prazeres. Nas ruas, nas praças, nas lanchonetes, nos nossos empregos e, principalmente, na internet somos bombardeados por inúmeras facetas da vaidade. Satanás, o maior inimigo de nossas almas, conhece exatamente a nossa fraqueza (não por que este é onisciente, mas sim por que, ao cairmos costumeiramente em pecados específicos, expomos nossas transgressões ao universo) e utiliza sua brutal maldade para nos seduzir e convencer de que nosso prazer está nas coisas desse mundo terreno, e não na eternidade, onde Cristo habita.
Talvez você diga que, se tivesse dinheiro, posses, empregados, fama, mulheres e reconhecimento internacional seria uma pessoa completa. O mundo prega, sem reservas, que o ter é ser, que o possuir é dominar e que ser conhecido e receber aplausos é o objetivo último da vida. O mais sábio, sem dúvida, é entesourar no coração o testemunho de Salomão, o homem mais rico e sábio do mundo, que não se recusou a dar prazer algum ao seu coração e no final de tudo declarou que isso tudo é: “vaidade de vaidade, tudo é vaidade (Eclesiastes 1.2).
Salomão não apenas conclui que buscar sentido nos prazeres do mundo é inútil, mas aponta que o propósito da vida é temer a Deus e guardar os mandamentos divinos (Eclesiastes 12.13). O fim último do homem é glorificar a Deus. O mundo, em oposição à Bíblia, diz que o sentido da vida se encontra na satisfação total dos seus prazeres e desejos.
No coração do homem há um vazio, de dimensão insondável, que somente Deus pode preencher. Quanto mais colocamos os nossos prazeres no lugar que é de Deus, mais nos tornaremos reféns de nossos pecados. Essa insana inversão lança o homem cada vez mais fundo no abismo da insatisfação, uma vez que só Deus pode preencher de alegria o coração do homem. Deus dá sentido à nossa vida, por que Ele é a vida. Deus redireciona o propósito da vida em buscá-lO, amá-lO e adorá-lO diariamente. À medida que Deus se torna o centro da nossa vida, encontramos a reposta para a pergunta sobre o propósito da nossa existência. Não somos chamados para sermos ricos, famosos ou felizes com os prazeres desse mundo; antes, somos chamados para glorificar a Deus e viver de acordo com seus mandamentos. Somos chamados para desfrutar de seu amor em um relacionamento intimo pessoal, real e gracioso. Tudo o que fazemos nessa vida que não tenha Deus como centro é vaidade de vaidades.

 

                                                                                                             Wellington Leite da Silva
                                                                                                              Pela Juba do Leão. Ap 5.5
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...