terça-feira, 25 de abril de 2017

Paulo, servo de Jesus Cristo

Paulo, servo de Jesus Cristo. Rm 1.1a

As introduções dos textos bíblicos na maioria das vezes passam despercebidas pelos leitores apressados. As pessoas leem o começo dos textos rapidamente e sem muita atenção, pois para elas a prioridade do texto é o tema central, e a introdução é simplesmente uma abordagem funcional, formal e mecânica e por isso não contém nada para nos dizer. Isso infelizmente é uma grande bobagem. As introduções possuem ricos ensinos, e quero comentar um pouco sobre uma parte da introdução a Carta as Romanos.

As primeiras palavras de apresentação referem-se a Paulo e seu Senhor, Jesus Cristo. O apóstolo descreve aquilo que em seu ser está bem claro, ele é servo, ou melhor, escravo de Jesus. A palavra grega utilizada ali é doulos, que significa escravo. O maior teólogo, missionário e plantador da Igreja de toda a história descreve-se como escravo de Jesus. Aqui Paulo está explicando a quem ele pertence. Paulo não era mais de si mesmo, mas sim escravo, propriedade de Jesus.

Antes de continuarmos a explicação é necessário dar alguns esclarecimentos. O termo escravo utilizado aqui e presente na cultura romana é completamente diferente do conceito que temos nos dias de hoje. Em nossa sociedade/história marcada pelo tráfico negreiro, exploração, maus tratos e mortes a palavra escravo é pejorativa. Talvez por isso os tradutores troquem escravo por servo. Mas no mundo bíblico no qual Paulo está inserido a palavra contém uma conotação diferente. A palavra escravo é utilizada para designar alguém que pertencia a outro ser. Essa pessoa agora era senhor da vida deste, sendo responsável legal por aquele indivíduo que é seu escravo. Em Roma, os escravos não recebiam os mesmos castigos que infelizmente os escravos que nossa história conta receberam. Antes, eles eram tratados de modo diferente, visto que as leis romanas proibiam o maltrato, descaso e morte destes.

Feito as devidas explicações vamos continuar nosso texto. A palavra contém alguns significados mais profundos, iremos aqui focar em dois deles. O primeiro é sobre o cuidado que o senhor tinha pelo escravo. O outro é sobre o escravo ser propriedade única e exclusiva de seu dono.

Ao contrário daquilo que nossos registros históricos mostram, em Roma o senhor deveria providenciar tudo o que era necessário para o escravo poder servi-lo. Ele deveria dar uma lar, comida, bebida e proteção. O mestre tinha como responsabilidade possibilitar as condições necessárias para que o escravo pudesse realizar seu trabalho, que consistia em trabalhar para o inteiro agrado de seu dono. Já que tudo o que era requerido para viver era lhe dado o escravo poderia concentrar suas forças em cumprir a vontade de seu mestre. O propósito dele era alegrar o coração de seu Senhor. A alegria de seu amo era o propósito do serviço do escravo.

Uma segunda característica do termo é sobre a exclusividade do escravo. Ele pertencia unicamente ao seu Senhor. Nenhum outro poderia tê-lo como sua propriedade. Ninguém poderia toma-lo para si. O escravo pertencia ao seu dono até a morte, seja dele ou de seu Senhor. Isso dava ao escravo uma singularidade. Ele pertencia somente a uma pessoa, e somente a ela estava ligada.

Essas duas ideias nos remetem ao que está por detrás dessa simples saudação. Paulo está nos falando que somente a Cristo ele pertence. Que como sua propriedade exclusiva ele vivia para seu inteiro agrado. O apóstolo está nos dizendo que tudo o que ele tem é dado por Jesus desde o alimento, roupa e proteção de sua própria vida. O escravo Paulo está nos comunicando que pertence a Jesus de Nazaré e sua vida está ligada a ele. Jesus para Paulo é a razão de viver, o motivo, propósito que o mantém de pé e o faz se mover. Paulo não é escravo do pecado, do mundo ou de Satanás. Ele é escravo do Rei da glória. Aquele que por seu sangue o comprou, livrou e agora o chama para proclamar as suas virtudes a toda criatura.

É nesse sentido que ele inicia sua carta aos romanos. Paula sabia a quem pertencia. Ele tinha pleno conhecimento acerca de seu Senhor. Uma pergunta, você sabe isso? Isso é uma realidade nova, ou simplesmente algo sem sentido?

Viva para Cristo, você é propriedade exclusiva dele. Ele cuida de você.

Você como Paulo, é escravo de Jesus Cristo?

Livro utilizado como base: Escravo; John MacArthur; Editora Fiel.

Autor: Wellington Leite ( Toddy)
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segunda-feira, 24 de abril de 2017

Qualidades Cristã

“Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade;”

A caminhada cristã é um relacionamento com o Deus Trino e com nosso próximo. Ter a capacidade de compreender os sentimentos e emoções daqueles que nos cercam é mostrar interesse e amor pelas pessoas. Se identificar com a dificuldade do outro é exteriorizar apreço e demonstrar cuidado agradando o nosso Deus. As circunstâncias da vida não batem à porta pedindo autorização para entrar, elas simplesmente invadem nossas vidas. Ninguém pede para sofrer!

Dessa forma apoiar nossos irmãos em momentos difíceis é mostrar ternura e empatia pelo necessitado. Por isso Paulo nesse texto de Colossenses, oferece qualidades a ser vivida na caminhada de todo cristão. Além disso, o exemplo do nosso Senhor Jesus nos mostra o quanto ele foi amoroso e gentil.

Somando a isso, o texto de colossenses ensina que o cristão deve ser misericordioso, tendo o coração sensível e uma preocupação genuína, porém, na realidade muitos irmãos não possuem essa qualidade de misericórdia (Mt 18: 21-35). Creem esses que ter misericórdia é aceitar de cabeça baixa o sofrimento do amigo. No entanto, são as Sagradas Escrituras que consolam o sofrimento (Jo 21: 15-23).

Em outras palavras ser preocupado e ter ação compassiva por aqueles que tem algum problema, seja físico, mental, emocional faz parte do pensamento cristão, visto que a misericórdia é uma dádiva do cristianismo. Não podemos ter um espírito de indiferença frente aos sofrimentos que afligem a humanidade. 

Assim o povo de Deus deve ser misericordioso, exercer a paciência ao máximo, suportando sem revidar as ofensas, mas perdoando-as. O perdão recebido de Deus foi muito maior em comparação ao que temos que conceder ao nosso próximo, dessa forma, segundo Hernandes Dias Lopes devemos perdoar porque fomos perdoados, devemos perdoar como fomos perdoados. Hernandes ainda completa afirmando que a Igreja é conhecida como a comunidade dos perdoados. Está comunidade de perdoados sabe o valor do perdão e tem o bom senso para não nutrir desafetos. A liberdade do perdão é a possibilidade de viver uma vida saudável para o perdoado e o perdoador.

Autor: Georgington Ribeiro
Edição e Revisão: Thiago Andrade

Referência 
 Lopes, Hernandes Dias, Colossenses: a Supremacia e  grandeza de Cristo, o cabeça da igreja. São Paulo: Hagnos, 2008
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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Quem estava na Cruz?

“Pedro respondeu: ‘Tu és o Cristo’ [...] Então Pedro, chamando-o à parte, começou a repreendê-lo. [...] O Cristo, o Rei de Israel... Desça da cruz, para que o vejamos e creiamos!” Mc 8: 29, 32 ; 15:32

Ao percorrer o corredor da história da igreja a cruz de Cristo foi motivo de diversas discussões E os donos da pergunta, a saber, “Quem estava na cruz”, que provocou controvérsias têm endereço: os gnósticos. No entanto, meu objetivo não é tratar deles, mas meditar no cenário da cruz e enxergar ali judeus, romanos, gregos e questionar: para eles, quem estava na cruz?

O evangelho de Marcos não poupa o desentendimento dos discípulos acerca do propósito de Cristo, no qual “... a morte é o cumprimento da vida. Jesus veio para morrer.” Da mesma forma, ele não economiza nos escárnios dos personagens no relato da crucificação. Diante do ministério público e privado de Jesus, Marcos deixa evidente que “antes da ressurreição ele era o Messias na forma de servo, em uma forma que Sua dignidade como Filho de Deus estava escondida aos olhos dos homens.” 

O primeiro evangelista dilacera a visão de Rei imperial em Jesus, tornando-o um servo sofredor que ao invés de receber uma coroa dourada cintilante, recebeu uma coroa de espinhos pontiagudos. Os discípulos diante de Deus não o reconheceram (Rm 1: 20-23). Como assim? E as palavras de Pedro “Tu és o Cristo” (Mc 8: 29)? Naquela época “o Cristo”, não era considerado divino. Somente César podia ser chamado “filho de Deus”. Jesus assumindo o trono imperial seria a confirmação de que verdadeiramente ele era o “filho de Deus” e ninguém mais sofreria. 

Dessa forma, fica claro porque Pedro chama Jesus e o repreende em particular. O verso 31 deixa claro qual é a mentalidade dos discípulos em ver Jesus Rei, o Messias não pode sofrer. A palavra “repreender” (Mc 8: 32) no grego “é o mesmo verbo usado em outras passagens quando Jesus repreende demônios. Significa que Pedro condena a atitude de Jesus com a linguagem mais forte possível.” Pedro achava que sabia mais do ministério de Cristo do que o próprio Cristo. A atitude errada do discípulo ainda permanece atual, pois quantos de nós achamos que sabemos mais do que Deus, procurando respostas para as nossas aflições, esperanças, sonhos e tantas outras coisas fora das Escrituras?

Fora dos muros de Jerusalém, no Gólgota, está montado o palco para o maior espetáculo público: a crucificação do Rei dos judeus. O evangelista deixa evidente todos os grupos de pessoas na cena e nos mostra a seguinte realidade: ninguém busca a Deus. Inclusive os próprios sacerdotes, juntamente com os escribas (aqueles que deveriam “estar por dentro” do contexto messiânico), pedem um milagre: “Desça da cruz, para que o vejamos e creiamos”. No entanto, eles mentem, pois de acordo com Jo 11: 47 eles reconhecem os milagres de Jesus, mas acreditam que sua fonte é satânica (Mc 3: 22). Sendo assim, na concepção dos sacerdotes e escribas quem estava na cruz em Jesus era belzebu e, portanto, Jesus estava sem poder algum. O pecado cegou o entendimento dos sacerdotes e escribas, pois o milagre que pedem é justamente a vontade do Diabo: tirar Jesus da Cruz. Porque “se Jesus salvasse a si mesmo não poderia salvar a nós. Se Ele descesse da cruz, nós desceríamos ao inferno. Porque Ele não desceu da cruz, nós podemos subir ao céu.”, os mestres da lei não compreenderam isso. É na fragilidade de Jesus que somos salvos. 

Então o Diabo saiu vitorioso enquanto Jesus estava na cruz e na ressurreição Deus dá a cartada final e vence Satanás? Não. Segundo Franklin Ferreira esta ideia é profundamente errada. Na verdade, é na cruz que o diabo é derrotado. Na fraqueza de Deus, todos os nossos inimigos são vencidos. 

O Evangelho nos ensina que a morte foi morta pela morte de Jesus Cristo. E esta é toda a nossa esperança. Não foi pelo nascimento (de Jesus), mas pela sua morte que nós fomos reconciliados com Deus. Na Cruz houve derramamento de sangue para remissão de pecados (Hb 9: 22), na ressurreição houve justificação (Rm 4: 25) para nos relacionarmos com o Pai. 

Segundo os sacerdotes e escribas quem estava na cruz era belzebu, no entanto, este mesmo os cegou usando-os para a sua vontade: tirar Jesus da Cruz. A condição humana não compreende que o “verdadeiro perdão exige sofrimento.” Jesus deixou a intimidade que tinha na eternidade, para que pudéssemos desfrutar dela. E quantos de nós ainda temos atribuído uma obra que é Deus a satanás? Não compreender quem realmente está na cruz, é o mesmo que se igualar aos escarnecedores.


Autor: Thiago Andrade
Edição e Revisão: Thalyta Priswa


Referências:  Herman Bavinck. Teologia Sistemática. SOCEP. 2001.
 Timothy Keller. A Cruz do Rei. 2012.  
 Hernandes Dias Lopes. Marcos: O evangelho dos milagre. Hagnos. 2006. 
 Cl 2: 11-15 
 Franklin Ferreira. O credo dos Apóstolos: as doutrinas centrais da fé cristã. Fiel. 2015. (Cl 2: 11-15) 



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Experiência Cristã

Você já viu alguém sofrer? Já observou pessoas em casos de doença terminal sofrendo tanto, que você pergunta por que ela passa por determinados sofrimentos? Você já assistiu pessoas cristãs piedosas, vivendo algum tipo de sofrimento ou sofrendo de diversas maneiras? Você já perguntou qual o propósito de Deus no sofrimento dos seus filhos?

O espinho na carne de um cristão, ou seja, o sofrimento daqueles que são regenerados pelo Espírito Santo, tem como objetivo o aperfeiçoamento e o emergir do amor eletivo. O sofrer produz e conduz o servo de Deus a uma sensibilidade a dor dos que estão necessitados de consolação. Além disso, o ser humano não gosta de passar por humilhação, nem sofrimento. Agora, o fato de não gostarmos, não quer dizer que não vamos passar.

Ao contrário do que muitos pensam, o cristianismo não é uma religião que louva o sofrimento, mas louva no sofrimento. As Sagradas Escrituras exortam-nos a ter alegria, e exultarmos nas próprias tribulações. E por quê? Porque há um plano de Deus e um propósito no sofrimento de produzir perseverança, experiência e esperança. (Tg1:2,3).

Quando se fala em sofrimento ninguém sofreu mais que nosso Senhor Jesus. No jardim do Getsêmani, Jesus sofreu de forma silenciosa os nossos pecados. Nosso salvador sofreu a agonia intensa pelo pecado dos eleitos e também as ofensas desses que Ele teria que expiar. Essa agonia foi tanta que literalmente ele suou gotas de sangue. O autor Alister McGrath falando sobre o sofrimento de Cristo na crucificação menciona um famoso adágio sobre a profissão de médico: “Só o médico ferido é capaz de curar”. McGrath depois de citar esse adágio declara: “O Deus que se oferece para curar as feridas de nosso pecado já foi ferido por pecadores”. Deus sabe o que é sofrer. Por que Jesus passou por esse sofrimento todo, tendo a pior morte: a cruz? Por amor.

Sem dúvida quando amamos os nossos irmãos, ficamos mais generosos. Não apenas em palavras, mas em obras. Sendo capacitados a enfiar a mão no bolso e socorrer a pessoa que está aflita ao seu lado. Dessa forma, Deus permite o sofrimento em nossa vida para que possamos colocar os dons que Ele mesmo nos deu a serviço do povo. Então o sofrimento tem o propósito de não nos deixar viver uma vida egoísta, mas sim para glória de Deus.

Por certo, o sofrimento nos traz quebrantamento e humildade mostrando que Deus é gracioso, nos sustenta e desta forma continua a boa obra em nossas vidas. Ademais, o cristão verdadeiro não gosta de sofrer, mas crer que o sofrimento é uma oportunidade de aprendizado.

Em resumo, o cristão espiritual fica doente, fica desempregado, perde filho, perde bens materiais, morre de doenças como acontece com todos, mas Deus passa essas circunstancias com ele. Além do mais, o sofrimento não é sinônimo de que sua vida está em pecado (Jo 9: 1-12). Logo, assim como o pecado atinge o corpo, a mente, as emoções, ser afligido afeta o nosso espírito. Sofrer nos indica que precisamos da graça de Deus e nos faz testemunhar de Cristo Jesus para glória do Pai. Temos um Deus conosco em momentos difíceis de sofrimento, um Deus presente nas noites escuras da nossa caminhada cristã.

Amém
SOLI DEO GLORIA

 McGrath, Alister E. Creio: um estudo sobre as verdades essenciais da fé cristão no Credo Apostólico/ Alister  E.McGrath; tradução de James Reis- São Paulo: Vida Nova, 2013, p. 85
 Lopes, Hernandes Dias, Sofrimento e vitória/ Hernandes Dias Lopes. São Paulo: Arte Editoria 2011
Autor: Georgington de Souza Ribeiro
Revisor: Thiago Andrade
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quinta-feira, 13 de abril de 2017

Terrorismo, justiça e amor aos nossos inimigos

Alguém me perguntou depois de nosso culto de oração de terça-feira em relação ao ataque terrorista: “Podemos, ao mesmo tempo, orar por justiça e ainda assim amar o nosso inimigo?”. A resposta é sim.

Mas comecemos com nossa própria culpa. Os cristãos sabem que se Deus lidasse conosco apenas de acordo com a justiça, pereceríamos sob a sua condenação. Somos culpados de traição contra Deus em nosso orgulho e rebelião pecaminosos. Nós merecemos apenas a condenação. A justiça somente nos condenaria ao tormento eterno.

Mas Deus não lida conosco apenas em termos de justiça. Sem comprometer a sua justiça, ele “justifica o ímpio” (Romanos 4.5). Isso parece injusto. E seria, se não fosse pelo que Deus fez na vida e morte de Jesus Cristo. A misericórdia de Deus o fez enviar o Filho de Deus para suportar a ira de Deus, a fim de vindicar a justiça de Deus quando ele justifica os pecadores que têm fé em Jesus. Portanto, temos nossa própria vida por causa da misericórdia e da justiça (Romanos 3.25-26). A misericórdia e a justiça se encontraram na cruz.

Portanto, não somos rápidos em exigir justiça sem misericórdia. Jesus ordena: “Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos” (Mateus 5.44-45). E, é claro, Jesus foi o padrão disso para nós como um homem perfeito. “Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho” (Romanos 5.10). E mesmo quando Jesus morria pelos seus inimigos, orou: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23.34).

Assim, o comando enfático dos apóstolos é: “Abençoai os que vos perseguem, abençoai e não amaldiçoeis… não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor. Pelo contrário, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber” (Romanos 12.14-20). Quando vivemos dessa maneira, magnificamos a glória da misericórdia de Deus e o tesouro todo-satisfatório que ele é para as nossas almas. Mostramos que, por causa do seu supremo valor para nós, não precisamos do sentimento de vingança pessoal para nos contentarmos.

Mas esta verdade não é comprometida ao afirmarmos que Deus também deve ser glorificado como aquele que governa o mundo e delega parte da sua autoridade aos Estados civis. Portanto, alguns dos direitos de Deus como Deus são concedidos aos governos com o propósito de restringir o mal e manter a ordem social sob leis justas. Isso é o que Paulo quer dizer quando escreve: “…não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas… [Esta autoridade é] é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal” (Romanos 13.1-4).

Deus deseja que a justiça humana mantenha o controle entre os governos e entre os cidadãos e a autoridade civil. Ele não prescreve que os governos sempre virem a outra face. Não é sem motivo que o governo traz a espada. A polícia tem o direito dado por Deus de usar a força para conter o mal e para conduzir os criminosos à justiça. E os Estados legítimos têm o direito dado por Deus de restringir a agressão que ameaça a vida e de levar os criminosos à justiça. Se essas verdades fossem conhecidas, esse exercício da prerrogativa divina ordenado por Deus glorificaria a justiça daquele que misericordiosamente ordena que o dilúvio de pecado e dce miséria seja restringido na terra.

Portanto, nós magnificaremos a misericórdia de Deus, orando para que nossos inimigos sejam salvos e reconciliados com Deus. A nível pessoal, estaremos dispostos a sofrer pelo seu bem eterno, e lhes daremos comida e bebida. Vamos rejeitar o ódio malicioso e a vingança pessoal. Mas, a nível público, também magnificaremos a justiça de Deus, orando e nos esforçando pela justiça que deve ser feita na terra, se necessário por meio de uma sábia e adequada força a partir da autoridade divinamente ordenada.

Buscando magnificar TODAS as glórias de Deus,

Pastor John Piper

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quarta-feira, 12 de abril de 2017

Palavras bem escritas enganam mentes despercebidas

Em semana de páscoa somos surpreendidos por diversas declarações à respeito de Jesus. Pessoas que não frequentam igrejas bíblicas há anos agradecem ao Salvador por sua morte e ressurreição. Outros louvam a personalidade de Cristo, e seu impacto na história com palavras bem escolhidas. Estes ressaltam Jesus de um modo grandioso, mas não se engane, um discurso por mais que tenha resquícios de verdade deve ser rejeitado se nega ou omite pontos centrais da fé cristã.

O “filósofo”, ou melhor historiador/professor brasileiro Leandro Karnal escreveu em sua página no Facebook um texto acerca do significado da páscoa, da vida e sofrimento de Jesus. Confesso que seu texto contém aspectos da verdade. Fala sobre eventos narrados pelos Evangelhos como por exemplo “Jesus ter ficado perdido em Jerusalém”, a vida de altos e baixos de Pedro “a pedra da Igreja”, os irmãos Tiago e João e seu temperamento forte, o lindo ato de lavar os pés dos discípulos e o amor de Jesus por eles. Seu texto pode até arrepiar, tirar o folego e prender a atenção, mas faltam no mínimo três coisas essenciais para a fé Bíblica:

1- Em seu texto, Karnal de maneira nenhuma diz sobre divindade de Cristo. Seu foco é todo voltado para a humanidade do redentor. Como se bem sabe, ele se declara ateu, por isso não poderia esperar outra coisa senão a falta dessa doutrina central da fé que é apresentado nas Sagradas Escrituras( Jo 1.1-4; ). Cristo é Deus, e isso deve sempre ser declarado sobre quem Ele é.

2- Em nenhum momento ele se refere ao fato de que a morte de Jesus foi para livrar pecadores do destino infernal que os aguardava. Jesus não morreu para que tivéssemos uma boa moral, muito pelo contrário, morreu para que através de sua morte e ressurreição os pecadores tivessem vida, e vida em abundância. Jesus veio para morrer para que tivéssemos vida, visto que por nós mesmos isso é impossível.

3- Ele não diz nada sobre a ressurreição corpórea ao terceiro dia. Seu texto é todo sobre a vida de Jesus, e termina deixando ele morto em um sepulcro. Um salvador morto não vale de nada. Um homem de boa índole que está sepultado não pode nos justificar dos pecados (Rm 4.23-25). O Senhor Jesus não é alguém que nos motiva a uma vida boa. Ele nos dá uma nova vida através de sua morte e ressurreição. Se Jesus não ressuscitou vã é nossa esperança ( 1 Co 15.19).

Esses três pontos revelam a falta de verdade dentro do discurso de Leandro Karnal. Ele não é um cristão, mas seu pensamento pode influenciar mentes desatentas. Antes de compartilhar, curtir e falar sobre o que os ditos intelectuais publicam nas redes sociais, lhe convido a examinar tudo o que falam da Bíblia à luz da própria Bíblia.

Autor: Wellington Leite (Toddy)

Texto que criticado O que Jesus pensava?
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EMAIL A UM JOVEM CRENTE QUE ESTUDA EM SEMINÁRIO LIBERAL

(O emai é fictício. O nome Daniel é para lembrar que ainda hoje crentes são jogados entre leões)

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DE: Augustus Nicodemus Lopes
REF: Ajuda para seminarista 
PARA: Daniel 
DATA: 07/04/2017
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Mau caro Daniel,

Soube por sua irmã Júnia que você está estudando em um seminário onde há muitos professores liberais, que defendem o método histórico-crítico e que costumam zombar dos alunos que dizem acreditar que a Bíblia é a inerrante Palavra de Deus.

Júnia me disse que você está bem aflito e por vezes com a cabeça cheia de dúvidas. Ela me pediu para escrever para você e encorajá-lo. Então, pensei em lhe passar as seguintes sugestões.

1 - Não se impressione com o ar de superioridade que professores críticos ostentam em sala de aula, como se o método crítico e as idéias liberais fossem coisa de gente intelectual, esclarecida e iluminada - na verdade, estas coisas podem ser indício de incredulidade. E se de fato a incredulidade estiver por trás do vanguardismo, o comportamento deles será menos do que cristão e então desdenharão dos que crêem. Na falta de fé, eles tentam mascarar a incredulidade deles se apresentando como pessoas de mente aberta e esclarecida, que sentem pena dos pobres mortais obtusos e atrasados que teimam em acreditar nos milagres da Bíblia, na ressurreição literal de Jesus e no relato da criação. Não se impressione com este tipo de perspectiva, se ela surgir. Se o que os move for dificuldade em crer no relato simples das Escrituras, procure vê-los como são, pessoas sem fé que estão procurando racionalizar o fato de que ainda se consideram religiosos e cristãos mas sem crer em nada do que a Bíblia diz.

2- Uma boa estratégia para que você perca o temor de professores liberais e vê-los como realmente são é perguntar qual igreja freqüentam - você irá descobrir que vários deles não freqüentam igreja nenhuma e que não contribuem em nada para as igrejas locais, a não ser fazer sermões aqui e acolá quando convidados. Uns poucos que pastoreiam geralmente têm igrejas minúsculas e que não crescem.

3 - Você vai ter que ler as obras de autores liberais que eles vão passar. Leia criticamente, sondando os argumentos. Não aceite nada como sendo fato, mas vá na Bíblia e confira. Você vai descobrir, como eu descobri durante meus estudos com professores liberais, que eles têm muitas hipóteses e teorias, mas quase nenhum fato ou evidência. E lembre que para cada argumento que eles usam, existem contra-argumentos de professores conservadores tão competentes quanto eles.

4 - Mesmo em escolas dominadas por liberais sempre tem um ou outro professor que ainda acredita na Bíblia. Procure se aproximar dele e tentar conseguir que ele os oriente e ajude nos trabalhos e monografias.

Bom, não há realmente muito mais a ser dito a não ser isto, que você permaneça firme na fé, lendo a Bíblia e orando diariamente para que Deus lhe livre do mal e não lhe deixe cair em tentação. Pois afinal, o erro doutrinário também é obra da carne, como Paulo ensina em Gálatas 5:19-21.

Um abraço,
Augustus

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domingo, 9 de abril de 2017

SEU corpo, SUAS regras



Paulo exorta os coríntios acerca de sua imoralidade, lembrando-lhes de que “aquele que se une ao Senhor é um em espírito com ele” (I Co 6.17), e que essa união nos destitui do senhorio de nossa própria vida, de tal forma que não mais somos de nós mesmos.

Todavia, temos ouvido frequentemente a frase “meu corpo, minhas regras” para expressar a liberdade que todo indivíduo detém de dominar a si mesmo pelos padrões de moral que ele mesmo construiu. A questão é que a origem desta falsa liberdade provém das correntes nas quais o deus deste século aprisionou o mundo, os fazendo andar “segundo as inclinações da carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos” (Ef 2.3), e muitos dos que destas correntes já foram libertos (“entre os quais todos nós andamos outrora... éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais”, Ef 2.3) vivem como se ainda estivessem mortos nos seus delitos e pecados e não obtido vida juntamente com Cristo pela misericórdia e grande amor de Deus (Ef 2.4-5).

Desta forma, neste mundo cuja moral se relativizou e a libertinagem tomou a forma da liberdade, precisamos renovar nossas mentes no fato de que se fomos unidos a Cristo em sua morte e ressurreição para a libertação do domínio do pecado (“Porque se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente, o seremos também na semelhança da sua ressurreição, sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos”, Rm 6.5-6), somos SEU corpo, e, portanto, devemos seguir as SUAS regras, a fim de que os feitos do nosso corpo sejam mortificados pelo Espírito (Rm 8.13).

Tal mortificação de nós mesmos nos leva, na verdade, à realidade de quem somos, pois quanto mais nos tornamos semelhantes a Cristo, mais nos aproximamos dos propósitos iniciais de Deus para a existência do ser humano. Por isso, quero, neste artigo, convidar homens e mulheres cristãs a enxergarem o que a Palavra do nosso Criador diz a nosso respeito e não o que ideologias terrenas ou até mesmo o que a nossa velha natureza diz que somos.

Primeiramente, voltemos nossas mentes ao relato da criação, iniciando pelo primeiro capítulo de Gênesis:

· v. 27: “Criou Deus, pois o homem (“adam”, no hebraico, “ser humano”) à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem (“zakar”, no hebraico, “macho, homem”) e mulher (“neqebah”, no hebraico, “fêmea, mulher”) os criou.”

Aqui nós vemos que o ser humano, em seus dois gêneros, foi criado à imagem de Deus, portanto, homem e mulher carregam em si a imagem do Criador e refletem a complementaridade do Deus trino. Refletir a Deus carregava a ideia das estátuas dos imperadores que eram representações daquele que governava.

· v. 28: “E Deus os (“otam”, no hebraico, “eles”) abençoou e lhes (“lahem”, no hebraico “a eles”) disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, e enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra.”

A benção e a responsabilidade de cuidar e dominar o mundo foi dada a ambos, portanto, nunca houve inferioridade entre os gêneros.

Depois do primeiro capítulo, que é como um resumo de toda a criação, vemos no segundo capítulo a forma como cada gênero exercerá suas responsabilidades a partir dos propósitos pelos quais Deus os criou:

· v. 15: “Tomou, pois o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar. E o Senhor Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.”

Aqui tem-se a instituição do chamado “mandato cultural”, que diz a respeito do relacionamento do homem com a criação, onde Adão é colocado como o responsável pelo cultivo e cuidado da natureza. Além disso, ele também é aquele a quem foi dada a ordem de não comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, sendo dele, portanto, a responsabilidade da liderança e do zelo espiritual sobre a futura família a fim de que obedecessem às ordens de Deus.

· v. 18: “Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea.”

· v. 22: “E a costela que o Senhor Deus tomara ao homem, transformou-a numa mulher e lha trouxe.”

Na criação da mulher, vemos que o Senhor Deus a projetou para auxiliar o homem em suas responsabilidades (de cuidado e domínio da criação e de um relacionamento íntimo e obediente a Deus), e Ele mesmo a criou a partir do homem. O próprio nome “mulher” (isha) é no hebraico um jogo de palavras, pois corresponde ao nome do homem (ish), assim, se segue do seu próprio nome, que a mulher tem seu propósito e criação originados em Deus para ser uma auxiliar correspondente e adequada ao homem.

Todavia, todos conhecemos o fim deste relato. E mesmo que a maioria das traduções não explicitem a ideia original de Gn 3.6, vemos no texto hebraico que Adão estava com Eva no momento da tentação, mas se omitiu do zelo que lhe cabia pelas ordens do Senhor, quando sua mulher desejou além do que Deus já lhes havia dado para usufruir e dominar.

Em Gn 2.9, vemos que Deus fez brotar todo tipo de árvore no jardim, e elas eram “agradáveis à vista e boas para alimento”, mas o desejo por uma autonomia de Deus a ponto de serem eles mesmos como deuses para discernir o que é bom e o que é mal, fez a mulher olhar para uma árvore, em Gn 3.6, que também era “boa para se comer, agradável aos olhos”, mas que além disso, era “desejável para dar entendimento”. Dessa forma, o rompimento do ser humano com Deus foi fruto do desejo de fugir do senhorio de Deus como a fonte perfeitamente suficiente para a vida em todos os seus aspectos (física, moral, espiritual).

Todos conhecemos também as consequências deste fato. A mulher agora terá um sofrimento multiplicado no parto, o seu desejo será contra o seu marido (apesar de muitas traduções usarem em Gn 3.16, “o teu desejo será para o teu marido”, o contexto hebraico tem a ideia de que o desejo da mulher será contra seu marido), o marido a governará como autoritário, o relacionamento de trabalho do homem para com a criação será agora penoso, ambos passam a conhecer a mortalidade, são expulsos do jardim e da comunhão perfeita com o Criador, e esta quebra de comunhão afetará a toda a humanidade, cuja existência se aprofundará na busca por uma autonomia de Deus e de seus padrões.

Contudo, também todos nós conhecemos sobre aquele que viria como o descendente da mulher para pisar a cabeça da serpente e para religar a comunhão do homem perdido com o Pai. Todos conhecemos sobre o cordeiro que foi morto para cobrir com vestimentas de peles a Adão e Eva em sua vergonha, mas também conhecemos sobre o Cordeiro cujo sangue lava as vestiduras dos redimidos que herdarão o direito à Árvore da Vida, para uma vida eterna de exaltação e gratidão diante do Deus trino!

E de fato espero que o conheça! Pois é por conhecê-lo intimamente que um cristão vive de acordo com a “regênesis” que experimentou em Cristo e não de acordo com as distorções que o pecado trouxe à imagem de Deus no homem, a tal ponto de relativizar o gênero do próprio corpo e de inverter os papéis do homem e da mulher.

É por conhecer a Deus que uma mulher cristã, seja ela casada ou solteira, não enxergará a submissão e o auxílio como um peso, nem tampouco tentará usurpar a liderança que Deus deu aos homens, mas usufruirá o prazer de viver no propósito pelo qual Ele mesmo a criou. É por conhecer a Deus que o homem também enxergará o trabalho como mandamento de Deus antes da queda e não como um fruto do pecado e é por conhecer a Deus que ele assumirá o seu papel de líder sobre a criação, sobre a mulher e sobre a família com zelo e não com omissão.

É por sabermos que não somos de nós mesmos, que vivemos por Cristo. É por sabermos que não somos autônomos, que o seguimos como Senhor. 

Afinal, SEU corpo, SUAS regras.

“E a vós outros também que, outrora, éreis estranhos e inimigos 

no entendimento pelas vossas obras malignas, 

agora, porém, vos reconciliou no corpo da sua carne, mediante a sua morte, 

para apresentar-vos perante ele santos, inculpáveis e irrepreensíveis.”

Cl 1.21-22

Autora: Sabrina Uchôa
Arte: Full of eyes
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sábado, 8 de abril de 2017

Mansidão em todos os lugares

Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.

As redes sociais têm causado muito destempero, arrogância, sarcasmo e um tom de acidez intelectual. Claro! Não são todas pessoas com essa postura, mas podemos dizer que é a maioria. As pessoas hoje escondem-se atrás de um computador para escrever os maiores impropérios sobre determinados assuntos que elas acham relevantes.

Em contra partida, há pessoas equilibradas para dialogar sem partir para ofensas pessoais ou acusações desesperadas, tendo boa vontade para ouvir o outro lado sem acusar caricaturas que não condizem com a realidade do pensamento. É preciso ter mansidão e bom senso para discernir o ambiente a tratar assuntos importantes e tão sérios como política, teologia, filosofia etc.

Dentro desta ótica, as redes sociais são hoje o reflexo da realidade do ser humano. Sem o equilíbrio e a dose correta estas atitudes podem causar muitas dificuldades principalmente nos relacionamentos. Uma ferramenta muito útil como as redes sociais, podendo ser usada para glória de Deus, precisa ser entendia como o início de um diálogo e não o fim deste. Infelizmente o que tem acontecido é exatamente o oposto. O clima de torcida de futebol entre as áreas teológicas, filosóficas e políticas, por exemplo, por mais que pareça excitante para alguns, isso pode refletir de alguma forma o resultado de uma postura egocêntrica midiática. A busca de popularidade e o deslumbramento dos likes em sua página pessoal pode não ser a prioridade adequada.

Dessa forma, uma pessoa mansa conserva o domínio próprio por amor a Deus. Além disso, este amor produz atos gentis e uma atitude de benevolência às pessoas. Esse domínio deve ser compartilhado nas redes sociais. 

Há indivíduos que ao fazerem o login para entrar nas redes sociais, parece sofrer uma exposição aos raios gama e a mutação acontece se transformando em uma espécie de Hulk das redes sociais. Tudo ofende essa pessoa e ela sente a necessidade de responder qualquer tipo de provocação, mas exercer a mansidão nesses momentos provocativos não é fraqueza, mas poder de Deus conservando o domínio próprio. Jesus é o exemplo para nossa vida cristã. Ele foi manso e humilde. Precisamos ser desta forma até nas redes sociais. Não é fácil, mas temos que tentar.

Autor: Georgington de Souza Ribeiro
Revisão e edição de texto: Thiago Andrade
Referência Bibliográfica 
Lopes, Hernande,Colossenses: a Supre grandeza de Cristo, o cabeca da igreja / Hemandes Dias Lopes. — São Paulo, 2008

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domingo, 2 de abril de 2017

Descontruindo para Construir

Compartilhar a nossa fé é um dever e fidelidade para com Deus e grande ato de amor aos que ainda não foram salvos. Mas nos dias de hoje devido a proliferação dos “evangélicos” nas mídias televisivas e radialistas o termo “cristão evangélico” perdeu seu sentido real e bíblico. Hoje qualquer um é evangélico, desde deputados corruptos, jogadores de futebol que tem amor pelo dinheiro e até mesmo alguém que é atriz porno!. 

Ao começar uma conversa que tenha como objetivo levar à pessoa a ter conhecimento acerca da obra de Jesus, devemos nos certificar de que nosso ouvinte entende que não somos iguais as pessoas que citei acima. Necessitamos desconstruir a imagem de evangélico dos dias de hoje, para que então possamos apresentar o que de fato é ser um discípulo de Jesus. 

Primeiro devemos apresentar as marcas de um verdadeiro seguidor do Messias. Seu amor ao próximo, sua luta contra o pecado, o fruto do Espírito, o amor aos mandamentos de Deus e sua devoção única ao Deus trino. É preciso ficar claro que somos completamente diferentes dos evangélicos da televisão e do rádio. Seguimos a Jesus e não os nossos corações. Tememos a Palavra e não homens. Amamos pessoas e não o dinheiro que elas possuem e podem nos dar em troca de bençãos. 

Em segundo lugar exponha sem medo nenhum que as práticas de muitos deles não tem respaldo nas Escrituras. Mostre que Deus jamais quis sua carteira, mas sim seu coração. Apresente a visão correta a respeito da obra do Salvador na Cruz. Deixe visível que por mais que eles tenham uma linguagem dita cristã, eles amam tudo, menos a pessoa do amado Jesus. Como falsos profetas eles devem ser expostos, para que tal pessoa não venha ser enganada com seus ensinos diabólicos. 

Convide-o (a) para um estudo bíblico, e assim lhe exponha todo conselho de Deus. É nossa obrigação apresentar a verdade e desmascarar a mentira, mas jamais devemos deixar nosso ouvinte sem uma esperança. Declare a ele o que as Escrituras revelam sobre o plano salvífico de Deus, e clame a Deus para abrir seu entendimento.

Amar é falar o que é a verdade e ao mesmo tempo apresentar quem é a verdade. Os mestre da teologia da mídia enganam as pessoas com sua vida ímpia e sua mensagem adulterada. Faça o contrário, demonstre com sua vida o amor de Jesus e partilhe a fé que recebeu Dele.

Autor: Wellington Leite (Toddy)
Pela Juba do Leão
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